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Adauto Lourenço faz palestras sobre criacionismo no Paraná

Físico ensinará aos presentes como defender a fé bíblica dentro do contexto científico contemporâneo.

Nos dias 19 e 20 de janeiro as cidades paranaenses de Maringá e Nova Esperança receberão o mestre de física Adalto Lourenço que fará um circuito de palestras sobre criacionismo.

Quem participar desses eventos poderá tirar dúvidas de assuntos polêmicos no meio científico como o Dilúvio Bíblico e a Semana da Criação, descrita em Gênesis 1 e 2. Além disso, será possível saber defender a fé bíblica dentro do contexto científico contemporâneo.

O evento é promovido pelo Numar-SCB que permitirá aos interessados dessas duas cidades ter o contato direto com o físico formado pela Bob Jones University, EUA, em 1990, com minors em Matemática e Ciência da Computação.

Nascido em Fortaleza em junho de 1958, tem título de B. Sc., MSc., e Mestre em Física Nuclear pela Clemson University, USA. Além de ser formado em Física, Lourenço também é formado em teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida.

Atualmente, Adalto Lourenço atua também como pesquisador responsável em Sistemas de Imagem de Estruturas Atômicas e na área de nanotecnologia no Oak Ridge National Laboratory, (Tennessee, EUA). Ele também é membro da Sociedade Americana de Física e pesquisador no Max Planck Institut für Strömungsfurchung (Göttingen, Alemanha) na área de troca de energia entre superfícies metálicas e gases.

O circuito de palestras sobre criacionismo, com Adalto Lourenço, acontece neste sábado e domingo, 19 e 20 de janeiro, em três locais com temas diferentes:

Primeira palestra

Tema: Defendendo a fé bíblica dentro do contexto científico do século XXI
Sábado, 19, às 17 horas, na Igreja Adventista de Maringá.
Av. 15 de Novembro, 845 – Maringá, PR

Segunda palestra

Tema: O Dilúvio em Gênesis – mito ou fato histórico?
Domingo, 20, às 9h30, na Igreja Batista Ebenézer
Rua Romário Martins, 270 – Centro – Nova Esperança, PR

Terceira palestra

Tema: Criacionismo bíblico: Gênesis 1 e 2 – a mão de Deus na Criação
Domingo, 20, às 20 horas, na Primeira Igreja Presbiteriana Renovada de Maringá
Av. Tamandaré, 975 – Centro – Maringá, PR.

 

Fonte: Gospelprime.

Cascavel recebe Simpósio Universitário Revisitando as Origens

Cascavel sedia, no dia 10 de novembro, o Simpósio Universitário “Revisitando as Origens” na Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste. O encontro acontece a partir das 9h na Unioeste.

As investigações sobre a origem da vida são um tema crescente e atual no meio acadêmico. Teorias têm sido significativamente questionadas, como a teoria da evolução química como proposta para a origem da vida e a possível ancestralidade comum entre o homem e primatas. O evento será realizado pelo Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB) e contará com palestrantes nacionais e internacionais conceituados na área da educação: Dr. Ramon Peres, Dr. Marcio Fraiberg, Dr. Thiago de Melo Costa Pereira, Dra. Debora Santana e Bsc. Danilo Camargo.

Não há como negar, o evento é uma oportunidade imperdível para a comunidade acadêmica e interessados no tema trocar informações, conhecer cientistas engajados em um evento voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo.

INSCRIÇÕES:

Para participar do Simpósio, basta inscrever-se no site da instituição (www.numar.scb.org.br/eventos) e apresentar 1 kg de alimento não perecível no dia do evento. Para receber o certificado é necessário se inscrever para o evento mediante o pagamento da taxa.

LOCAL: Auditório Central Unioeste. Rua Universitária n.2069, bairro Universitário – Cascavel – PR

DATA: 10 de Novembro

Mais informações e inscrições somente no site: https://numar.scb.org.br/loja/eventos/simposio-universitario-revisitando-as-origens/

Informações à imprensa:

marlontexeira@gmail.com

(45) 99827-7225 Marlon

(45) 9835-0119 Leonardo

Sobre o Numar-SCB

O Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB) fundado em Maringá no ano de 2015 é uma organização sem fins lucrativos, arrojada e inovadora em ações, de caráter cultural, educacional e científico. Atualmente, o Numar-SCB oferece atividades de alta qualidade como o programa semanal (em canal próprio do Youtube), intitulado “Diálogo sobre as Origens”, se destaca por promover vários cursos na modalidade EAD organizados pela SCB – líder neste ramo a quarenta e cinco anos. A produção local de vídeos, entrevistas, cursos de extensão, artigos informativos divulgados em mídia digital (numar.scb.org.br) tem sido intensa. É perfil do Numar-SCB estimular e apoiar o diálogo na temática origem da vida, inclusive em ambiente acadêmico, por essa razão agrega cada vez mais pesquisadores nacionais e internacionais nas diferentes áreas do conhecimento e demais interessados em dialogar e construir conhecimento nos estudos das origens. Como resultado deste volume de ações recentemente o Numar-SCB recebeu premiação no congresso Vocare (http://vocare.org.br/site/). Deste modo, o Numar-SCB tem movimentado um número expressivo de pessoas no Paraná e Brasil agregando maior valor sócio-cultural a esta terra de solo vermelha fértil. O rápido amadurecimento do Numar-SCB se deve ao reflexo da tradição de 46 anos da SCB com sede em Brasília, principalmente inspirado na pessoa de seu fundador e Presidente Emérito Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira.

Seminário de Arqueologia Bíblica, com Dr. Rodrigo Silva

Doutor Rodrigo Silva, apresentador do documentário Evidências.
Doutor Rodrigo Silva, apresentador do documentário Evidências.

Se você gosta de saber como as coisas eram no passado e se interessa por história, arqueologia e geografia, não pode perder a oportunidade de participar do Seminário de Arqueologia Bíblica que acontece na Unicesumar, nos  dias 8 e 9 de junho. O palestrante,  Dr. Rodrigo Silva, apresentador do documentário Evidências (TV Novo Tempo), irá mostrar evidências de eventos, costumes, rituais, personagens, povos e histórias da Bíblia. Uma ótima oportunidade para estudantes e interessados em aprofundar seus conhecimentos e tirar dúvidas.

O arqueólogo tem ampla experiência em escavações e viagens a locais históricos pelas terras bíblicas. Entre elas, destaque para a visita à expedição de Eli Shukron, um dos mais famosos arqueólogos da geografia bíblica. Na ocasião da visita ao “mais antigo registro arqueológico do culto monoteísta ao único Deus”, foram encontrados “alguns objetos arqueológicos, com cerâmica local de 1.800 depois de Cristo, no tempo doe Abraão”, conta Silva.

O evento é promovido pela Escola de Estudos Bíblicos  e pelo Numar-SCB, e tem o objetivo de oferecer mais conhecimento sobre acontecimentos bíblicos específicos – o que pode ajudar a ampliar o campo de visão. Saber dos hábitos mais específicos de um povo contribui para entender melhor o texto bíblico. Por exemplo, na história da posse da terra prometida aos hebreus, Canaã, se você sabe que eles não estavam tomando a terra de outras pessoas, como aconteceu na América Latina, o seu olhar muda? É disso que se trata a arqueologia bíblica. Silva conta que os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó haviam comprado aquelas terras para que o povo tivesse espaço para “crescer e abençoar o mundo todo”, como Deus prometera. Mas, quando os hebreus foram passar uma “temporada” no Egito, com a história de José – o governador –, os cananeus invadiram as terras. Após a libertação da escravidão a que foram submetidos no Egito, eles encontraram invasores armados que não queriam devolver as terras que lhes pertenciam por direito e por herança. Então, a terra prometida havia sido, na verdade, comprada. Não foi roubo nem invasão, como pode parecer quando não sabemos que era herança garantida pelas leis da época.

Quer aprender mais?

Garanta sua participação no evento agora mesmo!
As vagas são limitadas!

Sobre o palestrante:  Dr. Rodrigo Silva Possui graduação em Teologia e em Filosofia; mestrado em Teologia Histórica; especialização em arqueologia; doutorado em Teologia Bíblica; estudos pós doutorais com concentração em arqueologia bíblica; doutor em arqueologia clássica; é professor de Teologia e Arqueologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo – Campus Engenheiro Coelho, SP (UNASP-EC), curador do Museu Paulo Bork de Arqueologia do Oriente Médio e apresentador do documentário semanal “Evidências”, transmitido pela TV Novo Tempo.

Inscrições via Numar-SCB (clique aqui)
Inscrições via Jocum (clique aqui)
Investimento: R$ 30,00
Local: Unicesumar, auditório Joaquim Lauer.
Endereço: Av. Guedner, 1610, Jardim Aclimação, Maringá – PR
Outras informações: (44) 99907-9002

Existia um único supercontinente antes do dilúvio?

Muitas pessoas têm curiosidade acerca da origem dos continentes. O planeta antes do dilúvio possuía ou não apenas um continente, o que atualmente os cientistas chamam de Pangeia? Este tema realmente é complexo e tem suscitado dúvidas entre os nossos leitores. Essas dúvidas foram, então, sintetizadas na forma de cinco questões norteadoras para a realização dessa entrevista concedida pelo geólogo e professor Dr. Marcos Costa à Origem em Revista.

Marcos Natal de Souza Costa é bacharel em Geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Mestre em Geologia Econômica também pela UFMG, onde estudou a aplicação de isótopos estáveis na pesquisa de depósitos de ouro. É Doutor em Geologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP, também na área de Geologia Econômica, mas desta vez relacionada a minerais industriais. Trabalhou por 12 anos como geólogo prospector pesquisando áreas potenciais para depósitos de ouro. Está há 17 anos no Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP dando aulas de Geologia, Paleontologia, Levantamento de Recursos Naturais e Ciência e Religião, além da coordenação do Núcleo de Estudo das Origens – NEO. Também é membro do Geoscience Research Institute Committe – GRICOM, comitê ligado à Conferência Geral da IASD, responsável pelo planejamento de estratégias e ações visando a expansão do criacionismo em todo mundo. Além disso, Dr. Marcos Natal é novo Presidente eleito da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) para o ano de 2018.

  1. Explique-nos o que é o Rodínia? Quando ele provavelmente teria sido formado?

De acordo com a geologia convencional Rodínia foi um supercontinente formado na passagem do Mesoproterozóico para o Neoproterozóico, há cerca de 1 bilhão de anos, tendo se fragmentado em torno de 750 milhões de anos. Alguns geólogos acreditam que Rodínia deu origem a outro supercontinente chamado Panótia, mas os dados não são conclusivos. Rodínia teria presenciado pelo menos duas glaciações, a Marinoana e a Sturtiana, ambas no Neoproterozóico. A identificação de glaciações no registro geológico é feita através de analogias com ambientes glaciais modernos, entre elas a presença de sulcos e pavimentos polidos e estriados formados durante o movimento dos mantos de gelo sobre o substrato rochoso. Os sedimentos acumulados nas geleiras dão origem a rochas denominadas tilitos e diamictitos. Estas são rochas sedimentares formadas por clastos e fragmentos de rochas pré-existentes de granulação variada, imersos em uma matriz areno-argilosa ou lamosa, semelhantes aos sedimentos observados nas geleiras atuais.

Do ponto de vista criacionista seria possível relacionar Rodínia com a porção seca mencionada no livro de Gênesis (Gn 1:9,10). Entretanto, isto deve ser feito com cuidado para não se confundir com outras colisões observadas no Pré-cambriano e que também deram origem a outros supercontinentes. O Pré-cambriano é uma parte importante do registro geológico não muito explorada na literatura criacionista. Vez e outra ouvimos dizer que o Pré-cambriano é formado por rochas cristalinas de composição granito-gnáissica. Nada mais equivocado. Os terrenos pré-cambrianos são muito diversificados e de geologia complexa devido a predominância do metamorfismo. Além das rochas graníticas, um conjunto variado de bacias sedimentares com características peculiares é observado desde a sua base, no Arqueano até o final, no Proterozoico. Este conhecimento tem implicações importantes para o dilúvio bíblico, pois em determinados locais é praticamente impossível identificar a transição do Pré-cambriano para o Fanerozoico, porção da coluna geológica situada logo acima e dividida nas eras paleozoica, mesozoica e cenozoica.

  1. Em que período do dilúvio a Pangeia foi formada? E onde, nesta perspectiva, podemos encaixar a Laurásia Gondwana?

Ainda segundo a geologia convencional, Pangeia foi um supercontinente formado entre 300 Ma a 250 Ma, no final do Paleozoico, através da colisão de blocos continentais menores, estando cercado em todos os lados pelo grande oceano Pantalassa. Pangeia manteve-se íntegro até o Jurássico, quando começou a se fragmentar, primeiramente em dois grandes blocos, Laurásia e Gondwana, formando entre eles o mar de Tétis (hoje Mar Mediterrâneo). Em seguida, no Cretáceo, Gondwana se fragmenta, originando os continentes que conhecemos hoje.

Boa parte dos cientistas criacionistas considera o Fanerozoico como produto da sedimentação ocorrida durante o dilúvio. Neste cenário, a formação e fragmentação de Pangeia teria ocorrido aproximadamente no meio da grande inundação. As bacias sedimentares paleozoicas, que corresponderiam às partes iniciais do dilúvio, teriam se formado quando os blocos continentais que deram origem à Pangeia (Laurásia e Gondwana) ainda estavam separados. O Cenozoico, situado na porção superior da coluna geológica, constituiria a sedimentação ocorrida após o dilúvio, o que já é um consenso entre a maioria dos criacionistas.

Entretanto, há outros cientistas criacionistas que consideram a maior parte dos sedimentos depositados durante o dilúvio como equivalente à Era Mesozoica. Neste cenário, os sedimentos da Era Paleozoica, na sua maior parte, seriam pré-diluvianos, ou seja, teriam depositado entre a semana da criação e o dilúvio. No livro Understanding Creation traduzido para o português como Mistérios da Criação e publicado pela Casa Publicadora Brasileira em 2013, o Dr. Roberto Biaggi escreve:

“Tem-se proposto que a coluna geológica se formou como resultado de um evento catastrófico único. No entanto, agora sabemos que o registro geológico é muito mais complexo do que um único evento poderia produzir. Com base nos dados, um cenário razoável sugere que parte da porção inferior do registro consiste de rochas anteriores ao dilúvio global, as quais não chegaram a ser completamente alteradas ou erodidas pela catástrofe. Da mesma maneira é muito provável que uma porção superior da sequência represente os estratos e os processos que ocorreram após o dilúvio. Desta maneira, uma quantidade significativa de atividade geológica estaria representada em rochas pré-diluvianas e pós-diluvianas.”

Quando o Dr. Biaggi afirma que “o registro geológico é muito mais complexo do que um único evento poderia produzir”, ele está se referindo, mais apropriadamente, ao registro sedimentar do Fanerozoico. Segundo ele, é bem plausível que parte das bacias sedimentares, mais especificamente as do Paleozoico, teriam se formado antes do dilúvio. Isto faz certo sentido porque é difícil imaginar que no período de cerca de 2.500 anos entre a semana da criação e o dilúvio não houvesse a formação de nenhum depósito sedimentar, por menor que seja. Este modelo explicaria mais facilmente a formação e fragmentação de Pangeia no início do dilúvio, o que na geologia padrão corresponderia ao final da Era Paleozoica.

Sobre os continentes, o que teria ocorrido no episódio do dilúvio teria sido a fragmentação de Pangeia, dando origem aos continentes que conhecemos hoje. Sobre Rodínia, como mencionamos, ele teria sido formado na semana da criação em função dos atos criativos de Deus. A geologia ainda não tem dados suficientes sobre o que ocorreu com Rodínia até a formação de Pangeia. Ele poderia ter se fragmentado em vários núcleos continentais menores ou não. Sabemos que houve orogenias no Paleozoico como a Apalachiana e a Uraliana e o entendimento destes fenômenos é um ponto importante nos modelos criacionistas. Por outro lado, os 2.500 anos que separam um supercontinente do outro não seria um tempo absurdamente curto para o desmembramento do primeiro e configuração do segundo e o processo através do qual isto ocorreu não seria necessariamente catastrófico, como no caso do dilúvio. Um melhor entendimento da tectônica global em termos criacionistas pode trazer maiores esclarecimento sobre o assunto.

  1. Quais as evidências científicas geológicas da formação da Pangeia?

O mecanismo responsável pela formação de Pangeia e de outros continentes é a tectônica de placas. Dois processos são importantes neste contexto, a expansão do assoalho oceânico, que dá origem aos limites divergentes de placas tectônicas e a colisão de blocos continentais, que formam os limites convergentes. Um terceiro limite, denominado limites transformantes ou conservativos ocorre quando uma placa desliza em relação a outra. O exemplo mais típico é a Falha de San Andreas na Califórnia, onde a placa Norte Americana desliza tangencialmente à placa do Pacífico, sendo responsável por terremotos devastadores naquela região. Os limites convergentes compreendem três tipos de colisões: colisão continente-oceano, colisão oceano-oceano e colisão continente-continente. Estas colisões deixam cicatrizes profundas na crosta terrestre, denominadas suturas. Estas suturas constituem cinturões dobrados e muito deformados, com imbricamento de rochas de natureza diversa, inclusive restos de crosta oceânica. Os Himalaias, por exemplo, correspondem a uma colisão do tipo continente-continente, os Andes, a uma colisão do tipo continente-oceano e o arquipélago japonês a uma colisão do tipo oceano-oceano.

No caso de Pangeia, por se tratar de um bloco continental mais antigo, parte destas estruturas foram erodidas e deixaram suas marcas no substrato rochoso. Assim, no decorrer da Era Paleozoica, a acreção de pequenos blocos litosféricos resultou em diversos movimentos orogênicos, entre eles a Orogenia Apalachiana (colisão entre Laurentia e Gondwana), observada atualmente na costa oriental da América do Norte, do Canadá ao sudeste dos Estados Unidos e a Orogenia Uraliana correspondendo à colisão do bloco da Sibéria com Laurêntia, hoje observado principalmente nos Montes Urais, entre Europa e Ásia. Em geologia, o termo orogenia se refere ao conjunto de processos responsáveis pela formação de montanhas.

  1. No modelo criacionista, quando ocorreu a deriva continental?

Se considerarmos o primeiro cenário, em que o Fanerozoico compreenderia todos os sedimentos depositados durante o dilúvio, a fragmentação de Pangeia teria ocorrido no final do Paleozoico, ou seja, aproximadamente no meio da grande inundação. Se considerarmos o segundo cenário em que os sedimentos diluvianos se depositaram a partir do final do Paleozoico até o Mesozoico, então a fragmentação de Pangeia teria ocorrido no início do dilúvio.

  1. Muitos criacionistas assumem que a deriva ocorreu nos dias de Peleg (120 anos após o dilúvio). Isso tem respaldo bíblico ou geológico?

Eu particularmente não acredito nesta hipótese. Seria distorcer muito o texto bíblico. Para os criacionistas, a deriva continental, cujo mecanismo principal foi a tectônica de placas, consistiu em um evento catastrófico de dimensões e consequências globais, envolvendo erupções vulcânicas de grande porte, terremotos avassaladores, tsunamis, etc, o que certamente provocaria inundações sem proporções e destruição em massa, tanto de seres humanos quanto dos demais seres vivos. Isto, com certeza, deixaria um registro facilmente reconhecido tanto pela geologia como pela arqueologia.

Entrevista originalmente publicada em 30/11/2017 na Origem em Revista.

Núcleo de estudos criacionista será inaugurado em Blumenau-SC

Nos dias 6 a 7 de outubro acontece, na cidade de Blumenau, a I Jornada Criacionista do Núcleo Blumenauense da Sociedade Criacionista Brasileira (NBLU-SCB).  O evento tem o objetivo de fundar o terceiro núcleo de estudos da SCB e assim iniciar suas atividades de divulgação do criacionismo no estado de Santa Catarina. O criacionismo é uma interpretação alternativa da natureza a partir da cosmovisão bíblica nas discussões acadêmicas sobre a origem da vida. Serão dois dias de muita informação abertos a toda a comunidade, com palestras de cientistas e pesquisadores do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB).

PALESTRAS
06/09 (19:30) – O Criador e o Método Científico

Com o Dr. Agrinaldo Jacinto do Nascimento Júnior, Químico, professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR), e Diretor-Presidente do Numar-SCB.

07/09 (09:30) – Um panorama sobre as atividades criacionistas no Brasil

Cofundador e editor associado da Origem em Revista e Diretor Executivo do NBLU-SCB.

07/09 (10:30) – Evidências bíblicas do Dilúvio

Com Everton Alves, escritor e divulgador de ciências.

07/09 (16:00) – Mitos sobre a Evolução dos Dinossauros

Com Everton Alves, escritor e divulgador de ciências.

MAIS SOBRE O EVENTO

O Simpósio está sendo organizado pelo Núcleo Blumenauense da Sociedade Criacionista Brasileira (NBLU-SCB) e conta com o apoio Da Sociedade Criacionista Brasileira, com sede em Brasília/DF, e do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB). O evento contará com certificação emitida pelo NBLU-SCB.

De acordo com o MSc. Emerson Lubitz, professor do Departamento de Engenharia Civil da FURB e diretor-presidente do NBLU-SCB,

“a I Jornada Criacionista de Blumenau é o evento inaugural do recém-formado Núcleo Blumenauense da Sociedade Criacionista do Brasil – NBLU-SCB, criado por um grupo de entusiastas deste tema tão controverso quanto fascinante. Pretende-se, a partir deste começo, unir esforços a outros núcleos formados e em formação na obra de apontar a narrativa bíblica como fundamento real e preciso da origem da vida, enfatizando a atuação de um Ser de infinitas magnificência, sabedoria e excelência, que conhecemos simplesmente por Deus. A Ele daremos honra através de cada ação, cada palavra, cada esforço, enfim, nesta jornada que ora se inicia.”

INSCRIÇÕES:

As inscrições serão gratuitas (com certificação) e deverão ser feitas online através do seguinte link: https://goo.gl/GiJw6v

DATA: 06 e 07 de outubro

LOCAL: Espaço Vida & Saúde. Rua Gustavo Salinger, 500 – Bairro Itoupava Seca – Blumenau-SC.

Maiores informações sobre o evento:
Alexandre Kretzschmar
47 9 9149-0208
alexandre.kretzschmar@gmail.com
Diretor Executivo do NBLU-SCB

Simpósio Criacionista

Cientista​ ​ex-ateu​ ​participa​ ​de​ ​simpósio​ ​criacionista​ ​em​ ​Campo​ ​Mourão

cientista ex ateu
Phd Grady S McMurtry

Nas noites de 26 a 29 de julho, acontece, na cidade de Campo Mourão, o Simpósio Criacionista Um Diálogo Sobre a Origem da Vida.  O evento tem o objetivo de apresentar uma interpretação alternativa da natureza a partir da cosmovisão criacionista bíblica nas discussões acadêmicas sobre a origem da vida. Serão quatro noites de muita informação para a comunidade, com palestras de cientistas do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB), e participação internacional de um cientista que já foi ateu e hoje é um grande ícone na divulgação do criacionismo, o Dr. Grady S. McMurtry, que passa uma temporada no Brasil.

PALESTRAS
26/07 – O Dilúvio e a Arca de Noé
27/07 – Teoria do Design Inteligente
Duas noites com o Mestre em Ciências Everton Fernando Alves, autor de diversos artigos publicados em revistas científicas, na área Biomédica, e Relações Públicas do Numar-SCB.

28/07 – As Digitais do Criador
Com o Dr. Agrinaldo Jacinto do Nascimento Júnior, Químico, professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR), e Diretor-Presidente do Numar-SCB.

29/07 – A Origem da Vida
Com o palestrante de renome internacional PhD. Grady S. McMurtry, fundador e presidente da Creation Worldview Ministries (Ministérios da Cosmovisão Criacionista).

SOBRE O DR. MCMURTRY
Cientista e professor de Ciência e Religião, com ênfase em Criacionismo. 
Autor do livro Criação ou Evolução: onde está a verdade científica (A.D.Santos Editora), há 38 anos divulga o criacionismo bíblico científico. Antes, porém, foi professor de Evolução durante dez anos. Seu currículo é extenso, e mostra o quanto ele se dedica aos assuntos que se propõe a ensinar: Bacharel em Ciências Agronômicas pela Universidade do Tennessee, Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Nova Iorque, Doutor em Teologia pela Faculdade Teológica Beacon, de Columbus, e Doutor em Literatura pela Universidade Mid-Continent, no Kentucky.

INSCRIÇÕES:
26 a 29 de Julho, às 20h
R. Roberto Brzezinski, 1519 – Centro, em frente ao Espaço Allure, Campo Mourão-PR
Para participar do evento, basta inscrever-se online, no site: www.inscritoja.com.br
As inscrições são gratuitas, e haverá certificado de participação.
Aproveite a oportunidade!

 

Simpósio sobre origem da vida no Instituto Federal do Paraná

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Na próxima terça-feira, 25, acontece o Simpósio Diálogos Sobre Origem e Vida, no Instituto Federal do Paraná (IFPR), Câmpus Paranavaí. As inscrições podem ser feitas na recepção do evento, que é aberto para toda a comunidade da região, e tem como palestrante oficial o PhD. Grady S. McMurtry, de renome internacional. O objetivo do encontro é apresentar às discussões acadêmicas sobre a origem da vida uma interpretação alternativa da natureza sob a estrutura conceitual criacionista.

TEMAS ABORDADOS
– A “origem da vida” – sob a análise da possibilidade a partir de uma evolução química;
– “Neocatastrofismo” – a mais recente linha de interpretação dos fenômenos geológicos;
– A importância da implantação “Minicentros Criacionistas”
na região do Paraná. 

Segundo o professor do IFPR Dr. Felipe Figueira, organizador do evento, “quanto mais contato com conteúdos diversos, mais estaremos concretizando a missão da instituição, que é a de promover educação de qualidade para todos.” Por isso, “resolvemos aproveitar a vinda do Dr. Grady ao Brasil, com sua larga experiência, que é referência no tema criacionismo, para agregarmos valores à toda a comunidade acadêmica do IFPR”, anuncia Figueira.

SOBRE O PALESTRANTE
O Dr. McMurtry é o fundador e presidente da Creation Worldview Ministries (Ministérios da Cosmovisão Criacionista). É cientista e professor de Ciência e Religião, com ênfase em Criacionismo. 
Autor do livro Criação ou Evolução: onde está a verdade científica (A.D.Santos Editora), há 38 anos divulga o criacionismo bíblico científico. Antes, porém, foi professor de Evolução durante dez anos. Seu currículo extenso: Bacharel em Ciências Agronômicas pela Universidade do Tennessee, Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Nova Iorque, Doutor em Teologia pela Faculdade Teológica Beacon, de Columbus, e Doutor em Literatura pela Universidade Mid-Continent, no Kentucky.

OFICINAS TEMÁTICAS: Minicentro Criacionista
Em torno dessa temática, a exemplo da recente inauguração de uma estrutura em Maringá, em maio, haverá exposições com preletores como o MSc. Everton Fernando Alves, sobre “Neocatastrofismo bíblico”, e o Diretor do Minicentro Criacionista que fica na sede do Numar-SCB, o biólogo Gilson Patrick Fernandes, ex-Gestor Técnico do Museu de Geociências da FADBA (2011-2014).

MAIS SOBRE O EVENTO
O Simpósio é organizado pelo Grupo de Pesquisa Bildung (IFPR/CNPQ), Instituto Federal do Paraná (IFPR), em parceria com o Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira – Numar-SCB, com apoio da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB). A certificação da palestra e oficinas será emitida pelo IFPR.

De acordo com o Dr. Agrinaldo Jacinto do Nascimento Junior, professor do IFPR e presidente do Numar-SCB, um evento dessa natureza acontecer em um ambiente público e acadêmico significa que o IFPR está promovendo um diálogo com a comunidade criacionista, que muitas vezes não tem a oportunidade de expor o seu lado. “Estamos abrindo portas para que as pessoas tenham contato com o modelo alternativo sobre a origem da vida. Geralmente, quando o assunto ‘criacionismo’ é tratado dentro das instituições, ele não o é feito por criacionistas, e sim por alguém interpretando o que eles falam. Esta é a oportunidade ideal para que eles próprios falem por si só sobre sua proposta de modelo para a origem da vida e as pessoas que tiverem dúvidas, tirem com criacionistas de verdade. Estamos apenas trazendo um tema transversal para dentro da Academia, lugar onde se  deve ser abordado temas plurais e universais.”

COMO PARTICIPAR
As inscrições serão feitas na recepção do evento.

LOCAL: Instituto Federal do Paraná – Câmpus Paranavaí

Rua José Felipe Tequinha, 1400 – Jardim das Nações

DATA: 25 de Julho[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Simpósio Diálogos Sobre a Origem da Vida – 2017

Unicesumar
Unicesumar é uma das instituições que somam mais de 150 mil universitários.

Um dos principais polos acadêmicos do País, a cidade de Maringá, Paraná, sedia, nesta sexta e sábado, 02 e 03 de junho, o Simpósio Diálogos Sobre a Origem da Vida – 2017. O evento apresenta uma oportunidade singular para que estudantes e interessados no tema tenham acesso a informações e olhares mais questionadores, fora do lugar comum. O encontro é voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo, onde cientistas que questionam a Teoria da Evolução debatem a proposta do Criacionismo.

O evento acontece no Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, e conta com a participação de cientistas e especialistas no tema, como o Dr. Ruy Vieira, Cofundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo; Dr. Rodrigo Meneghetti, doutor em química que tem diversos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas internacionais; Dr. Marcio Fraiberg, autor de livros de Biologia e Ciências Naturais; Claudio Abeche, Engenheiro Químico e empresário da Eletroflex; Me. Jornalista Michelson Borges, autor do blog Criacionismo e do livro Terra de Gigantes: o que aconteceu com os dinossauros (CPB), e o Biólogo Danilo de Oliveira.

O Simpósio é realizado pelo Núcleo Maringaense da Sociedade Brasileira de Criacionismo – Numar-SCB. Na ocasião, a Sociedade Brasileira de Criacionismo – SCB, fundada pelo Dr. Ruy Vieira há 45 anos, participa também da inauguração da nova sede do Numar-SCB, e ainda lança, em primeira mão, mais um exemplar de suas relevantes publicações sobre o tema, que sempre dialoga entre as diversas propostas de explicação pra a origem da vida, de maneira aberta e em busca de conhecimento.

Criacionismo é alternativa para a questionada teoria da evolução
Criacionismo é debatido por cientistas que questionam a Evolução Química

“As investigações sobre a origem da vida são um tema crescente e atual no meio acadêmico. Teorias têm sido significativamente questionadas, como a teoria da evolução química como proposta para a origem da vida e a possível ancestralidade comum entre o homem e primatas”, explica o Everton Alves, escritor e divulgador de ciências.

O evento, voltado para estudantes, em uma cidade que é um polo educacional com mais de 150 mil universitários de todo o país, “é uma grande oportunidade para que os interessados conheçam cientistas e especialistas no assunto, para um diálogo aberto, um olhar além das sugestões apresentadas pela teoria mais aceita atualmente, que é a teoria da Evolução, em um debate científico aberto ao público”, explica o Dr. Agrinaldo Jacinto, diretor do Numar-SCB.

INSCRIÇÕES: Para participar do Simpósio, basta inscrever-se no site da instituição.

Entre os temas abordados, os convidados falarão sobre O que é Ciência? Astronomia, Paleontologia e a complexidade da vida, Datação Radiométrica e Criacionismo na mídia.

A data é especial para a SCB, pois neste ano, a entidade comemora 45 anos de fundação. No decorrer do evento, os participantes vão ganhar um exemplar de um livro especial que será lançado em primeira mão no Simpósio. E no Encerramento, todos serão convidados para se dirigirem à nova sede do Numar-SCB, para a cerimônia de inauguração do novo espaço, com a presença de autoridades e personalidades locais.

LOCAL: Auditório Dona Etelvina – Bloco 7, Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, Av. Guedner, 1610 – Jd. Aclimação, Maringá – PR.
DATA: 02 e 03 de junho
Mais informações e inscrições somente no site: http://numar.scb.org.br/simposio/

Informações à imprensa:
debora@beeview.com.br
(11) 99459-3722

Maringá-PR sediará simpósio criacionista com participação de cientistas

Estão abertas as inscrições para o Simpósio “Diálogos Sobre a Origem da Vida”, que será realizado em Maringá-PR, no Centro Universitário Cesumar – UniCesumar entre os dias 02 e 03 de junho de 2017. O debate científico, que é aberto ao público, é resultado de uma parceria entre a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) e o Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB).

O evento é uma oportunidade imperdível para a comunidade acadêmica e interessados no tema, de troca de informações e interação com cientistas engajados, em um ambiente voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo. As inscrições para o Simpósio são feitas apenas pela internet, no site http://numar.scb.org.br/simposio/

SAIBA QUEM SÃO OS PALESTRANTES ABAIXO

As palestras exploram eixos temáticos como:

  • O que é ciência?
  • Astronomia
  • Paleontologia e a complexidade da vida
  • Datação Radiométrica
  • Criacionismo na Mídia

No decorrer do evento será lançada publicação da SCB em parceria com o NUMAR-SCB sobre assuntos afins.

O QUE: Simpósio Criacionista

LOCAL: Auditório Dona Etelvina – Bloco 7, Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, Av. Guedner, 1610 – Jd. Aclimação, Maringá – PR.

DATA: 02 e 03 de junho

 

CONHEÇA OS PALESTRANTES:

 

Dr. Ruy Vieira

Ruy Carlos de Camargo Vieira

Engenheiro mecânico-eletricista pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e professor Emérito da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP. Ex-professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) (1954-1956). Foi Diretor-Científico da FAPESP (1979-1985), e um dos fundadores da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Ex-representante do MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira (2003). Cofundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Presidente-fundador da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).

 

 

Me. Michelson Borges

 Michelson Borges

 

Escritor, jornalista e mestre em Teologia pelo UNASP; editor da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Idealizador do site www.criacionismo.com.br, Autor de diversos livros criacionistas pela CPB e editor associado da Origem em Revista.

 

 

Dr. Rodrigo Meneghetti

Rodrigo Meneguetti Pontes

 

Bacharel e doutor em Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); professor adjunto do Departamento de Química da UEM; membro fundador do Numar-SCB. Editor associado da Origem em Revista. Autor de diversos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas internacionais, como Journal of Organic Chemistry, Applied Catalysis A, Journal of Physical Chemistry A, Chemical Physics Letters, entre outras.

 

 

Dr. Marcio Fraiberg

Márcio Fraiberg Machado

 

Biólogo. mestre em Ciências e Matemática e doutor em Educação. Autor de diversos livros didáticos e para-didáticos em Biologia e Ciências naturais pela Casa Publicadora Brasileira (CPB) e editor associado da Origem em Revista. Professor universitário de biologia aplicada à enfermagem na Faculdade Adventista Paranaense (FAP/IAP) e membro do Numar-SCB.

 

Engº Claudio Abeche

Cláudio Luiz Abeche

 

Engenheiro Químico pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduado em MBA em Administração pela mesma Universidade. Empresário no ramo da indústria plástica (Eletroflex), área em que atua há 30 anos. Tem pesquisado assuntos sobre Astronomia há cinco anos.

 

 

Bel. Danilo de Oliveira

Danilo Camargo de Oliveira

 

Bacharel em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Cesumar (UNICESUMAR). Diretor de Assuntos Internacionais do Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB)

 

 

 

O evento conta com o apoio do Departamento de Educação da União Sul-Brasileira (USB) da IASD, do Instituto Adventista Paranaense (IAP), do UniCesumar, da Eletroflex, da Gráfica Maranata e está sendo patrocinado pela Associação Norte Paranaense (ANP) da IASD.

Como os fósseis se formam a partir da madeira

Madeira fossilizada (Imagem por: Darwin Pucha Cofrep)

Como um tronco de árvore se transforma em madeira petrificada? Isso pode ocorrer por diversas formas e envolver substâncias químicas diferentes. Para que ocorra a petrificação, é necessário que a madeira seja capaz de interagir com a substância petrificante, fazendo-a precipitar a partir da solução aquosa. Entre as substâncias que possuem essa característica está a sílica (SiO2). Na verdade, não há uma molécula de SiO2. A sílica forma sólidos covalentes. Trata-se uma cadeia ou rede de átomos de oxigênio e silício, unidos por ligações covalentes, na proporção de 1 átomo de silício para 2 átomos de oxigênio. O SiO2 é um dos principais constituintes da areia e pode formar sólidos como o quartzo, a calcedônia e as opalas [1]. A sílica é um sólido insolúvel em água com pH nas vizinhanças de 7 e em temperaturas brandas. Ao bem da verdade, se pulverizarmos vidro (que é em grande parte SiO2) e aquecermos até a ebulição com água por cerca de uma hora, mais ou menos 1% da sílica do vidro será hidrolisada (reagirá com água) e passará para a solução aquosa. Isso faz parte de um dos experimentos de laboratórios dos cursos de graduação para os quais leciono. Todavia, em soluções básicas (pH elevado) a sílica pode ser hidrolisada com mais facilidade e liberar quantidades razoáveis de íons silicato. De forma similar, em soluções ácidas a hidrólise da sílica libera o ácido silícico, Si(OH)4.

Chamamos de silicificação a penetração e a fixação de sílica no material orgânico que servirá de base para a formação do fóssil. A silicificação é considerada por alguns autores como o processo individual mais importante na preservação de plantas no registro fóssil [3]. Embora alguns autores prefiram manter uma distinção entre silicificação e petrificação, neste artigo vamos usar os dois termos como sinônimos, como tem sido prática comum na literatura da área. Acredita-se que o ácido silícico seja o principal responsável pela silicificação [2]. Os tecidos vasculares das plantas são compostos principalmente por holoceluloses (um grupo de sacarídeos que inclui a celulose) e por ligninas (polímeros complexos compostos de unidades de fenilpropano) [2]. Tanto as holoceluloses quanto as ligninas possuem grupos hidroxila que podem formar ligações de hidrogênio com o ácido silícico.
No processo de petrificação, as moléculas de ácido silícico passam da solução aquosa para a superfície dos constituintes moleculares do tecido vascular da madeira (holoceluloses e ligninas). Na medida em que o ácido silícico vai se acumulando dentro da madeira, suas moléculas começam a se fundir. A continuação desse processo leva à formação de um filme de sílica ao redor das superfícies celulares, reproduzindo as características histológicas da madeira. Por causa disso, a petrificação por meio de sílica é capaz de preservar uma riqueza impressionante de detalhes não observáveis em outros tipos de fossilização.
Por que um pedaço de madeira não se fossiliza se for simplesmente enterrado no solo, pois a areia é formada principalmente por SiO2? A petrificação da madeira depende da existência de uma quantidade razoável de ácido silícico em solução. O ácido silícico, como vimos, é gerado a partir da sílica em meio ácido, e a maioria dos reservatórios naturais de água não é suficientemente ácida para hidrolisar uma quantidade apreciável de sílica.
É muito comum que madeira petrificada seja encontrada em regiões vulcânicas [4], particularmente se uma erupção ocorreu na época em que a madeira foi soterrada [5]. Os vulcões fornecem três elementos fundamentais para o processo de petrificação. Primeiramente, em um ambiente catastrófico as chances de que a madeira seja soterrada rapidamente antes de se decompor são muito elevadas. A madeira precisa ser protegida contra a degradação para que as moléculas de ácido silícico tenham tempo o bastante para se infiltrar e se depositar em seu interior. Em segundo lugar, as cinzas vulcânicas são constituídas em sua maioria por SiO2 [6]. Por fim, os vulcões são responsáveis pela produção de gases como o SO2 que, quando dissolvido em água, deixa o meio ácido gerando ácido sulfuroso (H2SO3) ou mesmo ácido sulfúrico (H2SO4).
Então os eventos são os seguintes. Durante a erupção de um vulcão nas proximidades de fontes de água, plantas podem ser soterradas catastroficamente, sendo encobertas por sedimentos com grande quantidade de cinzas vulcânicas (fonte rica em SiO2). A água misturada aos sedimentos é ácida, sendo capaz de promover a liberação de ácido silícico para a solução. O ácido silícico, por sua vez, se fixa às holoceluloses e às ligninas da madeira por meio de ligações de hidrogênio. O acúmulo de ácido silício leva então à formação de um filme de sílica, como dissemos acima.
Mas o quão rápido é esse processo? Fragmentos de madeira recuperados de cinzas vulcânicas de uma erupção em 1886 na Nova Zelândia estavam parcialmente petrificados apenas 90 anos após o soterramento [2]. Madeira de coníferas soterradas por cinzas vulcânicas na erupção histórica de 1885 do Monte Santa Helena apresentava petrificação incipiente após 102 do soterramento [5]. Mas o resultado mais impressionante vem de um grupo de pesquisadores do Japão [4]. Esses pesquisadores observaram que em um certo lago de águas quentes, nas vizinhanças de um vulcão, eram frequentemente encontrados pedaços de madeira impregnadas com sílica. Esses pedaços de madeira caiam naturalmente das plantas nas vizinhanças do lago. Os pesquisadores notaram que a textura desse material era a mesma de madeira silicificada encontrada em regiões vulcânicas no registro geológico. Eles decidiram, então, conduzir um experimento muito interessante. Pedaços de madeira foram colocados no lago e monitorados ao longo de sete anos. O resultado foi surpreendente. Os pedaços que permaneceram por mais tempo imersos no lago tiveram próximo de 40% de sua massa silicificada. A conclusão dos autores é bastante significativa para a compreensão de como os fósseis se formam. Segundo eles, “madeira silicificada pode se formar, sob condições apropriadas, em períodos de tempo tão curtos quanto dezenas a centenas de anos” [4]. Um detalhe muito interessante desse trabalho é o fato dos autores citarem um artigo do Geólogo australiano Andrew Snelling publicado na revista criacionista Creation [7].
Vamos agora relacionar essas descobertas com a proposta criacionista do Dilúvio bíblico. Citando John D. Morris,
“O período imediatamente anterior e pouco depois do Dilúvio foi um tempo de imenso vulcanismo, marcado por extensivas erupções na medida em que os continentes se afastavam, as cadeias de montanha eram elevadas, e o fundo do oceano era rebaixado”.
“Considere os Basaltos do Rio Colúmbia, onde os depósitos vulcânicos cobrem mais de 100.000 milhas quadradas no estado de Washington e Oregon, com o basalto tendo até uma milha de espessura!” [8].
Vulcanismo intenso provê as condições perfeitas para a fossilização de plantas. É notável o fato de que encontramos florestas inteiras preservadas desta maneira ao longo do registro fóssil [3]. Em outras palavras, a proposta catastrofista criacionista encontra-se completamente em acordo com o melhor conhecimento experimental de que dispomos. Além disso, a questão do tempo de fossilização também apoia a proposta criacionista. Nas palavras de Alkahane et al. [4], madeira silicificada pode se formar em “períodos de tempo tão curtos quanto dezenas a centenas de anos”. Portanto, quando falamos de madeira petrificada, um modelo que apela para uma grande catástrofe ocorrida há poucos milhares de anos está em pleno acordo com os dados de que dispomos. Mais do que isso, a proposta catastrofista criacionista tem se mostrado capaz de explicar aspectos de diversas áreas do conhecimento que são passados por alto ou atribuídos a causas improváveis na visão evolucionista.
Se o processo de fossilização da madeira ocorreu há poucos milhares de anos, poderia ter restado alguma matéria orgânica residual? Essa matéria orgânica poderia ser datada por carbono-14? Esse será o assunto de um outro artigo.
Referências:
[1] G. Scurfield, E.R. Segnit, Petrifaction of wood by silica minerals, Sediment. Geol. 39 (1984) 149–167. doi:10.1016/0037-0738(84)90048-4.
[2] R.F. Leo, E.S. Barghoorn, Silicification of wood, Harvard Univ. Bot. Mus. Leafl. 25 (1976) 1–47. http://www.biodiversitylibrary.org/item/31874 (accessed February 12, 2016).
[3] C. Ballhaus, C.T. Gee, C. Bockrath, K. Greef, T. Mansfeldt, D. Rhede, The silicification of trees in volcanic ash – An experimental study, Geochim. Cosmochim. Acta. 84 (2012) 62–74. doi:10.1016/j.gca.2012.01.018.
[4] H. Akahane, T. Furuno, H. Miyajima, T. Yoshikawa, S. Yamamoto, Rapid wood silicification in hot spring water: an explanation of silicification of wood during the Earth’s history, Sediment. Geol. 169 (2004) 219–228. doi:10.1016/j.sedgeo.2004.06.003.
[5] A.L. Karowe, T.H. Jefferson, Burial of trees by eruptions of Mount St Helens, Washington:implications for the interpretation of fossil forests, Geol. Mag. 124 (2009) 191. doi:10.1017/S001675680001623X.
[6] A.C. Sigleo, Geochemistry of silicified wood and associated sediments, Petrified Forest National Park, Arizona, Chem. Geol. 26 (1979) 151–163. doi:10.1016/0009-2541(79)90036-6.
[7] A. Snelling, “Instant” petrified wood, Creation. 17 (1995) 38–40.
[8] J.D. Morris, The Global Flood: Unlocking Earth’s Geology Hystory (Edição para Kindle), Institute for Creation Research, Dallas, 2012.
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