Categoria: Artigos

Bactérias consideradas as formas de vida mais antigas na Terra eram apenas rachaduras em cristais

Microcristais que foram confundidos com bactérias

A explosão do Cambriano é uma das muitas pedras nos sapatos dos defensores da Teoria da Evolução. Isso os tem levado a um busca desesperada por formas de vida simples nas camadas pré-cambrianas que apresentem qualquer conexão com aquelas encontradas nas camadas superiores. Algumas algas e supostas bactérias são relatadas nessas camadas pré-cambrianas, mas não se veem ali formas intermediárias claramente identificáveis como ancestrais de trilobitas ou de braquiópodes, por exemplo. Uma explicação simples para a presença de algas e bactérias nessas regiões é a observação de que nos dias atuais algas e bactérias também habitam rochas profundas. Na época do dilúvio, essas criaturas poderiam ter sido fossilizadas ali.

Estruturas microscópicas filamentosas, encontradas na Austrália ocidental, são consideradas por evolucionistas as formas de vida mais antigas de que se tem relato. As rochas nas quais essas estruturas se localizam têm idades estimadas em 3,5 bilhões de anos, na cronologia evolucionista. Essas estruturas foram encontradas há mais de duas décadas e foram identificadas como fósseis de bactérias fotossintéticas do Archeano.

Pois bem, um grupo de pesquisadores do Instituto Carnegie decidiu fazer aquilo que sempre coloca os evolucionistas em maus lençóis, ou seja, analisar as alegações de forma detalhada. Os pesquisadores, usando técnicas de construção de imagens sofisticas, observaram os interstícios entre os grãos microscópicos de cristais de quartzo nas vizinhanças de um dos supostos microfósseis e descobriram que esses interstícios estavam preenchidos por carbono.

Quando os pesquisadores olharam para o suposto microfóssil usando essa mesma técnica, perceberam que o filamento dividia vários pequenos microcristais, de forma que partes correspondentes desses microcristais eram encontradas nos dois lados dos filamentos. Isso é como cortar uma laranja ao meio e colocar um objeto entre as duas metades. Não é o que se espera de um processo de fossilização. Além disso, o carbono encontrado ao longo do filamento liga-se a outros veios que parecem estar preenchendo fissuras e o filamento parece também estar conectado a uma espécie de cratera local que não faz o menor sentido do ponto de vista biológico. Tudo isso indica que a rocha hospedeira e a estrutura filamentosa não se formaram juntamente. Ao invés disso, o cristal maior no qual a estrutura filamentosa é encontrada se partiu (dividindo também os grãos de tamanho menor) e as fissuras formadas foram posteriormente preenchidas por material rico em carbono. Em outras palavras, olhar para essa estrutura e ver ali uma bactéria é como olhar para as nuvens e tentar identificar figuras familiares.

O estudo não afirma que todas as estruturas microscópicas desse tipo são pseudofósseis, mesmo porque nem todas foram estudadas com o mesmo rigor, mas nos mostra que deve-se exercitar muita cautela para não tirar conclusões precipitadas baseadas em uma visão de mundo equivocada e sem o suporte experimental necessário.

Referências:

[1] D.M. Bower, A. Steele, M.D. Fries, O.R. Green, J.F. Lindsay, Raman Imaging Spectroscopy of a Putative Microfossil from the 3.46 Ga Apex Chert: Insights from Quartz Grain Orientation, Astrobiology. 16 (2016) 169.

(Origem e Vida)

 

O criacionismo e a variabilidade dos seres vivos

Matthew Ravosa, da Universidade de Notre Dame, liderou uma equipe que publicou recentemente um artigo na Biological Reviews [1, 2] a respeito da plasticidade dos aspectos físicos de uma dada espécie. Animais submetidos a dietas diferentes possuem desenvolvimento diferentes nos mais diversos níveis, como afirma o professor Ravosa: “Durante o crescimento pós-natal, mostramos que essas variações no estresse de mastigação relacionadas à dieta induzem uma cascata de mudanças nos níveis celular, de tecidos, protéicos e genéticos, de forma a manter a integridade das estruturas craniomandibulares envolvidas no processamento de alimento.” [1]

As variações induzidas nesses experimentos chegam mesmo a ser comparadas a diferenças observadas entre espécies distintas: “Em terceiro lugar, dada a longa duração dos experimentos, somos capazes de demonstrar que um padrão dietético iniciado ainda no período pós-natal e de duração prolongada pode resultar em níveis de variações das mandíbulas de uma única espécie em par com aquelas observadas entre espécies.” [1]

O professor Ravosa também chama a atenção para o tipo de dificuldade que isso traz para a interpretação dos fragmentos de ossos encontrados no registro fóssil: “Essas análises longitudinais mostram que os efeitos morfológicos da ‘sazonalidade’ dietética são detectados apenas em algumas regiões do crânio, o que atrapalha ainda mais nossa habilidade de reconstruir acuradamente a biologia de organismos fósseis representados por espécimes singulares e fragmentados.” [1] Em outras palavras, um pesquisador corre o risco de anunciar a descoberta de uma nova espécie com base em uns poucos fragmentos de ossos, quando na verdade o que tem em mãos pode ser apenas uma variação de uma espécie já conhecida induzida pela própria alimentação. Ressalte-se que a definição de espécies é, há muito tempo, um tema controverso.

Os criacionistas, ao contrário do que afirmam determinados livros-texto universitários, [3] não são fixistas, isto é, não defendem que as espécies que existem hoje foram criadas da forma como as conhecemos desde o início. A própria tese criacionista para o repovoamento do mundo animal após o dilúvio depende da existência de variabilidade. Alguns chamam isso de microevolução, embora existam boas razões para utilizarmos termos como diversificação de baixo nível.

O tipo de variabilidade que normalmente é encontrado no registro fóssil, e que é invocado exaustivamente como evidencia a favor da evolução, ajusta-se melhor à ideia criacionista de variações limitadas. É comum, quando se pesquisa o argumento em fonte evolucionista, encontrarmos um cenário que coloca de um lado a proposta evolucionista, que prevê variações, e do outro uma distorcida proposta criacionista, que não prevê variações. Diante das variações observadas em experimentos e no registro fóssil, argumenta-se então que a evidência é favorável à evolução. Nada mais enganoso.

Quando se entende que ambas as proposta preveem variações, recai sobre os evolucionistas o ônus de demonstrar as transformações que excedem essas mudanças em pequena escala, ou o que muitos chamariam de macroevolução. Nas palavras de um evolucionista sincero neste ponto, “é possível imaginar, por extrapolação, que, se os processos em pequena escala que vimos continuassem por um período de tempo suficientemente longo, eles poderiam produzir a variedade moderna da vida”.[3]  E é esse o ponto que realmente deveria figurar no centro do debate: essa extrapolação é válida? Não seriam o grande número de fraudes e interpretações equivocadas sintomas de que a extrapolação evolucionista se sustenta forçosamente, mais apoiada em uma visão de mundo do que em evidência paupável?

Referências:

[1] University of Notre Dame. “Reinterpreting the fossil record on jaws.” ScienceDaily. ScienceDaily, 17 August 2016. <www.sciencedaily.com/releases/2016/08/160817133139.htm>

[2] Matthew J. Ravosa, Rachel A. Menegaz, Jeremiah E. Scott, David J. Daegling, Kevin R. McAbee. Limitations of a morphological criterion of adaptive inference in the fossil record. Biological Reviews, 2015; DOI: 10.1111/brv.12199

[3] Mark Ridley, Evolução, 3a. Ed., Artmed, 2006,  p.67, 77.

 

(Origem e Vida)

Criacionista sugeriu a seleção natural antes de Darwin

Edward Blyth

Ao contrário do que muitos pensam, os criacionistas não rejeitam a ideia de seleção natural.[1,2] Todavia, discordam dos evolucionistas a respeito da extensão das modificações que esse processo é capaz de produzir. Normalmente, coloca-se um sinal de igualdade entre seleção natural e macroevolução; apela-se à primeira para justificar a última. Os exemplos clássicos de evidências a favor evolução que encontramos em livros-texto tratam de variações em pequena escala, ou seja, de microevolução (como mudanças de cor, tamanho, resistência a antibióticos etc). Como os próprios autores evolucionistas admitem, a macroevolucão só pode ser inferida a partir de extrapolação.[3]

Pois bem, não é novidade que Darwin não foi o primeiro a tratar da seleção natural. James Hutton escreveu sobre o mecanismo em 1794, William Wells em 1818 e Patrick Matthew em 1831.[4] Segundo alguns autores, até mesmo William Paley teria antecipado o conceito seleção natural, em 1803.[5] Darwin afirmava ter tomado conhecimento da contribuição desses autores somente após a publicação de A Origem das Espécies, em 1859.[4]

Em 1835, Edward Blyth publicou um artigo no Magazine of Natural History [6] no qual se pode encontrar o mecanismo de seleção natural de forma surpreendentemente clara. Existem evidências históricas de que Darwin era um leitor do Magazine of Natural History,[7] mas não se pode afirmar com certeza que ele tenha lido o trabalho de Blyth antes de elaborar sua teoria.
Embora o termo seleção natural não seja utilizado explicitamente no artigo de Blyth, a ideia está indubitavelmente presente:
“É uma lei geral da natureza para todas as criaturas a propagação de sua própria semelhança: e isso se estende às minúcias mais triviais, para as mais tênues peculiaridades individuais; e assim, entre nós mesmos, vemos a semelhança de uma família sendo transmitida de geração em geração. Quando dois animais acasalam, cada um possuindo uma certa característica em comum, não importando o quão trivial ela seja, existe também uma tendência decisiva na natureza para que aquela peculiaridade se intensifique; e se a prole desses animais for separada, e se somente aqueles nos quais a mesma peculiaridade é mais aparente forem selecionados para reprodução, a próxima geração irá possuí-la em um grau ainda mais notável; e assim por diante, até que a longo prazo a variedade que designei de raça seja formada, podendo ser muito diferente do tipo original”.[6]
“Em um grande rebanho de gado, o touro mais forte afasta de si os indivíduos mais novos e mais fracos de seu próprio sexo, e permanece como o único mestre do rebanho; de modo que todos os jovens que venham a ser produzidos tenham sua origem naquele indivíduo que possui máxima potência e força física; e que, consequentemente, na batalha pela existência, foi o mais capaz para manter seu território, e defender-se de cada inimigo. De maneira similar, entre os animais que procuram sua comida por meio de sua agilidade, força, ou delicadeza dos sentidos, aquele melhor organizado deve sempre obter a maior quantidade; e deve, portanto, tornar-se o mais forte fisicamente, e assim ser habilitado, pela derrota de seus oponentes, a transmitir suas qualidades superiores a um número maior de descendentes”. [6]
Contudo, Blyth não sustentava que a seleção natural seria capaz de proezas como converter um urso em uma baleia, como Darwin sugeriu na primeira edição de seu livro mais famoso.[8] Blyth via esse mecanismo como um recurso que tinha por fim conservar as qualidades típicas de uma espécie:
“A mesma lei, portanto, que foi designada pela Providência para manter as qualidades típicas de uma espécie, pode ser facilmente convertida pelo homem em um meio de criar diferentes variedades; mas também está claro que, se o homem não preservar essas raças pelo controle do intercurso sexual, elas irão naturalmente retornar ao tipo original”. [6]
Em outras palavras, o mecanismo é o mesmo que Darwin publicaria 24 anos mais tarde – que tem como resultado a propagação das qualidades dos indivíduos mais aptos a se reproduzir – mas o efeito final, segundo Blyth, seria o de reestabelecer as variedades de animais aos seus tipos originais e não criar novas espécies sem limite aparente para as modificações. Diga-se de passagem, não é essa a posição defendida pelos criacionistas de hoje. Mas o ponto em questão aqui é a prioridade de Blyth sobre Darwin quanto ao mecanismo de seleção natural.
Edward Blyth, ao contrário de Darwin, não tentou descrever uma natureza sem um Criador. Blyth, como tantos outros cientistas importantes (desde muito antes de seu tempo até os dias atuais), reconheceu a origem de tudo:
“Existe, de forma muito estranha, uma diferença de opinião entre naturalistas quanto a serem essas mudanças sazonais um desígnio da Providência como uma adaptação a mudanças de temperatura, ou um meio de preservar as várias espécies de seus inimigos, pela adaptação de sua matiz às cores da superfície; (…) O fato é que elas respondem a ambos os propósitos; e elas estão entre aqueles impressionantes exemplos de planejamento, que tão claramente e fortemente atestam a existência de uma grandiosa e onisciente Primeira Causa”. [6]
Blyth pode ter errado com sua ideia de conservação. Mas Darwin também errou em outros pontos e principalmente ao propor o que hoje chamamos de macroevolução. Em um ambiente no qual o materialismo ganhava cada vez mais força, Darwin se tornou um ícone mundial. Como o próprio Richard Dawkins admite, “só depois de Darwin é possível ser um ateu intelectualmente satisfeito”.[9]   Edward Blyth foi praticamente lançado no esquecimento. Mas Alguém certamente se lembrará de que ele deu ao Criador a glória que lhe era devida.
“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32,33).
Referências:
[1]      G. Purdom, N.T. Jeanson, Understanding Natural Selection, Answers in Genesis, Https://answersingenesis.org/natural-Selection/understanding-Natural-Selection/. (2016).
[2]      P.G. Humber, Natural Selection – A Creationist’s Idea, Acts Facts. 26 (1997).
[3]      M. Riddley, Evolução, 3a. ed., Artmed, Porto Alegre, 2006.
[4]      P.N. Pearson, In retrospect: An Investigation of the Principles of Knowledge and of the Progress of Reason, from Sense to Science and Philosophy, Nature. 425 (2003) 665–665. doi:10.1038/425665a.
[5]      W.L. Abler, What Darwin knew, Nature. 426 (2003) 759–759. doi:10.1038/426759b.
[6]      E. Blyth, An Attempt to Classify the “Varieties” of Animals, with Observations on the Marked Seasonal and Other Changes Which Naturally Take Place in Various British Species, and Which Do Not Constitute Varieties, Mag. Nat. Hist. 8 (1835) 40–53.
[7]      J.E. Schwartz, Charles Darwin’s Debt to Malthus and Edward Blyth, J. Hist. Biol. 7 (1974) 301–318.
[8]      C.R. Darwin, On The Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Strugg;e for Life, Facsímile , Harvard University Press, Cambridge, 1859.
[9]      R. Dawkins, O Relojoeiro Cego, Companhia das Letras, São Paulo, 2001.
Pakicetus

Pakicetus, uma baleia com pernas?

A baleia fake da Science

“Estivemos ansiosamente antecipando alguma descoberta desse tipo, mas não estávamos preparados para uma evidência tão convincente da estreita relação faunal entre a Ásia oriental e a América do Norte ocidental tal como é revelado por esse diminuto espécime.”[1] Essas palavras aparecem logo na quinta linha do artigo publicado por Henry F. Osborn em 1922 na revista Science, no qual ele descreve o famoso homem de Nebraska. A evidência tão convincente à qual ele se referia era um dente de cerca de 1 cm. Apenas isso. No artigo, Osborn discute detalhadamente as características do dente que o levaram a concluir que ele havia pertencido a um ancestral do homem. Em 1927, a Science se viu obrigada a publicar uma retratação com o título “Hesperopithecus apparently not an ape nor a man” (Hesperopithecus, aparentemente nem macaco nem homem).[2] O restante do esqueleto ao qual pertencia o dente havia sido encontrado. Tratava-se de um javali extinto!

Mas a ciência vive de erros e acertos e, naturalmente, o tipo de abordagem que levou ao homem de Nebraska seria revisto no futuro para que não se repetisse tamanho vexame. Certo? Errado. As baleias que o digam.
A capa da edição de 22 de abril de 1983 da Science, 61 anos depois da publicação do homem de Nebraska, estampava um animal meio mamífero terrestre, meio baleia.[3] Na ilustração, o animal saía da margem de uma praia e mergulhava para buscar comida na água. Tratava-se do Pakicetus, nome dado à estranha criatura encontrada no Paquistão.
O Dr. Philip D. Gingerish, lider da pesquisa que apresentou o Pakicetus à comunidade científica, declarou na época que “o Pakicetus e outros cetáceos do início do Eoceno representam um estágio anfíbio na transição evolucionária gradual das baleias primitivas da terra para o mar.” [3] Mas o que era realmente conhecido a respeito do Pakicetus? Apenas fragmentos dos ossos do crânio. A partir deles, todo o crânio foi reconstruído e nele foram adicionadas características que não podiam ser deduzidas apenas com base nos fragmentes. Supôs-se que o Pakicetus possuísse olhos nas laterais da cabeça, como as baleias, e um respirador no topo do focinho. Esse respirador estaria a meio caminho da posição dos respiradores das baleias modernas. Supôs-se, ainda, que o Pakicetus possuísse nadadeiras, que não tivesse um pescoço visível (como nas baleias) e que podia tanto caminhar em terra como nadar no mar, como as baleias.
18 anos depois de o Dr. Gingerich ter encontrado os fragmentos do crânio do Pakicetus, outros 4 crânios parciais e 150 ossos de Pakicetus foram descobertos, permitindo que os cientistas construissem um esqueleto quase completo.[4] Com base nas novas descobertas, pôde-se concluir que o Pakicetus não se assemelhava nada com o animal que estampou a capa da Science em 1983. Ele na verdade possuía um nariz na extremidade do focinho, não um respirador de baleia, pés preparados para correr (não nadadeiras), pescoço longo e visível (não ausente, como nas baleias) e olhos no topo da cabeça (não nas laterais). Não seria um exagero chamar o Pakicetus de a “baleia de Nebraska”.
Mesmo assim, nos dias de hoje ainda se insiste em que o Pakicetus esteja na linha de ancestralidade dos cetáceos modernos com base em características como uma suposta semelhança entre suas bulas auditivas. Os cetáceos modernos possuem uma estrutura chamada de processo sigmoide, algo similar a um polegar estendido. Segundo o Dr. Zhe-Xi Luo, especialista em evolução de mamíferos, o Pakicetus não possuía um processo sigmoide na bula auditiva, mas simplesmente uma placa plana. Placas como essa são encontradas em mamíferos terrestres.[5]  Observe a figura ao lado e tire suas próprias conclusões.
A história toda de como esse animal acabou sendo chamado de baleia é um exemplo muito interessante de como a visão de mundo de um cientista possui um peso decisivo em suas interpretações, especialmente quando tentamos reconstruir a história de um passado do qual sobraram apenas alguns vestígios. Os fragmentos de crânio encontrados pelo Dr. Gingerinsh constituem os dados experimentais dos quais ele dispunha. O significado que ele atribuiu àqueles fragmentos foi pura interpretação baseada em sua visão de mundo evolucionista.
A mídia cientifica muito frequentemente nos apresenta os dados fósseis e sua interpretação evolucionista como um conjunto indissociável. Extrapolações e inferências são apresentadas como fatos incontestáveis e procura-se lançar ao ridículo aqueles que se atrevem a olhar para os mesmos dados com uma visão de mundo diferente. É preciso ter isso em mente quando nos forem apresentados os próximos homens-macaco e baleias com pernas.
Concepção artística atual do Pakicetus
Referências:
[1]    H.F. Osborn, Hesperopithecus, the first anthropoid primate found in America, Science, 55 (1922) 463–465. doi:10.1126/science.55.1427.463.
[2]    W.K. Gregory, Hesperopithecus apparently not an ape nor a man, Science, 66 (1927) 579–581. doi:10.1126/science.66.1720.579.
[3]    P.D. Gingerich, N.A. Wells, D.E. Russell, S.M.I. Shah, Origin of Whales in Epicontinental Remnant Seas: New Evidence from the Early Eocene of Pakistan, Science, 220 (1983) 403–406. doi:10.1126/science.220.4595.403.
[4]    J.G.M. Thewissen, E.M. Williams, L.J. Roe, S.T. Hussain, Skeletons of terrestrial cetaceans and the relationship of whales to artiodactyls, Nature. 413 (2001) 277–281. doi:10.1038/35095005.
[5]   C. Werner, Evolution: The Grand Experiment Vol. 1, 3rd ed., New Leaf Press, 2014.

Por que ler o livro A História da Vida

Descreverei aqui os principais motivos pelos quais o livro A História da Vida [adquira aqui], do jornalista e mestre em teologia Michelson Borges, me cativou:

  1. O autor conseguiu traduzir com maestria conteúdo acadêmico para uma linguagem simples e de fácil compreensão para pessoas que, como eu, ainda estão aprendendo sobre o criacionismo.
  1. Possui abordagem “científica”, visto que a cada nova ideia introduzida, evidências científicas que a corroboram são apresentadas em abundância. O livro traz referências de pesquisas que seguiram adequadamente o rigor metodológico (assim como o método científico usual exige); muitas dessas referências são resultantes de pesquisas evolutivas, mas, apoiam, sob uma reinterpretação despreconceituosa, o modelo bíblico das origens (evidenciando mais ainda sua incoerência).
  1. O leitor é estimulado a pesquisar por si próprio. O autor fornece instrumentos e recursos para que o leitor não acredite apenas no que ele diz (assim como a pesquisa científica deve ser feita). Se não bastasse, o autor insiste no aprendizado do leitor por conta própria ao estimulá-lo com questionamentos ao final de cada capítulo (assim como a educadora cristã Ellen White descreve a verdadeira educação que proporciona o raciocínio crítico).
  1. As ideias são claras, concisas e organizadas, desde o conteúdo mais simples ao mais complexo, e as evidências são apresentadas em ordem cronológica (seguindo os passos das técnicas e métodos de pesquisa).
  1. No decorrer da leitura de A História da Vida fica evidente o fascínio do autor pela ciência, o respeito com que a trata e a seriedade com que aborda cada capítulo selecionado a dedo (aliás, um conteúdo mais interessante que o outro).
  1. Michelson fala com autoridade, pois, como todo honesto intelectual, buscou conhecer os dois lados da mesma moeda, ou melhor, as duas possíveis interpretações de um mesmo dado científico.
  1. O capítulo “O Autor da história da vida” introduz o Criador de forma suave e a escrita é coerente com o estilo redacional científico que já vinha sendo utilizado. Digo isso porque eu esperava uma quebra abrupta na leitura e uma passagem completa ao campo filosófico. Para minha felicidade, o autor trouxe testemunhos vivos (renomados ex-ateus) que descrevem com maestria as “razões” que os convenceram da existência de um Criador e, principalmente, explora o capítulo 3 do livro A Prova Evidente, que introduz os argumentos (complexidade, ajuste fino) do design inteligente e traz, mais adiante, evidências da Arqueologia e da História. E, a partir de então, o livro segue com os argumentos lógicos (pautados em evidências) para a existência de um Criador (embora não sejam absolutistas).

Mas eu quero aproveitar o espaço para comentar e testemunhar dos efeitos na minha vida de outro livro do mesmo autor: Por Que Creio [adquira aqui]. Este livro chegou às minhas mãos numa época crucial da minha vida. Eu estava fazendo o mestrado, me aprofundando mais em alguns aspectos da ciência. Ao lê-lo, fui instigado a buscar mais sobre um assunto que, até então, eu desconhecia: o design inteligente.

O trabalho do jornalista Michelson foi essencial na minha formação intelectual e na forma como, a partir de então, eu olharia para a Bíblia. Minha mente se abriu, e eu realmente senti a necessidade de informar as pessoas outra maneira de aprender sobre a Palavra de Deus, isto é, fazendo uso do processo de análise histórico-crítica. Dessa forma, é possível contextualizar cada registro bíblico com o auxílio das mais diversas descobertas do conhecimento humano, principalmente as que dizem respeito às nossas origens.

Hoje, tenho o autor como referencial e por isso sei que não devemos nos conformar com respostas medíocres, do tipo “Deus quis assim”, ou “Eu acho que foi assim”. Hoje eu busco respostas na convergência entre ciência e Bíblia. Portanto, hoje eu busco me capacitar cada vez mais a fim de compartilhar com o máximo de pessoas possível a história da nossa vida.

Lista de artigos científicos que dão suporte ao Design Inteligente

A fim de facilitar as buscas para os iniciantes no assunto, reuni de forma prática e sistematizada um acervo de documentos que compreende um total de 54 artigos científicos publicados ao redor do mundo entre o período de 1999 e março de 2015 que dão suporte ao Design Inteligente (DI). É claro que existem centenas de outras pesquisas em diversas outras áreas que apoiam direta ou indiretamente o DI, no entanto, reuni neste documento apenas alguns campos de estudo mais próximos da minha área de formação. Assim sendo, é possível observar que nas últimas décadas vários estudos científicos vêm dando suporte à Teoria do Design Inteligente (TDI) nos mais diversos campos científicos relacionados as áreas de ciências biológicas e da saúde e/ou correlatos (Quadro1).

Portanto, a fim de conhecer o perfil das publicações que apontam para o design inteligente, foi construído um quadro (clique aqui) onde foi possível caracterizar os estudos, em ordem cronológica, segundo as seguintes variáveis: 1) campo científico; 2) Ano de publicação; 3) Periódico científico; 4) Tipos de estudo; 5) Principais achados; 6) País; 7) Filiação institucional; e 8) Referência.

Caso você queira acesso a mais publicações, em 2015 eu compilei 80 artigos científicos, cada um com seu resumo em português, separados por área de pesquisa, no banco de dados da WikiTDI.

Em dezembro de 2015 o Discovery Institute anunciou uma lista, em inglês, com 90 publicações científicas revisadas por pares que apoiam os argumentos da TDI.

Agora, se você quer ter acesso a mais de 350 artigos científicos revisados por pares que dão apoio à TDI, acesse o e-book: Teoria do Design Inteligente: evidências científicas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde.

Texto originalmente publicado em 27/02/2016 no Portal TDI Brasil.

Depressão: problema para a neurociência não materialista?

Marcos Romano é médico-psiquiatra pela Unicamp, ex-professor de Psiquiatria da PUC-Campinas, especialista em Dependência Química pela Unifesp/EPM, com artigos publicados na área de Políticas Públicas para Álcool e Drogas. É psiquiatra clínico há vinte anos, e é um dos primeiros especialistas do Brasil a diagnosticar e tratar o Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) em adultos, tendo recebido formação em TDAH em cursos com especialistas dos EUA, e no Brasil frequentemente é convidado a palestrar e fornecer treinamento a colegas médicos sobre TDAH. É autor de capítulos nos livros Aconselhamento em Dependência Química (Neliana Buzi Figlie, Selma Bordin, Ronaldo Laranjeira. São Paulo: Roca, 2004), e TDAH ao Longo da Vida (Mario Rodrigues Louzã Neto e colaboradores. Porto Alegre: Artmed, 2010).

A neurociência não materialista é um novo campo de estudo que têm contestado o conceito clássico naturalista de que a eletroquímica do cérebro produz a consciência. Evidências recentes oriundas dessa área de pesquisa têm sido utilizadas pelos proponentes da teoria do design inteligente (TDI) e do criacionismo. Um texto publicado no blog criacionismo no mês de agosto de 2015 intitulado “Evidências de uma consciência além do cérebro”, capítulo do e-book “Teoria do Design Inteligente”, têm suscitado algumas dúvidas entre os leitores. Essas dúvidas foram, então, sintetizadas para a realização dessa entrevista concedida ao mestre em Ciências e Diretor de Ensino do NUMAR-SCB Everton Fernandes Alves:

Como entender a ciência não materialista, visto que a depressão, causada por alterações químicas no cérebro, mostra que tudo acontece na esfera materialista? Uma vez que os remédios atuam e curam a depressão, não seria evidente que tudo está restrito ao âmbito material?

Dr. Marcos Romano: Em primeiro lugar, o diagnóstico de depressão é meramente descritivo e não explicativo. Em segundo lugar, como saber se o que se passa no cérebro de um deprimido é consequência ou causa de ele estar deprimido? Em terceiro lugar, esse raciocínio se baseia em um encadeamento de inferências e associações indevidas. Um exemplo disso é dizer que antidepressivos curam depressão, logo, sabemos como os remédios agem; portanto, a ação desses medicamentos deve estar relacionada à causa da depressão, então, a depressão é um fenômeno biológico e de causalidade conhecida. Certamente, essa é a lógica – equivocada, diga-se de passagem – utilizada por algumas pessoas.

Outra falácia seria dizer que antidepressivos “curam a depressão”?

Nenhum estudo jamais demonstrou isso. A “efetividade” de um antidepressivo é medida pela “redução significativa da intensidade e do número de sintomas”. O que é então uma melhora (não “cura”) significativa? Pode-se dizer que é quando o paciente alcança uma melhora de 30 a 40% em comparação com seu estado anterior. É válido acrescentar que os estudos realizados a fim de analisar as melhoras no tratamento duram entre oito e doze semanas. Além disso, os estudos não avaliam como esses pacientes ficam após esse período.

Ainda em relação à “efetividade” existem outros pontos a serem discutidos, tais como: (1) Qual o percentual dos pacientes avaliados no estudo que melhoram de forma significativa? Podemos dizer que entre 60-64%. Dentre esses, muitos irão piorar novamente dentro de um ano. (2) Qual o índice de efetividade do placebo nesses estudos (lembrando que são estudos “controlados”, isto é, o medicamento é avaliado comparando seu efeito com o efeito de um placebo)? O índice é de cerca de 50% (note que a efetividade do medicamento não é muito superior à do placebo, é apenas um pouco superior). Aliás, por que o placebo faz com que 50% dos pacientes avaliados nos estudos melhorem? Isso é algo ainda não respondido pela ciência.

Vale lembrar que esses índices de efetividade são os medidos nos estudos, em que as condições favorecem a melhora (por isso o placebo também atinge índices tão altos). A realidade clínica, no entanto, é bem diferente. Porém, o remédio ainda assim é melhor que o placebo, caso contrário não haveria razão para usá-lo. Mas não é uma Brastemp, nem de longe (risos).

Afirmações do tipo “Sabemos como o antidepressivo age” também são uma grande mentira. O correto seria dizer que sabemos como ele age in vitro. O efeito dele in vivo nunca foi verificado, sendo apenas inferido.

E o que dizer em relação à teoria dos neurotransmissores?

Ela nunca foi confirmada. E existem grandes furos nela. Por exemplo, o efeito dos inibidores seletivos de recaptura da serotonina (ISRS). Eles agem, em tese, bloqueando o receptor pré-sináptico da serotonina, dificultando sua recaptação, aumentando dessa forma o tempo de permanência da serotonina na fenda sináptica e, por conseguinte, seu efeito.

O problema é que se sabe que em poucos dias esse efeito é revertido por um aumento do número de receptores! E, quando o medicamento faz o efeito clínico, algumas semanas depois, o efeito neuroquímico dele já teria sido revertido pelo organismo. Por que então ele funciona? Pois é, ninguém nunca conseguiu explicar…

Entrevista originalmente publicada em 12/08/2015 no Blog Criacionismo.

O Prêmio Nobel de Química e a evidência de um Designer

O Prêmio Nobel de Química de 2016 foi concedido a Jean-Pierre Sauvage, Sir J. Fraser Stoddart e Bernard L. Feringa “pelo design e síntese de máquinas moleculares”.[1] O trabalho desses pesquisadores é realmente muito interessante. Você já parou para se perguntar o quão pequena pode ser uma máquina? Imagine um computador de apenas 2 mm! Pois bem, isso já existe. Trata-se do Michigan Micro Mote (M3), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Michigan. [2] O M3 é um sistema de computação completo, sendo capaz de receber dados, processar esses dados, tomar decisões e produzir dados de saída. Parece realmente incrível, mas o que os ganhadores do Nobel de Química de 2016 fizeram vai muito além. Por exemplo, Stoddart e sua equipe, em 1991, desenvolveram um rotaxano. [3] Para isso, Stoddart coordenou a criação de uma molécula longa, na forma de um eixo, e a inseriu em uma outra molécula em forma de anel. Mudando o ambiente químico, os pesquisadores podiam fazer o anel se mover ao longo do eixo, da mesma forma como um trem se move sobre seus trilhos. Mas o movimento era de certa forma bem restrito, como se o trem pudesse ir e voltar apenas entre duas estações.

Em 1999, Feringa e seu grupo publicaram um trabalho no qual descrevem a rotação controlada de uma molécula. [4] O movimento molecular é, por natureza, caótico. As moléculas transladam e realizam rotações em direções aleatórias. Feringa, no entanto, utilizou-se de técnicas bastante sofisticadas para fazer com que uma parte da uma molécula girasse em relação à outra parte em uma direção definida e de forma controlada. Para isso, foi necessário realizar um procedimento que envolvia resfriamento a -55 oC, seguido de irradiação com luz de comprimentos de onda bem específicos e aquecimentos em etapas controladas. Embora os pesquisadores tenham mostrado que esse tipo de movimento é possível, a forma como isso foi alcançado não é nada prática.

Um outro tipo de máquina molecular descoberta há alguns anos realiza tarefas fantásticas. Essa máquina possui um compartimento capaz de armazenar algum tipo de material para transporte e um sistema de tração que a faz se movimentar em uma direção definida. Essa maquina trabalha de forma integrada com outras e é capaz de receber sua carga, caminhar sobre um filamento e entregar a carga em seu destino. O mais impressionante é que ela faz tudo isso sem intervenção externa, ao contrário das máquinas de Sauvage, Stoddart e Feringa. Mas se não bastasse isso, existe também uma linha de montagem para essa maquina, com um rigoroso controle de qualidade. Cada parte dessa linha de montagem é composta por outras máquinas moleculares bastante complexas. Essas máquinas são capazes de acessar o banco de dados com o projeto para a construção, selecionar os materiais certos, executar a montagem em uma sequência coerente e realizar um controle de qualidade em cada etapa. A própria linha de montagem está sujeita a um protocolo de controle que determina quando uma máquina molecular deve ser produzida, ou seja, a produção se dá de acordo com a demanda. Comparar essa máquina de transporte e o seu sistema de montagem com as máquinas de Sauvage, Stoddart e Feringa é como comparar um chocalho de criança às últimas gerações de smatphones. Mas então por que o Prêmio Nobel de Química foi outorgado a esses pesquisadores e não ao inventor dessa máquina de transporte?

Essa máquina de transporte é chamada de cinesina, é encontrada no interior das células e têm a função de transportar as proteínas recém preparadas até o local onde elas são necessárias. A linha de montagem é todo o aparato celular para a síntese de proteínas. Tudo funciona como numa fábrica com tecnologia sofisticadíssima, com procedimentos automatizados, mini robôs programados para executar funções bastante especializadas e softwares extremamente eficientes. Mas pasmem! Enquanto a Academia de Ciências concede um Prêmio Nobel aos brinquedos de Sauvage, Stoddart e Feringa, em reconhecimento ao seu árduo trabalho de planejamento e síntese, um grupo de pretensos cientistas alega que toda a maquinaria celular surgiu completamente ao acaso!

Os ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2016 não foram, nem de longe, os inventores dos motores moleculares. São imitadores de algo que já está aí desde o princípio. Se algo tão simples como uma molécula que pode se mover em uma direção merece um Prêmio Nobel, que tipo de reconhecimento daríamos ao Projetista das cinesinas e do flagelo bacteriano, obras primas químicas inigualáveis? Um interruptor ou um rotor (tal como os de Sauvage, Stoddart e Feringa) precisa de um projetista e de uma hábil equipe para sua construção, que tenha à sua disposição compostos químicos muito específicos e caros e equipamentos bastante sofisticados. Mas quando nos deparamos com a cinesina, aí tudo muda. Ela simplesmente surgiu de processos aleatórios, não teve um Projetista e nem um Criador. Isso porque já estamos nos referindo ao produto final, sem sequer levar em consideração que as máquinas biológicas se montam sozinhas. Não precisam de nossa interferência.

Quando Paley apresentou seu argumento em meados do século XIX, os críticos do planejamento o acusaram de tecer uma analogia entre coisas muito diferentes. Não se poderia comparar o corpo humano com as máquinas construídas pelo homem, diziam eles. Numa época em que quase nada se sabia sobre a vida no nível subcelular, essa objeção poderia até ser razoável. Todavia, os avanços recentes da bioquímica e da química têm mostrado que a correspondência entre as máquinas produzidas pelo homem e os sistemas encontrados no interior das células é muito mais forte do que se imaginava a princípio. E mais do que isso, que a tecnologia molecular do interior das células deixa nossos melhores esforços no chinelo. Até quando vamos continuar fechando os olhos para o fato óbvio de que há uma Mente Inteligente por trás de tudo isso? Só não conseguem aceitar isso aqueles que fizeram um pacto não científico com a filosofia materialista. Como diz um ditado popular, o pior tipo de cego é aquele que não quer ver.

Referências:

[1] Press Release: The Nobel Prize in Chemistry 2016, https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/2016/press.html.
[2] Michigan Micro Mote (M3) Makes History, http://www.eecs.umich.edu/eecs/about/articles/2015/Worlds-Smallest-Computer-Michigan-Micro-Mote.html.
[3] P.L.Anelli,N.Spencer,J.F.Stoddart,J.Am.Chem.Soc.1991, 113,5131–5133.
[4] N. Koumura, R. W. J. Zijlstra, R. A. van Delden, N. Harada, B. L. Feringa, Nature, 401, 152-155.

(Origem e Vida)

 

Mark Armitage obteve vitória judicial

O cientista microscopista demitido por ter publicado artigo científico com achados de tecidos moles em fóssil de dinossauro que embaraçou Darwin obteve uma decisão histórica contra a Universidade Estadual da Califórnia.

Mark Armitage contou ao Creation Evolution Headlines (CEH) que seu caso contra a Universidade Estadual da Califórnia (CSUN, em inglês) resultou em um acordo após a juíza Dalila Lyons do Tribunal Superior da Califórnia ter decidido em seu favor em uma moção de adjudicação. Em vez de enfrentar uma perda provável perante um júri, os advogados da CSUN escolheram resolver tudo com o próprio Armitage. Armitage escreve:

“Não foi simplesmente uma moção de julgamento sumário que o juiz decidiu contra. O juiz decidiu contra eles [universidade] em uma moção para julgamento. Há uma grande diferença. Em outras palavras, o juiz fez uma decisão sobre o caso e conclui, de fato, que nós provamos nosso caso, que eles me discriminaram contra a minha religião, e eles falharam em acompanhar ou investigar uma queixa por escrito de discriminação religiosa. Não havia sentido que a Universidade fosse arrastada para o julgamento do júri porque estava claro que eles iriam perder no julgamento e os ganhos teriam sido muito maiores do que são atualmente.”

De acordo com FreedomX, para o advogado Bill Becker, que litigou o caso Coppedge vs JPL em 2012, uma moção para adjudicação significa que o juiz confirmou que certas provas são verídicas e, portanto, não precisa de debate antes de um juiz de fato. Essas provas podem, assim, ser estipuladas como factuais no início de um processo judicial. Quaisquer que fossem os fatos, eles devem ter sido suficientemente significativos para assustar os advogados da CSUN de apresentarem um julgamento perante um júri.

Mark foi contratado como microscopista e instrutor de laboratório na universidade, mas foi abruptamente demitido em 2014, sem explicação, depois que ele e o Dr. Kevin Anderson publicaram um artigo científico na Acta Histochemica descrevendo o tecido mole que encontraram em um chifre de Triceratops em Montana, EUA. Esse paper não menciona nada sobre design inteligente ou criacionismo, mas Mark é bem conhecido como um criacionista da terra jovem, sendo membro do conselho da Creation Research Society (CRS), juntamente com Anderson. O caso chamou a atenção da revista Nature (11/5/2014). Encontrar tecido mole preservado dentro de um osso de dinossauro causa problemas óbvios para a escala de tempo geológica padrão (6/10/2015). Desde sua demissão, Mark continuou o trabalho de microscopia eletrônica em tecido mole de dinossauro sob o patrocínio da CRS.

Há indícios de que houve contínua tentativa de baixar o valor antes que se chegasse a um acordo final. Mark e seu advogado, Alan Reinach, do Church State Council, aparentemente permaneceram firmes, de acordo com o Dr. Jay Wile, que falou com Mark e escreveu sobre isso em um post de blog. Mark disse a CEH que todas as partes assinaram, cheques foram escritos, e, “oh, meu Deus, alguns deles eram muito grandes”:

“Então esse é um negócio concluído e conseguimos uma nítida vitória. Como meu advogado disse, especialmente a um grupo de seus pares em uma reunião de advogados trabalhistas, tivemos uma vitória histórica.”

Maiores detalhes do acordo não estarão disponíveis até Reinach emitir um comunicado de imprensa formal. Mark disse à CEH que não houve nenhum acordo de não divulgação, “então eu sou livre para relatar toda a história, incluindo o incrível testemunho de deposição”, disse ele. Até agora, no entanto, a única notícia online sobre o caso como esta entrada se encontra em um blog do Jay Wile, um vídeo caseiro no YouTube elaborado por Mark e postado em 1º de outubro, e as conversas por e-mail com Mark citadas aqui. Veja abaixo alguns comunicados de imprensa emitidos após a postagem desse texto, no original:

04/10/16: Mark escreveu mais informações sob seu vídeo no YouTube e está respondendo a comentários.

05/10/16: Um artigo sobre The College Fix acrescentou mais informações, afirmando que Mark recebeu um montante de seis dígitos no acordo, cerca de 15 vezes o seu salário anual de meio período. Alan Reinach diz que a universidade ainda não está admitindo a discriminação: “o juiz não se pronunciou, no acordo não há admissão de culpa, e eles seguiram alegando que ele [Mark] foi demitido por razões orçamentárias.” Portanto, não aparece haver uma decisão sobre o mérito. No entanto, a CSUN não teria concordado com um acordo tão grande se achasse que poderia ganhar no tribunal, acredita Reinach; “Eles certamente não teriam pagado essa quantia de dinheiro se não reconhecessem que os tínhamos derrotados em relação aos direitos”.

07/10/16: O site de notícias Inside Higher Ed declarou que a universidade teria afirmado ter acordado o valor de US $ 399.500 para evitar uma batalha legal prolongada.

Texto originalmente publicado em 28/12/2016 no Blog Criacionismo.

Fonte em inglês: 

Creation Evolution Headlines. Mark Armitage Wins Legal Victory. Postado em 04/10/2016. Disponível em: http://crev.info/2016/10/mark-armitage-wins-legal-victory/

Fósseis de Galápagos: pedra no sapato dos evolucionistas

Afloramentos vulcânicos no arquipélago de Galápagos não parecem fornecer a riqueza de exemplares encontrados em outras localidades ricas em fósseis ao redor do mundo. No entanto, os fósseis estão, de fato, presentes nas Ilhas Galápagos. Esta breve revisão aborda o onde, o que, quando e por que de haver fósseis nas Ilhas Galápagos, e fecha com uma discussão sobre sua potencial contribuição para o desenvolvimento de modelos sobre as origens.

Onde estão os fósseis encontrados nas Ilhas Galápagos?

  1. Os sedimentos depositados em águas rasas ao redor das ilhas e posteriormente levantados acima do nível do mar, muitas vezes contêm fósseis de organismos marinhos (tais como conchas de moluscos).[1]
  1. Tubos de lava se formam durante as erupções vulcânicas, quando o topo de um fluxo de lava resfria e solidifica, mas a lava continua a fluir por baixo. Quando drenos de lava se esvaem desses condutos tubulares, um espaço vazio é deixado no subsolo. Esses túneis e fissuras muitas vezes contêm sedimentos com restos fósseis de vertebrados terrestres.[2]
  1. O interior de algumas das ilhas é caracterizado por um clima mais consistentemente úmido. Pequenos lagos e pântanos, formados dentro de crateras vulcânicas inativas, podem ser encontrados. Os sedimentos que enchem o fundo dessas pequenas depressões contêm material vegetal fóssil.

Que tipo de fósseis são encontrados nas Ilhas Galápagos?

Os fósseis encontrados nos depósitos marinhos emergidos rasos são dominados por invertebrados marinhos como moluscos bivalves, gastrópodes, briozoários, corais e cracas.[1, 5-7] Não são visíveis a olho nu, mas muito abundantes nos sedimentos também são os microfósseis planctônicos, pequenos animais (2 mm) exóticos que habitam locais inferiores, como os ostracodes, além de grupos específicos de protozoários, como os foraminíferos.[5] Raros, mas às vezes encontrados nesses sedimentos, são fragmentos de esqueletos de vertebrados marinhos e terrestres, como pássaros, lagartos e leões-marinhos.[1, 5, 7]

A carcaça de um leão-marinho parcialmente decomposto em uma praia, Ilha Norte Seymour, Galápagos. Escala em centímetros. Elementos esqueléticos de carcaças podem ser incorporados em depósitos de praia e, eventualmente, se tornar fossilizados.

Os fósseis coletados dos tubos de lava incluem dezenas de milhares de ossos e fragmentos de ossos de aves, répteis e mamíferos, bem como conchas de caracóis terrestres.[2, 8, 9] Os restos de vertebrados incluem espécimes das espécies de Galápagos mais emblemáticas, tais como a tartaruga gigante, iguana terrestre, tentilhões e sabiás, juntamente com espécies de roedores, cobras, lagartos, lagartixas, morcegos e aves. Curiosamente, a maioria desses ossos representa restos de presas regurgitadas por corujas de celeiro de Galápagos, uma espécie que constrói poleiro e ninhos em bordas dos tubos de lava. Ossos de organismos maiores (como tartarugas gigantes), por outro lado, representam animais que caíram e morreram presos nos tubos.

Material vegetal fóssil recuperado de sedimentos de pântano e lago consiste principalmente de pólen e esporos microscópicos.[3, 4] No entanto, de tamanho pequeno (restos macroscópicos tais como sementes de plantas e fragmentos) também foram encontrados.[10]

lava tube composite

A) As aberturas que conectam tubos de lava subterrâneos, Ilha Isabela, Galápagos. A abertura do primeiro plano tem um diâmetro de cerca de 50 cm. B): carcaça de um gato encontrado no interior do tubo de lava conectado à abertura ilustrada em A). Captura e morte em tubos de lava em um dos processos que resultam em fossilização de vertebrados terrestres nas Ilhas Galápagos.

Quando os fósseis das Ilhas Galápagos se formaram?

A questão da idade é sensível para os criacionistas. Existem duas abordagens para datar um objeto geológico, como um fóssil ou uma rocha. O primeiro, denominado datação absoluta, visa a atribuir uma idade numérica para o objeto. O segundo, chamado de datação relativa, tenta estabelecer se o objeto é mais jovem ou mais velho do que outros objetos, mas sem atribuir uma idade numérica específica.

Idades absolutas em geologia são baseadas em métodos de datação radiométrica. Idades radiométricas têm valores que sugerem uma longa cronologia da vida na Terra, criando um conflito potencial com o registro bíblico.[11] Por essa razão, os criacionistas tendem a rejeitar esses valores absolutos, à procura de formas alternativas que expliquem esses resultados. Em geral, no entanto, existe um consenso de que a ordem relativa das datas (mais jovem versus mais velhas) pode ser um indicador fiável da sua idade relativa, independentemente dos valores absolutos. Nas Ilhas Galápagos, as idades de radiocarbono obtidas a partir de alguns dos ossos fósseis são quase invariavelmente mais jovens do que oito mil anos,[12] com apenas um par de exceções dando valores em torno de 20 mil anos.[2, 8] Idades de radiocarbono de matéria orgânica associada com os materiais vegetais fósseis também são consistentemente mais jovens do que 26 mil anos,[4, 13] com exceção de uma camada mais antiga datada em 48 mil anos.[3]

Fósseis em depósitos marinhos são considerados mais jovens do que dois milhões de anos,[14] com base em idades radiométricas de rochas vulcânicas intercaladas com os depósitos.[1] No geral, a cronologia de longa idade dessas datações se correlaciona com os intervalos muito superiores da coluna geológica (Pleistoceno e Holoceno). Em resumo, uma abordagem mista de datação absoluta e relativa parece sugerir que os fósseis de Galápagos se formaram durante uma parte mais recente da história da Terra, sendo restritos às camadas superiores da coluna geológica.

Por que os paleontólogos estão interessados em estudar fósseis das Ilhas Galápagos?

Fósseis de Galápagos são explorados como um arquivo da vida passada e da ecologia nas ilhas. Tópicos sendo perseguidos pelos paleontólogos incluem: (a) padrões documentados na diversidade de espécies e tendências morfológicas, com potencial de visão sobre a origem da fauna e flora endêmicas;[2, 15] (b) estudo do impacto sobre o ecossistema da introdução de flora e fauna não nativas, com implicações para a ecologia e conservação;[2, 10] e (c) reconstrução de tendências climáticas passadas e eventos na ilha e no sistema do Oceano Pacífico tropical.[3, 4]

Implicações para modelos criacionistas

Embora não sejam tão icônicos e bem conhecidos como seus homólogos vivos, os fósseis das Ilhas Galápagos podem realmente oferecer algumas contribuições valiosas para a discussão das origens, quando abordados a partir de uma perspectiva criacionista. Os seguintes pontos resumem algumas das considerações mais importantes:

Correlação com a cronologia bíblica: uma das questões-chave levantadas a partir de uma perspectiva criacionista seria se os fósseis de Galápagos se formaram antes, durante ou depois do dilúvio bíblico. Dois elementos importantes informam uma possível resposta que, provavelmente, a maioria dos criacionistas abraçaria. Em primeiro lugar, os fósseis parecem ser relativamente jovens, sendo encontrados em depósitos que são muitas vezes dentro de características recentes da paisagem (por exemplo, tubos de lava, crateras) e associados com idades radiométricas do Holoceno e do Pleistoceno. Em segundo lugar, as assembleias de fósseis consistem quase completamente de espécies modernas, e não tipos extintos.[8, 15] A maioria dos criacionistas concorda que espécies modernas diferem das espécies pré-diluvianas, devido ao fato de elas se adaptaram às novas condições ambientais após o dilúvio. Portanto, ao considerar esses dois aspectos, uma conclusão razoável em um modelo criacionista seria a de que esses fósseis se formaram durante o período pós-diluviano.

Estase e taxas de evolução: desde a época de Darwin, as espécies modernas em Galápagos têm sido apresentadas como uma ilustração paradigmática de especiação e origem de novas espécies a partir de uma forma ancestral comum. No entanto, os fósseis conhecidos atualmente em Galápagos não corroboram significativamente essa narrativa. A esmagadora maioria dos fósseis recuperados pertence a espécies modernas conhecidas, com muito poucos exemplos de formas extintas.[2, 6, 15, 16] Portanto, em vez de documentar a mudança gradual, os fósseis de Galápagos ilustram estase. Pode-se objetar que a série de fósseis de transição não é observada, porque o registro fóssil das ilhas é fragmentado e representa apenas o intervalo de tempo mais recente. No entanto, essa é uma sugestão baseada em dados que não temos. O que é observável não captura transições evolutivas.

Ordem no registro fóssil: diferentes tipos de fósseis não são distribuídos aleatoriamente na coluna geológica, mas seguem um padrão específico de aparecimento e desaparecimento. Fósseis de Galápagos podem ser usados como um modelo para explorar por que vários tipos de fósseis não estão todos misturados nos estratos, mas seguem certa ordem. Dois fatores principais parecem estar em jogo: tempo e espaço. Não há fósseis de dinossauros ou leões africanos em Galápagos. Sabemos que os leões africanos não estão extintos, mas eles vivem apenas no continente Africano. Portanto, a razão pela qual os leões não estão fossilizados em Galápagos está ligada à sua distribuição geográfica (espaço). Por outro lado, os dinossauros estão extintos. Portanto, pode ser que eles nunca fossilizaram em Galápagos, porque eles não estavam presentes na Terra no momento da formação dos fósseis de Galápagos (tempo). A presença ou ausência de certos grupos de organismos no tempo e no espaço determina a distribuição ordenada de fósseis, tanto em interpretações criacionistas quanto evolucionistas do registro fóssil.

O processo de fossilização: fósseis de Galápagos podem ser usados para mostrar como o processo de fossilização depende de ambas as características de um organismo e seu ambiente deposicional. Por exemplo, as criaturas marinhas mais bem representadas nos fósseis de Galápagos são aquelas com conchas e partes duras. Animais de corpo mole, como pepinos do mar, apresentam menor probabilidade de ser fossilizados. O meio de deposição também é crucial para a fossilização. Por exemplo, lavas vulcânicas não são favoráveis para a preservação de organismos mortos, mas se armadilhas onde os sedimentos podem acumular estão presentes (por exemplo, os tubos de lava), fósseis podem ser encontrados mesmo em terreno vulcânico. Além disso, os ambientes terrestres (por exemplo, lagos e pântanos) são mais propensos a preservar fósseis de organismos terrestres (por exemplo, plantas terrestres), e ambientes marinhos tendem a ser dominados por fósseis de organismos marinhos. Usando as Ilhas Galápagos como estudo de caso, pode-se concluir que a fossilização certamente não é onipresente e não preserva todos os tipos de organismos, mas mesmo em ambientes desfavoráveis (por exemplo, províncias vulcânicas), a fossilização não é tão improvável quanto se poderia pensar. Representar o registro fóssil como altamente fragmentado e incompleto pode ser uma má caracterização de um arquivo muito rico de formas de vida passadas.

Traduzido do original Geoscience Research Institute[17] e publicado originalmente em 07/12/2016 no Blog Criacionismo.

Notas e referências:

  1. Hickman, C.S. and J.H. Lipps, Geologic youth of Galápagos Islands confirmed by marine stratigraphy and paleontology. Science, 1985. 227(4694): p. 1578-1580.
  2. Steadman, D.W., et al., Chronology of Holocene vertebrate extinction in the Galápagos Islands. Quaternary Research, 1991. 36(1): p. 126-133.
  3. Colinvaux, P.A., Climate and the Galapagos Islands. Nature, 1972. 240(5375): p. 17-20.
  4. Collins, A.F., M.B. Bush, and J.P. Sachs, Microrefugia and species persistence in the Galápagos highlands: a 26,000-year paleoecological perspective. Frontiers in Genetics, 2013. 4: p. 269.
  5. Finger, K.L., et al. Pleistocene Marine Paleoenvironments on the Galapagos Islands. in GSA Abstracts with Programs. 2007.
  6. Ragaini, L., et al., Paleoecology and paleobiogeography of fossil mollusks from Isla Isabela (Galápagos, Ecuador). Journal of South American Earth Sciences, 2002. 15(3): p. 381-389.
  7. Johnson, M.E., P.M. Karabinos, and V. Mendia, Quaternary Intertidal Deposits Intercalated with Volcanic Rocks on Isla Sombrero Chino in the Galápagos Islands (Ecuador). Journal of Coastal Research, 2010: p. 762-768.
  8. Steadman, D.W., Holocene vertebrate fossils from Isla Floreana, Galápagos. Smithsonian Contirbutions to Zoology, 413: 104 pp.
  9. Chambers, S.M. and D.W. Steadman, Holocene terrestrial gastropod faunas from Isla Santa Cruz and Isla Floreana, Galapagos: evidence for late Holocene declines. Transactions of the San Diego Society of Natural History, 1986. 21(6): p. 89-110.
  10. Coffey, E.E.D., C.A. Froyd, and K.J. Willis, When is an invasive not an invasive? Macrofossil evidence of doubtful native plant species in the Galápagos Islands. Ecology, 2011. 92(4): p. 805-812.
  11. Uma discussão sobre abordagens criacionistas para a datação radiométrica está além do escopo deste artigo, mas um resumo útil pode ser encontrada em: https://grisda.wordpress.com/2013/07/29/radiometric-dating/
  12. ka = milhares de anos antes do presente
  13. van Leeuwen, J.F., et al., Fossil pollen as a guide to conservation in the Galápagos. Science, 2008. 322(5905): p. 1206-1206.
  14. Ma = Milhões de anos antes do presente
  15. James, M.J., A new look at evolution in the Galapagos: evidence from the late Cenozoic marine molluscan fauna. Biological Journal of the Linnean Society, 1984. 21(1‐2): p. 77-95.
  16. Steadman, D.W. and C.E. Ray, The Relationships of Megaoryzomys curioi, an Extinct Cricetine Rodent (Muroidea: Muridae) from the Galapagos Islands, Ecuador. Smithsonian Contributions to Paleobiology, 51: 24 pp.
  17. Fossils of the Galápagos: A review with implications for creationist models. Geoscience Research Institute (29/05/2016). Disponível em: https://grisda.wordpress.com/2016/05/29/fossils-of-the-galapagos-a-review-with-implications-for-creationist-models/