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C-14 em ossos de dinossauro: pesquisa censurada

Uma equipe de pesquisadores fez uma apresentação em um encontro anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, de 13 a 17 de agosto de 2012, no qual mostrou resultados de datação de carbono 14 (C-14) de múltiplas amostras de ossos a partir de oito espécimes de dinossauros. Todos deram positivos para C-14, com idades variando de 22.000 a 39.000 anos de radiocarbono, bem “aproximado” do que é previsto pelos criacionistas.[1] Mas se os dinossauros tivessem realmente milhões de anos, não deveria existir sequer um átomo de C-14 restante neles. Esse foi um evento conjunto da União Americana de Geofísica (AGU) e da Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS). Parece que os pesquisadores abordaram o assunto com profissionalismo considerável, inclusive tomando medidas para eliminar a possibilidade de contaminação com carbono moderno como uma fonte de sinal de C-14 nos ossos. O apresentador do trabalho foi o Dr. Thomas Seiler, um físico alemão cujo PhD é da Universidade Técnica de Munique. O vídeo de sua apresentação (clique aqui para ver) foi postado no YouTube no momento da redação deste artigo.

Os pesquisadores parecem estar associados a grupos criacionistas católicos, os quais têm divulgado relatórios sobre a conferência com mais antecedência e intensidade do que os criacionistas evangélicos. Um desses relatórios afirma que depois “o resumo foi retirado do site da conferência por dois presidentes porque eles não podiam aceitar as conclusões. Recusando-se a desafiar os dados abertamente, eles apagaram o resumo da vista do público, sem comunicar os autores ou membros os oficiais da AOGS, mesmo após uma investigação. Isso não vai ser restaurado”.[2]

Na verdade, é possível acessar online a captura de tela feita do programa original (confira). Mas, indo para o site oficial da conferência, pode-se ver que a conversa foi claramente removida. A verdade apresentada foi pesada demais para a suposta abertura da ciência aos dados. O “poder do paradigma”’ pôde ser visto claramente.

Dois dos físicos e coautores do trabalho, Dr. Robert Bennett e Dr. Jean de Pontcharra, até recentemente associados ao Centro de Pesquisa Grenoble da Comissão Francesa de Energia Atômica, estão estimulando colegas a fazer sua própria datação por carbono de ossos de dinossauros. Eles dizem que a mídia deveria estar encorajando os cientistas a fazer isso também e apresentar os resultados de forma aberta e honesta em conferências similares. Isso certamente deveria estar entre os interesses da verdade científica – especialmente seguindo os achados repetidos de tecidos moles em ossos de dinossauros, e agora mesmo no aparentemente irrefutável DNA em espécimes de dinossauros.[3] O público tem o direito de conhecer a cronologia real dos dinossauros, e a verdadeira história da Terra.

É claro que as pessoas que você conhece geralmente não vão tomar conhecimento dessas poderosas informações a partir de fontes regulares. Temos sido repetidamente surpreendidos em excursões ministeriais ao ver como poucas pessoas sequer sabem sobre tecidos moles encontrados por cientistas seculares. Este é um momento emocionante para ser um criacionista, ambos recebendo esse tipo de informação, e sendo capazes de transmiti-lo. Por isso é mais importante do que nunca ser não apenas assinante, mas apoiador das organizações criacionistas respeitáveis [como a Sociedade Criacionista Brasileira, por exemplo], não sensacionalistas e comprometidas com essa importante tarefa. […]

Texto traduzido do original Wieland[4] e publicado originalmente em 23/05/2016 no Blog Criacionismo.

Notas e referências:

[1] Não seria de esperar que uma amostra que se apresente da era do dilúvio apresentasse “idade de radiocarbono” de cerca de 5.000 anos, mas, sim, de 20.000-50.000 anos. Na verdade, essa é a idade que consistentemente se obtém de amostras de petróleo, gás e madeira fóssil de camadas supostamente de “milhões de anos” de idade. A razão é: datação por radiocarbono assume que a taxa atual de 14C/12C de cerca de um em um trilhão (após o ajuste para a Revolução Industrial) foi a razão inicial para os objetos datados. Mas essa relação teria sido muito menor antes do dilúvio, que removeu praticamente todo o carbono vivo da biosfera por meio do sepultamento. Devido ao fato de os pré e para-objetos diluvianos terem começado com uma taxa inicial muito menor de 14C/12C, a quantidade medida hoje também poderia ser menor, e ser (mal) interpretada como muito mais antiga. Veja o artigo: “What about carbon dating?”, capítulo 4, The Creation Answers Book.

[2] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. “A comparison of δ13C&pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe.” In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: newgeology.us/presentation48.html

[3] Sarfati JD. “DNA and bone cells found in dinosaur bone.” Creation.com (11/12/2012). Disponível em: http://creation.com/dino-dna-bone-cells

[4] Wieland C. “Radiocarbon in dino bones: International conference result censored.” Creation.com. (22/1/2013). Disponível em: http://creation.com/c14-dinos

Carbono 14 encontrado em ossos de dinossauros

Buscai e achareis: criacionistas entram livremente onde nenhum evolucionista jamais esteve

Com o recente anúncio de tecidos moles em fósseis de ossos de dinossauros em museus, a questão que se levanta é a seguinte: Haverá carbono 14 (C-14) nesses tecidos? Devido à meia-vida do isótopo (5.730 anos), não deveria haver nenhum C-14 detectável após 100 mil anos. Assim, a presença de uma quantidade mensurável de C-14 nos fósseis de ossos invalidaria a crença/consenso de que os dinossauros teriam vivido e se tornado extintos há mais de 65 milhões de anos. Paleontólogos evolucionistas consideram um desperdício de tempo testar C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Não se deve encontrar nada ali. Ossos com milhões de anos de idade, incluindo os de todos os dinossauros, devem estar “radiocarbonicamente inertes”. Mas, como Mary Schweitzer disse sobre os tecidos moles em geral: “Se você não quer, você não vai encontrar. Mas se você fizer isso, nunca se sabe.

Os membros da Creation Research Society (CRS), uma organização de cientistas criacionistas bíblicos que existe desde 1963, começaram a investigação. Na edição de primavera de 2015 da revista revisada por pares CRS Quarterly (51:4), dois pesquisadores publicaram um artigo especial sobre os resultados de seu projeto iDINO: uma pesquisa sobre os restos de tecidos moles em ossos de dinossauros. (Esse número foi preparado e impresso antes do anúncio feito na Nature Communications.) O anúncio bombástico de que foi encontrada uma proporção mensurável de C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Brian Thomas e Vance Nelson relataram:

“Quantidades mensuráveis de radiocarbono têm sido consistentemente detectadas dentro de materiais carbonáceos por todos os estratos fanerozoicos. Sob pressupostos uniformitaristas, esses estratos não deveriam conter quantidades mensuráveis de radiocarbono. Secularistas afirmam que esses resultados desafiadores são decorrentes de contaminação sistemática, mas a hipótese de contaminação endógena deve ser considerada. Assumindo que esses estratos foram em grande parte depositados pelo dilúvio de Noé, que teria acontecido dentro do prazo da detectabilidade de radiocarbono com equipamentos modernos, sob pressupostos uniformitaristas, propomos que os fósseis de todas as três eratemas, incluindo fósseis de dinossauros, deveriam conter também quantidades mensuráveis de radiocarbono. Consistente com essa hipótese, relatamos quantidades detectáveis de radiocarbono em todas as nossas 16 amostras. As tentativas de refutar nossa hipótese fracassaram, incluindo uma comparação de nossos dados com publicações anteriores de fósseis datados com carbono. Conclui-se que fósseis e outros materiais carbonáceos encontrados em todos os estratos fanerozoicos contêm quantidades mensuráveis de radiocarbono provavelmente endógeno.”

Thomas e Nelson começaram a prever a presença de radiocarbono em ossos de dinossauros com base em relatos publicados de radiocarbono mensurável em carvão, diamantes e outros materiais assumidos por geólogos evolucionistas como tendo milhões de anos de idade. Eles coletaram 16 amostras de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de uma variedade de locais ao redor do planeta, incluindo Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade pertencia a ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas seguindo os procedimentos convencionais para remover a possibilidade de contaminação, e, em seguida, submetidas a um laboratório para a espectrometria de massa atômica (AMS).

Inesperadamente, todas as 16 amostras submetidas à medição continham C-14. Encontramos quantidade mensurável de C-14 em todas as 14 amostras de nossos fósseis, dinossauros e outros. Além disso, verificou-se uma consistência surpreendente nesses dados, que variaram de cerca de 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Deve ser entendido que o termo “anos de radiocarbono” não indica necessariamente verdadeiras idades das amostras, pois a calibração depende de suposições sobre as condições atmosféricas anteriores a essas datas que se podem comprovar frente a registros arqueológicos. Não era objetivo do projeto datar os espécimes, mas simplesmente determinar se ainda havia a presença de radiocarbono.

No artigo, os pesquisadores consideraram se acaso foi um dia ruim no laboratório em que eles realizaram os testes, levando a resultados uniformemente tendenciosos. Isso, argumentam eles, é altamente improvável, porque outros quatro laboratórios reportaram a presença de radiocarbono em amostras que se pensava ter milhões de anos. Esses relatórios se comparam favoravelmente com os novos resultados, obtendo-se as idades de radiocarbono no mesmo intervalo finito. Surpreendentemente, não importa se os espécimes são designados como do Cenozoico, Mesozoico ou Paleozoico: cada época abrange o intervalo de “idades” radiocarbônicas resultantes de testes.

Eles também consideraram se águas subterrâneas puderam ter infiltrado C-14 no interior das amostras. Nesse caso, seria de se esperar que amostras provenientes de condições mais secas fossem diferentes daquelas de locais mais úmidos, ou porções recolhidas do interior de um osso diferissem das mais próximas do exterior. Nenhuma dessas tendências foi encontrada; além disso, as datas obtidas foram consistentes com os resultados publicados anteriormente de um fóssil a 900 metros de profundidade, bem abaixo do lençol freático.

Como as idades de radiocarbono são recentes em várias ordens de magnitude do que é comumente aceito, e são consistentes em seus limites superior e inferior, independentemente do local ou da era assumida, os autores concluem que todos os estratos geológicos com seus fósseis devem ter sido depositados em um curto período, conforme descrito no registro histórico do dilúvio bíblico.

Os outros cinco artigos nos CRS Quarterly fornecem um suporte cumulativo para esse novo e fundamental teste de idades de fósseis:

Brian Thomas analisou relatórios de biomateriais originais em fósseis.

Mark Armitage apresentou seus resultados de achados de tecidos moles em chifres de um Triceratops da Formação Hell Creek, em Montana. (Esta é uma atualização para um periódico criacionista de seu artigo anterior [originalmente publicado na Acta Histochemica no ano passado]) e que lhe custou a expulsão da Universidade Estadual da Califórnia, em Northridge).

Kevin Anderson criticou a teoria de que o tecido mole não seria primordial, mas apenas um molde feito pelo biofilme bacteriano.

John M. e Edward Boudreaux de Massa investigaram processos que levam à degradação dos peptídeos.

Timothy Clarey, geólogo associado do Institute for Creation research (ICR), descreveu as características temporais e geológicas da Formação Hell Creek.

Thomas e Nelson se esforçaram para tentar falsear seus próprios resultados, mas alguns evolucionistas, sem dúvida, permanecerão insatisfeitos com qualquer artigo publicado em um periódico criacionista. Agora que a Nature – periódico científico secular líder no mundo – relatou que tecidos moles em ossos de dinossauros parecem ser comuns, começa a corrida para encontrar mais. Chegará o momento em que os não criacionistas serão levados a realizar seus próprios testes de C-14 para eliminar qualquer tipo de dúvidas.

No editorial de abertura da revista, o Dr. Danny Faulkner diz que “é conveniente que os criacionistas assumam a liderança no estudo dos tecidos moles em fósseis”, dado que o mundo científico “apenas aceitou com relutância” as evidências de tecidos moles. Permanece mais trabalho para o projeto iDINO (Investigação de Osteotecidos Intactos de Dinossauros), ele diz, e já começaram as filmagens preliminares para um vídeo. O projeto CRS é inteiramente financiado por doações privadas.

Nota do autor: “Cientistas criacionistas estão assumindo a liderança! O que os criacionistas da Terra antiga e os evolucionistas vão fazer agora? Esses achados, basicamente, colapsam toda a coluna geológica, e destroem a narrativa evolucionista de milhões de anos. Irão abaixo os rótulos dos parques nacionais, filmes de Hollywood e as descrições de dinossauros de brinquedos nas lojas de presentes em museus. Devido a tudo o que está em jogo, podemos esperar que alguns evolucionistas reagirão como os velociraptores. Não há necessidade de responder na mesma moeda; apenas foque nos resultados e diga: ‘Aqui estão os dados científicos. Você tem uma teoria melhor?’

“Se um adepto da Terra velha responder: ‘Sim, mas os dados também não se encaixam em sua cronologia bíblica’, deve-se insistir: ‘Esses dados refutam os milhões de anos. Sim ou não?’ Se a resposta for ‘sim’, então a pergunta mudou. Não se trata mais sobre se os ossos de dinossauros são jovens, mas simplesmente quão jovem eles são. Essa é uma questão interessante e muito válida, contudo, desde os fósseis do Cambriano até Lucy entraram em colapso em uma linha do tempo que é de ordens de grandeza mais jovem do que foi ensinado a todos nós; agora se trata de uma partida totalmente diferente, na qual Darwin já não tem papel de árbitro.

Texto traduzido do original Coppedge[1]  e publicado originalmente em 18/05/2016 no Blog Criacionismo.

Referência

[1] Coppedge D. “Carbon-14 Found in Dinosaur Bone.” Creation-Evolution Headlines(18/6/2015). Disponível em: http://crev.info/2015/06/c14-dinosaur-bone/

Evidências de que a macroevolução é falsa

Este texto foi escrito com o propósito de refutar o artigo publicado no site Hypescience, com o título “Descobertas científicas que provam que a evolução é real”. Antes, porém, é importante esclarecer alguns pontos a fim de que não sejam generalizadas as afirmações feitas no texto, e que sejam entendidas dentro do contexto adequado. Nós, criacionistas, entendemos e aceitamos que a teoria da evolução trouxe grandes contribuições à história da ciência. Já está bem estabelecido o papel da seleção natural, das variações de baixo nível (conhecidas como o processo de microevolução observado nos experimentos de Lenski), especiação e ancestralidade comum com limitações. Porém, nos posicionamos contra a ideia de macroevolução (grandes mudanças ao longo de milhões de anos), que não pode ser testada, e a ancestralidade comum no contexto neodarwinista, questões ainda em debate.

Ácido Desoxirribonucleico (DNA)

Analisemos a primeira afirmação: “Uma das coisas mais notáveis sobre A Origem das Espécies de Charles Darwin é que ele articulou sua teoria sem saber o mecanismo exato pelo qual a variação genética ocorria.

Sim, Darwin nada sabia sobre DNA ou leis de hereditariedade, por isso a “redescoberta” das leis de Mendel, por Hugo de Vries e colaboradores, no início do século 20,[1] levou a três décadas de intensas disputas sobre a veracidade da teoria de Darwin,[2] visto que o que Darwin postulou foi contrariado pelos fatos. Com muito esforço, os evolucionistas deram origem à síntese moderna da evolução, que tentou unir o evolucionismo com as leis de Mendel.

Apesar de mais de meio século de especulação, o DNA sempre se demonstrou incompatível com teorias naturalistas – que defendem que tudo é fruto de causas naturais, incluindo a vida -, ao ponto de levar um de seus descobridores, Francis Crick, a publicar um estudo[3] apoiando a hipótese da panspermia dirigida, que defende que a vida foi implantada na Terra por seres inteligentes extraterrestres, embora essa mesma hipótese já tivesse sido apresentada em 1966 por Shklovskii e Carl Sagan.[4]

A impossibilidade de negar que o DNA seja fruto de criação inteligente se encontra no fato de que sua estrutura é complexa, elegante e delicada demais para ter surgido por acaso no meio de qualquer “sopa primordial”, onde seria degradada por inúmeras reações químicas diferentes, o que ocorre mesmo dentro de uma célula.[5, 6] Além disso, o DNA é um verdadeiro disco rígido: um grama de DNA pode armazenar até 455 exabytes de informação, humilhando qualquer tecnologia humana atual.[7]

Analisemos a segunda afirmação: “Como o DNA é universal a toda vida, sua presença sugere fortemente que todas as criaturas da Terra evoluíram de um ancestral comum.

Dizer que a presença de DNA em todos os organismos prova uma ancestralidade comum é o mesmo que dizer que todos os livros evoluíram de um “livro primordial”, só porque todos usam as mesmas letras do alfabeto. Assim como as linguagens humanas possuem palavras, regras e estruturas distintas, o DNA também possui muitas diferenças entre espécies. Cada táxon (grupo de animais ou plantas que possuam semelhanças entre si) possui suas peculiaridades, incluindo a ordem das bases nitrogenadas (as “letras” do DNA) dos genes, as diferenças na maneira como eles são expressos, suas funções, etc.

Podemos exemplificar da seguinte maneira: embora os olhos de cefalópodes (certos moluscos, tais como polvos e lulas) e vertebrados (seres com coluna vertebral, incluindo humanos) possuam um formato similar (tipo câmera), somente poucos genes são compartilhados por ambos os grupos. Dos 5.707 genes específicos do olho de moluscos, apenas 1.571 são encontrados em vertebrados (menos de um terço do total).[8]

Analisemos a terceira afirmação: “Ele também explica como a proliferação de mutações genéticas (essencialmente erros de cópia), combinada com os processos de seleção natural, permitem a evolução.

A autora parece desconhecer os efeitos devastadores das mutações em quase sua totalidade. O acervo médico contabiliza a existência de quase sete mil doenças genéticas causadas por mutações em humanos,[9] embora outro estudo indique um número próximo a dez mil.[10] A estimativa é que até um milhão de bases sejam danificadas em humanos diariamente.[11]

Ademais, em humanos, as estimativas atuais são de que ocorram entre 100-200 novas mutações por indivíduo a cada geração.[12-14] Destas, os dados variam entre 1-15% de mutações deletérias que causariam a perda direta de informação genética em humanos a cada geração.[12, 14-17] Em relação ao fitness, em 1997, um estudo estimou entre 1-2% a taxa de perda da aptidão humana, ou seja, a frequência com que a humanidade está se degenerando a cada geração.[18] Em 2010, por sua vez, outro estudo estimou que a aptidão humana está em declínio em 3-5% por geração.[14]

Se mutações fossem benéficas, não haveria inúmeros mecanismos moleculares que sondam constantemente e procuram reparar todas as mutações que afetam o DNA.[19] Portanto, o organismo inteligentemente procura reparar esses erros, e quando não consegue, apela para a morte programada da célula mutante, a fim de evitar que ela se multiplique, dando então origem a um câncer (de fato, mutações no gene p53 [um dos componentes fundamentais no combate aos tumores malignos] são responsáveis por cerca de metade dos casos de certas variedades de câncer).[20]

É válido esclarecer que o DNA não age sozinho. Para ser replicado e funcionar, ele precisa, durante a sua síntese, de centenas de proteínas, que por sua vez precisam do próprio DNA e, especificamente, dos RNAs (mRNA, rRNA e tRNA) que, nessa cadeia de produção interdependente, também precisam de DNA e proteínas, levando a um verdadeiro dilema (ao estilo de “quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?”), tanto para teorias sobre a origem da vida quanto para a evolução,[21] cuja única solução para essa interdependência funcional é conceber que foram formados ao mesmo tempo.

Referências:

[1] Moore R. “The ‘Rediscovery’ of Mendel’s Work.” Bioscene 2004; 27(2):13-24. Disponível em: http://papa.indstate.edu/amcbt/volume_27/v27-2p13-24.pdf

[2] Dickins D. “Mendelian Genetics Rediscovered.” Wiley StatsRef: Statistics Reference Online, 2014. Disponível em:http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781118445112.stat06663/abstract

[3] Crick FHC, Orgel LE. “Directed panspermia.” Icarus 1973; 19(3):341-346.

[4] Shklovskii IS, Sagan C. Intelligent life in the universe. San Francisco, CA: Holden-Day, 1966.

[5] Andrew SE, Peters AC. “DNA Instability and Human Disease.” Am J Pharmacogenomics. 2001; 1(1):21-8.

[6] Mills KD, Ferguson DO, Alt FW. “The role of DNA breaks in genomic instability and tumorigenesis.” Immunol Rev. 2003; 194:77-95.

[7] Church GM, Gao Y, Kosuri S. “Next-Generation Digital Information Storage in DNA.”Science. 2012; 337(6102):1628.

[8] Yoshida MA, Ogura A. “Genetic mechanisms involved in the evolution of the cephalopod camera eye revealed by transcriptomic and developmental studies.” BMC Evol Biol. 2011; 11:180.

[9] Pinnapureddy AR, Stayner C, McEwan J, Baddeley O, Forman J, Eccles MR. “Large animal models of rare genetic disorders: sheep as phenotypically relevant models of human genetic disease.” Orphanet J Rare Dis. 2015; 10:107.

[10] MacDonald IM, Haney PM, Musarella MA. “Summary of ocular genetic disorders and inherited systemic conditions with eye findings.” Ophthalmic Genet. 1998; 19(1):1-17.

[11] Lodish HF, Berk A, Matsudaira PT, Kaiser C, Krieger M, Scott M, Zipursky S, Darnell J.Molecular Cell Biology. 5th ed. New York, NY: W.H. Freeman and Company, 2004.

[12] Nachman MW, Crowell SL. “Estimate of the Mutation Rate per Nucleotide in Humans.”Genetics. 2000; 156(1):297-304.

[13] Dolgin E. “Human mutation rate revealed.” Nature News (27 ago. 2009). Disponível em:http://www.nature.com/news/2009/090827/full/news.2009.864.html

[14] Lynch M. “Rate, molecular spectrum, and consequences of human mutation.” Proc Natl Acad Sci USA. 2010; 107(3):961-8.

[15] Eyre-Walker A, Keightley PD. “High genomic deleterious mutation rates in hominids.”Nature. 1999; 397(6717):344-7.

[16] Shabalina SA, Ogurtsov AY, Kondrashov VA, Kondrashov AS. “Selective constraint in intergenic regions of human and mouse genomes.” Trends Genet. 2001; 17(7):373-6.

[17] Keightley PD. “Rates and Fitness Consequences of New Mutations in Humans.”Genetics. 2012; 190(2):295-304.

[18] Crow JF. “The high spontaneous mutation rate: is it a health risk?” Proc Natl Acad Sci USA. 1997; 94(16):8380-6.

[19] Mathews LA, Cabarcas SM, Hurt EM. DNA Repair of Cancer Stem Cells. [ebook] Springer, 2013.

[20] Olivier M, Hollstein M, Hainaut P. “TP53 Mutations in Human Cancers: Origins, Consequences, and Clinical Use.” Cold Spring Harb Perspect Biol. 2010; 2(1):a001008.

[21] Wolf YI, Koonin EV. “On the origin of the translation system and the genetic code in the RNA world by means of natural selection, exaptation, and subfunctionalization.” Biol Direct. 2007; 2:14.

Fósseis de transição

Analisemos a primeira afirmação: “Um dos mais famosos fósseis de todos os tempos é o Archaeopteryx.

O Archaeopteryx não é a forma intermediária de nada, é somente uma ave extinta, fato defendido até por evolucionistas como Alan Feduccia, autoridade mundial em aves, que afirmou:

“Paleontólogos têm tentado tornar o Archaeopteryx em um dinossauro emplumado, que caminha no chão. Mas ele não é. É uma ave, do tipo passeriforme (tipo de ave que vive em árvores). E nem um monte de ‘paleobaboseiras’ irá mudar isso.”[1]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.

Analisemos a segunda afirmação: “Há também fósseis que medem a evolução dos cavalos modernos a partir do minúsculo Eohippus.

Não, não há um fóssil sequer. De fato, essa história puramente especulativa e sua persistente divulgação em livros e museus foi algo criticado até por Niles Eldredge, outro evolucionista renomado.[2]

Analisemos a terceira afirmação: “Baleias tinham ancestrais quadrúpedes que andavam sobre a terra, e criaturas conhecidas como Ambulocetus e Rodhocetus ajudaram a fazer essa transição.

Nenhuma dessas formas intermediárias é considerada como fato conclusivo, pelo contrário, o fóssil do Ambulocetus não possui o orifício nasal no topo da cabeça, como é comum em cetáceos, algo confessado pelo Dr. Hans Thewissen,[3] assim como ocorre com o Rodhocetus, cujos fósseis verdadeiros não possuem a cauda e as barbatanas encontradas em baleias, como admitido pelo Dr. Philip Gingerich.[4]

A verdade é que o registro fóssil falhou completamente em apoiar a evolução, como relata Robert Carroll:

“O que estão faltando são as inúmeras formas intermediárias hipotetizadas por Darwin, assim como a contínua divergência das maiores linhagens, gerando a morfologia distinta entre (diferentes) classes adaptativas.”[5]

Analisemos a quarta afirmação: “Outros ramos se mostraram mais resistentes, permitindo que as espécies continuassem em novas direções (aves, como um ramo dos dinossauros, são um excelente exemplo).

As aves não evoluíram dos dinossauros. Em 2011, um estudo desafiou a centralidade do Archaeopteryx na transição para as aves; dessa vez a descoberta de um novo fóssil e uma análise filogenética mais abrangente sugeriu que o Archaeopteryx (o suposto elo de transição entre dinossauros e aves), antes considerado da família aviária, seja agora incluído numa família relacionada a dinossauros não aviários (Deinonychosauria).[6] Dito de outra forma, antes foi considerado ave extinta e hoje dinossauro não aviário; essas divergências entre as “evidências evolutivas” apenas mostram a ausência de fósseis de transição e a inconsistência do argumento cladístico que insiste em apoiar a hipótese falha dos fósseis transicionais.

Em 2000, um estudo encontrou um fóssil, mal preservado e incompleto, que foi classificado como um pequeno réptil planador de supostos 220 milhões de anos atrás (Triássico superior).[7] O curioso é que esse réptil, chamado de Longisquama insignis, apresentou estruturas semelhantes a penas de aves modernas e teria vivido 75 milhões de anos antes do suposto elo transicional (Archaeopterix) entre dinossauros e aves. Entretanto, outros pesquisadores acreditam que se trate apenas de uma ave extinta. Portanto, parece que terão que reescrever novamente a teoria da evolução em relação à forma teria se dado o surgimento das penas.

Em 2012, um segundo estudo descreveu a descoberta de dois fósseis de dinossauros (Sinocalliopteryx gigas) que viveram há cerca de 120 milhões de anos (período Cretáceo) e que se alimentaram de uma ave – com voo motorizado e com bico em vez de dentes – conhecida como Confuciusornis sanctus.[8] Portanto, o esqueleto dessa ave encontrado no estômago dos dinossauros evidencia que os dinossauros não poderiam ter evoluído para pássaros porque, entre outras razões, eles se alimentavam de pássaros durante a vida. O mais intrigante é que essa não é a única evidencia de aves em estômago de dinossauros.[9]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.

Referências:

[1] Morell V. “Archaeopteryx: Early Bird Catches a Can of Worms.” Science. 1993; 259(5096):764-5.

[2] Dr. Niles Eldredge em entrevista feita por Luther Sunderland, publicada no livroDarwin’s Enigma: Fossils and Other Problems. 4th ed. (El Cajon, CA: Master Books, 1988).

[3] Entrevista com o Dr. Hans Thewissen. Disponível em:

[4] Entrevista com o Dr. Philip Gingerich. Disponível em:

[5] Carroll RL. “Towards a new evolutionary synthesis.” Trends Ecol Evol. 2000; 15(1):27-32.

[6] Xu X, You H, Du K, Han F. “An Archaeopteryx-like theropod from China and the origin of Avialae.” Nature. 2011; 475(7357):465-70.

[7] Jones TD, Ruben JA, Martin LD, Kurochkin EN, Feduccia A, Maderson PF, Hillenius WJ, Geist NR, Alifanov V. “Nonavian Feathers in a Late Triassic Archosaur.” Science. 2000; 288(5474):2202-5.

[8] Xing L, Bell PR, Persons IV WS, Ji S, Miyashita S, Burns ME, Ji Q, Currie PJ. “Abdominal Contents from Two Large Cretaceous Compsognathids (Dinosauria: Theropoda) Demonstrate Feeding on Confuciusornithids and Dromaeosaurids.” PLoS One. 2012; 7(8):e44012.

[9] O’Connor J, Zhou Z, Xu X. “Additional specimen of Microraptor provides unique evidence of dinosaurs preying on birds.” Proc Natl Acad Sci USA. 2011; 108(49):19662-5.

Traços iguais a antepassados comuns

Não exatamente. Embora Darwin tenha observado a existência de traços comuns em vários organismos, principalmente em animais criados e selecionados por humanos (aliás, foi da criação seletiva por parte dos agricultores que Darwin tirou inspiração para criar a ideia de seleção natural), ele se equivocou ao extrapolar e sugerir que todas as espécies (vivas e extintas) seriam descendentes de um mesmo ancestral primordial, como visto a seguir:

“Portanto, eu deveria inferir por analogia que todos os seres orgânicos que já existiram na Terra provavelmente descendem de uma forma primordial, na qual a vida foi primeiramente soprada.”[1]

Darwin concluiu isso com base no conhecimento rudimentar da época. Uma observação superficial e grosseira iria mesmo mostrar muitas aparentes semelhanças entre diferentes organismos. No entanto, os detalhes genéticos, bioquímicos e fisiológicos descobertos nas últimas décadas demonstram diferenças enormes.

Analisemos a seguinte afirmação: “Por exemplo, a forma e a estrutura (morfologia) de cervos, alces, cavalos e zebras são muito semelhantes. Não surpreendentemente, eles compartilham um ancestral comum.

É verdade que esses animais apresentam semelhanças, no entanto, esse fato não é suficiente para sustentar a hipótese de ancestralidade universal. Ao corroborar o conceito criacionista de baramins (espécies, tipo; termo extraído da palavra hebraica barah), as evidências indicam que espécies de uma mesma família descendem de ancestrais comuns, mas que não há ligações ancestrais entre organismos de táxons/famílias diferentes.

Tomemos como exemplo os felinos. Comparações genéticas realizadas entre tigres e gatos domésticos revelaram uma semelhança genômica total de 95,6%,[2] além de uma similaridade de 98,8% entre os genes codificantes de proteínas de ambos.[2] É notável a semelhança entre esses animais sob todos os ângulos (incluindo anatomia, comportamento, instintos, etc.), bem como o fato de vários deles poderem cruzar uns com os outros (a saber, todas as combinações entre tigres vs leões vs jaguares vs leopardos, pertencentes ao gênero Panthera, além de várias combinações possíveis entre espécies da subfamília Felinae, incluindo o gato doméstico e variedades selvagens, linces, etc.).

Essas evidências indicam que são mesmo espécies e raças descendentes de precursores igualmente felinos. Já quando comparamos com outras famílias, mesmo que sejam de outros mamíferos, um “abismo” se forma, onde o número de diferenças é enorme, e as semelhanças, cada vez mais escassas, de maneira a tornar impossível qualquer sugestão de ligação evolutiva; por isso, o fato de haver semelhanças entre diferentes táxons em nada fere o modelo criacionista.

Finalmente, é importante frisar que esses eventos de especiação (considerados parte da “microevolução”, ou seja, mudanças dentro do nível de espécies), de maneira alguma podem levar à chamada macroevolução (isto é, evolução acima do nível de espécies), em que ocorre surgimento de novos táxons (exemplo, aves surgirem a partir de répteis após milhões de anos). Mas por que exatamente a microevolução (adaptação) não poderia dar sequência à macroevolução? Porque o processo de microevolução não possibilita o surgimento de nova informação genética (novos genes, proteínas, mecanismos regulatórios, epigenéticos, metabólicos, etc.). Devem ocorrer aumento de informação genética e surgimento de novos elementos complexos e funcionais para que novos órgãos, funções e classes taxonômicas surjam, e isso é o que não ocorre em casos de adaptação.

Os canídeos são o melhor exemplo dos custos causados pela especiação e seleção. Cerca de 300 raças conhecidas surgiram nos últimos 200 anos [3], tendo sofrido grande cruzamento seletivo e isolamento de outras raças, a fim de manter sua “pureza”, o que, obviamente, inclui inúmeros casos de incesto. Para Darwin, isso certamente seria algo benéfico, que levaria ao aprimoramento ilimitado dessas raças, mas a verdade é que a ciência demonstra exatamente o contrário: a seleção intensa desses animais causou prejuízos enormes à saúde e ao fitness deles (aptidão).

Os cães representam a segunda posição em número de doenças hereditárias catalogadas, atrás apenas do ser humano;[4] segundo um estudo recente, no Reino Unido, 27% dos cães morreram por conta de câncer;[3] esse mesmo estudo relatou que uma pesquisa anterior na Dinamarca constatou que 14,5% das mortes caninas foram causadas por cânceres, além de um levantamento sobre a causa da morte de dois mil cães, que demonstrou que 23% deles foram vitimados por tumores. Outro estudo[5] demonstrou que casos de doenças no disco intervertebral, hipotireoidismo, estenose aórtica, síndrome da dilatação vólvulo gástrica, catarata, displasia nos cotovelos, epilepsia, cardiomiopatia dilatada, derivação hepática portossistêmica e dermatites alérgicas ocorrem mais em raças puras do que em “vira-latas”. Outras doenças pesquisadas não demonstraram maior prevalência em raças puras do que em cães mistos, mas vale lembrar que cães são descendentes de lobos cinzentos;[6] então, é óbvio que todos sejam sujeitos a várias doenças por conta do decaimento decorrente dos processos de especiação.

Em gatos domésticos a tendência é a mesma, segundo Leslie A. Lyons (7):

“a maioria das doenças [genéticas] são identificadas em gatos de raça, que representam um pequeno percentual da população mundial de gatos, talvez de 10% a 15% [da população] nos EUA”.

O declínio na qualidade e variação genética por conta de seleção também tem sido amplamente observado na agricultura. Picone e Van Tassel[8] relataram como o cultivo de inúmeras variedades de plantas cultiváveis foi substituído por poucas variedades selecionadas por serem amplamente produtivas. De acordo com relatório das Nações Unidas, 75% das variedades cultiváveis foram perdidas ao longo do século 20, causando o processo chamado de “erosão genética”.

Segundo Bijlsma e Loeschcke,[9] descobriu-se que perda de variação genética leva ao declínio nas respostas ao estresse ambiental entre populações geneticamente erodidas, em que a ação combinada da redução na tolerância por conta da endogamia/consanguinidade (cruzamento entre indivíduos aparentados) com a perda de potencial genético impedem respostas adaptativas e aumentam grandemente o risco de extinção sob condições de estresse ambiental.

Para Cooper,[10] está claro o quanto os eventos de especiação tornam os organismos frágeis e menos aptos:

“A maravilha da diversidade biológica esconde um contexto enigmático. As espécies são definidas tanto por suas limitações quanto por suas capacidades. Muito poucas espécies conhecidas toleram viver em uma ampla variedade de ambientes” (ênfase nossa).

Cooper também descreve que uma das explicações para essa diminuição no fitness das espécies é que uma “sombra seletiva” recai sobre traços não utilizados, tornando-os suscetíveis à erosão mutacional, induzida pela deriva genética aleatória.

Essas evidências nos levam à seguinte pergunta: Se a seleção permite a perda de traços e genes não utilizados em um dado ambiente, então, como os darwinistas poderiam explicar o aumento e a fixação da variação e do potencial genético ao longo de milhões de anos?

Referências:

[1] Darwin CR. On the origin of species by means of natural selection, or the preservation of favoured races in the struggle for life. 1st ed. London: John Murray, 1859.

[2] Cho YS, et al. “The tiger genome and comparative analysis with lion and snow leopard genomes.” Nat Commun. 2013;4:2433.

[3] Dobson JM. “Breed-Predispositions to Cancer in Pedigree Dogs.” ISRN Vet Sci. 2013; 2013:941275.

[4] Bellumori TP, Famula TR, Bannasch DL, Belanger JM, Oberbauer AM. “Prevalence of inherited disorders among mixed-breed and purebred dogs: 27,254 cases (1995-2010).” J Am Vet Med Assoc. 2013 Jun 1;242(11):1549-55.

[5] Oberbauer AM, Belanger JM, Bellumori T, Bannasch DL, Famula TR. “Ten inherited disorders in purebred dogs by functional breed groupings.” Canine Genet Epidemiol. 2015 Jul 11;2:9.

[6] Boyko AR. “The domestic dog: man’s best friend in the genomic era.” Genome Biol.2011;12(2):216.

[7] Lyons LA. “Feline Genetics: Clinical Applications and Genetic Testing.” Top Companion Anim Med. 2010 Nov. 25(4):203-12.

[8] Picone C, Van Tassel DL. “Agriculture and biodiversity loss: industrial agriculture.” In: Eldredge N (Ed). Life on Earth: An Encyclopedia of Biodiversity, Ecology and Evolution. Santa Barbara, CA: ABC-CLIO publishers, 2002. Disponível em:https://landinstitute.org/wp-content/uploads/2014/04/Picone-and-Van-Tassel-2002.pdf

[9] Bijlsma R, Loeschcke V. “Genetic erosion impedes adaptive responses to stressful environments.” Evol Appl. 2012 Feb; 5(2):117–129.

[10] Cooper VS. “The Origins of Specialization: Insights from Bacteria Held 25 Years in Captivity.” PLoS Biol. 2014 Feb; 12(2): e1001790.

Traços vestigiais

Analisemos a seguinte afirmação: “Nos seres humanos, exemplos clássicos incluem o apêndice, os dentes do siso e as amígdalas. Não por acaso, a maioria das pessoas acaba tendo que retirá-los artificialmente.

Há muito tempo o apêndice tem sido considerado pelos naturalistas darwinianos como um “órgão vestigial”. No entanto, estudos têm mostrado que ele possui múltiplas funções e é de extrema importância para a manutenção da saúde humana. O apêndice em lactantes e crianças tem a aparência de um órgão linfoide bem desenvolvido e possui importantes funções imunológicas.[1]

Pesquisa recente revelou que o apêndice humano pode proteger contra a infecção recorrente por Clostridium difficile.[2] Os resultados indicaram que indivíduos sem apêndice foram quatro vezes mais propensos a ter uma infecção recorrente por Clostridium difficile (um patógeno comum em hospitais). Enquanto a infecção recorrente nos indivíduos com o apêndice intacto foi de apenas 11%, em indivíduos sem o apêndice a recorrência atingiu 48% dos casos. Outro estudo sugere que o apêndice vermiforme funciona como uma casa segura para a sobrevivência de bactérias intestinais comensais (bactérias boas), facilita o crescimento da flora bacteriana normal (cultiva as bactérias boas), e permite a recolonização do cólon após diarreias ou uso de antibióticos que matam as bactérias benéficas.[3]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.

Outro exemplo usado por evolucionistas para fundamentar suas alegações é o fato de que temos problemas com os dentes do siso. No entanto, a extração do terceiro molar com a finalidade de prevenir doença não é mais lógica do que a extração dos primeiros ou segundos molares para os mesmos fins.[4] Pesquisas têm observado que há outras maneiras de resolver os problemas com os dentes do siso, em vez de apenas extraí-los. As evidências sugerem que os problemas verificados com os dentes do siso na sociedade moderna são devidos, em grande parte, à adaptação a um novo padrão alimentar que não dá aos dentes o treino que eles exigem para assegurar a relação adequada com a boca.

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.

Referências:

[1] Moore KL. Clinically Oriented Anatomy. Baltimore: Williams & Wilkins, 1992.

[2] Im GY, Modayil RJ, Lin CT, Geier SJ, Katz DS, Feuerman M, Grendell JH. “The Appendix May Protect Against Clostridium difficile Recurrence.” Clin Gastroenterol Hepatol. 2011; 9(12):1072-7.

[3] Bollinger RR, Barbas AS, Bush EL, Lin SS, Parker W. “Biofilms in the large bowel suggest an apparent function of the human vermiform appendix.” J Theor Biol. 2007; 249(4):826-31.

[4] Daily T. “Third molar prophylactic extraction: a review and analysis of the literature.” General Dentistry 1996; 44(4):310-320.

Traços imperfeitos

Analisemos a primeira afirmação: “Há muitas falhas no corpo humano. A garganta (faringe), por exemplo, serve como um canal tanto para alimentos quanto para a passagem de ar.

São inúmeras as tentativas argumentativas dos neodarwinistas em afirmar que nossas supostas deficiências físicas existem porque a seleção natural nos faz sobreviver “apenas o tempo suficiente para nos reproduzir”. Eles também chamam esses supostos defeitos de “bad design”. Mas será mesmo que a faringe humana é um projeto ruim? Para compreendermos melhor a fisiologia e a função do projeto atual da faringe e suas implicações para a sobrevivência humana, reportemo-nos às diversas evidências científicas a favor do projeto presentes neste artigo.

Analisemos a segunda afirmação: “Depois, há a nossa incapacidade de sintetizar naturalmente vitamina C.

Para os evolucionistas, um dos exemplos de descendência comum é a evolução do gene responsável pela etapa final na produção de vitamina C. O ser humano tem esse gene, chamado GULO (L-gulonolactone oxidase), mas ele não funciona devido à presença de uma mutação que resulta na incapacidade para sintetizar a proteína. Sem a enzima GULO, o ser humano não produz a vitamina C. É por isso que humanos têm que beber suco de laranja ou encontrar alguma outra fonte externa de vitamina C. No entanto, o fato de o ser humano não ser capaz de produzir sua própria vitamina C não é um problema, visto que ele é capaz de consumir mais do que o suficiente de vitamina C em sua dieta. Pesquisas sugerem que os organismos sem um gene GULO funcional (como o do ser humano) têm um método de “reciclagem” da vitamina C que obtêm de suas dietas, utilizando células vermelhas do sangue.[1]

Ademais, os evolucionistas afirmam que, por meio do sequenciamento do gene GULO e do rastreamento de mutações, é possível rastrear exatamente quando a capacidade de sintetizar a vitamina C foi perdida.[4] Para eles, a perda ocorreu em um suposto ancestral que teria dado origem a toda a linhagem de primatas antropoides. No entanto, um artigo publicado recentemente sugere que a ancestralidade comum devido à perda de autoprodução de vitamina C é falsa.[2]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.

Referências:

[1] Montel-Hagen A, Kinet S, Manel N, Mongellaz C, Prohaska R, Battini JL, Delaunay J, Sitbon M, Taylor N. “Erythrocyte Glut1 Triggers Dehydroascorbic Acid Uptake in Mammals Unable to Synthesize Vitamin C.” Cell. 2008; 132(6):1039-1048.

[2] Tomkins J. “The Human GULO Pseudogene—Evidence for Evolutionary Discontinuity and Genetic Entropy.” Answers Research Journal 2014; 7:91-101.

Desenvolvimento embrionário inicial

Analisemos a primeira afirmação: “Os embriões de humanos e outros animais muitas vezes apresentam características físicas semelhantes em determinadas fases.

Não, eles não apresentam características semelhantes. Em 1868, Haeckel usou uma série de desenhos falsificada para dar sustentação à sua teoria.[1] Entre esses desenhos estava um do 25º dia de um embrião de cachorro que tinha sido anteriormente publicado por T. L. W. Bischoff, em 1845, e um desenho da 4ª semana de um embrião humano, publicado em 1851-59 por A. Ecker.[2] Se não bastasse, Haeckel havia somado 3,5 milímetros ao desenho da cabeça do embrião de cachorro, desenhado por Bishoff, e subtraído 2 milímetros do desenho da cabeça do embrião humano desenhado por Ecker, dobrou a duração do posterior humano e alterou substancialmente os detalhes do olho humano.

Em 1874, os desenhos de embriões de Haeckel foram provados falsos pelo famoso embriologista comparativo e professor de anatomia na Universidade de Leipzig Wilhelm His.[2] Em 1997, uma publicação científica de autoria do embriologista Michael Richardson e colaboradores trouxe novamente à tona o trabalho meticuloso e fraudulento de Haeckel ao comprovar cientificamente a falsificação por meio da comparação de fotos reais dos embriões vertebrados com os desenhos de Haeckel.[3]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.

Referências:

[1] Haeckel E. Natürliche Schöpfungs-geschichte. Berlin: George Reimer, 1868; os desenhos podem ser vistos na página 240. Disponível em: https://archive.org/stream/natrlichesch1868haec#page/260/mode/2up

[2] Grigg R. “Ernst Haeckel: Evangelist for evolution and apostle of deceit.” Journal of Creation 1996; 18(2):33-36.

[3] Richardson MK.  Hanken J, Gooneratne ML, Pieau C, Raynaud A,  Selwood L,  Wright et GM. “There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development.” Anatomy and Embryology 1997; 196(2):91-106.

Texto escrito em parceria com Wallace Barbosa e publicado originalmente em 30/11/2015 no Blog Criacionismo.

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