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Simpósio Universitário aborda o papel do homem no cuidado da criação

Acadêmicos de Maringá e região são convidados a participarem do IX Simpósio Universitário 2019 do IAP – Instituto Adventista Paranaense. O evento acontece neste final de semana, de 9 a 11 de novembro, e é aberto também a interessados em receber uma visão ampla do modelo criacionista e seu impacto na preservação do meio ambiente, mesmo que não estejam matriculados em curso superior.

Segundo os organizadores do evento, os palestrantes buscarão desenvolver a temática a partir de um ponto de vista interdisciplinar. O grande destaque será a aplicação prática do papel do ser humano como responsável pelo cuidado da criação, ressaltando o compromisso com o meio ambiente na formação dos estudantes.

Portanto, se você é acadêmico ou interessado em assuntos sobre a criação da humanidade e do meio ambiente, ou se simplesmente quer saber mais sobre as realidades inegociáveis para o cristianismo relacionadas ao assunto que envolve ecologia, teologia e criacionismo, o Simpósio Universitário 2019 do IAP é uma excelente oportunidade.

Garanta sua vaga agora mesmo!

Data: 9 a 11 de Novembro de 2019, das 8 às 19h
Local: IAP – Ivatuba – PR
Inscrições: até a meia noite do dia 07/11/2019, somente pelo link:
https://www.even3.com.br/eco

Numar-SCB divulga Clube de Astronomia no Maringá Convention

A equipe do Numar-SCB participou de mais uma reunião de divulgação do primeiro clube de Astronomia de Maringá, chamado S191, idealizado pelo próprio Numar. O projeto prevê a criação de um Observatório Astronômico e um Planetário em Maringá, e foi apresentado na última sexta-feira (30/09) em uma reunião na sede do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau.

A equipe do Convention considerou o projeto do Clube S191 interessante e acrescentou que se tiver foco em turismo, o clube poderá beneficiar todo o trade turístico da cidade, além de alavancar o setor em Maringá e região.

Segundo o presidente do Numar-SCB, Thomás Ramos, o objetivo de apresentar o projeto em diversas entidades é buscar apoio conseguir parceiros que ajudem a emplacar, de fato, a ideia da construção de um Observatório Astronômico e um Planetário em Maringá, além de divulgar o próprio Numar-SCB, “que atualmente é mais conhecido em outros estados e pouco conhecido aqui em Maringá”, destacou.

Clube de Astronomia S191

O nome do Clube S191, que tem foco em atividades de observação astronômica, é bastante sugestivo e faz referência a Salmos 19:1, “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”. Trabalhar o diálogo entre fé e ciência é o principal objetivo do Numar, uma organização sem fins lucrativos, de caráter cultural, educacional e científico.

O coordenador do Clube S191, Cláudio Abeche, destacou que ter um Observatório Astronômico e um Planetário em Maringá impulsionaria não só o turismo na cidade, mas também outras áreas como educação, cultura e economia. Abeche acrescentou ainda que outras três cidades do Paraná têm um Observatório Astronômico, inclusive Foz do Iguaçu, com foco em turismo. E Maringá pode ter mais esse diferencial.

Maringá sedia Simpósio Origem dos Povos e a Torre de Babel

Maringá sedia Simpósio Origem dos Povos e a torre de Babel

Maringá sedia, nos dia 9 e 10 de Agosto, o Simpósio “Origem dos Povos e a Torre de Babel”. O encontro acontece a partir das 19:30 hr no dia 9 e 16:30 hr no dia 10. O evento será realizado no auditório localizado na Avenida XV de Novembro, número 845 em Maringá-PR.

As investigações sobre a origem dos povos e da vida são um tema crescente e atual no meio acadêmico. Teorias têm sido significativamente questionadas, como a teoria da origem dos povos, da existência de diferentes idiomas e da possível ancestralidade comum entre o homem e primatas. O evento será realizado pelo Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB) e contará com palestrantes nacionais e internacionais conceituados na área da história, Antropologia e Arqueologia Forense.

O evento é uma oportunidade imperdível para a comunidade acadêmica e interessados no tema trocar informações, aprofundar e atualizar conhecimentos, conhecer cientistas engajados em um evento voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo.

Sobre os Palestrantes

Dr. Thong Chan Kei


O Dr. Thong é membro da equipe da Singapore Cru há 40 anos e co-fundador e CEO da Liderança Desenvolvimento Internacional (LDi), bem como autor do livro  “Fé de nossos pais – encontrar Deus na China antiga”. Sob sua liderança, a LDi tornou-se um dos sistemas mais influentes na educação internacional com 7 escolas na China e 1 no Oriente Médio, empregando mais de 800 pessoas com um orçamento anual de mais de 35 milhões de USD. Ao liderar a LDi, a CK também impactou muitos líderes empresariais chineses. Seu trabalho, Faith of Our Fathers foi publicado pela primeira vez em 2005 em Pequim, o primeiro livro evangélico publicado na China continental desde 1949. O inglês (2006), o alemão (2008), Coreano (2009) e uma adaptação japonesa (2016) foram publicados posteriormente. O Dr. Thong tem sido ativo no ministério da igreja local servindo em papel de liderança em uma Igreja Metodista em Cingapura, uma Igreja Batista nas Filipinas, uma Igreja Evangélica Independente em Hong Kong, uma Igreja Presbiteriana na Califórnia, uma Igreja Internacional em Pequim, etc. Ele também fundou uma série de Igrejas locais da casa em Beijing. Ele possui um Diploma Técnico da Universidade Politécnica de Singapura (1976), Bacharelado em Ciências em Administração da Universidade do Estado de Nova York (1985), Mestre em Artes em Estudos Bíblicos de a Escola Internacional de Teologia (1986), Mestre em Administração de Empresas do Estado da Califórnia University (1987) e doutorado honorário da Trinity Western University (2008). Ele se aposentou do CEO da LDi em 2013. Agora ele se dedica profissionalmente no ensino de liderança oferecendo cursos online pelo programa Master of Arts in Leadership da Trinity Western University. O resto do seu o tempo se dedica na atividade de mentoria para líderes da China e do Oriente Médio.

Dr. Fabio Augusto Darius

Bacharel em História pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB),Mestre e Doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, na área de Teologia e História (2014/1) e pesquisador de História da Igreja. Possui mestrado nessa mesma instituição (2010/1) e graduação em História pela Fundação Universidade Regional de Blumenau FURB (2006/2). Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho, no Mestrado Profissional em Educação, Faculdade Adventista de Teologia (FAT) e Licenciatura em História.

Dra. Rogeria Maria Ventura

Possui graduação em Ciências Biológicas – Modalidade Análises Clínicas pela Universidade São Judas Tadeu (1994) e doutorado em Ciências (Biologia da Relação Patógeno-Hospedeiro) pelo ICB II (Instituto de Ciências Biomédicas) da USP (Universidade de São Paulo) (2001). Possui também formação específica na área forense, em Entomologia, Genética e Perícia Judicial, além de formação em Docência e Tutoria no EAD. É membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente, faz parte do corpo editorial do Periódico Atas de Ciências da Saúde e revisora desta e da Revista Brasileira de Análises Clínicas. Atualmente é professora doutora no curso de Biomedicina na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), Líder em Extensão e Responsabilidade Social da Escola da Saúde da FMU e Coordenadora do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ciências Forenses na UNASP (Centro Universitário Adventista de São Paulo). Atuou, recentemente, como pesquisadora voluntária na etapa de curadoria no CAAF-Unifesp (Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Universidade Federal de São Paulo), vinculado ao PNUD (Programa da ONU para o desenvolvimento) e SDH/CEMDP (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República / Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos – GTP (Grupo de Trabalho Perus).

Informações sobre o evento:

numar.scb@gmail.com

044 9 9706 7307

Link para inscrição do evento: https://www.even3.com.br/origempovos

Adauto Lourenço faz palestras sobre criacionismo no Paraná

Físico ensinará aos presentes como defender a fé bíblica dentro do contexto científico contemporâneo.

Nos dias 19 e 20 de janeiro as cidades paranaenses de Maringá e Nova Esperança receberão o mestre de física Adalto Lourenço que fará um circuito de palestras sobre criacionismo.

Quem participar desses eventos poderá tirar dúvidas de assuntos polêmicos no meio científico como o Dilúvio Bíblico e a Semana da Criação, descrita em Gênesis 1 e 2. Além disso, será possível saber defender a fé bíblica dentro do contexto científico contemporâneo.

O evento é promovido pelo Numar-SCB que permitirá aos interessados dessas duas cidades ter o contato direto com o físico formado pela Bob Jones University, EUA, em 1990, com minors em Matemática e Ciência da Computação.

Nascido em Fortaleza em junho de 1958, tem título de B. Sc., MSc., e Mestre em Física Nuclear pela Clemson University, USA. Além de ser formado em Física, Lourenço também é formado em teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida.

Atualmente, Adalto Lourenço atua também como pesquisador responsável em Sistemas de Imagem de Estruturas Atômicas e na área de nanotecnologia no Oak Ridge National Laboratory, (Tennessee, EUA). Ele também é membro da Sociedade Americana de Física e pesquisador no Max Planck Institut für Strömungsfurchung (Göttingen, Alemanha) na área de troca de energia entre superfícies metálicas e gases.

O circuito de palestras sobre criacionismo, com Adalto Lourenço, acontece neste sábado e domingo, 19 e 20 de janeiro, em três locais com temas diferentes:

Primeira palestra

Tema: Defendendo a fé bíblica dentro do contexto científico do século XXI
Sábado, 19, às 17 horas, na Igreja Adventista de Maringá.
Av. 15 de Novembro, 845 – Maringá, PR

Segunda palestra

Tema: O Dilúvio em Gênesis – mito ou fato histórico?
Domingo, 20, às 9h30, na Igreja Batista Ebenézer
Rua Romário Martins, 270 – Centro – Nova Esperança, PR

Terceira palestra

Tema: Criacionismo bíblico: Gênesis 1 e 2 – a mão de Deus na Criação
Domingo, 20, às 20 horas, na Primeira Igreja Presbiteriana Renovada de Maringá
Av. Tamandaré, 975 – Centro – Maringá, PR.

 

Fonte: Gospelprime.

Cascavel recebe Simpósio Universitário Revisitando as Origens

Cascavel sedia, no dia 10 de novembro, o Simpósio Universitário “Revisitando as Origens” na Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste. O encontro acontece a partir das 9h na Unioeste.

As investigações sobre a origem da vida são um tema crescente e atual no meio acadêmico. Teorias têm sido significativamente questionadas, como a teoria da evolução química como proposta para a origem da vida e a possível ancestralidade comum entre o homem e primatas. O evento será realizado pelo Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB) e contará com palestrantes nacionais e internacionais conceituados na área da educação: Dr. Ramon Peres, Dr. Marcio Fraiberg, Dr. Thiago de Melo Costa Pereira, Dra. Debora Santana e Bsc. Danilo Camargo.

Não há como negar, o evento é uma oportunidade imperdível para a comunidade acadêmica e interessados no tema trocar informações, conhecer cientistas engajados em um evento voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo.

INSCRIÇÕES:

Para participar do Simpósio, basta inscrever-se no site da instituição (www.numar.scb.org.br/eventos) e apresentar 1 kg de alimento não perecível no dia do evento. Para receber o certificado é necessário se inscrever para o evento mediante o pagamento da taxa.

LOCAL: Auditório Central Unioeste. Rua Universitária n.2069, bairro Universitário – Cascavel – PR

DATA: 10 de Novembro

Mais informações e inscrições somente no site: https://numar.scb.org.br/loja/eventos/simposio-universitario-revisitando-as-origens/

Informações à imprensa:

marlontexeira@gmail.com

(45) 99827-7225 Marlon

(45) 9835-0119 Leonardo

Sobre o Numar-SCB

O Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB) fundado em Maringá no ano de 2015 é uma organização sem fins lucrativos, arrojada e inovadora em ações, de caráter cultural, educacional e científico. Atualmente, o Numar-SCB oferece atividades de alta qualidade como o programa semanal (em canal próprio do Youtube), intitulado “Diálogo sobre as Origens”, se destaca por promover vários cursos na modalidade EAD organizados pela SCB – líder neste ramo a quarenta e cinco anos. A produção local de vídeos, entrevistas, cursos de extensão, artigos informativos divulgados em mídia digital (numar.scb.org.br) tem sido intensa. É perfil do Numar-SCB estimular e apoiar o diálogo na temática origem da vida, inclusive em ambiente acadêmico, por essa razão agrega cada vez mais pesquisadores nacionais e internacionais nas diferentes áreas do conhecimento e demais interessados em dialogar e construir conhecimento nos estudos das origens. Como resultado deste volume de ações recentemente o Numar-SCB recebeu premiação no congresso Vocare (http://vocare.org.br/site/). Deste modo, o Numar-SCB tem movimentado um número expressivo de pessoas no Paraná e Brasil agregando maior valor sócio-cultural a esta terra de solo vermelha fértil. O rápido amadurecimento do Numar-SCB se deve ao reflexo da tradição de 46 anos da SCB com sede em Brasília, principalmente inspirado na pessoa de seu fundador e Presidente Emérito Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira.

Cientista realiza série de palestras em Maringá e região

Dr. Grady S. McMurtry, Cientista e professor de Ciência e Religião, com ênfase em Criacionismo

Nos dias de 21 a 22 de julho, acontece, na cidade de Maringa, Ciclo de Palestras Origens. O evento tem o objetivo de apresentar uma interpretação alternativa da natureza a partir da cosmovisão criacionista bíblica nas discussões acadêmicas sobre a origem da vida. Serão quatro noites de muita informação para a comunidade, com palestras de cientistas do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB), e participação internacional de um cientista que já foi ateu e hoje é um grande ícone na divulgação do criacionismo, o Dr. Grady S. McMurtry, que passa uma temporada no Brasil.

 

 



PALESTRAS

  • 21/07 – A origem das Raças Humana
  • 22/07 – O Dilúvio e a Arca de Noé (manha)
    Evidencias Cientificas do diluvio (tarde)

 

SOBRE O DR. MCMURTRY

Cientista e professor de Ciência e Religião, com ênfase em Criacionismo. Autor do livro Criação ou Evolução: onde está a verdade científica (A.D.Santos Editora), há 38 anos divulga o criacionismo bíblico científico. Antes, porém, foi professor de Evolução durante dez anos. Seu currículo é extenso, e mostra o quanto ele se dedica aos assuntos que se propõe a ensinar: Bacharel em Ciências Agronômicas pela Universidade do Tennessee, Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Nova Iorque, Doutor em Teologia pela Faculdade Teológica Beacon, de Columbus, e Doutor em Literatura pela Universidade Mid-Continent, no Kentucky.

A Atlântida e a migração para as Américas após o período do gelo

Ao longo destes anos, tenho investigado alguns relatos históricos e evidências arqueológicas relativos ao período pós-diluviano, inclusive tenho apresentado algumas dessas evidências em minhas palestras. No livro Revisitando as Origens, mais especificamente no capítulo intitulado A “Era do Gelo”: uma perspectiva bíblico-científica, encontram-se os seguintes dados quanto ao início e à duração da época do gelo: “De acordo com o naturalista Harry Baerg, ‘a formação e o desaparecimento dos lençois de gelo devem ter ocorrido entre o tempo do dilúvio e o começo da história registrada’. É, portanto, razoável admitirmos que o início da idade do gelo coincida com a história da Torre de Babel, construída no vale do Sinar (atual Iraque) entre 100 e 130 anos após o dilúvio. E o que dizer da Bíblia? Existem relatos bíblicos sobre essa época do gelo? Podemos perceber na narrativa do livro de Jó, nos capítulos 6:16; 38:22, 29 e 30, um clima mais frio no princípio da história bíblica, datado entre 300-500 anos após o dilúvio.

“De acordo com os cálculos feitos pelo mestre em Ciências Atmosféricas Michael Oard, a época do gelo pode ter durado menos de mil anos, mais especificamente 500 anos de acúmulo de gelo e 70 anos para derreter as camadas ao longo da borda, e cerca de 200 anos no interior do Canadá e da Escandinávia. Existem evidências históricas relativas ao ano 1454 a.C. em que Partholan, líder do segundo grupo a conquistar a Irlanda, teria desembarcado nessa região e registrado o número de lagos e rios existentes. Pouco tempo depois, na segunda colonização, havia um número bem maior de lagos e rios. Provavelmente, os registros irlandeses antigos evidenciaram o derretimento das camadas de gelo do norte europeu. Segundo Ussher, o dilúvio ocorreu em 2348 a.C. Portanto, a era glacial teria terminado mil anos após a grande inundação” (Alves, 2018, p. 74, 75).

Ao compararmos as evidências bíblico-científicas acima com registros da cultura de povos pré-colombianos, percebemos que as peças vão se encaixando nesse enorme quebra-cabeça acerca de nossas origens. O problema é que pesquisas nos registros originais dessas culturas têm sido pouco valorizadas em nossos dias. Porém, aceitamos o desafio e estamos trazendo para você, leitor, alguns relatos que dificilmente você encontraria, tanto na língua inglesa quanto na língua portuguesa.

Aparentemente, parte da imigração para a América aconteceu por meio dos descendentes de Cam durante o segundo milênio, devido a alterações climáticas, passando por ilhas no Atlântico que devem ter submergido durante ou após o derretimento dos glaciais no norte, ao fim da época do gelo.

Por que descendentes de Cam? Alguns anos atrás, durante uma pesquisa sobre os antigos povos celtas da Irlanda, nos deparamos com um texto que chamou nossa atenção no livro AD 500: A journey Through the Dark Isles of Britain and Ireland:

“Por muito estranho que possa soar, seus sábios insistem que os Celtas chegaram à Irlanda, em épocas passadas, ao final de uma grande jornada que se iniciou na Ásia e passou pela terra das pirâmides.” (Young, 2006, p. 67).

Textos como esse nos deram uma noção de quanto as migrações poderiam ter se estendido, após o dilúvio, na Europa e no mundo a partir da Ásia. Mas será que teriam razão os antigos celtas da Irlanda?

Já nos séculos 15 e 16, pesquisadores percebiam as grandes migrações que ocorreram nos primeiros séculos da história conhecida/registrada, inclusive mencionando literalmente Cam:

“Observa-se que Cam e seus descendentes foram os únicos que viajaram e se espalharam por diversas regiões desconhecidas, pesquisando, explorando e se estabelecendo nelas” (Hogen, 1971, p. 262).

Porém, temos alguma prova de que essas migrações aconteceram? O autor Bill Cooper, em seu livro Depois do Dilúvio, menciona algo sobre a origem do povo chamado Mizraim, que habitou a região do Egito:

“Mizraim: nome do povo que se localizou no Egito. Os modernos israelenses ainda usam esse nome para aquele país. O nome está preservado como Msrm nas inscrições ugaríticas; como Misri nos tabletes de Amarma, e nos registros assírios e babilônicos respectivamente como Musur e Musri. Os árabes modernos ainda o conhecem como Misr” (Cooper, 2008, p. 152).

Mas quem era esse povo, Mizraim? O mesmo autor nos dá a reposta e apresenta uma tabela mostrando a genealogia de Cam. Assim, respondemos à pergunta: “Será que essa convicção dos antigos celtas da Irlanda estaria certa?”, com outra: “Há alguma outra fonte histórica que registre a rota de migração do Egito para a Europa?”

No Tratado único y singular del origen de los indios del Perú, Méjico, Santa Fe y Chile, do autor Andrés Diego Rocha, vemos a seguinte declaração:

“O rei Osíris, senhor do Egito, que alguns dizem ser este neto de Noé, e que viveu cerca de […] veio do Egito (para a Espanha) e matou a Gerion em uma batalha junto a Tarifa, e alguns dizem que Osíris seguiu governando a Espanha durante muito tempo. No tempo em que viveu Osíris parece que começaram a vir para esta América passando pela ilha da Atlântida” (Rocha, 1891, p. 141-142).

Em que ano teria vivido Osíris, e de que forma o ano em que viveu estaria relacionado com o período da época do gelo? Sobre esse personagem, Osíris, encontramos o seguinte comentário no livro A Torre de Babel e seus mistérios, de autoria de Guilherme Stein Jr.:

“Osíris foi um dos mais importantes deuses do Egito antigo. A origem de Osíris é obscura, não sendo certo ter sido ele inicialmente um deus local de Abydos, no Alto Egito, ou de Busíris, no Baixo Egito, ou se foi a personificação da fertilidade, ou simplesmente um herói deificado. Em torno de 2400 a.C., entretanto, Osíris desempenhava um duplo papel – era ele tanto um ‘deus da fertilidade’ quanto a personificação do ‘rei morto’” (Stein Jr., 2017, p. 63).

A data aproximada em que Osíris viveu (2400 a.C.) coincide com o fim do período do gelo mencionado no início deste texto. Ademais, podem-se encontrar relatos acerca do percurso e da passagem pelo Egito que, assim como Osíris, outros povos teriam feito antes de alcançar seu destino final.

Aliás, evidências científicas atuais reforçam o argumento de que o povo do Egito fazia com facilidade a rota transatlântica antiga, mais de 2000 anos após a criação (veremos sobre isso no próximo texto da série). Em 1992, uma pesquisa inicial alemã encontrou vestígios de cocaína em múmias egípcias, e a autora do estudo foi muito criticada. (Balabanova, Parsche e Pirsig, 1992) Em 2009, porém, outro estudo reforçou os achados prévios alemães (Musshoff, Rosendahl e Madea, 2009) Sendo que a coca é uma planta original da América do Sul, isso evidencia que os antigos egípcios já percorriam essa rota, via oceano Atlântico. (Mallette et al., 2016) Em 2016, por sua vez, um estudo encontrou novos traços de cocaína em múmias e, desta vez, anunciando a possibilidade de migração humana via rota transatlântica antiga. (Görlitz, 2016)

Isso pode ajudar a entender as possíveis rotas de migração dos povos à América antes e depois da Era do Gelo, já que existem antigos relatos de uma movimentação em direção à América do Sul, os quais são bem anteriores aos mencionados pelos historiadores modernos. A propósito, recentemente se descobriram evidências, não apenas de relatos, mas sim da arqueologia encontrada por imagens de satélites que identificaram antigos geoglifos (terraplenagem provavelmente usada para cerimônias), mostrando que a Amazônia pré-colombiana já foi uma grande metrópole que abrigou uma população muito maior do que se imaginava anteriormente, chegando-se a dezenas de milhões de pessoas. (de Souza et al., 2018; Clement, 2015) Inclusive, a distribuição dos sítios arqueológicos em potencial sugere que eles eram interconectados, vilarejos avançados e fortificados.

A seguir, temos o relato de uma antiga imigração, via transatlântica, dos povos americanos feito pelo cronista Francisco Lòpez de Gòmara, em 1555 (em espanhol antigo, mas a tradução está logo abaixo):

“Tambien dizen algunos Indios ancianos, q se llamaua Uiaracocha, que quiere dezir gralla del mar, y quer trajo su gente por la mar. Zopalla en conclusión, afirman q poblo y allendo en el Cuzco, de dõde começarõ los Yngas a guerrear la comarca, y aun otras tierras muy lejos, y pusierõ allí la filla y corte de su império” (Gòmara, 1555, Fo. 55).

Tradução:

“Também dizem alguns anciãos dos índios que ele se chamava Viracocha, que quer dizer gralha do mar, e que trouxe seu povo pelo mar. Zopalla conclui e afirma que o povo foi até o Cuzco, e de lá os incas guerrearam na comarca e ainda por terras mui longínquas, e puseram nesse lugar a corte do seu império” (Gòmara, 1555, Fo. 55).

O autor Andrés Diego Rocha, no seu livro Origen de los Indios defende a ideia de que os antigos espanhóis teriam migrado à América em tempos remotos e, assim, seu retorno em 1492 seria somente uma retomada daquilo que já lhes havia pertencido no passado. Para isso ele usa até argumentos linguísticos:

“Do que acabamos de dizer, encontram-se na língua dos índios muitas palavras semelhantes à antiga língua castelhana, tais como: Aca, alla, ama, anca, ancho, casa, cacha, cala […].” (Rocha, 1891, p. 78, 79).

E a tal ilha, chamada pelos autores de Atlântida, ficava onde? É possível que essa “ilha” tivesse sido um pequeno continente ou um grupo de ilhas no Atlântico sobre a dorsal mesoceânica. Teriam elas sido cobertas durante ou após o derretimento dos gelos do norte?

Ela não é mais mencionada após o segundo milênio antes de Cristo. Isso é evidenciado num relato feito pelo cronista Andrés Diego Rocha, quando se refere a um acontecimento durante o primeiro século, e os navegantes fenícios – um dos últimos povos a chegarem às Américas – não mencionam mais a existência dessa(s) ilha(s):

“Na época dos cartagineses, um grande argonauta chamado Hannon, e Plinio, no livro 2 de sua Historia Natural, capítulo 67, menciona as largas viagens que fez este Hannon, desde Gibraltar até o último da Arábia, passando duas vezes a Equinocial, e também menciona Arriano, de origem grega, autor antigo, no livro 8 de seu comentário, indicando que o referido Hannon fez outra navegação quase semelhante a que em nossos tempos fez Colombo, e de estas últimas navegações, escreve o padre Maluenda em seu livro De AntiCristo, livro 3, capítulo 16 e Gòmara na Historia de las Indias, na primeira parte” (Rocha, 1891, p. 21).

Conforme continua o relato, ao chegarem à América, eles comentam aspectos interessantes sobre o que viram:

“Chegaram a uma ilha muito ampla, abundante de pastagens, de grande frescura e bosques, e muito rica, irrigada por rios, delimitados por montanhas muito íngremes, tão largos e bordais que poderiam ser navegados” (Rocha, 1891, p. 22).

Notemos que o relato acima descreve “montanhas muito íngremes” – no plural -, o que nos mostra que o escrivão não estava se referindo a uma ilha, mas provavelmente aos Andes avistados pela navegação via rio Amazonas. E foi provavelmente dessa forma que aconteceu o povoamento das Américas, após o fim do período do gelo e da dispersão de Babel, não por povos primitivos e atrasados, mas sim por pessoas inteligentes, capazes de grandes construções arquitetônicas como os zigurates em forma de pirâmide.

Como foi mencionado, essa ilha chegava até às ilhas Barlovento:

“E tendo então transitado pela ilha Atlântida, que se continuava até as ilhas de Barlovento […].” (Rocha, 1891, p. 141, 142).

Essas ilhas estão localizadas na região do Caribe. Assim, temos fortes indícios de que uma das rotas naturais dos imigrantes teria sido em direção à América do Sul.

 

 

 

(texto escrito em coautoria com o pesquisador Irwin Susanibar Chavez, a quem o Everton agradece profundamente por compartilhar com ele suas pesquisas e conhecimento)

Texto originalmente publicado em 21/02/2018 no Blog Criacionismo.

Referências:

Alves, Everton Fernando. A “Era do Gelo”: uma perspectiva bíblico-científica. In:________. Revisitando as Origens. Maringá: Editorial NUMARSCB, 2018, p.68-78.

Balabanova S, Parsche F, Pirsig W. First identification of drugs in Egyptian mummies.Naturwissenschaften 1992; 79(5):358.

Clement CR, et al. The domestication of Amazonia before European conquest. Proc Biol Sci. 2015 Aug 7;282(1812):20150813.

Cooper B. Depois do dilúvio. 1. Ed. Brasília: SCB, 2008.

de Souza JG et al. Pre-Columbian earth-builders settled along the entire southern rim of the Amazon. Nat Commun. 2018 Mar 27;9(1):1125.

Görlitz D. The Occurrence of Cocaine in Egyptian Mummies – New research provides strong evidence for a trans-Atlantic dispersal by humans. Diffusion Fundamentals 2016; 26(2):1-11.

Gòmara, Francisco Lòpez de. La historia general de las Indias y nuevo mundo, con mas la conquista del Peru y de Mexico. Çaragoça, 1555; a abreviação “Fo. Lv” significa fólios, o livro era como pergaminhos, portanto não tinha folhas.

Hogen M. Early Anthropology in the Sixteenth and Seventeenth Centuries. Philadelphia: Univ. Pensylvania, 1971.

Mallette JR, et al. Geographically Sourcing Cocaine’s Origin – Delineation of the Nineteen Major Coca Growing Regions in South America. Sci Rep. 2016; 6: 23520.

Musshoff F, Rosendahl W, Madea B. Determination of nicotine in hair samples of pre-Columbian mummies. Forensic Sci Int. 2009 Mar 10;185(1-3):84-8.

Rocha, Diego Andrés. Tratado único y singular del origen de los indios del Perú, Méjico, Santa Fe y Chile. V. 1. Madrid: [Impr. de Juan Cayetano García], 1891. Fondo Antiguo

Stein Júnior, Guilherme. A Torre de Babel e seus mistérios. 2. Ed. Brasília: SCB, 2017.

Young, Simon. A.D. 500: a journey through the dark isles of Britain and Ireland. London: Phoenix, 2006.

Seminário de Arqueologia Bíblica, com Dr. Rodrigo Silva

Doutor Rodrigo Silva, apresentador do documentário Evidências.
Doutor Rodrigo Silva, apresentador do documentário Evidências.

Se você gosta de saber como as coisas eram no passado e se interessa por história, arqueologia e geografia, não pode perder a oportunidade de participar do Seminário de Arqueologia Bíblica que acontece na Unicesumar, nos  dias 8 e 9 de junho. O palestrante,  Dr. Rodrigo Silva, apresentador do documentário Evidências (TV Novo Tempo), irá mostrar evidências de eventos, costumes, rituais, personagens, povos e histórias da Bíblia. Uma ótima oportunidade para estudantes e interessados em aprofundar seus conhecimentos e tirar dúvidas.

O arqueólogo tem ampla experiência em escavações e viagens a locais históricos pelas terras bíblicas. Entre elas, destaque para a visita à expedição de Eli Shukron, um dos mais famosos arqueólogos da geografia bíblica. Na ocasião da visita ao “mais antigo registro arqueológico do culto monoteísta ao único Deus”, foram encontrados “alguns objetos arqueológicos, com cerâmica local de 1.800 depois de Cristo, no tempo doe Abraão”, conta Silva.

O evento é promovido pela Escola de Estudos Bíblicos  e pelo Numar-SCB, e tem o objetivo de oferecer mais conhecimento sobre acontecimentos bíblicos específicos – o que pode ajudar a ampliar o campo de visão. Saber dos hábitos mais específicos de um povo contribui para entender melhor o texto bíblico. Por exemplo, na história da posse da terra prometida aos hebreus, Canaã, se você sabe que eles não estavam tomando a terra de outras pessoas, como aconteceu na América Latina, o seu olhar muda? É disso que se trata a arqueologia bíblica. Silva conta que os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó haviam comprado aquelas terras para que o povo tivesse espaço para “crescer e abençoar o mundo todo”, como Deus prometera. Mas, quando os hebreus foram passar uma “temporada” no Egito, com a história de José – o governador –, os cananeus invadiram as terras. Após a libertação da escravidão a que foram submetidos no Egito, eles encontraram invasores armados que não queriam devolver as terras que lhes pertenciam por direito e por herança. Então, a terra prometida havia sido, na verdade, comprada. Não foi roubo nem invasão, como pode parecer quando não sabemos que era herança garantida pelas leis da época.

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As vagas são limitadas!

Sobre o palestrante:  Dr. Rodrigo Silva Possui graduação em Teologia e em Filosofia; mestrado em Teologia Histórica; especialização em arqueologia; doutorado em Teologia Bíblica; estudos pós doutorais com concentração em arqueologia bíblica; doutor em arqueologia clássica; é professor de Teologia e Arqueologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo – Campus Engenheiro Coelho, SP (UNASP-EC), curador do Museu Paulo Bork de Arqueologia do Oriente Médio e apresentador do documentário semanal “Evidências”, transmitido pela TV Novo Tempo.

Inscrições via Numar-SCB (clique aqui)
Inscrições via Jocum (clique aqui)
Investimento: R$ 30,00
Local: Unicesumar, auditório Joaquim Lauer.
Endereço: Av. Guedner, 1610, Jardim Aclimação, Maringá – PR
Outras informações: (44) 99907-9002

Livro pioneiro sobre a Teoria do Design Inteligente é lançado no Brasil

Acaba de sair do “forno” o superlançamento, já há muito aguardado, tanto pela comunidade tedeísta (estudiosos do design inteligente) quanto pelas comunidades criacionistas e demais simpatizantes do tema, o livro Teoria do Design Inteligente, de autoria do escritor Everton Alves. O livro já era conhecido em formato digital, desde junho de 2015, na plataforma Widbook. Em pouco mais de um ano de lançamento digital, a obra já tinha atingido a marca de dez mil leituras. De lá para cá muita coisa mudou. Em seu formato impresso, a obra foi aprimorada, conteúdos foram inseridos e ilustrações foram desenvolvidas e adicionadas aos capítulos para trazer bom humor e mais prazer na leitura de um assunto que foi escrito com muita seriedade e honestidade intelectual.

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Histórias bíblicas na cultura dos povos pré-colombianos

Ao analisar os registros históricos preservados por nativos pré-colombianos percebemos que eles acreditavam em um Criador Supremo e que suas lendas registram um dilúvio global. Percebemos também que muitos detalhes des­sas lendas são estranhamente parecidos com as narrativas bí­blicas do Gênesis, sendo inevitável uma associação com as terras e os povos da Bíblia. Depois de considerar vários povos antigos, a conclusão mais plausível é a de que boa parte dos nativos americanos herdaram da cultura mesopotâmica tradições que mostram claramente sua ligação com esta cultura e ainda a relacionam com tradições hebraicas. Esta similaridade se dá não só pela semelhança das lendas nativas com as histórias bíblicas, como também por alguns rituais. A seguir, apresentaremos alguns trechos bem curiosos de registros históricos que encontramos ao longo de nossa pesquisa.

A criação do Mundo – Os nativos peruanos e andinos preservaram relatos bíblicos sobre a Criação do Mundo, Adão e Eva e sobre Noé e sua mulher: “Isto é o que contam os índios peruanos acerca de sua origem, de acordo com a lista dos autores mencionados acima. Do qual o que podemos vender por verdade é que, sem dúvida, os índios tiveram notícias da Criação do mundo e da formação de Adão, Eva, da Inundação e de Noé e sua mulher” (García, 1729, p. 334, 335).

Figura 1: Escudo inca, um símbolo que retrata e registra a origem desse povo, mostrando que eles saíram de uma montanha após o dilúvio (Fonte:Poma de Ayala, 1941).

Alguns conceitos de saúde do Éden bíblico – Aqui percebemos como os Incas viviam mais de cem anos, comiam pouca gordura e outros alimentos, e casavam tarde: “De como esses incas e demais senhores. Principais ou yns. As pessoas particularmente antigas fizeram e aumentaram sua saúde e anos de vida entre 250 e 150 anos, eles duravam tanto porque tinham uma ordem e regras de seguir e criar seus filhos. Quando garoto, não lhe deixavam comer coisa de sebo [gordura] ou nada de mel ou pimenta, sal e vinagre, nem lhe deixavam ter meninas nem dormir com uma mulher até ter cinquenta anos, nem se sangrava e se purgava [expurgava, limpava] todos os meses com três pares de bilca tauri [sementes purgativas usadas pelos Incas, feitas em líquido, usadas como medicamento oral para induzir o vômito em rituais] e misturado com macay [erva medicinal purgativa] que se tomava pela boca a metade e a outra metade se fazia enema [líquido que se introduz no ânus]; com isso, aumentaram a saúde e a vida. Até os trinta anos não tinham mulher, nem marido, nem cargo e, assim, tinham grande força para guerrear” (Poma de Ayala, 1941, p. 118, 119).

Figura 2: Capa do livro El Primer Nueva Corónica y Buen Gobierno, de uma edição de 2011, porém o desenho é o mesmo da versão original (Fonte: Poma de Ayala, 1941).

Alimentação apenas duas vezes ao dia – Isolados na América, alguns grupos mantiveram os costumes após o dilúvio. A refeição principal era a da parte da manhã e sucos e líquidos durante todo o restante do dia e um lanche no meio da tarde, exatamente como aconselha a escritora norte-americano Ellen White: “Como isso era conhecido, o Atabalipa pediu que lhe dessem de comer, e ele ordenou que todo seu povo fizesse o mesmo. Eracostume comer pelas manhãs, e assim todos os nativos desse reino. Os Senhores, depois de ter comido, como digo, passavam o dia todo bebendo até a noite que comiam poucas coisas (Pizarro, 1917, p. 31).

Leis do Antigo Testamento – No trecho a seguir, extraído do livro Historia General del Perú, pode-se perceber semelhanças entre as leis dos Incas e a lei de Levítico: os incas não comiam sangue: “Que os da cidade de Cuzco de forma alguma comessem sangue ou qualquer coisa feita dele. Os leprosos e aqueles que eram porcos, sujos e nojentos, que os expulsassem do meio do povo, para que não contaminassem a outros, e o mesmo para aqueles que tinham enterrado algum falecido em sua casa. Ele ordenou que aqueles que derramassem a semente genital [esperma] fossem expulsos da cidade por um mês e, no início do outro mês, retornassem à cidade e que o pontífice ou o feiticeiro fizessem sacrifícios por ele e ou o que estivesse dormindo houvesse feito o mesmo, e primeiro entrassem desnudo em água fria e se lavasse. Que as mulheres tivessem ou andassem com companhia e vivessem honestamente. Os senhores ou ricos poderiam ter quantas quisessem e pudessem sustentar desde que fosse com o consentimento do Inca” (De Murúa, 1962, [Fol. 247], p. 90).

Neste trecho é possível perceber que, mesmo antes dos hebreus, o sangue tinha significado: “Os pontífices e os sacerdotes das huacas [santuário, templo] sacrificavam e ofereciam uns carneiros, que tinham dedicado para esse fim [sic], branco, sem mancha ou defeito [sic] qualquer” (De Murúa, 1962, [Fol. 256], p. 104).

Notamos também que eles vieram à América logo depois do dilúvio, centenas de anos antes de Abraão. Naquela altura, a lei já estava estabelecida (seja oral ou escrita) e podemos notar isso por meio da sua guarda do sábado: “Quanto ao terceiro preceito de santificar o sábado, eles tinham suas festas em dias designados, nos quais faziam grandes sacrifícios, e eles descansavam, particularmente no Peru. Os índios Totones, que são da Nova Espanha, estavam obrigados a ir ao Templo no sábado, à cerimônia que acontecia lá e ao sacrifício que ofereciam aos seus deuses” (García, 1729, p. 114).

Figura 3: Capa do livro Origen de los Índios de el Nuevo Mundo, e Indias Occidentales (Fonte: García, 1729).

Torre de babel – Várias tradições similares à da Torre de Babel são encontradas na América Central. Uma em especial relacionada aos Astecas diz que Xelhua, um dos sete gigantes salvos do dilúvio, construiu a Grande Pirâmide de Cholula – na América central – para desafiar o Céu. Os deuses destruíram-no com fogo e confundiram a linguagem dos construtores. No livro Ophiolatreiavemos o seguinte:

“Quando as águas diminuíram, um dos gigantes, chamado Xelhua, apelidado de ‘Arquiteto’, foi a Cholula, onde, como memorial do Tlaloc, que serviu para um asilo para si e para seus seis irmãos, ele construiu uma colina artificial em forma de uma pirâmide. Ele ordenou que os tijolos fossem feitos na província de Tlalmanalco, ao pé da Serra de Cecotl, e, para carregá-los até Cholula, ele colocou uma fila de homens que os passou de mão em mão. Os deuses viram, com ira, um edifício cujo topo chegava às nuvens. Irritado pela tentativa atrevida de Xelhua, lançaram fogo na pirâmide [na tradição asteca seriam meteoritos ‘que haviam caído do céu envolvidos em uma bola de fogo’]. Numerosos trabalhadores morreram. O trabalho foi interrompido e o monumento foi depois dedicado para Quetzalcóatl” (Jennings, 1889, p. 63).

Figura 4: Segunda Edad. (vida no segundo milênio após o dilúvio). É curioso que as construções de pedra já estavam em pé. Isso significa que as construções megalíticas não foram obra dos Incas (Fonte: Poma de Ayala, 1941).

Uma inscrição original em Nahuatl, a língua asteca, que havia sido escrita pelo escriba nativo, abaixo de uma ilustração nativa encontrada no templo de Cholula, dizia: “Nobres e senhores, aqui vocês têm seus documentos, o espelho do seu passado, a história de seus antepassados, que, fora de medo de um dilúvio, construiu este lugar de refúgio ou asilo para a possibilidade de recorrer a tal calamidade” (Nuttall, 1901, p. 269).

Outro relato, atribuído pelo historiador nativo Fernando de Alva Cortés Ixtilxochitl aos antigos Toltecas, diz que depois de os homens terem se multiplicado após um grande dilúvio, eles erigiram um alto zacuali ou torre, para se preservarem no caso de um segundo dilúvio. Contudo, as suas línguas foram confundidas e eles foram para diferentes partes da terra (Ixtilxochitl, 1640).

O Sol “parou” por mais de 20 horas – Josué 10:12-14 relata um episódio que teria acontecido cerca de 1400 a.C.: “No dia em que o Senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josué exclamou ao Senhor, na presença de Israel: ‘Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó Lua, sobre o vale de Aijalom!’ O Sol parou, e a Lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos, como está escrito no Livro de Jasar. O Sol parou no meio do céu e por quase um dia inteiro não se pôs.” 

O incidente, cuja singularidade é reconhecida na Bíblia (“Não existiu nenhum dia como esse, antes ou depois”), ocorreu do outro lado da Terra, em relação aos Andes situado na América do Sul, descrevendo um fenômeno oposto, mas complementar astronomicamente ao que ocorrera no Peru. Ao contrastarmos os dois relatos, percebemos que, em Canaã (Oriente Médio), o Sol não se pôs por cerca de vinte horas; nos Andes, o sol não se levantou pelo mesmo período de tempo (Sitchin, 1990).

Segundo Montesinos, quando “os bons costumes foram esquecidos e as pessoas se entregaram a todos os tipos de vícios”, houve um dia em que “não houve aurora por vinte horas” (Montesinos, 1882). Em outras palavras, a noite não terminou no horário de sempre e o nascer do sol foi adiado durante vinte horas. Depois de grande comoção, confissões de pecados, sacri­fícios e orações, o sol finalmente apareceu. No livro Memorias Antiguas Historiales y Políticas del Perú, encontra-se a seguinte citação: “Nos tempos do rei Titu Yupanqui Pachacuti “dizem os antigos amautas, e estes aprenderam com seus patriarcas e preservaram na memória pelos seus quipos [sistema binário ou código de leitura] para eterna memória, que o sol se cansou de caminhar e se escondeu dos vivos, e como castigo sua luz sumiu por mais de vinte horas. Os índios gritaram chamando a seu pai o Sol; fizeram grandes sacrifícios para acalmá-lo, oferecendo muitos cordeiros e donzelas e moços, e quando saiu a luz do Sol após as horas mencionadas, lhe agradeceram pelas bênçãos recebidas” (Montesinos, 1882, p. 57, 58).

Figura 5: Um Amauta usando um “quipu”; embora o desenho seja o da versão original, esta imagem foi retirada de uma reedição de 2011 (Fonte: Poma de Ayala, 1941).

Houve muitas interpretações desse fenômeno por cientistas. Em um estudo recente, os pesquisadores atribuíram o evento a um eclipse, aliás acreditam que podem ter identificado a data do mais antigo eclipse solar já registrado. (Humphreys e Wadington, 2017) De acordo com eles, “essa interpretação é apoiada pelo fato de que a palavra hebraica traduzida como ‘parado’ tem a mesma raiz que uma palavra babilônica usada em textos astronômicos antigos para descrever os eclipses”. Eles sugerem que o evento tenha ocorrido no dia 30 de outubro de 1207 a.C. – exatamente 3.224 anos atrás. Para tanto, os pesquisadores da Universidade de Cambridge usaram uma combinação de texto bíblico e texto egípcio antigo para entender a data do suposto eclipse solar.

Em outro estudo, com base em dados obtidos da Nasa, cientistas da Universidade Ben-Gurion do Neguev, em Berbesá, Israel, descobriram não apenas que o relato bíblico descrito em Josué 10:12-14 realmente aconteceu, como também, segundo eles, o dia e a hora exatos do fenômeno (Yitzchak, Weistaub e Avneer, 2017). A equipe de cientistas, chefiada pelo Dr. Hezi Yitzhak, também interpretou o acontecimento como sendo um eclipse, e que ele teria acontecido exatamente em 30 de outubro de 1207 a.C., às 16h28.

Para tanto, os pesquisadores interpretaram a palavra hebraica “dom” como “tornou-se escura” em vez do que tradicionalmente significava como “ficar parado”. Com base nos dados obtidos, eles descobriram que apenas um eclipse aconteceu entre os anos 1500 e 1000 a.C., o que coincide com a chegada dos israelitas ao local onde ocorreu a batalha descrita na Bíblia. Os resultados desse estudo foram publicados na revista Beit Mikra: Journal for the Study of the Bible and Its World.

Para mim, esse fenômeno não pode ter sido um eclipse, porque nenhum eclipse dura tanto tempo. Além disso, os povos incas tinham conhecimento de tais eventos periódicos. A história não diz que o Sol desapareceu. Apenas afirma que “não houve aurora” por vinte horas. Foi como se o Sol, onde quer que tenha se escondido, tivesse parado.

 

Texto escrito em coautoria com o pesquisador Irwin Susanibar Chavez, a quem o Everton agradece profundamente por compartilhar com ele suas pesquisas e conhecimento.

Texto originalmente publicado em 11/02/2018 no Blog Criacionismo.

 

Referências:

De Murúa, Martín. Historia general del Perú, origen y descendencia de los incas. Vol. 1. Colección: Fondo Antiguo – Aurelio Miró Quesada. Madrid: Impr. Don Arturo Gongora, 1962.

García, Gregorio. Origen de los indios de el Nuevo Mundo, e Indias Occidentales. Segunda Edición. Colección: Fondo Antiguo. Madrid: En la imprenta de F. Martinez Abad, 1729. 336p.

Humphreys, Colin; Wadington, Graeme. Solar eclipse of 1207 BC helps to date pharaohs. Astronomy & Geophysics 2017; 58(5):5.39–5.42.

Ixtilxochitl, Fernando de Alva Cortés. Historia Chichimeca. 1640.

Jennings, Hargrave. Ophiolatreia: An Account of the Rites and Mysteries Connected With the Origin, Rise and Development of Serpent Worship. Capítulo 6. Privately Printed, 1889. 103p. Disponível em: https://archive.org/details/ophiolatreiaacco00nppr

Montesinos, Fernando de. Memorias antiguas historiales y políticas del Perú. Madrid : Impr. de M. Ginesta, 1882. 259p.; esta primeira obra foi copiada de um manuscrito do ano 1644 que se encontra na biblioteca da Universidade Sevilla e cujo título é: “Ophir de España; mémorias historiales políticas del Pirv…”.

Nuttall, Zelia. The Fundamental Principles of Old and New World Civilizations. Vol. 2. Cambridge, Mass.: Peabody Museum of American archaeology and ethnology, 1901. 602p. Disponível em:https://archive.org/stream/fundamentalprin02nuttgoog#page/n14/mode/2up

Pizarro, Pedro. Descubrimiento y conquista del Perú, seguida de la relación sumaria acerca de la conquista por el Padre Fr. Luis Naharro, de la Orden de la Merced. Lima: Impr. y Libr. Sanmartí y Cía., 1917. 213p. Colección: Fondo Antiguo – Porras Barrenechea.

Poma de Ayala, Felipe Guamán. El Primer nueva corónica y buen gobierno. (1615/1616). Colección:      Fondo Antiguo.          La Paz: Instituto Tihuanacu de Antropología, Etnografía y Prehistoria, 1941. 1169p.

Sitchin, Zecharia. The Lost Realms. Livro 4 da série de Crônicas da Terra. Harper Collins, 1990, 298p. Capítulo 7 “o dia em que o Sol parou”.

Yitzchak, Hezi; Weistaub, Daniel; Avneer, Uzi. A sun in Gibeon, and a moon in the valley of Ayalon — Solar eclipse occurred on October 30, 1207 BC? Beit Mikra: Journal for the Study of the Bible and Its World 2017; 62(1):196-238. Disponível em: http://www.boker.org.il/meida/negev/desert_biking/personal/BM_61-2_196_238.pdf

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