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[vc_row][vc_column][vc_column_text] Na próxima terça-feira, 25, acontece o Simpósio Diálogos Sobre Origem e Vida, no Instituto Federal do Paraná (IFPR), Câmpus Paranavaí. As inscrições podem ser feitas na recepção do evento, que é aberto para toda a comunidade da região, e tem como palestrante oficial o PhD. Grady S. McMurtry, de renome internacional. O objetivo do encontro é apresentar às discussões acadêmicas sobre a origem da vida uma interpretação alternativa da natureza sob a estrutura conceitual criacionista.

TEMAS ABORDADOS
– A “origem da vida” – sob a análise da possibilidade a partir de uma evolução química;
– “Neocatastrofismo” – a mais recente linha de interpretação dos fenômenos geológicos;
– A importância da implantação “Minicentros Criacionistas”
na região do Paraná. 

Segundo o professor do IFPR Dr. Felipe Figueira, organizador do evento, “quanto mais contato com conteúdos diversos, mais estaremos concretizando a missão da instituição, que é a de promover educação de qualidade para todos.” Por isso, “resolvemos aproveitar a vinda do Dr. Grady ao Brasil, com sua larga experiência, que é referência no tema criacionismo, para agregarmos valores à toda a comunidade acadêmica do IFPR”, anuncia Figueira.

SOBRE O PALESTRANTE
O Dr. McMurtry é o fundador e presidente da Creation Worldview Ministries (Ministérios da Cosmovisão Criacionista). É cientista e professor de Ciência e Religião, com ênfase em Criacionismo. 
Autor do livro Criação ou Evolução: onde está a verdade científica (A.D.Santos Editora), há 38 anos divulga o criacionismo bíblico científico. Antes, porém, foi professor de Evolução durante dez anos. Seu currículo extenso: Bacharel em Ciências Agronômicas pela Universidade do Tennessee, Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Nova Iorque, Doutor em Teologia pela Faculdade Teológica Beacon, de Columbus, e Doutor em Literatura pela Universidade Mid-Continent, no Kentucky.

OFICINAS TEMÁTICAS: Minicentro Criacionista
Em torno dessa temática, a exemplo da recente inauguração de uma estrutura em Maringá, em maio, haverá exposições com preletores como o MSc. Everton Fernando Alves, sobre “Neocatastrofismo bíblico”, e o Diretor do Minicentro Criacionista que fica na sede do Numar-SCB, o biólogo Gilson Patrick Fernandes, ex-Gestor Técnico do Museu de Geociências da FADBA (2011-2014).

MAIS SOBRE O EVENTO
O Simpósio é organizado pelo Grupo de Pesquisa Bildung (IFPR/CNPQ), Instituto Federal do Paraná (IFPR), em parceria com o Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira – Numar-SCB, com apoio da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB). A certificação da palestra e oficinas será emitida pelo IFPR.

De acordo com o Dr. Agrinaldo Jacinto do Nascimento Junior, professor do IFPR e presidente do Numar-SCB, um evento dessa natureza acontecer em um ambiente público e acadêmico significa que o IFPR está promovendo um diálogo com a comunidade criacionista, que muitas vezes não tem a oportunidade de expor o seu lado. “Estamos abrindo portas para que as pessoas tenham contato com o modelo alternativo sobre a origem da vida. Geralmente, quando o assunto ‘criacionismo’ é tratado dentro das instituições, ele não o é feito por criacionistas, e sim por alguém interpretando o que eles falam. Esta é a oportunidade ideal para que eles próprios falem por si só sobre sua proposta de modelo para a origem da vida e as pessoas que tiverem dúvidas, tirem com criacionistas de verdade. Estamos apenas trazendo um tema transversal para dentro da Academia, lugar onde se  deve ser abordado temas plurais e universais.”

COMO PARTICIPAR
As inscrições serão feitas na recepção do evento.

LOCAL: Instituto Federal do Paraná – Câmpus Paranavaí

Rua José Felipe Tequinha, 1400 – Jardim das Nações

DATA: 25 de Julho[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

A edição de julho da revista Conexão 2.0, traz o artigo “No que a Bíblia se antecipou à ciência”, assinado pelo Diretor de Ensino do Numar-SCB,  Everton Fernando Alves. De maneira didática e ilustrada, Everton aponta 10 descobertas científicas a respeito da natureza, que já haviam sido mencionadas na Bíblia.

De acordo com o Mestre em Ciências, “embora a Bíblia não seja um livro científico, apresenta inúmeras declarações sobre fenômenos da natureza ou afirmações científicas que a ciência vem descobrindo dia após dia.” Everton explica que os assuntos científicos nem sempre são fáceis de serem compreendidos, e que devemos ter em mente que a Bíblia não é o único livro inspirado por Deus. “Publicações como a revista Conexão 2.0 são uma ponte de diálogo entre a Sociedade Criacionista Brasileira e o público que deseja aprender mais sobre os fundamentos do criacionismo”, finaliza Alves.                    

Sobre a revista:

Voltada para o público jovem, a revista Conexão 2.0 tem tiragem de 30 mil exemplares e publicação trimestral, pela Casa Publicadora Brasileira (CPB). A cada edição, traz textos, reportagens e entrevistas com o objetivo de informar e esclarecer dúvidas a respeito do cristianismo.

Se você ainda não conhece, clique no link e saiba como ter aceso à revista:  

http://conexao.cpb.com.br/

CIENTISTA CRIACIONISTA: EVERTON FERNANDO ALVES, NA RA DE JULHO
CIENTISTA CRIACIONISTA: EVERTON FERNANDO ALVES, NA RA DE JULHO

A Revista Adventista deste mês apresenta um artigo muito relevante, coerente e didático, escrito pelo Diretor de Ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB), o Mestre em Ciências Everton Fernando Alves. No texto, o cientista analisa duas interpretações para a criação da origem da vida na Terra, com intervalo passivo, e sem intervalo. Para ele, “a evidência sugere a existência de uma terra antiga, mas com vida recente”, mas os pesquisadores continuam procurando respostas com perguntas equivocadas. “A resposta poderia ser de fácil acesso, caso os cientistas se voltassem para a Bíblia como ponto de partida na busca de nossas reais origens”, avalia Alves.

Alves relata que ao longo do seu trabalho de pesquisa e divulgação do criacionismo, tem percebido que “boa parte dos adventistas criacionistas não consegue aceitar a interpretação de que apenas a vida no planeta Terra seja jovem, sendo antigos o Universo e a matéria (partículas elementares) do planeta”, mas uma análise do texto bíblico em conjunto com os dados atuais do conhecimento científico mostra que “essa possibilidade existe, é razoável e deve ser introduzida na discussão sobre as origens”, alerta. A própria SCB defende que a criação da Terra não deve ser confundida com a criação do Universo.

Você se considera um criacionista da Terra jovem convencional ou um criacionista do intervalo passivo?

Confira o artigo completo na Revista Adventista de Junho/2017, que conta com uma tiragem de 15.000 exemplares distribuídos em todos os departamentos e organizações da IASD pelo Brasil, e tire suas próprias conclusões.

Caso ainda não seja um assinante da revista, segue o link com mais informações sobre como ter acesso à revista impressa ou digital: http://www.revistaadventista.com.br/

A TEORIA DE QUE A CRIAÇÃO DO UNIVERSO E DA VIDA NA TERRA OCORREU EM MOMENTOS DISTINTOS PARECE SER MAIS COERENTE COM A BÍBLIA E A CIÊNCIA

A TEORIA DE QUE A CRIAÇÃO DO UNIVERSO E DA VIDA NA TERRA OCORREU EM MOMENTOS DISTINTOS PARECE SER MAIS COERENTE COM A BÍBLIA E A CIÊNCIA

 

Unicesumar
Unicesumar é uma das instituições que somam mais de 150 mil universitários.

Um dos principais polos acadêmicos do País, a cidade de Maringá, Paraná, sedia, nesta sexta e sábado, 02 e 03 de junho, o Simpósio Diálogos Sobre a Origem da Vida – 2017. O evento apresenta uma oportunidade singular para que estudantes e interessados no tema tenham acesso a informações e olhares mais questionadores, fora do lugar comum. O encontro é voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo, onde cientistas que questionam a Teoria da Evolução debatem a proposta do Criacionismo.

O evento acontece no Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, e conta com a participação de cientistas e especialistas no tema, como o Dr. Ruy Vieira, Cofundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo; Dr. Rodrigo Meneghetti, doutor em química que tem diversos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas internacionais; Dr. Marcio Fraiberg, autor de livros de Biologia e Ciências Naturais; Claudio Abeche, Engenheiro Químico e empresário da Eletroflex; Me. Jornalista Michelson Borges, autor do blog Criacionismo e do livro Terra de Gigantes: o que aconteceu com os dinossauros (CPB), e o Biólogo Danilo de Oliveira.

O Simpósio é realizado pelo Núcleo Maringaense da Sociedade Brasileira de Criacionismo – Numar-SCB. Na ocasião, a Sociedade Brasileira de Criacionismo – SCB, fundada pelo Dr. Ruy Vieira há 45 anos, participa também da inauguração da nova sede do Numar-SCB, e ainda lança, em primeira mão, mais um exemplar de suas relevantes publicações sobre o tema, que sempre dialoga entre as diversas propostas de explicação pra a origem da vida, de maneira aberta e em busca de conhecimento.

Criacionismo é alternativa para a questionada teoria da evolução
Criacionismo é debatido por cientistas que questionam a Evolução Química

“As investigações sobre a origem da vida são um tema crescente e atual no meio acadêmico. Teorias têm sido significativamente questionadas, como a teoria da evolução química como proposta para a origem da vida e a possível ancestralidade comum entre o homem e primatas”, explica o Mestre em Imunogenética Everton Alves, Diretor de Ensino do Numar-SCB, autor de dezenas de publicações científicas na área Biomédica, e do livro Teoria do Design Inteligente: evidências científicas no campo das ciências biológicas e da saúde.

O evento, voltado para estudantes, em uma cidade que é um polo educacional com mais de 150 mil universitários de todo o país, “é uma grande oportunidade para que os interessados conheçam cientistas e especialistas no assunto, para um diálogo aberto, um olhar além das sugestões apresentadas pela teoria mais aceita atualmente, que é a teoria da Evolução, em um debate científico aberto ao público”, explica o Dr. Agrinaldo Jacinto, diretor do Numar-SCB.

INSCRIÇÕES: Para participar do Simpósio, basta inscrever-se no site da instituição.

Entre os temas abordados, os convidados falarão sobre O que é Ciência? Astronomia, Paleontologia e a complexidade da vida, Datação Radiométrica e Criacionismo na mídia.

A data é especial para a SCB, pois neste ano, a entidade comemora 45 anos de fundação. No decorrer do evento, os participantes vão ganhar um exemplar de um livro especial que será lançado em primeira mão no Simpósio. E no Encerramento, todos serão convidados para se dirigirem à nova sede do Numar-SCB, para a cerimônia de inauguração do novo espaço, com a presença de autoridades e personalidades locais.

LOCAL: Auditório Dona Etelvina – Bloco 7, Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, Av. Guedner, 1610 – Jd. Aclimação, Maringá – PR.
DATA: 02 e 03 de junho
Mais informações e inscrições somente no site: http://numar.scb.org.br/simposio/

Informações à imprensa:
debora@beeview.com.br
(11) 99459-3722

Everton Alves, mestre em ciências e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB) participará de Encontro Nacional de Universitários que acontecerá entre os dias 28 e 30 de julho em Sumaré (SP). O evento, organizado pela Federação das Uniões da Mocidade Adventista da Promessa (FUMAP), reunirá jovens cristãos universitários para uma ampla reflexão em torno do tema central do evento “A Razão da Fé”.

De acordo com Junior Mendes, comunicador social e diretor da FUMAP,

“Nossa preocupação com esse evento é alcançar o jovem que está na faculdade e que tem que conviver com as demandas que são próprias da rotina acadêmica, além do convívio social do ambiente universitário. A gente quer ajudar o jovem a enfrentar tanto os argumentos filosóficos e técnicos quanto as tentações da vida na faculdade.

Segundo os organizadores do evento, “o jovem universitário, sem o devido preparo, pode não conseguir responder a qualquer um que pedir a razão de sua fé e de sua esperança em Cristo.” Diante disso, eles convidam a todos para o evento a fim de refletir sobre tudo isso e buscar o devido preparo através de cientistas que vivem a rotina acadêmica, sem, contudo, negarem sua fé em Cristo.

PÚBLICO-ALVO

  • Estudantes do Ensino Médio que estejam na fase pré-universitária (treineiros)
  • Estudantes universitários das diferentes áreas do conhecimento e egressos do ensino superior
  • Demais pessoas com ensino superior interessadas no tema

PALESTRANTES

  • Everton Fernando Alves (mestre em ciências e diretor de ensino do NUMAR-SCB)
  • Adauto Lourenço (Mestre em Física pela Bob Jones University [EUA])
  • Michelson Borges (Jornalista, mestre em Teologia)
  • Andréa Vargas (Especialista em Aconselhamento Cristão e em Terapia Familiar)

 DATA E LOCAL E LOCAL

O evento será realizado de 28 a 30 de julho de 2017, na Estância Árvore da Vida, em Sumaré, SP.

INSCRIÇÕES

Faça sua inscrição pelo site: http://uni17.org/inscricao/

VÍDEO PROMOCIONAL

Estão abertas as inscrições para o Simpósio “Diálogos Sobre a Origem da Vida”, que será realizado em Maringá-PR, no Centro Universitário Cesumar – UniCesumar entre os dias 02 e 03 de junho de 2017. O debate científico, que é aberto ao público, é resultado de uma parceria entre a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) e o Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB).

O evento é uma oportunidade imperdível para a comunidade acadêmica e interessados no tema, de troca de informações e interação com cientistas engajados, em um ambiente voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo. As inscrições para o Simpósio são feitas apenas pela internet, no site http://numar.scb.org.br/simposio/

SAIBA QUEM SÃO OS PALESTRANTES ABAIXO

As palestras exploram eixos temáticos como:

  • O que é ciência?
  • Astronomia
  • Paleontologia e a complexidade da vida
  • Datação Radiométrica
  • Criacionismo na Mídia

No decorrer do evento será lançada publicação da SCB em parceria com o NUMAR-SCB sobre assuntos afins.

O QUE: Simpósio Criacionista

LOCAL: Auditório Dona Etelvina – Bloco 7, Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, Av. Guedner, 1610 – Jd. Aclimação, Maringá – PR.

DATA: 02 e 03 de junho

 

CONHEÇA OS PALESTRANTES:

 

Dr. Ruy Vieira

Ruy Carlos de Camargo Vieira

Engenheiro mecânico-eletricista pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e professor Emérito da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP. Ex-professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) (1954-1956). Foi Diretor-Científico da FAPESP (1979-1985), e um dos fundadores da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Ex-representante do MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira (2003). Cofundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Presidente-fundador da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).

 

 

Me. Michelson Borges

 Michelson Borges

 

Escritor, jornalista e mestre em Teologia pelo UNASP; editor da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Idealizador do site www.criacionismo.com.br, Autor de diversos livros criacionistas pela CPB e editor associado da Origem em Revista.

 

 

Dr. Rodrigo Meneghetti

Rodrigo Meneguetti Pontes

 

Bacharel e doutor em Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); professor adjunto do Departamento de Química da UEM; membro fundador do Numar-SCB. Editor associado da Origem em Revista. Autor de diversos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas internacionais, como Journal of Organic Chemistry, Applied Catalysis A, Journal of Physical Chemistry A, Chemical Physics Letters, entre outras.

 

 

Dr. Marcio Fraiberg

Márcio Fraiberg Machado

 

Biólogo. mestre em Ciências e Matemática e doutor em Educação. Autor de diversos livros didáticos e para-didáticos em Biologia e Ciências naturais pela Casa Publicadora Brasileira (CPB) e editor associado da Origem em Revista. Professor universitário de biologia aplicada à enfermagem na Faculdade Adventista Paranaense (FAP/IAP) e membro do Numar-SCB.

 

Engº Claudio Abeche

Cláudio Luiz Abeche

 

Engenheiro Químico pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduado em MBA em Administração pela mesma Universidade. Empresário no ramo da indústria plástica (Eletroflex), área em que atua há 30 anos. Tem pesquisado assuntos sobre Astronomia há cinco anos.

 

 

Bel. Danilo de Oliveira

Danilo Camargo de Oliveira

 

Bacharel em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Cesumar (UNICESUMAR). Diretor de Assuntos Internacionais do Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB)

 

 

 

O evento conta com o apoio do Departamento de Educação da União Sul-Brasileira (USB) da IASD, do Instituto Adventista Paranaense (IAP), do UniCesumar, da Eletroflex, da Gráfica Maranata e está sendo patrocinado pela Associação Norte Paranaense (ANP) da IASD.

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Neste final de semana acontecem dois eventos históricos para a Teoria do Design Inteligente (TDI) no Brasil: Inauguração do Discovery Institute Mackenzie, na sexta à noite, e, no sábado todo, o curso Fundamentos da Teoria do Design Inteligente, em São Paulo.

E a equipe do Numar-SCB está no evento, entrevistando os palestrantes e se conferindo as novidades, para compartilhar com vocês.

Segundo o diretor do Numar-SCB, Agrinaldo Jacinto, o evento é histórico porque mostra o quanto a TDI tem ganhado importância no meio científico e acadêmico, em escala crescente e cada vez mais. Os palestrantes são cientistas cujas pesquisas apontam para a TDI em vez da Teoria da Evolução.

“A TDI é uma teoria aceita por muitos cientistas, e ela admite o argumento teleológico para a origem da vida; abre espaço para a criação”, diz Agrinaldo. “Desde que a TDI surgiu, mais e mais cientistas têm se tornado adeptos dessa teoria que apresenta fortes argumentos que podem ser observados na natureza”, explica ele. “Como a questão da complexidade irredutível, entre outras observações mais recentes, que colocam em dúvida a teoria mais aceita até hoje, que é a da Evolução.”

“Ter um centro de estudos, um curso sobre o Design Inteligente, ministrado por cientistas internacionais, pelos pioneiros da TDI que estarão no Brasil, para a inauguração de uma sede com uma parte significativa de cientistas, é um momento histórico e a equipe do Numar-SCB não poderia perder isso!”

Esses encontros podem ajudar a refletir a respeito do método, modificá-lo, melhorá-lo, responder novas questões que estão sendo estabelecidas no meio da ciência, que talvez sejam melhor explicadas a partir dessa nova abordagem trazida pela TDI.

“A gente não esperava que essa proposta durasse tanto tempo e continuasse crescendo significativamente. E agora, é formal aqui no Brasil”, conclui Agrinaldo.

Aguardem novidades aqui no site, e também em nosso canal do YouTube![/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Foi por meio de um livro publicado pela Casa Publicadora Brasileira que Everton Fernando Alves teve seu primeiro contato com a Teoria do Design Inteligente (TDI). “Fiquei impressionado e interessado pelo tema ao ponto de ir pesquisar na internet se as evidências apresentadas faziam sentido ou não”, conta Alves, que é mestre em Ciências [Imunogenética] pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Depois de ler Por Que Creio, de autoria do jornalista Michelson Borges, ele concluiu: “As evidências de design na natureza não só fazem sentido, como também consistem na melhor explicação para a complexidade percebida com meus próprios olhos nas estruturas biológicas.” “Para mim, o design inteligente foi uma porta de entrada ao criacionismo que, a meu ver, é muito mais amplo”, acrescenta.

Desde então, o jovem pesquisador, de 31 anos, tem dado grande contribuição no país para a disseminação dessa teoria que ganhou status científico há pouco mais de duas décadas. Além de ser autor de dezenas de artigos publicados na área das ciências da saúde e ter escrito o e-book Teoria do Design Inteligente: Evidências científicas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde (lançado em 2015), Everton Alves foi convidado recentemente pelo editor de uma importante publicação científica para apresentar e defender a TDI.

Segundo ele, o trabalho publicado na revista Clinical and Biomedical Research consiste na primeira divulgação científica brasileira sobre design inteligente numa revista revisada por pares no campo da Biomedicina (para ler a publicação na íntegra, clique aqui). “Minha contribuição ao periódico é singela e apenas o primeiro de muitos trabalhos de divulgação científicos que estão sendo elaborados e serão publicados também no Brasil pela Sociedade Brasileira do Design Inteligente, a partir de 2016”, ele enfatiza.

Nesta entrevista, concedida à Revista Adventista, Everton, que é membro da Igreja Adventista Central de Maringá e atua como diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (NUMAR-SCB), comenta sobre a abertura no meio científico para a divulgação de cosmovisões contrárias ao evolucionismo e explica em quais aspectos a Teoria do Design Inteligente e o criacionismo bíblico concordam ou não.

Qual é exatamente o caráter dessa publicação e seu significado para os que defendem a Teoria do Design Inteligente (TDI)?

O trabalho publicado na revista Clinical and Biomedical Research é a primeira divulgação científica brasileira com o objetivo exclusivo de apresentar e defender a proposta da Teoria do Design Inteligente (TDI) em uma revista revisada por pares no campo da Biomedicina e, a propósito, a convite do próprio editor da revista! Confesso que fiquei surpreso com o convite, pois a biologia tem sido um campo de estudo que não é muito receptivo a uma ideia ou teoria que não invoque Darwin.

Meu objetivo com esta publicação, de gênero “Carta ao Editor”, foi de estabelecer um diálogo com a comunidade científica, buscando apresentar a ela os principais conceitos ligados à teoria, ressaltar questões de relevância da TDI para o progresso científico e desmistificar alguns argumentos equivocados. Além disso, também procurei contar um pouco da história do movimento do design inteligente ao redor do mundo. Ademais, a publicação cita os principais objetivos, compromissos e desafios da TDI para seu estabelecimento como teoria científica, seus critérios metodológicos, bem como sua literatura especializada nacional e internacional.

É importante mencionar que, em 2004, o historiador da ciência Enézio de Almeida Filho, presidente emérito da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI) e pioneiro na divulgação da TDI no Brasil, também contribuiu com o movimento ao enviar uma Carta a uma tradicional revista científica brasileira, porém, com uma função distinta da minha: a de criticar um artigo que havia sido publicado anteriormente. Nessa publicação, Enézio questionava alguns pontos de um artigo pró-evolucionismo publicado na revista, e o criticava afirmando que o trabalho continha uma análise tendenciosa do livro A caixa preta de Darwin, do bioquímico Michael Behe, além de taxar os proponentes do design inteligente como “criacionistas”.

O que ainda dificulta o desenvolvimento de pesquisas, bem como a publicação dos resultados de estudos que apresentem uma visão alternativa ao evolucionismo em periódicos científicos tradicionais?

O problema se encontra no fato de que a ciência adotou a teoria da evolução como paradigma na academia. Cientistas que aceitam a evolução são tratados como “racionais” enquanto os demais são taxados como “ignorantes” e “fundamentalistas religiosos”. Há 150 anos a ciência baniu a possibilidade de que exista algo além de matéria e energia nesse universo. Só que a comunidade científica se esqueceu de que existe um terceiro elemento envolvido: a informação. A informação é aperiódica e imaterial, não podendo ser explicada pela teoria da evolução. A informação somente pode vir de uma atividade intelectual, ou seja, de uma fonte inteligente.

Sabemos que não é fácil combater e desconstruir uma crença profundamente enraizada na ciência como é o caso do naturalismo filosófico (a propósito, cheio de lacunas e hipóteses imaginativas que não podem ser testadas em laboratório). Mas, o fato de a teoria evolutiva ainda ser um paradigma dentro da academia se deve também ao apoio da mídia que tenta blindar o darwinismo a todo custo. As últimas gerações foram doutrinadas a aceitar por meio da fé, e não dos fatos, esse modelo filosófico. Por meio de desenhos animados, filmes, novelas, jornais e, principalmente, dos livros didáticos, as crianças são bombardeadas com a ideia de “milhões de anos”.

Dessa forma, toda ideia distinta desse conceito tende a ser ignorada ou até mesmo combatida pela academia. Quer um exemplo? Pesquisadores que não aceitam o evolucionismo têm enfrentado dificuldades em obter financiamento para seus projetos de pesquisa e em publicar seus resultados em anais de congressos ou em periódicos de alto fator de impacto. Por esse motivo, pesquisadores do design inteligente têm sido injustamente excluídos da literatura científica por muitos anos. Eu pude vivenciar algumas experiências nesse sentido. Há algum tempo vinha tentando publicar um manuscrito com base em design e só recebi sonoros “nãos” de revistas científicas. A desculpa é sempre a mesma: “a submissão não se encaixa no escopo e foco de nossa revista”. Será esse mesmo o real motivo? Eu creio que não!

No que consiste a Teoria do Design Inteligente?

A TDI talvez seja hoje a maior novidade no meio científico. Ela pode ser entendida como o estudo dos padrões na natureza que carregam as marcas de causalidade inteligente. De maneira mais simples, podemos considerá-la uma teoria de detecção de design. Mas como detectar design? Os passos são os seguintes: um cientista pró-design analisa um objeto de estudo e busca distinguir se esse objeto possui informação que lhe confere as características de um design intencional (projetado por uma mente inteligente) ou se esse objeto é produto do acaso, necessidades, ou leis naturais.

A TDI não tem como foco principal estudar a origem da vida e do Universo, mas sim analisar as estruturas biológicas complexas que podem ser observadas na natureza. Entretanto, os teóricos do design também entendem que os mecanismos propostos pelo atual paradigma para explicar as origens (a hipótese do “Mundo RNA”, por exemplo) são demonstrados inadequados no contexto de justificação teórica. Ademais, o problema da origem da vida é indissociável do problema da origem da informação contida no DNA. Como afirma o filósofo e historiador da ciência Stephen Meyer, “sem informação, não há a possibilidade de construir nada em biologia”. É com base na presença de informação que conseguimos distinguir entre produtos do acaso e produtos da inteligência.

A ideia da existência de design na natureza não é recente. Filósofos gregos como Platão e Aristóteles já defendiam isso. Mas quando foi que esse conceito se popularizou e se estabeleceu oficialmente como teoria científica?

O argumento de design se tornou popular através da famosa tese de William Paley, publicada em 1802, conhecida como a “tese do relojoeiro”. Por outro lado, o design inteligente, como uma teoria científica, surgiu oficialmente em 1993 em Pajaro Dunes, Califórnia (EUA), em uma reunião coordenada pelo Dr. Phillip Johnson, fundador do movimento do design inteligente, juntamente com outros dissidentes da teoria evolucionista. Portanto, a TDI ainda é uma teoria muito jovem. Formulada em 1993, ela tem pouco mais de 20 anos.

No que ela difere da visão criacionista e, por outro lado, quais são os pontos em comum?

A TDI difere em quase todos os aspectos do modelo criacionista. O criacionismo assume o pressuposto de que Deus é o Criador da vida e do Universo. Por sua vez, a TDI não pretende identificar a fonte de inteligência, nem tem como foco principal explicar a origem da vida e do Universo. Seu ponto central é a detecção de informação existente na natureza e não a busca da origem dessa informação, no sentido de um designer (projetista). Embora a informação complexa e específica por si só – como no caso do DNA – aponte para a existência de uma mente inteligente devido à atribuição de propósito. É apenas nesse argumento teleológico de design (componente filosófico) que o criacionismo e o design inteligente convergem.

Embora o objetivo da TDI não seja identificar o Criador do Universo e da vida, quem ela supõe que seja esse designer inteligente?

Como uma teoria plenamente científica, a TDI não assume a priori quem seja esse designer. No entanto, os adeptos da teoria possuem cosmovisões diferentes entre si e podem interpretar a identidade dessa mente inteligente através de uma escolha pessoal, não científica. Entre os integrantes da TDI, existem cientistas de diversas religiões, alguns agnósticos e até mesmo ateus. Alguns pesquisadores cristãos brasileiros, entre os quais me incluo, extrapolam as evidências e assumem por meio da fé que esse designer é o Deus judaico-cristão.

Por não atribuir necessariamente os créditos da criação a Deus, até que ponto essa teoria é aceita no meio adventista? É possível conciliar o criacionismo bíblico com a Teoria do Design Inteligente?

É correto afirmar que, tanto o modelo criacionista quanto os princípios da biologia histórica dentro do evolucionismo são estruturas conceituais, e não teorias científicas. Assim sendo, a única que tem as características necessárias para ser considerada uma teoria originalmente “científica” é a do design inteligente. Atualmente, a TDI tem sido utilizada por criacionistas para complementar as explicações referentes ao campo da biologia funcional, ou seja, explicar a existência de informação biológica complexa na natureza. Como mencionei anteriormente, a convergência entre as duas teorias no argumento de design (propósito) possibilita o uso da TDI pelos criacionistas. No entanto, o inverso não é verdadeiro, isto é, a TDI não utiliza os argumentos e conceitos criacionistas para suas observações e experimentos científicos.

Dessa forma, cada vez mais os argumentos, predições e evidências levantados pela TDI tem sido utilizados também por criacionistas adventistas a fim de demonstrar os sinais de inteligência detectados na natureza e a assinatura de um projeto da vida que “só provém de vida”. A Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), cujo presidente-fundador é adventista, tem publicado muitos materiais que incluem os argumentos do design. Cabe ainda mencionar que a SCB recém-lançou um curso a distância sobre criacionismo, que também traz bastante conteúdo relacionado ao design inteligente. O mesmo programa já está sendo ofertado em uma pós-graduação sobre criacionismo pelo Unasp. Além disso, nos últimos anos alguns líderes adventistas têm divulgado veementemente os atributos da teoria do design inteligente juntamente com as evidências criacionistas. Como podemos observar, é plenamente possível conciliar o criacionismo bíblico com a Teoria do Design Inteligente, e isso tem sido feito a cada ano com mais intensidade dentro da igreja.

Destaco, por exemplo, o trabalho feito pelo jornalista Michelson Borges. Desde 1998, ele vem incluindo o tema em suas palestras e pregações. Outros nomes se destacam no meio científico adventista, a exemplo do Dr. Ruy Vieira, do Dr. Nahor Neves de Souza Jr., da Dra. Marcia Oliveira, do Dr. Urias Takatohi, entre outros. Na região em que moro, o pastor Ericson Danese, líder de Jovens da sede administrativa adventista para a região Norte do Paraná, bem como o Dr. Agrinaldo Jacinto Jr. e o Dr. Rodrigo Meneghetti Pontes, diretor-presidente e vice-presidente, respectivamente, do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (NUMAR-SCB), têm dado especial contribuição para essa divulgação.

Como a TDI vê a questão da evolução proposta pelo naturalismo filosófico?

Em primeiro lugar, é importante esclarecer alguns pontos para que não haja generalizações e sejam entendidos dentro do contexto adequado. Os proponentes do design entendem e aceitam que a teoria da evolução trouxe grandes contribuições à história da ciência. Já está bem estabelecido o papel da seleção natural, das variações de baixo nível (conhecidas como o processo de microevolução observado nos experimentos de Lenski), especiação e ancestralidade comum com limitações.

Em segundo lugar, é preciso definir o que é “evolução” ou a qual tipo de evolução estamos nos referindo. Há pelo menos seis definições de “evolução”. Se por “evolução” entendemos “mudança ao longo do tempo” (microevolução ou “diversificação de baixo nível”, como alguns estudiosos propõem) ou até mesmo que organismos vivos estão relacionados pela ancestralidade comum (a origem das raças de cães a partir de lobos, por exemplo), então não existe nenhum conflito entre a teoria da evolução e a teoria do design inteligente. Porém, a TDI rejeita as propostas evolutivas ainda dominantes (Síntese Evolutiva Moderna ou neodarwinismo) que afirmam a possibilidade de grandes mudanças ao longo de milhões de anos dando origem a novas espécies conduzidas pela seleção natural que supostamente agiu por meio de mutações aleatórias. Ou seja, um processo não dirigido, imprevisível, sem nenhum propósito ou objetivo discerníveis e que não podem ser testados em laboratório.

Em sistemas biológicos, por exemplo, a TDI contraria tais pressupostos, pois defende a existência do conceito de complexidade irredutível no mundo molecular que jamais poderia ter se formado por meio de processos lentos, sucessivos e graduais. Já a ideia de ancestralidade comum no contexto neodarwinista ainda é uma questão em debate. No entanto, as evidências disponíveis levam a maioria dos adeptos da TDI a rejeitar também essa hipótese.

“Muitos cientistas têm se declarado publicamente contra a teoria da evolução. Isso demonstra que eles têm percebido suas falhas e lacunas”

Como é a aceitação da Teoria do Design Inteligente pela comunidade científica?

Muitos cientistas têm se declarado publicamente contra a teoria da evolução. Para se ter uma ideia, existe uma lista criada pelo Discovery Institute intitulada A Scientific Dissent from Darwin (A Dissidência Científica de Darwin). Isso demonstra que muitos têm percebido as falhas e lacunas que existem na teoria evolucionista. Sendo assim, a TDI encontra abertura ao redor do mundo para explanar suas propostas e argumentos. Isso porque muitos cientistas de renome têm aberto a mente para explicações alternativas sobre a complexidade da vida e a biodiversidade da natureza.

No Brasil, por exemplo, em 2013, foram realizadas palestras sobre Design Inteligente na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), espaço cedido pela própria instituição. No ano passado, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) promoveu e apoiou totalmente um curso de extensão acerca dos diferentes olhares sobre as origens (design inteligente, evolucionismo e criacionismo). A abertura ao debate e questionamentos em instituições públicas de ensino é um marco na história da ciência brasileira. Diversas outras instituições públicas e privadas de ensino também têm dado seu apoio para a causa. É necessário mencionar que muito dessa abertura ao diálogo se deve ao mérito do cientista e maior propagador atual da TDI no Brasil: o Dr. Marcos Nogueira Eberlin, presidente da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI).

Quando você aceitou essa teoria e passou a defendê-la?

A primeira vez que li a respeito da TDI foi por meio do livro Por que Creio (CPB), do jornalista Michelson Borges. Fiquei impressionado e interessado pelo tema ao ponto de ir pesquisar na internet se as evidências apresentadas pela TDI faziam sentido ou não. A conclusão: não só fazem sentido, como também consistem, na minha opinião, na melhor explicação para a complexidade percebida com meus próprios olhos nas estruturas biológicas. Entretanto, quando ganhei o exemplar da obra durante o I Congresso de Universitários Adventistas da Associação Norte Paranaense, em 2004, fiz uma leitura superficial dela. Considero que somente em 2013 eu estava realmente preparado para assimilar seu conteúdo. Reli o livro e fiquei maravilhado com as evidências científicas apresentadas por cientistas criacionistas e pró-design entrevistados pelo autor.

Na época em que tive esse primeiro contato com a TDI, estava fazendo pesquisas dentro de um laboratório de imunogenética. Assim, todas as evidências estavam diante dos meus olhos. Quer mais design do que na estrutura tridimensional do DNA? Ela é o melhor exemplo de codificação e compactação de informação. Desse modo, por meio da TDI é possível entender o ajuste fino nas sequências do código genético (ordem e organização) e a complexidade irredutível presente no ciclo de síntese de proteínas, no armazenamento e leitura da informação genética necessária para a construção dos blocos da vida e a transmissão de dados.

No fim de 2014, entrei de cabeça nas pesquisas sobre a TDI. Tudo aconteceu rápido demais, de maneira inesperada. Ao pesquisar grupos que tratavam sobre o tema, conheci alguns jovens de valor que já divulgavam a teoria nas mídias sociais. Então, em 2015, fui convidado por um deles para ser colunista do site TDIBrasil.org, uma das maiores fontes de divulgação da teoria no Brasil, e também iniciei o projeto de escrita do meu e-book.

Quais são os principais desafios para a disseminação da TDI?

A meu ver, o principal desafio se encontra no âmbito da divulgação científica. A ciência especializada se desenvolve, em grande parte, através do processo de publicação em revistas avaliadas por pares. Portanto, podemos fazer a seguinte pergunta: qual será o futuro das pesquisas com base em design? Apesar de os pesquisadores do design terem sido injustamente excluídos da literatura científica por muitos anos, acredito que as expectativas futuras sejam positivas, em grande parte, igualmente, devido à atual abertura científica ao diálogo, debate e crítica. Como escritor e divulgador da TDI, espero que os editores e revisores de periódicos científicos tradicionais tenham a mente aberta para uma análise justa e imparcial. Assim, os méritos científicos do design dependerão, exclusivamente, de seu conteúdo.

Em junho de 2015, você publicou o e-book Teoria do Design Inteligente: Evidências científicas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde. Qual é a contribuição dessa obra para a TDI?

Capa do livro Teoria do Design Inteligente

A ideia desse livro eletrônico surgiu durante o período em que atuei como colunista do site TDIBrasil.org. Percebi a escassez de bibliografia em português sobre o assunto. Tendo em vista que muitos brasileiros ainda não dominam idiomas como o inglês, decidi pesquisar, traduzir e desenvolver material bibliográfico de alta qualidade em nossa própria língua, fundamentado nas mais diversas e atuais evidências científicas disponíveis sobre o assunto. Por meio da obra, o leitor pode ter acesso a mais de 350 evidências científicas que apoiam o design. O e-book tem sido considerado uma contribuição ímpar no Brasil. Está registrado como uma das duas primeiras obras genuinamente brasileiras, relevantes e exclusivas acerca do design inteligente, ficando atrás apenas – em ordem cronológica – do livro Fomos planejados: a maior descoberta científica de todos os tempos, do Dr. Marcos Eberlin.

Fonte: Revista Adventista.

O gênero Carta ao Editor é considerado uma publicação científica e tem sido foco de interesse na área do design inteligente. Cartas ao Editor representam a correspondência entre diversos autores e os leitores, através dos editores das revistas.[1] Portanto, uma Carta irá ser avaliada pelo Editor, que avaliará a pertinência de sua publicação. Dessa forma, elas oferecem a oportunidade de debater em um fórum aberto, e contribuem para a validação da pesquisa. Praticamente todas as grandes revistas científicas têm, na atualidade, uma seção de Cartas ao Editor, que possui basicamente duas funções: 1) servir de Opiniões e comentários sobre um artigo específico publicado nos últimos números da Revista; 2) servir de espaço para que autores possam apresentar resultados preliminares de suas próprias pesquisas ou sobre temas de relevância científica de interesse à comunidade tais como a descrição de riscos à saúde pública ou avanços em uma nova área da ciência.[1]

Em relação à primeira função, tem sido a mais frequente entre os trabalhos publicados nesse tipo de seção. Os leitores constantemente apresentam suas críticas ou solicitam esclarecimento de eventuais dúvidas suscitadas por um artigo publicado na revista.[1] Nesse formato, há a possibilidade de haver réplica por parte do autor do artigo que está sendo criticado, e até mesmo uma tréplica por parte do leitor que apresentou a crítica. A depender do periódico, há um prazo, que varia entre 15 dias e 3 meses, para comentar um artigo depois de sua publicação.

Ainda em relação à função da Carta ao Editor, pesquisadores concordam que

“mesmo com a nítida melhora da produção científica e do rigor metodológico dos artigos publicados, não há trabalho científico perfeito, vieses pós-publicação podem ser identificados e motivar até mesmo a retratação dos autores ou, em caso de se constatar fraude ou manipulação dos resultados, a retirada do artigo da revista. Em outros casos, erros estatísticos podem ser evidenciados, ou, ainda, mínimas correções requeridas, não comprometendo as conclusões do artigo”.[1: p. 1]

Em 2004, por exemplo, o professor mestre em História da Ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, o então coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI), enviou uma Carta ao Editor para a revista História, Ciências, Saúde-Manguinhos onde questionava especificamente alguns pontos de um artigo publicado na revista, e o criticava afirmando que o trabalho, “documentalmente infundado”, distorceria a realidade.[2]

O artigo criticado, intitulado “De Darwin, de caixas-pretas e do surpreendente retorno do criacionismo”, publicado no Dossiê Darwinismo de 2001, afirmava a equiparação, no segundo semestre de 1999, da teoria da evolução de Darwin ao texto bíblico do Gênesis nos currículos escolares de um estado norte-americano.[3] Para o professor Enézio, este ponto não corresponde aos fatos, e suas críticas direcionadas ao artigo são justificadas diante da tendenciosa análise e crítica de seu autor para com o livro A caixa preta de Darwin, do bioquímico Michael Behe. Além disso, o artigo criticado por Enézio identificou os proponentes do design inteligente como “criacionistas”, polarizando o tema em “ciência versus religião” quando o que estava em debate era a questão científica da “complexidade irredutível” levantada por Behe.[2]

A propósito, considero uma das maiores publicações científicas no design inteligente exatamente uma Carta ao Editor escrita por Michael Behe.[4] Em 2009, Behe escreveu essa carta a fim de exercer o direito de resposta a um artigo original publicado no ano de 2008, cujo objetivo do autor era expor as supostas falhas de Behe acerca dos limites matemáticos para a evolução darwiniana, publicadas no ano de 2007 em seu livro The Edge of Evolution. Para entendermos melhor a situação é necessário analisarmos o que dizia o livro de Behe. No livro, baseando-se em estudos de saúde pública sobre a malária, Behe observou que um novo aparecimento de resistência à cloroquina em parasitas da malária foi um evento de probabilidade de 1 em 1020 (para o cálculo, a propósito, ele utilizou uma estatística empírica da literatura).[5]

Assim, a probabilidade de ocorrer em seres humanos uma dupla mutação simultânea por acaso seria de 1 para 10 bilhões.[5] Isso exigiria mais organismos e gerações do que os que estiveram disponíveis ao longo de toda a história da Terra. Portanto, quando múltiplas mutações devem estar presentes simultaneamente para haver ganho de uma vantagem funcional, a evolução darwiniana fica limitada. Diante disso, em 2008, numa tentativa improdutiva de expor supostas falhas nos argumentos de Behe, os biólogos Rick Durrett e Deena Schmidt acabaram reconhecendo a contragosto que o argumento de Behe estava basicamente correto.[6]

Na ocasião, os biólogos usaram uma estimativa teórica a partir de um modelo de genética populacional para calcular a probabilidade de duas mutações simultâneas ocorrer por evolução darwiniana em uma população de seres humanos. Para Behe, o modelo utilizado pelos biólogos para o cálculo é inadequado [4]. Durrett e Schmidt descobriram que um evento como esse levaria 216 milhões de anos para acontecer, enquanto o cálculo de Behe foi “5 milhões de vezes maior” do que eles encontraram [6: p. 1507]. Ainda assim, 216 milhões de anos continuavam sendo um tempo demasiadamente longo. Tendo em vista que os humanos supostamente divergiram de seu ancestral comum com os chimpanzés há apenas 6 milhões de anos, eles reconheceram que tais mutações são “muito pouco prováveis de acontecer em uma escala razoável de tempo”.[4; 5: p. 1507]

Em 2015, eu também contribuí com o movimento do design inteligente ao publicar uma Carta no Clinical and Biomedical Research, periódico revisado por pares situado no campo de interface entre Biologia e Medicina. Foi mais uma divulgação com o objetivo exclusivo de apresentar e defender a proposta da Teoria do Design Inteligente (TDI) em uma revista revisada por pares na área de Biomedicina. A propósito, a convite do próprio editor da revista!

Através desse convite, pude abordar os principais conceitos ligados à teoria, ressaltar questões de relevância da TDI para o progresso científico e desmitificar alguns argumentos equivocados, constantemente divulgados por seus oponentes a fim de descaracterizar o design inteligente. Também apresentei a história do movimento do design inteligente ao redor do mundo, bem como de suas publicações científicas. Ademais, citei os principais objetivos, compromissos e desafios da TDI para o seu estabelecimento como teoria científica, seus critérios metodológicos, sua literatura especializada nacional e internacional, além de deixar registrada minha perspectiva futura em relação às futuras publicações científicas baseadas em design.

Essas evidências nos mostram a influência e/ou poder que uma Carta ao Editor pode exercer sobre uma determinada área da ciência.

Fonte: Texto publicado em 14/01/2016 no Portal TDI Brasil.org.

Referências:

[1] Amorim MMR, Souza ASR. A cultura da carta ao editor. Femina. 2013; 41(1):1-4. [Link]

[2] Almeida Filho EE. Cartas. Hist. cienc. saude-Manguinhos. 2004; 11(2):519-20. [Link]

[3] Martins MV. De Darwin, de caixas-pretas e do surpreendente retorno do ‘criacionismo’. Hist. cienc. saude-Manguinhos. 2001; 8(3):739-756. [Link]

[4] Behe MJ. Waiting Longer for Two Mutations. Genetics. 2009; 181(2): 819–820. [Link]

[5] Behe MJ. The Edge of Evolution: The Search for the Limits of Darwinism. New York: Free Press, 2007.

[6] Durrett R, Schmidt D. Waiting for Two Mutations: With Applications to Regulatory Sequence Evolution and the Limits of Darwinian Evolution. Genetics 2008; 180(3):1501-1509. [Link]

Design Inteligente na morte?

Argumento evolucionista:

O design inteligente é capaz de verificar um projeto intencional nas garras e dentes de um leão que os utiliza para caçar e matar um antílope a fim de saciar sua fome? Em outras palavras: é capaz de identificar um projeto intencional na morte?

Argumento do design:

Alguns adeptos da Teoria do Design Inteligente (TDI) até poderiam levantar objeções de natureza moral a esse respeito, porque muitas vezes a intencionalidade desperta essa questão. Mas devemos nos restringir apenas ao campo científico. Nesse sentido, o design está especificamente comprometido com forma e função (Ex.: como lindas e eficientes facas de cozinha). A propósito, as espadas são projetos formidáveis (design para a morte).

Mas em relação a questionamentos como esse, precisamos separar o que é científico do que não é científico. Esse tipo de argumento é científico, mas a analogia não. Por quê? Porque estão sendo usadas duas coisas ontologicamente diferentes: uma teoria e um leão. Uma teoria científica é uma tentativa LÓGICA de nos levar ao conhecimento. O leão é um ser.

Essa pergunta científica se reduziria a pó numa análise filosófica. Por quê? Porque está atribuindo à TDI o status de TEORIA DO TUDO – capaz de identificar um projeto intencional de morte! Os proponentes do design buscam esclarecer que a TDI é uma teoria científica minimalista que IDENTIFICA sinais de inteligência. Só isso!

Quanto ao leão, se realmente suas garras e dentes foram projetados para matar, por que nem sempre ele mata um antílope? Quanto ao antílope, se suas pernas foram projetadas para correr, por que nem sempre sobrevive? Aqui entramos em outro ponto. É preciso entender que a TDI possui um comprometimento mínimo com o grau de otimização (eficiência) de um projeto. Aliás, esse comprometimento mínimo está relacionado às regras básicas de sistemas. Portanto, uma das predições da TDI é que existem fatores que podem vir a interferir no design de um projeto.

(Texto publicado em 25/02/2017 em coautoria com Junior Eskelsen, responsável pelo Portal tdibrasil.org)