Simpósio Diálogos Sobre a Origem da Vida - 2017

Unicesumar
Unicesumar é uma das instituições que somam mais de 150 mil universitários.

Um dos principais polos acadêmicos do País, a cidade de Maringá, Paraná, sedia, nesta sexta e sábado, 02 e 03 de junho, o Simpósio Diálogos Sobre a Origem da Vida - 2017. O evento apresenta uma oportunidade singular para que estudantes e interessados no tema tenham acesso a informações e olhares mais questionadores, fora do lugar comum. O encontro é voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo, onde cientistas que questionam a Teoria da Evolução debatem a proposta do Criacionismo.

O evento acontece no Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, e conta com a participação de cientistas e especialistas no tema, como o Dr. Ruy Vieira, Cofundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo; Dr. Rodrigo Meneghetti, doutor em química que tem diversos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas internacionais; Dr. Marcio Fraiberg, autor de livros de Biologia e Ciências Naturais; Claudio Abeche, Engenheiro Químico e empresário da Eletroflex; Me. Jornalista Michelson Borges, autor do blog Criacionismo e do livro Terra de Gigantes: o que aconteceu com os dinossauros (CPB), e o Biólogo Danilo de Oliveira.

O Simpósio é realizado pelo Núcleo Maringaense da Sociedade Brasileira de Criacionismo - Numar-SCB. Na ocasião, a Sociedade Brasileira de Criacionismo - SCB, fundada pelo Dr. Ruy Vieira há 45 anos, participa também da inauguração da nova sede do Numar-SCB, e ainda lança, em primeira mão, mais um exemplar de suas relevantes publicações sobre o tema, que sempre dialoga entre as diversas propostas de explicação pra a origem da vida, de maneira aberta e em busca de conhecimento.

Criacionismo é alternativa para a questionada teoria da evolução
Criacionismo é debatido por cientistas que questionam a Evolução Química

"As investigações sobre a origem da vida são um tema crescente e atual no meio acadêmico. Teorias têm sido significativamente questionadas, como a teoria da evolução química como proposta para a origem da vida e a possível ancestralidade comum entre o homem e primatas", explica o Mestre em Imunogenética Everton Alves, Diretor de Ensino do Numar-SCB, autor de dezenas de publicações científicas na área Biomédica, e do livro Teoria do Design Inteligente: evidências científicas no campo das ciências biológicas e da saúde.

O evento, voltado para estudantes, em uma cidade que é um polo educacional com mais de 150 mil universitários de todo o país, "é uma grande oportunidade para que os interessados conheçam cientistas e especialistas no assunto, para um diálogo aberto, um olhar além das sugestões apresentadas pela teoria mais aceita atualmente, que é a teoria da Evolução, em um debate científico aberto ao público", explica o Dr. Agrinaldo Jacinto, diretor do Numar-SCB.

INSCRIÇÕES: Para participar do Simpósio, basta inscrever-se no site da instituição.

Entre os temas abordados, os convidados falarão sobre O que é Ciência? Astronomia, Paleontologia e a complexidade da vida, Datação Radiométrica e Criacionismo na mídia.

A data é especial para a SCB, pois neste ano, a entidade comemora 45 anos de fundação. No decorrer do evento, os participantes vão ganhar um exemplar de um livro especial que será lançado em primeira mão no Simpósio. E no Encerramento, todos serão convidados para se dirigirem à nova sede do Numar-SCB, para a cerimônia de inauguração do novo espaço, com a presença de autoridades e personalidades locais.

LOCAL: Auditório Dona Etelvina – Bloco 7, Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, Av. Guedner, 1610 – Jd. Aclimação, Maringá – PR.
DATA: 02 e 03 de junho
Mais informações e inscrições somente no site: http://numar.scb.org.br/simposio/

Informações à imprensa:
debora@beeview.com.br
(11) 99459-3722


Artefatos e vestígios humanos contradizem a escala de tempo evolucionista

Antes de começarmos a listar alguns dos artefatos mais intrigantes do mundo – e possivelmente mais embaraçosos para a cronologia evolucionista (você decidirá no fim da leitura) –, vamos ao conceito de artefato. Em arqueologia, artefato é qualquer objeto feito ou modificado por um ser humano em uma cultura arqueológica, que dê evidência da atividade e da vida do homem num passado remoto. Exemplos de artefatos podem incluir ferramentas de pedra, ruínas de construções, documentos, monumentos, instrumentos talhados em pedra, cerâmica, entre outros.

Em 22 de junho de 1844, o jornal London Times publicou uma notícia curiosa:

“Poucos dias atrás, enquanto alguns operários trabalhavam para extrair uma rocha próximo ao Tweed, a cerca de 400 metros abaixo do moinho de Rutherford, descobriram um cordão de ouro incrustado na pedra a uma profundidade de 2,4 metros.”[1:p. 152]

Posteriormente, em 1985, um pesquisador do Instituto Britânico de Pesquisas Geológicas garantiu que a pedra é da era do Carbonífero Primitivo, que se acredita ter entre 320 e 360 milhões de anos, segundo a cronologia evolucionista. O que esse cordão fazia lá?

Em 5 de junho de 1852, a revista Scientific American noticiou o achado de uma tigela de metal com belos detalhes em prata, incrustada em uma rocha em Meeting House Hill, em Dorchester.[1:p. 153; 2] O que a tigela de metal estaria fazendo dentro da pedra? Segundo levantamento geológico recente, o pedaço de rocha, hoje chamado Conglomerado de Roxburry, tem idade pré-cambriana (entre 570 e 593 milhões de anos). Basta dizer que, segundo os evolucionistas, os primeiros hominídeos surgiram há apenas cerca de 7 milhões de anos atrás do tempo presente. Tanto a tigela de Dorchester quanto o colar de ouro indicam que a cronologia evolucionista atual tem falhas e que deve ter havido alguma catástrofe aquática para prender esses artefatos na lama que, posteriormente, se tornou rocha.

Tigela metálica de Dorchester

Em 1862, o periódico científico The Geologist documentou um esqueleto humano desenterrado de uma profundidade de 27 metros, no estado de Illinois.[3] Mais de 60 centímetros de ardósia inteira cobriam diretamente o esqueleto. Novamente, um geólogo oficial lidou com o caso. Ele datou as camadas geológicas e concluiu que o esqueleto tinha 300 milhões de anos de idade.

Em 1885, quando um trabalhador de uma fundição de ferro na Áustria estava quebrando blocos de carvão na aldeia de Wolfsegg, ele encontrou um objeto cúbico de ferro, embora um pouco deformado. O Ferro de Wolfsegg (ou Cubo Salzburgo) é um pequeno pedaço de ferro encontrado em um bloco de rocha sedimentar lignite, considerado do depósito terciário (cerca de supostos 65 milhões de anos). Um artigo publicado na revista científica Nature descreve o objeto como “quase um cubo”, “com uma profunda incisão”.[4:p. 36] Outra publicação sobre o objeto foi feita na revista científica francesa L’Astronomie.[5:p. 114] O objeto tem 67 mm de altura, 67 mm de largura e 47 mm na parte mais grossa (espessura). Pesa 785 gramas e sua gravidade específica é de 7,75.

Ferro de Wolfsegg (ou Cubo Salzburgo)

O Ferro de Wolfsegg foi examinado em 1966 no Museu de História Natural de Viena. A opinião final do Dr. Kurat, do Museu, e do Geologisches Bundesanstalt, de Viena, é de que o objeto é de ferro fundido e simplesmente artificial. Poderia ser que esses objetos de ferro fossem utilizados como lastro para operar máquinas primitivas. No entanto, não há nenhuma evidência de que esses blocos de ferro tenham sido fabricados para a mineração, e apenas um foi encontrado, o que depõe contra essa ideia.

Em 1901, um grupo de mergulhadores que apanhavam esponjas próximo à ilha de Anticítera, na Grécia, encontrou um instrumento utilizado para cálculos astronômicos, para uso na navegação, construído por volta do século 2 a.C. As peças foram retiradas de um naufrágio a 42 metros de profundidade. A data estimada do naufrágio é 65 a.C. Esse objeto chamado“mecanismo de Anticítera” é tão complexo que pode ser considerado precursor dos atuais computadores. Segundo o estudo, o Mecanismo de Anticítera, resultado da engenhosidade dos gregos antigos, era mais sofisticado tecnologicamente do que qualquer outro mecanismo inventado por qualquer outra civilização pelo menos nos mil anos seguintes. Um ponto interessante é o fato de o engenho estar “embutido em uma rocha”, e que ela foi previamente analisada com raio X para se saber o que estava em seu interior – uma clara admissão de que a formação de rochas não demora “milhões de anos”.[6]

Mecanismo de Anticítera

O dispositivo, um engenhoso arranjo com pelo menos 30 engrenagens de alta precisão, todas feitas de bronze, era capaz de calcular movimentos astronômicos com precisão notável, maior do que se supunha até pouco tempo atrás. O computador mecânico permitia acompanhar os movimentos da Lua – inclusive recriando sua órbita irregular –, do Sol, de alguns planetas e até prever eclipses. Os resultados da pesquisa estão na edição de 30 de novembro de 2006 da revista Nature, e foram comentados em uma conferência em Atenas, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro do mesmo ano.[7] O grupo, liderado por Mike Edmunds e Tony Freeth, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, empregou tecnologias de imagem e de tomografia em raio X de alta resolução para estudar os fragmentos remanescentes do mecanismo.

Em 1912, foi descoberta na Pensilvânia, em uma Usina Elétrica Municipal de Sulphur City, Oklahoma, uma panela de ferro fundido dentro de um grande pedaço de carvão. Essa panela hoje está exposta no Creation Evidence Museum, em Glen Rose, Texas.

Panela de ferro fundido

Em 1971, um artigo publicado na CRS Quarterly analisou essa panela e relatou que o carvão, no qual ela estava, tinha sido extraído em Wilburton, Oklahoma.[8] O artigo informa que o artefato é certificado e documentado. Nesse caso, há uma carta autenticada, escrita de próprio punho por quem descobriu o objeto, documentando a autenticidade da descoberta.

Carta escrita a próprio punho

Entre 1934 e 1936, Max Hahn e sua esposa, Emma, estavam em uma caminhada próximo à margem do rio Red Creek, na cidade de Londres, no estado do Texas (EUA), quando perceberam uma pedra com madeira saindo de seu interior. Eles decidiram levar a rocha calcária para casa e mais tarde a quebraram com um martelo e um formão. Eles encontraram dentro o que parecia um martelo primitivo. Eles entregaram a descoberta nas mãos de uma equipe de arqueólogos, que dataram a rocha do Período Ordoviciano (500 a 440 milhões de anos), muito mais antigo que o primeiro registo de civilização humana na Terra.[9] Além disso, algo curioso é que parte do cabo do martelo já estava se transformando em carvão.

Martelo de Londres

Análise do Batelle Memorial Laboratory, em Columbus, Olhio (EUA), mostra um resultado intrigante. A cabeça do martelo é feita de mais de 96% de ferro, 0,74% de enxofre e 2,6% de cloro, indicando que o objeto não enferruja e é muito mais puro do que qualquer coisa que a natureza poderia ter conseguido sem a interferência de tecnologia moderna.[9] Sabe-se que nas condições atmosféricas de hoje não é possível combinar ferro com cloro, então se conclui que esse martelo foi forjado em um período em que as condições atmosféricas eram diferentes (a pressão atmosférica antediluviana era possivelmente cerca de seis vezes maior que a de hoje), tornando possível a criação do artefato. Esse martelo hoje está exposto no Creation Evidence Museum, em Glen Rose, Texas.

Embora reconheçam que a concreção de pedra é real, muitos céticos posteriormente alegaram ser um martelo de mineiro do século 18 ou 19. Entretanto, mesmo que esse martelo fosse recente, ainda assim seria constrangedor para a teoria da evolução explicar a formação rápida de rocha em volta de objetos. Se os minerais dissolvidos de estratos antigos podem endurecer em torno de um objeto recente, como afirmado em 1985 pelo investigador John Cole, do NCSE, logo, isso corroboraria a hipótese criacionista sobre a formação rápida de camadas sedimentares (tais como alguns estratos da coluna geológica), em poucas dezenas de anos ou até menos, como no período do dilúvio.[10]

Em 1994, foi publicado na revista Creation a descoberta de chaves de carro incrustadas em uma formação rochosa do sandstone, na costa pacífica dos Estados Unidos.[11] A peça, contendo as chaves, foi encontrada na costa de Oregon. Ela foi entregue ao professor Richard Niessen, na Califórnia, e agora as chaves são exibidas no Museu de Criação e História da Terra, que pertenceu ao Institute for Creation Research (ICR), em San Diego. Acredita-se que as chaves, unidas a uma corrente de plástico, pertençam a um automóvel do início da década de 1960. O curador do museu do ICR, John Rajca, diz que as teclas incrustadas de rochas mostram que a ideia comumente aceita de formação lenta de rochas está claramente errada nesse caso. A rocha que envolvia as chaves teve que endurecer rapidamente. Portanto, a formação de rocha não é necessariamente um processo lento de milhões de anos.

Chaves de carro incrustada em rocha

Em 19 de janeiro de 2013, A Voz da Rússia, um serviço internacional de radiodifusão russa, relatou que, ao acender fogo na chaminé, um habitante de Vladivostok descobriu uma cremalheira de metal presa em carvão.[12] O homem entregou o achado extraordinário a cientistas da cidade. Após uma análise minuciosa, os pesquisadores concluíram que o carvão em que foi achada a peça extraordinária tem uma idade de 300 milhões de anos. Por isso os cientistas concluíram que a peça metálica deve ter a mesma idade e foi fabricada por um ser vivo.

Cremalheira de metal presa em carvão

Quando pesquisadores quebraram com cuidado o fragmento de carvão, descobriram uma peça, que lembra uma moderna roda dentada, de sete centímetros de comprimento, feita de uma liga de alumínio (98%) e magnésio (2%). O alumínio puro é muito raro na natureza e foi feita uma suposição de que a peça tenha origem artificial. Ao mesmo tempo, a liga não ordinária permitiu explicar o bom estado de conservação do artefato. O alumínio puro produz uma película resistente de óxidos na superfície, o que impede a corrosão. Em resultado, a liga com o teor de alumínio de 98% resiste a altas pressões, temperaturas extremas e a um meio ambiente agressivo.

Diante desses artefatos, muitos veículos de divulgação têm levantado a possibilidade de que civilizações avançadas teriam povoado a Terra em um passado remoto, uma vez que existem muitas evidências que apontam para essa direção. Mas a questão mais importante é quem habitou a Terra naquela época. Raças extraterrestres? Viajantes do tempo? Ou apenas seres humanos mais avançados que os de hoje?

Se os pesquisadores conseguissem visualizar as evidências a partir da ótica criacionista, não precisariam fantasiar que “civilizações extraterrestres teriam rondado nosso planeta”. Na verdade, civilizações muito avançadas (intelectualmente) viveram em nosso planeta há não muito tempo. Isso poderia explicar o fato de terem sido encontrados esses artefatos de metal em rochas datadas de supostos milhões de anos. Com o achado na mão, parece que os pesquisadores podem chegar a apenas três conclusões: (1) os métodos de datação estão errados e a rocha pode ser recente, (2) alienígenas inteligentes fabricaram esses artefatos há milhões de anos, ou (3) havia seres humanos inteligentes e tecnológicos no passado remoto da Terra. Em relação a esta última hipótese, os diversos artefatos (tigela, panela, martelo, etc.) poderiam ser fortes evidências da veracidade do relato a respeito de Tubalcaim, em Gênesis 4:22, que forjou metais antes do dilúvio. Porém, tudo indica que os pesquisadores preferem optar pela alternativa 2, por mais inverossímil que seja.

(Artigo escrito em coautoria com Michelson Borges, jornalista pela UFSC, autor de livros sobre criacionismo e mestre em teologia pelo Unasp)

Texto originalmente publicado em 22/05/2017 no site Criacionismo.

Referências:

  1. Cremo MA, Thompson RL. A História secreta da raça humana. São Paulo: Aleph, 2004, p.152-153.
  2. A Relic of a By-Gone Age. Scientific American 1852; 7(38):298.
  3. Fossil man. The Geologist. 1862;5:470.
  4. Nature. 1886; 35(889):34-37.
  5. Uranolithe fossile. L’Astronomie (in French). 1888; 10(7):114. Disponível em:https://archive.org/stream/lastronomie02flamgoog#page/n129/mode/1up
  6. Scientists unlock mystery of 2,000-year-old computer. CBC News, (30/11/2006). Disonível em:http://www.cbc.ca/news/technology/scientists-unlock-mystery-of-2-000-year-old-computer-1.590991
  7. Freeth T, et al. Decoding the ancient Greek astronomical calculator known as the Antikythera Mechanism. Nature. 2006;444:587-591.
  8. Rusch WR. Human Footprints in Rocks. Creation Research Society Quarterly 1971; 7(4):201-213.
  9. Mackay J.Pre-Flood Hammer Update. Creation Ex Nihilo 1985; 8(1).
  10. Cole, John R. 1985. If I Had a Hammer.Creation/Evolution. 5(1):47-56.
  11. Keys to rapid rock formation. Creation. 1994;17(1):45.
  12. Zamanskaya Y. 300-million-year-old UFO tooth-wheel found in Russian city of Vladivostok. The Voice of Russia (19/01/2013). Disponível em:https://sputniknews.com/voiceofrussia/2013_01_19/300-million-year-old-UFO-tooth-wheel-found-in-Russian-city-of-Vladivostok/

Diretor de Ensino do Numar-SCB participa de evento em São Paulo

Everton Alves, mestre em ciências e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB) participará de Encontro Nacional de Universitários que acontecerá entre os dias 28 e 30 de julho em Sumaré (SP). O evento, organizado pela Federação das Uniões da Mocidade Adventista da Promessa (FUMAP), reunirá jovens cristãos universitários para uma ampla reflexão em torno do tema central do evento “A Razão da Fé”.

De acordo com Junior Mendes, comunicador social e diretor da FUMAP,

“Nossa preocupação com esse evento é alcançar o jovem que está na faculdade e que tem que conviver com as demandas que são próprias da rotina acadêmica, além do convívio social do ambiente universitário. A gente quer ajudar o jovem a enfrentar tanto os argumentos filosóficos e técnicos quanto as tentações da vida na faculdade.

Segundo os organizadores do evento, “o jovem universitário, sem o devido preparo, pode não conseguir responder a qualquer um que pedir a razão de sua fé e de sua esperança em Cristo.” Diante disso, eles convidam a todos para o evento a fim de refletir sobre tudo isso e buscar o devido preparo através de cientistas que vivem a rotina acadêmica, sem, contudo, negarem sua fé em Cristo.

PÚBLICO-ALVO

  • Estudantes do Ensino Médio que estejam na fase pré-universitária (treineiros)
  • Estudantes universitários das diferentes áreas do conhecimento e egressos do ensino superior
  • Demais pessoas com ensino superior interessadas no tema

PALESTRANTES

  • Everton Fernando Alves (mestre em ciências e diretor de ensino do NUMAR-SCB)
  • Adauto Lourenço (Mestre em Física pela Bob Jones University [EUA])
  • Michelson Borges (Jornalista, mestre em Teologia)
  • Andréa Vargas (Especialista em Aconselhamento Cristão e em Terapia Familiar)

 DATA E LOCAL E LOCAL

O evento será realizado de 28 a 30 de julho de 2017, na Estância Árvore da Vida, em Sumaré, SP.

INSCRIÇÕES

Faça sua inscrição pelo site: http://uni17.org/inscricao/

VÍDEO PROMOCIONAL


Maringá-PR sediará simpósio criacionista com participação de cientistas

Estão abertas as inscrições para o Simpósio “Diálogos Sobre a Origem da Vida”, que será realizado em Maringá-PR, no Centro Universitário Cesumar – UniCesumar entre os dias 02 e 03 de junho de 2017. O debate científico, que é aberto ao público, é resultado de uma parceria entre a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) e o Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB).

O evento é uma oportunidade imperdível para a comunidade acadêmica e interessados no tema, de troca de informações e interação com cientistas engajados, em um ambiente voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo. As inscrições para o Simpósio são feitas apenas pela internet, no site http://numar.scb.org.br/simposio/

SAIBA QUEM SÃO OS PALESTRANTES ABAIXO

As palestras exploram eixos temáticos como:

  • O que é ciência?
  • Astronomia
  • Paleontologia e a complexidade da vida
  • Datação Radiométrica
  • Criacionismo na Mídia

No decorrer do evento será lançada publicação da SCB em parceria com o NUMAR-SCB sobre assuntos afins.

O QUE: Simpósio Criacionista

LOCAL: Auditório Dona Etelvina – Bloco 7, Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, Av. Guedner, 1610 – Jd. Aclimação, Maringá – PR.

DATA: 02 e 03 de junho

 

CONHEÇA OS PALESTRANTES:

 

Dr. Ruy Vieira

Ruy Carlos de Camargo Vieira

Engenheiro mecânico-eletricista pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e professor Emérito da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP. Ex-professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) (1954-1956). Foi Diretor-Científico da FAPESP (1979-1985), e um dos fundadores da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Ex-representante do MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira (2003). Cofundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Presidente-fundador da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).

 

 

Me. Michelson Borges

 Michelson Borges

 

Escritor, jornalista e mestre em Teologia pelo UNASP; editor da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Idealizador do site www.criacionismo.com.br, Autor de diversos livros criacionistas pela CPB e editor associado da Origem em Revista.

 

 

Dr. Rodrigo Meneghetti

Rodrigo Meneguetti Pontes

 

Bacharel e doutor em Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); professor adjunto do Departamento de Química da UEM; membro fundador do Numar-SCB. Editor associado da Origem em Revista. Autor de diversos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas internacionais, como Journal of Organic Chemistry, Applied Catalysis A, Journal of Physical Chemistry A, Chemical Physics Letters, entre outras.

 

 

Dr. Marcio Fraiberg

Márcio Fraiberg Machado

 

Biólogo. mestre em Ciências e Matemática e doutor em Educação. Autor de diversos livros didáticos e para-didáticos em Biologia e Ciências naturais pela Casa Publicadora Brasileira (CPB) e editor associado da Origem em Revista. Professor universitário de biologia aplicada à enfermagem na Faculdade Adventista Paranaense (FAP/IAP) e membro do Numar-SCB.

 

Engº Claudio Abeche

Cláudio Luiz Abeche

 

Engenheiro Químico pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduado em MBA em Administração pela mesma Universidade. Empresário no ramo da indústria plástica (Eletroflex), área em que atua há 30 anos. Tem pesquisado assuntos sobre Astronomia há cinco anos.

 

 

Bel. Danilo de Oliveira

Danilo Camargo de Oliveira

 

Bacharel em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Cesumar (UNICESUMAR). Diretor de Assuntos Internacionais do Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB)

 

 

 

O evento conta com o apoio do Departamento de Educação da União Sul-Brasileira (USB) da IASD, do Instituto Adventista Paranaense (IAP), do UniCesumar, da Eletroflex, da Gráfica Maranata e está sendo patrocinado pela Associação Norte Paranaense (ANP) da IASD.


Neste final de semana acontecem dois eventos históricos para a Teoria do Design Inteligente (TDI) no Brasil: Inauguração do Discovery Institute Mackenzie, na sexta à noite, e, no sábado todo, o curso Fundamentos da Teoria do Design Inteligente, em São Paulo.

E a equipe do Numar-SCB está no evento, entrevistando os palestrantes e se conferindo as novidades, para compartilhar com vocês.

Segundo o diretor do Numar-SCB, Agrinaldo Jacinto, o evento é histórico porque mostra o quanto a TDI tem ganhado importância no meio científico e acadêmico, em escala crescente e cada vez mais. Os palestrantes são cientistas cujas pesquisas apontam para a TDI em vez da Teoria da Evolução.

“A TDI é uma teoria aceita por muitos cientistas, e ela admite o argumento teleológico para a origem da vida; abre espaço para a criação”, diz Agrinaldo. “Desde que a TDI surgiu, mais e mais cientistas têm se tornado adeptos dessa teoria que apresenta fortes argumentos que podem ser observados na natureza”, explica ele. “Como a questão da complexidade irredutível, entre outras observações mais recentes, que colocam em dúvida a teoria mais aceita até hoje, que é a da Evolução.”

“Ter um centro de estudos, um curso sobre o Design Inteligente, ministrado por cientistas internacionais, pelos pioneiros da TDI que estarão no Brasil, para a inauguração de uma sede com uma parte significativa de cientistas, é um momento histórico e a equipe do Numar-SCB não poderia perder isso!”

Esses encontros podem ajudar a refletir a respeito do método, modificá-lo, melhorá-lo, responder novas questões que estão sendo estabelecidas no meio da ciência, que talvez sejam melhor explicadas a partir dessa nova abordagem trazida pela TDI.

“A gente não esperava que essa proposta durasse tanto tempo e continuasse crescendo significativamente. E agora, é formal aqui no Brasil”, conclui Agrinaldo.

Aguardem novidades aqui no site, e também em nosso canal do YouTube!

"Fomos projetados por um designer", diz pesquisador

Foi por meio de um livro publicado pela Casa Publicadora Brasileira que Everton Fernando Alves teve seu primeiro contato com a Teoria do Design Inteligente (TDI). “Fiquei impressionado e interessado pelo tema ao ponto de ir pesquisar na internet se as evidências apresentadas faziam sentido ou não”, conta Alves, que é mestre em Ciências [Imunogenética] pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Depois de ler Por Que Creio, de autoria do jornalista Michelson Borges, ele concluiu: “As evidências de design na natureza não só fazem sentido, como também consistem na melhor explicação para a complexidade percebida com meus próprios olhos nas estruturas biológicas.” “Para mim, o design inteligente foi uma porta de entrada ao criacionismo que, a meu ver, é muito mais amplo”, acrescenta.

Desde então, o jovem pesquisador, de 31 anos, tem dado grande contribuição no país para a disseminação dessa teoria que ganhou status científico há pouco mais de duas décadas. Além de ser autor de dezenas de artigos publicados na área das ciências da saúde e ter escrito o e-book Teoria do Design Inteligente: Evidências científicas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde (lançado em 2015), Everton Alves foi convidado recentemente pelo editor de uma importante publicação científica para apresentar e defender a TDI.

Segundo ele, o trabalho publicado na revista Clinical and Biomedical Research consiste na primeira divulgação científica brasileira sobre design inteligente numa revista revisada por pares no campo da Biomedicina (para ler a publicação na íntegra, clique aqui). “Minha contribuição ao periódico é singela e apenas o primeiro de muitos trabalhos de divulgação científicos que estão sendo elaborados e serão publicados também no Brasil pela Sociedade Brasileira do Design Inteligente, a partir de 2016”, ele enfatiza.

Nesta entrevista, concedida à Revista Adventista, Everton, que é membro da Igreja Adventista Central de Maringá e atua como diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (NUMAR-SCB), comenta sobre a abertura no meio científico para a divulgação de cosmovisões contrárias ao evolucionismo e explica em quais aspectos a Teoria do Design Inteligente e o criacionismo bíblico concordam ou não.

Qual é exatamente o caráter dessa publicação e seu significado para os que defendem a Teoria do Design Inteligente (TDI)?

O trabalho publicado na revista Clinical and Biomedical Research é a primeira divulgação científica brasileira com o objetivo exclusivo de apresentar e defender a proposta da Teoria do Design Inteligente (TDI) em uma revista revisada por pares no campo da Biomedicina e, a propósito, a convite do próprio editor da revista! Confesso que fiquei surpreso com o convite, pois a biologia tem sido um campo de estudo que não é muito receptivo a uma ideia ou teoria que não invoque Darwin.

Meu objetivo com esta publicação, de gênero “Carta ao Editor”, foi de estabelecer um diálogo com a comunidade científica, buscando apresentar a ela os principais conceitos ligados à teoria, ressaltar questões de relevância da TDI para o progresso científico e desmistificar alguns argumentos equivocados. Além disso, também procurei contar um pouco da história do movimento do design inteligente ao redor do mundo. Ademais, a publicação cita os principais objetivos, compromissos e desafios da TDI para seu estabelecimento como teoria científica, seus critérios metodológicos, bem como sua literatura especializada nacional e internacional.

É importante mencionar que, em 2004, o historiador da ciência Enézio de Almeida Filho, presidente emérito da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI) e pioneiro na divulgação da TDI no Brasil, também contribuiu com o movimento ao enviar uma Carta a uma tradicional revista científica brasileira, porém, com uma função distinta da minha: a de criticar um artigo que havia sido publicado anteriormente. Nessa publicação, Enézio questionava alguns pontos de um artigo pró-evolucionismo publicado na revista, e o criticava afirmando que o trabalho continha uma análise tendenciosa do livro A caixa preta de Darwin, do bioquímico Michael Behe, além de taxar os proponentes do design inteligente como “criacionistas”.

O que ainda dificulta o desenvolvimento de pesquisas, bem como a publicação dos resultados de estudos que apresentem uma visão alternativa ao evolucionismo em periódicos científicos tradicionais?

O problema se encontra no fato de que a ciência adotou a teoria da evolução como paradigma na academia. Cientistas que aceitam a evolução são tratados como “racionais” enquanto os demais são taxados como “ignorantes” e “fundamentalistas religiosos”. Há 150 anos a ciência baniu a possibilidade de que exista algo além de matéria e energia nesse universo. Só que a comunidade científica se esqueceu de que existe um terceiro elemento envolvido: a informação. A informação é aperiódica e imaterial, não podendo ser explicada pela teoria da evolução. A informação somente pode vir de uma atividade intelectual, ou seja, de uma fonte inteligente.

Sabemos que não é fácil combater e desconstruir uma crença profundamente enraizada na ciência como é o caso do naturalismo filosófico (a propósito, cheio de lacunas e hipóteses imaginativas que não podem ser testadas em laboratório). Mas, o fato de a teoria evolutiva ainda ser um paradigma dentro da academia se deve também ao apoio da mídia que tenta blindar o darwinismo a todo custo. As últimas gerações foram doutrinadas a aceitar por meio da fé, e não dos fatos, esse modelo filosófico. Por meio de desenhos animados, filmes, novelas, jornais e, principalmente, dos livros didáticos, as crianças são bombardeadas com a ideia de “milhões de anos”.

Dessa forma, toda ideia distinta desse conceito tende a ser ignorada ou até mesmo combatida pela academia. Quer um exemplo? Pesquisadores que não aceitam o evolucionismo têm enfrentado dificuldades em obter financiamento para seus projetos de pesquisa e em publicar seus resultados em anais de congressos ou em periódicos de alto fator de impacto. Por esse motivo, pesquisadores do design inteligente têm sido injustamente excluídos da literatura científica por muitos anos. Eu pude vivenciar algumas experiências nesse sentido. Há algum tempo vinha tentando publicar um manuscrito com base em design e só recebi sonoros “nãos” de revistas científicas. A desculpa é sempre a mesma: “a submissão não se encaixa no escopo e foco de nossa revista”. Será esse mesmo o real motivo? Eu creio que não!

No que consiste a Teoria do Design Inteligente?

A TDI talvez seja hoje a maior novidade no meio científico. Ela pode ser entendida como o estudo dos padrões na natureza que carregam as marcas de causalidade inteligente. De maneira mais simples, podemos considerá-la uma teoria de detecção de design. Mas como detectar design? Os passos são os seguintes: um cientista pró-design analisa um objeto de estudo e busca distinguir se esse objeto possui informação que lhe confere as características de um design intencional (projetado por uma mente inteligente) ou se esse objeto é produto do acaso, necessidades, ou leis naturais.

A TDI não tem como foco principal estudar a origem da vida e do Universo, mas sim analisar as estruturas biológicas complexas que podem ser observadas na natureza. Entretanto, os teóricos do design também entendem que os mecanismos propostos pelo atual paradigma para explicar as origens (a hipótese do “Mundo RNA”, por exemplo) são demonstrados inadequados no contexto de justificação teórica. Ademais, o problema da origem da vida é indissociável do problema da origem da informação contida no DNA. Como afirma o filósofo e historiador da ciência Stephen Meyer, “sem informação, não há a possibilidade de construir nada em biologia”. É com base na presença de informação que conseguimos distinguir entre produtos do acaso e produtos da inteligência.

A ideia da existência de design na natureza não é recente. Filósofos gregos como Platão e Aristóteles já defendiam isso. Mas quando foi que esse conceito se popularizou e se estabeleceu oficialmente como teoria científica?

O argumento de design se tornou popular através da famosa tese de William Paley, publicada em 1802, conhecida como a “tese do relojoeiro”. Por outro lado, o design inteligente, como uma teoria científica, surgiu oficialmente em 1993 em Pajaro Dunes, Califórnia (EUA), em uma reunião coordenada pelo Dr. Phillip Johnson, fundador do movimento do design inteligente, juntamente com outros dissidentes da teoria evolucionista. Portanto, a TDI ainda é uma teoria muito jovem. Formulada em 1993, ela tem pouco mais de 20 anos.

No que ela difere da visão criacionista e, por outro lado, quais são os pontos em comum?

A TDI difere em quase todos os aspectos do modelo criacionista. O criacionismo assume o pressuposto de que Deus é o Criador da vida e do Universo. Por sua vez, a TDI não pretende identificar a fonte de inteligência, nem tem como foco principal explicar a origem da vida e do Universo. Seu ponto central é a detecção de informação existente na natureza e não a busca da origem dessa informação, no sentido de um designer (projetista). Embora a informação complexa e específica por si só – como no caso do DNA – aponte para a existência de uma mente inteligente devido à atribuição de propósito. É apenas nesse argumento teleológico de design (componente filosófico) que o criacionismo e o design inteligente convergem.

Embora o objetivo da TDI não seja identificar o Criador do Universo e da vida, quem ela supõe que seja esse designer inteligente?

Como uma teoria plenamente científica, a TDI não assume a priori quem seja esse designer. No entanto, os adeptos da teoria possuem cosmovisões diferentes entre si e podem interpretar a identidade dessa mente inteligente através de uma escolha pessoal, não científica. Entre os integrantes da TDI, existem cientistas de diversas religiões, alguns agnósticos e até mesmo ateus. Alguns pesquisadores cristãos brasileiros, entre os quais me incluo, extrapolam as evidências e assumem por meio da fé que esse designer é o Deus judaico-cristão.

Por não atribuir necessariamente os créditos da criação a Deus, até que ponto essa teoria é aceita no meio adventista? É possível conciliar o criacionismo bíblico com a Teoria do Design Inteligente?

É correto afirmar que, tanto o modelo criacionista quanto os princípios da biologia histórica dentro do evolucionismo são estruturas conceituais, e não teorias científicas. Assim sendo, a única que tem as características necessárias para ser considerada uma teoria originalmente “científica” é a do design inteligente. Atualmente, a TDI tem sido utilizada por criacionistas para complementar as explicações referentes ao campo da biologia funcional, ou seja, explicar a existência de informação biológica complexa na natureza. Como mencionei anteriormente, a convergência entre as duas teorias no argumento de design (propósito) possibilita o uso da TDI pelos criacionistas. No entanto, o inverso não é verdadeiro, isto é, a TDI não utiliza os argumentos e conceitos criacionistas para suas observações e experimentos científicos.

Dessa forma, cada vez mais os argumentos, predições e evidências levantados pela TDI tem sido utilizados também por criacionistas adventistas a fim de demonstrar os sinais de inteligência detectados na natureza e a assinatura de um projeto da vida que “só provém de vida”. A Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), cujo presidente-fundador é adventista, tem publicado muitos materiais que incluem os argumentos do design. Cabe ainda mencionar que a SCB recém-lançou um curso a distância sobre criacionismo, que também traz bastante conteúdo relacionado ao design inteligente. O mesmo programa já está sendo ofertado em uma pós-graduação sobre criacionismo pelo Unasp. Além disso, nos últimos anos alguns líderes adventistas têm divulgado veementemente os atributos da teoria do design inteligente juntamente com as evidências criacionistas. Como podemos observar, é plenamente possível conciliar o criacionismo bíblico com a Teoria do Design Inteligente, e isso tem sido feito a cada ano com mais intensidade dentro da igreja.

Destaco, por exemplo, o trabalho feito pelo jornalista Michelson Borges. Desde 1998, ele vem incluindo o tema em suas palestras e pregações. Outros nomes se destacam no meio científico adventista, a exemplo do Dr. Ruy Vieira, do Dr. Nahor Neves de Souza Jr., da Dra. Marcia Oliveira, do Dr. Urias Takatohi, entre outros. Na região em que moro, o pastor Ericson Danese, líder de Jovens da sede administrativa adventista para a região Norte do Paraná, bem como o Dr. Agrinaldo Jacinto Jr. e o Dr. Rodrigo Meneghetti Pontes, diretor-presidente e vice-presidente, respectivamente, do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (NUMAR-SCB), têm dado especial contribuição para essa divulgação.

Como a TDI vê a questão da evolução proposta pelo naturalismo filosófico?

Em primeiro lugar, é importante esclarecer alguns pontos para que não haja generalizações e sejam entendidos dentro do contexto adequado. Os proponentes do design entendem e aceitam que a teoria da evolução trouxe grandes contribuições à história da ciência. Já está bem estabelecido o papel da seleção natural, das variações de baixo nível (conhecidas como o processo de microevolução observado nos experimentos de Lenski), especiação e ancestralidade comum com limitações.

Em segundo lugar, é preciso definir o que é “evolução” ou a qual tipo de evolução estamos nos referindo. Há pelo menos seis definições de “evolução”. Se por “evolução” entendemos “mudança ao longo do tempo” (microevolução ou “diversificação de baixo nível”, como alguns estudiosos propõem) ou até mesmo que organismos vivos estão relacionados pela ancestralidade comum (a origem das raças de cães a partir de lobos, por exemplo), então não existe nenhum conflito entre a teoria da evolução e a teoria do design inteligente. Porém, a TDI rejeita as propostas evolutivas ainda dominantes (Síntese Evolutiva Moderna ou neodarwinismo) que afirmam a possibilidade de grandes mudanças ao longo de milhões de anos dando origem a novas espécies conduzidas pela seleção natural que supostamente agiu por meio de mutações aleatórias. Ou seja, um processo não dirigido, imprevisível, sem nenhum propósito ou objetivo discerníveis e que não podem ser testados em laboratório.

Em sistemas biológicos, por exemplo, a TDI contraria tais pressupostos, pois defende a existência do conceito de complexidade irredutível no mundo molecular que jamais poderia ter se formado por meio de processos lentos, sucessivos e graduais. Já a ideia de ancestralidade comum no contexto neodarwinista ainda é uma questão em debate. No entanto, as evidências disponíveis levam a maioria dos adeptos da TDI a rejeitar também essa hipótese.

“Muitos cientistas têm se declarado publicamente contra a teoria da evolução. Isso demonstra que eles têm percebido suas falhas e lacunas”

Como é a aceitação da Teoria do Design Inteligente pela comunidade científica?

Muitos cientistas têm se declarado publicamente contra a teoria da evolução. Para se ter uma ideia, existe uma lista criada pelo Discovery Institute intitulada A Scientific Dissent from Darwin (A Dissidência Científica de Darwin). Isso demonstra que muitos têm percebido as falhas e lacunas que existem na teoria evolucionista. Sendo assim, a TDI encontra abertura ao redor do mundo para explanar suas propostas e argumentos. Isso porque muitos cientistas de renome têm aberto a mente para explicações alternativas sobre a complexidade da vida e a biodiversidade da natureza.

No Brasil, por exemplo, em 2013, foram realizadas palestras sobre Design Inteligente na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), espaço cedido pela própria instituição. No ano passado, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) promoveu e apoiou totalmente um curso de extensão acerca dos diferentes olhares sobre as origens (design inteligente, evolucionismo e criacionismo). A abertura ao debate e questionamentos em instituições públicas de ensino é um marco na história da ciência brasileira. Diversas outras instituições públicas e privadas de ensino também têm dado seu apoio para a causa. É necessário mencionar que muito dessa abertura ao diálogo se deve ao mérito do cientista e maior propagador atual da TDI no Brasil: o Dr. Marcos Nogueira Eberlin, presidente da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI).

Quando você aceitou essa teoria e passou a defendê-la?

A primeira vez que li a respeito da TDI foi por meio do livro Por que Creio (CPB), do jornalista Michelson Borges. Fiquei impressionado e interessado pelo tema ao ponto de ir pesquisar na internet se as evidências apresentadas pela TDI faziam sentido ou não. A conclusão: não só fazem sentido, como também consistem, na minha opinião, na melhor explicação para a complexidade percebida com meus próprios olhos nas estruturas biológicas. Entretanto, quando ganhei o exemplar da obra durante o I Congresso de Universitários Adventistas da Associação Norte Paranaense, em 2004, fiz uma leitura superficial dela. Considero que somente em 2013 eu estava realmente preparado para assimilar seu conteúdo. Reli o livro e fiquei maravilhado com as evidências científicas apresentadas por cientistas criacionistas e pró-design entrevistados pelo autor.

Na época em que tive esse primeiro contato com a TDI, estava fazendo pesquisas dentro de um laboratório de imunogenética. Assim, todas as evidências estavam diante dos meus olhos. Quer mais design do que na estrutura tridimensional do DNA? Ela é o melhor exemplo de codificação e compactação de informação. Desse modo, por meio da TDI é possível entender o ajuste fino nas sequências do código genético (ordem e organização) e a complexidade irredutível presente no ciclo de síntese de proteínas, no armazenamento e leitura da informação genética necessária para a construção dos blocos da vida e a transmissão de dados.

No fim de 2014, entrei de cabeça nas pesquisas sobre a TDI. Tudo aconteceu rápido demais, de maneira inesperada. Ao pesquisar grupos que tratavam sobre o tema, conheci alguns jovens de valor que já divulgavam a teoria nas mídias sociais. Então, em 2015, fui convidado por um deles para ser colunista do site TDIBrasil.org, uma das maiores fontes de divulgação da teoria no Brasil, e também iniciei o projeto de escrita do meu e-book.

Quais são os principais desafios para a disseminação da TDI?

A meu ver, o principal desafio se encontra no âmbito da divulgação científica. A ciência especializada se desenvolve, em grande parte, através do processo de publicação em revistas avaliadas por pares. Portanto, podemos fazer a seguinte pergunta: qual será o futuro das pesquisas com base em design? Apesar de os pesquisadores do design terem sido injustamente excluídos da literatura científica por muitos anos, acredito que as expectativas futuras sejam positivas, em grande parte, igualmente, devido à atual abertura científica ao diálogo, debate e crítica. Como escritor e divulgador da TDI, espero que os editores e revisores de periódicos científicos tradicionais tenham a mente aberta para uma análise justa e imparcial. Assim, os méritos científicos do design dependerão, exclusivamente, de seu conteúdo.

Em junho de 2015, você publicou o e-book Teoria do Design Inteligente: Evidências científicas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde. Qual é a contribuição dessa obra para a TDI?

Capa do livro Teoria do Design Inteligente

A ideia desse livro eletrônico surgiu durante o período em que atuei como colunista do site TDIBrasil.org. Percebi a escassez de bibliografia em português sobre o assunto. Tendo em vista que muitos brasileiros ainda não dominam idiomas como o inglês, decidi pesquisar, traduzir e desenvolver material bibliográfico de alta qualidade em nossa própria língua, fundamentado nas mais diversas e atuais evidências científicas disponíveis sobre o assunto. Por meio da obra, o leitor pode ter acesso a mais de 350 evidências científicas que apoiam o design. O e-book tem sido considerado uma contribuição ímpar no Brasil. Está registrado como uma das duas primeiras obras genuinamente brasileiras, relevantes e exclusivas acerca do design inteligente, ficando atrás apenas – em ordem cronológica – do livro Fomos planejados: a maior descoberta científica de todos os tempos, do Dr. Marcos Eberlin.

Fonte: Revista Adventista.