A “Era do Gelo”: uma perspectiva bíblico-científica

Antes de adentrarmos diretamente no assunto, é necessário entender que o conceito de “era do gelo” é utilizado por geólogos ou glaciologistas uniformitaristas para designar um período geológico de longa duração, isto é, de centenas de milhares a milhões de anos. Por sua vez, o modelo criacionista tem dado preferência ao uso dos termos “época do gelo ou “idade do gelo”, porque esses termos caracterizarem melhor sua proposta.

Mas a pergunta que permanece é a seguinte: Houve realmente uma “era do gelo”? De fato, há evidências convincentes de que, em certa época, o gelo cobriu grande parte do Canadá, as regiões norte e central dos Estados Unidos, Norte da Europa, Noroeste da Ásia, muitas cadeias montanhosas da Eurásia e do hemisfério sul e dos trópicos.[1: p.65, 2]

O modelo uniformitarista afirma que houve pelo menos cinco grandes “eras do gelo” em nosso planeta. Já o modelo criacionista entende que houve apenas uma época do gelo.[3] Realmente são encontradas características da Idade do Gelo em mais de 30% da massa terrestre, indicando cobertura passada por camadas de gelo ou glaciares, ao passo que, hoje, apenas 10% são glaciadas (principalmente Groenlândia e Antártida).[4]

Principais categorias de evidências de uma época glacial

Geológicas. Caracterizada pela presença atual de glaciares nas regiões Ártica e Antártica. Contagem de camadas anuais no núcleo de gelo (por exemplo, na Groenlândia).[5] Evidências nas rochas de marcas de abrasão, sinais de desgaste e arrasto.[1: p. 65] Morenas de glaciares, que são depósitos de fragmentos de pedras empurrados pelo gelo.[1: p. 64] Fiordes, que são grandes entradas de mar entre altas montanhas rochosas que sofreram erosão devido ao gelo e que podem ser vistas, principalmente, na Groenlândia, Islândia e Noruega. Blocos erráticos.[1: p. 65] Entre outros.

Químicas. Caracterizada principalmente pelas variações nas proporções de isótopos em fósseis, sedimentos (inclusive marinhos) e rochas. Assim, pode-se chegar a uma temperatura aproximada do ambiente naquela época.

Paleontológicas. Caracterizada pelas evidências de associações desarmônicas, isto é, alterações na distribuição geográfica dos fósseis que são a regra e não a exceção. As associações desarmônicas podem ser entendidas, por exemplo, através de animais de ambientes quentes quando encontrados em outras regiões geográficas mais frias.[6]

Causas da época do gelo (cenário uniformitarista)

Atualmente, existem mais de 60 teorias sobre as causas dessa época do gelo. Diante de um número tão grande de teorias percebemos que os uniformitaristas não sabem exatamente como aconteceu e não há uma explicação amplamente aceita sobre o que teria causado essa “era do gelo”. Isso porque não há eventos dessa proporção acontecendo hoje para que possamos utilizá-los a fim de explicar o passado. Os mantos de gelo, por exemplo, não estão atualmente se desenvolvendo e derretendo em grandes proporções.

Assim, não temos uma maneira eficiente de realmente observar como eles se formaram no passado [2]. Portanto, nesse contexto fica evidente que o “presente não é a chave para o passado”.

O cenário uniformitarista apresenta algumas dificuldades em interpretar as evidências disponíveis sobre a época do gelo. Esse cenário em que a geleira se expandisse cada vez mais por 100 mil anos ou mais se torna impossível, pois ficaria cada vez mais frio, e quanto mais frio, menos evaporação de água e, portanto, um clima muito seco. Logo, faltariam dois requisitos necessários para que se estabelecesse uma “era do gelo”: umidade e neve, simultaneamente.

Além disso, o uniformitarismo tem dificuldades em explicar as evidências de grandes lagos e rios em regiões atualmente áridas e semi-áridas de todo o planeta. Foram encontradas redes de drenagem extintas no deserto do Saara e restos de animais como o elefante, hipopótamo, crocodilo, girafa, antílope, e rinoceronte ao longo desses rios agora secos [7]. Outro grande problema que permanece é o fato da extinção em massa de milhares ou milhões de mamutes na Sibéria e no Alasca. As hipóteses correntes são as de que as extinções devem ter ocorrido devido à matança humana ou a mudança climática; todavia, ainda não há um consenso.

E como explicar as evidências de planícies não glaciadas, do Alasca, da Sibéria e do leste da Ásia? Isso tem sido outra dificuldade para a modelagem com base em uma escala de longo tempo onde supostamente deveria haver tempo suficiente para que até mesmo essas regiões ficassem totalmente cobertas por gelo. Outra pedra no sapato do modelo uniformitarista tem sido as associações desarmônicas, ou seja, presença de fósseis de animais aparentemente incompatíveis com a região geográfica em que foram encontrados.

E o que dizer das evidências massivas de vulcanismos intensos na maioria das regiões do planeta? Os uniformitaristas até reconhecem o vulcanismo intenso que ocorreu no Pleistoceno (suposto período na escala evolutiva compreendida entre 2,6 milhões de anos e 11.700 anos atrás em que teria ocorrido uma “era do gelo”), porém, o vulcanismo não é tido como mecanismo principal para o estabelecimento dessa mesma “era do gelo” devido à escala de tempo de longa duração de 100.000 anos ou mais. Dado o tempo longo, é simples de entender que o vulcanismo se tornaria insignificante.

Causas da época do gelo (cenário criacionista)

O modelo criacionista ou catastrofista apresenta o cenário ideal para explicar como e por que teria acontecido a época do gelo, pois descreve a ação simultânea de alguns requisitos essenciais: vulcanismo intenso e muita umidade e neve, simultaneamente. Apresentarei a seguir as etapas que, de acordo com o modelo, teriam dado início e mantido a época do gelo:

  1. Vulcanismo intenso. Atualmente, existem 1.500 vulcões conhecidos e as estimativas é a de que existam mais de 50.000 vulcões em terra e no fundo dos oceanos. Logo, atividade vulcânica intensa é o primeiro requisito que teria ocorrido no período do dilúvio. Ao fim do dilúvio, o mundo estaria coberto por vasta quantidade de gases e cinzas vulcânicas aprisionados na estratosfera, que causariam a reflexão dos raios solares de volta para o espaço.
  2. Menor incidência de radiação solar. Como menos radiação solar penetrando esse escudo, resultaria no resfriamento da Terra, e manteria os verões frios. Mas será que existem evidências de que isso teria acontecido? As grandes erupções modernas podem servir de evidência para entendermos que elas normalmente resfriam uma região em cerca de 1 ºC, e esse resfriamento dura cerca de três anos até que as cinzas e os gases precipitem, considerado tempo suficiente para iniciar uma “era do gelo”.[1: p. 66, 2] Nos anos 536 e 540, ocorreram duas erupções de grande magnitude e o efeito combinado baixou em 2 ºC a temperatura, o que produziu a década mais fria em dois mil anos, e afetou todo o mundo.[8] A erupção do vulcão Laki em 1783-1784 é considerada por muitos geólogos como uma pequena inundação por erupção de basalto que criou um campo de fluxo de lava de cerca de 15 km3 em 8 meses (tamanhos comuns de erupções modernas são <0,1 km3) e lançou cerca de 120 milhões de toneladas de dióxido de enxofre (cerca de três vezes a produção industrial anual na Europa, em 2016) e provocou a queda de temperatura na Europa de cerca de 1-3 °C [9]; o resfriamento resultou em invernos e verões rigorosos que conduziram à pobreza e à fome na Europa e a morte de milhares de pessoas [10]. A erupção do Monte Tambora, em 1815, na Indonésia, baixou a temperatura em cerca de 1 ºC e foi a maior já registrada, sendo responsável por provocar no ano seguinte aquilo que foi chamado de um “ano sem verão”.[11] Em 1883, por sua vez, a erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, baixou a temperatura em cerca de 0,5 °C por 5 anos consecutivos.[12]
  1. Vulcanismo contínuo. Para que se prolongasse o resfriamento e mantivesse a “era do gelo”, seria necessário que o vulcanismo intenso também fosse contínuo, não podendo ficar mais do que alguns anos sem erupções constantes, a fim de que os aerossóis fossem reabastecidos na atmosfera por centenas de anos após o dilúvio.[2] E, de fato, existem evidências científicas de que houve vulcanismo intenso por toda a Terra no Pleistoceno.[13] Foram encontradas numerosas camadas de cinzas, às vezes cobrindo grandes áreas. Somente no oeste dos Estados Unidos houve pelo menos 68 grandes quedas de cinzas durante a época glacial.[14]
  1. Neve e a reflexão dos raios solares. Quando o chão ficou coberto de neve, passou a refletir (como espelho) a radiação solar (90% de reflexão). Isso teria esfriado ainda mais o ar, acelerando o processo.
  1. Oceanos quentes. Para que muita neve (segundo requisito necessário) caísse, seria preciso muita umidade para que ela se condensasse e cobrisse todas as áreas afetadas naquela época. Gênesis 7:11 nos diz que as fontes do grande abismo se romperam. Logo, muita água quente subiu e se derramou sobre os oceanos pré-diluvianos, os quais provavelmente eram mais quentes do que os atuais. Sabe-se que a crosta terrestre aquece 30 °C a cada km de profundidade. Assim, o oceano estaria aquecido após o dilúvio, com uma temperatura máxima de 30 ºC para não ameaçar a vida marinha.[3]
  1. Umidade em grande quantidade. O vapor de água se formaria nos oceanos mornos, e migraria para os continentes por meio de correntes de convecção, e aí precipitaria na forma de neve, principalmente nas regiões altas e nos polos. Outra parte dessa umidade viria de grandes lagos formados nos continentes, quando a terra emergiu vagarosamente das águas do dilúvio, sendo represados atrás de barreiras de material empilhado.[1: p. 67]
  1. Máxima glacial. O ápice do resfriamento (máxima glacial) deve ter ocorrido 500 anos após o início da expansão do gelo. Depois disso, o oceano se esfriaria e diminuiria a precipitação de mais neve.[7]
  1. Oscilação da atividade vulcânica. A atividade vulcânica também oscilaria, apresentando picos e vales, seguindo uma tendência geral ao declínio e derretimento do gelo.[1: p. 68, 69] Esses picos e vales formariam camadas que corresponderiam ao que os pesquisadores identificam hoje como as várias “eras do gelo”; mas que corresponderiam apenas às fases de avanço e recuo de geleiras durante essa época, dando a aparência de mais de uma.[15] De acordo com Flori e Rasolofomasoandro, uma evidência direta está relacionada à “pequena glaciação do século 18, nas regiões árticas e no norte da Europa, que fez oscilar o limite do gelo em torno de alguns milhares de quilômetros, de norte a sul. Essa oscilação ocorreu em um intervalo de tão-somente 150 anos”.[15: p. 275] Além disso, estudo publicado em 1994 por cientistas uniformitaristas mostrou que a ideia de várias “eras glaciais” é apenas suposição.[16] Acreditava-se que três ou quatro “eras do gelo” teriam ocorrido no Canadá. Porém, os cientistas concluíram que houve apenas uma. Ademais, fósseis do Pleistoceno são raros em áreas glaciais, o que é curioso, pois se houvesse muitos interglaciais, deveria haver mais fósseis. Praticamente todas as extinções da megafauna foram após a última.

O que teria acontecido antes da época do gelo?

A temperatura era parcialmente uniforme. De acordo com o modelo criacionista, o clima era quente antes da chegada dessa época do gelo. Antártida, Ártico e os oceanos do Pacífico Norte (EUA), por exemplo, ainda não eram cobertos por gelo.[17] Mas será que existem realmente evidências para essa afirmação? Têm sido encontradas florestas subtropicais no Ártico e na Antártica antes que o gelo tivesse se formado nessas regiões. Cientistas descobriram embaixo do gelo uma floresta subtropical, com palmeiras e árvores de macadâmia.[18, 19] Outra evidência se concentra nos mamutes da Sibéria fossilizados com capim florido na boca e no estômago.[20, 21]

Rápido repovoamento após o dilúvio. Outro ponto interessante teria sido o rápido repovoamento da terra após o dilúvio. Existem evidências de que tanto a flora quanto a fauna podem se restabelecer rapidamente em uma região atingida por catástrofes. A ilha vulcânica de Surtsey, no sul da Islândia, por exemplo, surgiu no meio do oceano em 1963, com mais de 2 km, e em 50 anos já havia fauna e flora exuberantes.[22, 23] Em 1973, a ilha vulcânica de Nishinoshima foi vista pela primeira vez em erupção no meio do oceano pacífico, a cerca de 1.000 km ao sul de Tóquio.[24] Dentro de um mês, a ilha subiu 25 metros acima do nível do mar e, em apenas 40 anos de existência, já existia ali vegetação. Em 1980, o vulcão do Monte Santa Helena entrou em erupção e destruiu grande parte da vida vegetal e animal daquela região. Em apenas 25 anos, a fauna e a flora voltaram a tomar conta do lugar.[25]

Ademais, sabe-se que os elefantes, em apenas 300 anos, poderiam chegar a seis milhões de outros exemplares.[21] Os seres humanos, por sua vez, em apenas 1.200 anos, usando a taxa de crescimento atual (1,7-1,8), poderiam chegar a bilhões de outros indivíduos. De igual modo, os coelhos, em apenas 76 anos, poderiam chegar a dez bilhões.

Megafauna extinta. Após o dilúvio, houve o estabelecimento de uma megafauna. Os animais cresceram em tamanho (gigantismo), pois havia muita oferta de alimento e pouca competição (predadorismo). Dessa forma, haveria maior chance de esses animais gigantes sobreviverem ao frio durante a migração que viria a seguir. E hoje temos evidências dessa megafauna extinta por meio da paleontologia (fósseis) e dos achados arqueológicos (artes rupestres).

Migração humana e animal após o desembarque no Ararat. A migração de animais e humanos que ocorreu logo após a saída deles da arca na região do Ararat, hoje conhecida como Turquia, se deu por caminhos de terra entre os continentes. Mas alguns podem perguntar: Como isso pode ter acontecido, visto que hoje vemos extensões de água entre alguns continentes? O modelo criacionista pode explicar facilmente esse cenário ao entendermos que boa parte da água foi atraída pelo gelo da glaciação; logo, o nível dos mares certamente baixaria em vários metros, criando corredores muito extensos de terra seca em algumas regiões. Assim, rebanhos de animais atravessariam uma planície gramínea com 1.609 km de largura que se estenderia da Ásia pelo Estreito de Bering para a América do Norte.[26] E, de fato, existem evidências dessas migrações, ao levarmos em consideração as associações desarmônicas entre os fósseis encontrados nessas regiões. Ao norte da Sibéria, por exemplo, foram descobertos mamutes e mastodontes fósseis em gelo. O que estavam fazendo lá? Provavelmente, eram regiões de climas temperados, mesmo na época do gelo, devido ao fato de essa região ficar próxima à costa do oceano, que estava quente logo após o dilúvio.

Na região da Beringia, por sua vez, foram encontrados lobo, raposa, leão, camelo, cervos, preguiça, alces, castor gigante, lemming, porco, coiote, antílope, ovelhas, ratazanas, lebre e coelho, além de muitas espécies de aves, roedores, cavalos e bisões.[21] No sul da Inglaterra, também foram descobertos fósseis de hipopótamo, rinoceronte lanudo, boi-almiscarado, veados e crocodilos.[7]

Início e duração da época do gelo

De acordo com o naturalista Harry Baerg, “a formação e o desaparecimento dos lençóis de gelo devem ter ocorrido entre o tempo do dilúvio e o começo da história registrada”.[1: p. 70] É, portanto, razoável admitirmos que o início da idade do gelo coincida com a história da Torre de Babel, construída no vale do Sinar (atual Iraque) entre 100 e 130 anos após o dilúvio. E o que dizer da Bíblia? Existem relatos bíblicos sobre essa época do gelo? Podemos perceber na narrativa do livro de Jó, nos capítulos 6:16; 38:22, 29-30, um clima mais frio no princípio da história bíblica, datado entre 300-500 anos após o dilúvio.

De acordo com os cálculos feitos pelo mestre em Ciências Atmosféricas Michael Oard, a época do gelo pode ter durado menos de mil anos, mais especificamente 500 anos de acúmulo de gelo e 70 anos para derreter as camadas de gelo ao longo da borda, e cerca de 200 anos no interior do Canadá e da Escandinávia.[4, 27, 28] Existem evidências históricas relativas ao ano 1.454 a.C. (cerca de 300 anos após o dilúvio) em que Partholan, líder do segundo grupo a conquistar a Irlanda, teria desembarcado nessa região e registrado o número de lagos e rios existentes. Pouco tempo depois, na segunda colonização, havia um número bem maior de lagos e rios. Provavelmente, os registros irlandeses antigos evidenciaram o derretimento das camadas de gelo do norte europeu.[29] Segundo Ussher, o dilúvio ocorreu em 2.348 a.C. Portanto, a era glacial teria terminado mil anos após a grande inundação.

Fim da época do gelo

Extinção da megafauna. Existem evidências de que a megafauna que prosperou durante a época do gelo pós-dilúvio, equivalente ao período Pleistoceno na escala evolutiva de tempo, composta por exemplares do mamute lanoso (que viveu na Sibéria e no Alasca), do tigre dente-de-sabre (América do Norte) e da preguiça gigante (América do Norte), existiu nessas camadas e desapareceu no fim desse período de tempo.[26] A propósito, em relação a estes dois últimos animais sabe-se que, dois pesquisadores brasileiros estudaram os fósseis de cavernas na região da Lagoa Santa, em Minas Gerais, e encontraram colágeno nos ossos de amostras de espécimes de tigre dente-de-abre e de preguiça gigante. A datação por C-14 revelou que o fóssil do tigre dente-de-sabre possui 9.200 anos de radiocarbono, enquanto a preguiça gigante deu uma idade de 9.900 anos. Para os autores, o ser humano coexistiu com a megafauna durante esse período.[30, 31] Também sabe-se que os mamutes lanosos realmente eram adaptados ao frio.[32] A hipótese mais aceita é a de que eles prosperaram durante a época do gelo, especialmente nas planícies não glaciadas da Beringia, pois as temperaturas eram mais equânimes.[21]

Extinção dos mamutes. A extinção dos mamutes tem sido motivo de controvérsia até mesmo entre a comunidade criacionista. De acordo com a teoria das hidroplacas, do engenheiro mecânico Walter Brown, ás águas subterrâneas ejetaram da ruptura criada na crosta terrestre no início do dilúvio, e essas águas, ao chegarem à estratosfera, teriam congelado rapidamente, produzindo cristais de gelo que, ao caírem, teriam originado uma forte chuva torrencial, ao mesmo tempo em que teriam promovido o congelamento instantâneo (ultrarrápido) de animais como o mamute, encontrado na Sibéria e no Alasca.[33: p. 118] Por outro lado, amostras de tecidos de mamutes revelaram que eles morreram (deterioração) antes de serem enterrados e congelados no Permafrost das tundras.[21] As possíveis causas da morte desses mamutes têm sido atribuídas a: (1) terem ficado atolados no pântano (por serem regiões de permafrost); (2) levados pelas enchentes produzidas pelo degelo; ou (3) congelamento durante tempestades de neve com ventos soprando pó, que iriam enterrá-los ao fim da época do gelo.[21, 32]

Fase do degelo. A partir do momento em que o gelo começasse a derreter, o clima tornar-se-ia mais continental, com invernos mais frios e verões mais quentes. O oceano possivelmente se tornou mais frio do que hoje, e o clima mais seco. Os grandes mamíferos teriam sido especialmente suscetíveis à seca.[21]

Fim do degelo. As águas doces do degelo seriam menos densas que a água do mar, e formariam uma camada superficial sobre o oceano, congelando essa camada durante a noite. É nesse momento que os grandes blocos de gelo sobre o mar do norte (com vidas preservadas neles) se formariam com as evidências de fossilização desarmônicas que vemos hoje. Muitos animais eram pesados e afundavam no gelo.[34] Inclusive, há evidências de animais da megafauna apresentando características de sufocamento e membros quebrados.[21]

Animais ilhados. Para Harry Baerg, “a água resultante do degelo fez com que o nível do mar subisse e algumas pontes de terra (estreito de Beringher e Australásia), que existiam durante o período glacial, submergiram”.[1: p. 70] Isso explicaria por que alguns grupos de animais como, por exemplo, os cangurus teriam ficado ilhados na ilha continental australiana. Aliás, é interessante pensarmos o por que dos cangurus terem se dirigido rumo à Austrália. Alguns criacionistas hipotetizam que talvez eles estivessem apenas retornando ao seu local de origem, uma vez que antes do dilúvio havia apenas um único continente não fragmentado.[35] Mas como eles teriam reconhecido o caminho de volta? A hipótese é a de que retornaram ao seu território nativo através de uma direção “especial”, ou seja, por meio de instintos de localização (GPS biológico) como os que se observam em pássaros, peixes, insetos e outros animais migratórios.

Formação dos desertos. Uma das consequências de uma época do gelo é o ressecamento, pois a umidade congela e resseca o ambiente (exemplo do ar condicionado). Esse ressecamento provavelmente deu origem ao processo de desertificação em algumas regiões do planeta.[7]

Texto originalmente publicado em 31/10/2016 no Blog Criacionismo.

Referências:

[1] Baerg HJ. O mundo já foi melhor. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1992.

[2] Oard M. The Genesis Flood Caused the Ice Age. Capítulo 7. In: Oard M. Frozen in time: The Woolly Mammoth, the Ice Age, and the Bible. Green Forest, AR: Master Books, 2004. 217p.

[3] Oard M. The Ice Age and the Genesis Flood. Acts & Facts. 1987; 16(6).

[4] Oard M. What caused the Ice Age? Journal of Creation 2014a; 36(3):52–55.

[5] Woodmorappe J. Greenland ice cores: implicit evidence for catastrophic deposition. Journal of Creation 2002; 16(3):14–16.

[6] Oard M. The puzzle of disharmonious associations during the Ice Age. Journal of Creation 2012; 26(3):15–17.

[7] Oard MJ. A post-flood ice-age model can account for Quaternary features. Origins 1990a; 17(1):8-26.

[8] Toohey M, et al. Climatic and societal impacts of a volcanic double event at the dawn of the Middle Ages. Climatic Change 2016; 136(3):401–412.

[9] Thordarson T, Self S. Atmospheric and environmental effects of the 1783-1784 Laki eruption: A review and reassessment. Journal of Geophysical Research. 2003; 108(D1):AAC7-1-AAC7-29.

[10] Grattan J, Durand M, Taylor R. Illness and elevated human mortality in Europe coincident with the Laki Fissure eruption. Geological Society, London, Special Publications. 2003; 213:401-414.

[11] Stothers RB. The Great Tambora Eruption in 1815 and Its Aftermath. Science. 1984 15;224(4654):1191-8.

[12] Bradley RS. The Explosive Volcanic Eruption Signal in Northern Hemisphere Temperature Records. Climatic Change 1988; 12(3): 221–243.

[13] Charlesworth JK. The Quaternary Era, Vol. 2, London, Edward Arnold, 1957, p.601.

[14] Izett GA. Volcanic ash beds: recorders of upper Cenozoic silicic pyroclastic volcanism in the western United States. Journal of Geophysical Research 1981; 86(B11):10200-10222.

[15] Flori J, Rasolofomasoandro H. Em Busca das Origens: evolução ou criação? Brasília: SCB, 2002, p. 274.

[16] Young RR, Burns JA, Smith DG, Arnold LD, Rains RB. A single, late Wisconsin, Laurentide glaciation, Edmonton area and southwestern Alberta. Geology. 1994; 22:683–686.

[17] Oard MJ. An Ice Age Caused by the Genesis Flood, Institute for Creation Research, El Cajon, CA, pp. 124–128, 1990b.

[18] Francis J, et al. 100 Million Years of Antarctic Climate Evolution: Evidence from Fossil Plants. In: Cooper AK, et al. Antarctica: A Keystone in a Changing World. Proceedings of the 10th International Symposium on Antarctic Earth Sciences. 2008. Washington, DC: The National Academies Press.

[19] Berry CM, Marshall JEA. Lycopsid forests in the early Late Devonian paleoequatorial zone of Svalbard. Geology. 2015; 43(12):1043-6.

[20] Lisboa LC, Andrade RP. Grandes Enigmas da Humanidade. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1971.

[21] Oard M. The extinction of the woolly mammoth: was it a quick freeze? Journal of Creation 2000; 14(3):24–34.

[22] Magnusson B, Magnusson SH. Vegetation succession on Surtsey, Iceland during 1990–1998 under the influence of breeding gulls. Surtsey Research 2000; 11:9–20.

[23] Roth A. Origens. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001.

[24] Maeno F, Nakada S, Kaneko T. Morphological evolution of a new volcanic islet sustained by compound lava flows. Geology 2016;44(4):259.

[25] La Corte R. 25 years afterblast, St. Helens comes back to life. NBC News.com (5/18/2005). Disponível em: http://www.nbcnews.com/id/7830509/#.WAVPRlQrI_5

[26] Snelling AA, Matthews M. When Was the Ice Age in Biblical History? Answers magazine, 2013.

[27] Oard M. An Ice Age Within the Biblical Time Frame. Proceedings of the First International Conference on Creationism, Vol.II, Technical Symposium Sessions and Additional Topics, Pittsburgh, Pennsylvania, 1986, pp. 157–166.

[28] Oard M. Setting the Stage for an Ice Age. Answers magazine, 2007.

[29] Cooper B. Depois do dilúvio. 1. Ed. Brasília: SCB, 2008, p.202.

[30] Neves WA, Piló LB. Solving Lund's dilemma: new AMS dates confirm that humans and megafauna coexisted at Lagoa Santa. Current Research in the Pleistocene 2003; 20:57-60.

[31] Piló LB, Neves WA. Novas datações 14C (MAS) confirmam a tese da coexistência do homem com a megamastofauna pleistocênica na região cárstica de Lagoa Samta, MG. XXVII Congresso Brasileiro de Espeleologia, SBE, Minas Gerais, 2003, 100-104.

[32] Oard M. Woolly mammoths were cold adapted. Journal of Creation 2014b; 28(3):15–17.

[33] Brown W. In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood. 6. Ed. Phoenix, AZ: Center for Scientific Creation, 1995.

[34] Veith WJ. The Genesis conflict. 2. Ed. Canadá: Amazing Discoveries, 2002, pp. 143-147.

[35] Gibson LJ. Patterns of mammal distribution. Manuscrito não publicado, distribuído pelo Geoscience Research Institute, Loma Linda University, Loma Linda, CA.


Novo estudo com DNA confirma a história de Noé

Os ensinamentos evolutivos sustentam que toda a humanidade surgiu a partir de uma população de ancestrais comuns aos macacos a partir dos quais os chimpanzés também evoluíram. Mas Gênesis, o restante da Bíblia e Jesus ensinam que toda a humanidade surgiu a partir dos três filhos de Noé e de suas esposas. Uma nova análise do DNA mitocondrial humano apresenta duas novas evidências que validam o relato bíblico sobre a origem da humanidade.

O DNA mitocondrial é passado para os filhos através da linhagem materna. As células-ovo da mãe transmitem seu DNA mitocondrial (mtDNA) para a mitocôndria celular de cada recém-nascido. Este anexo único de DNA contém 16.569 bases − seja adenina, guanina, citosina ou timina (A, G, C, T) − que codificam a informação celular vital, como um manual de instruções. Os cientistas vêm comparando as diferenças genéticas entre cada grande grupo populacional em todo o mundo. Como essas diferenças surgiram?

Supondo que Deus colocou a sequência ideal de mtDNA em Eva, todas essas diferenças surgiram por mutações desde a maldição em Gênesis 3, cerca de 6.000 anos atrás. Outros cientistas mediram a taxa com a qual ocorrem erros de cópia no DNA. Embora muito lento – adquirimos cerca de uma mutação a cada seis gerações −, algumas dezenas de mutações poderiam aparecer após vários milênios. Isso preparou o palco para pesquisadores poderem comparar previsões dos modelos contra as diferenças medidas no mtDNA.

O biólogo molecular criacionista Dr. Nathaniel Jeanson baixou dados da sequência do genoma mitocondrial humano disponíveis publicamente para fazer exatamente isso. Publicados em Answers Research Journal, seus resultados mostram que o número de diferenças de mtDNA de hoje corresponde exatamente ao número previsto pelos 6.000 anos bíblicos da história humana.[1] O DNA mitocondrial de todo o mundo não mostra nenhum traço de 200.000 anos ou mais que o modelo evolutivo prevê.

Geneticistas construíram diagramas na forma de árvores filogenéticas usando softwareque coloca as sequências genéticas mais semelhantes perto umas das outras, e as sequências mais desiguais sobre os ramos mais longos. Jeanson encontrou pelo menos dois padrões distintos na árvore filogenética do mtDNA humano que confirmam Gênesis.

O centro do diagrama mostra três troncos principais. Cada um reflete uma sequência específica de mtDNA com apenas poucas diferenças dos outros dois. Poderiam esses três troncos representar o único mtDNA das esposas de Sem, Cam e Jafé?

Um segundo padrão emergente que também se encaixa na explicação das três esposas. Assumindo maior tempo entre cada geração, de acordo com o relato bíblico da expectativa de vida antes do dilúvio, e usando a taxa de mutação lenta dos dias de hoje, os 1.656 anos entre Adão e Noé teriam produzido o pequeno número de diferenças que as linhas curtas entre cada tronco representam.

Jeanson comparou o pequeno número de diferenças do mtDNA entre cada tronco, ou nó central, com o número relativamente grande de diferenças nos ramos. Ele escreveu:

“Cerca de 1.660 anos se passaram desde a criação até o dilúvio, enquanto 4.365 anos se passaram desde o dilúvio até o presente – uma relação de tempo de aproximadamente 2,6:1. Coerente com isso, os ramos que conectam os nós uns aos outros eram muito mais curtos do que os ramos de dispersão dos nós – como se os ramos curtos representassem as mutações pré-diluvianas, e os longos ramos representassem as mutações pós-dilúvio.”[1]

Parece que a genética moderna confirma Gênesis, que diz:

“Então saiu Noé, e seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos com ele” (Gênesis 8:18).

Esse estudo produziu dois resultados que confirmam o relato de Gênesis. Primeiro, a árvore do mtDNA humano tem três troncos, o que se encaixa no modelo de Gênesis segundo o qual todos os povos descendem de basicamente três mães – as esposas de Sem, Cam e Jafé. Em segundo lugar, 6.000 anos de taxa de mutação lenta de hoje produziriam exatamente o número medido atualmente de diferenças no mtDNA. A genética mais uma vez confirma Gênesis.

Nota do autor: Vale lembrar que em 2004 estudo publicado na Nature[3] descobriu que após o período equivalente ao dilúvio bíblico existiu um ancestral comum a toda humanidade. O estudo afirmou que as diferenças raciais da população têm uma origem recente: entre 2.000 e 5.000 anos atrás. Além desse, outros estudos publicados nas revistas Science[4] eNature[5] mostraram que a espécie humana sofreu uma explosão de variação do genoma humano devido à entropia genética (mutações deletérias) entre 5.000 e 10.000 anos atrás. Época condizente com o relato do dilúvio de Noé.Nota do autor: Vale lembrar que em 2004 estudo publicado na Nature[3] descobriu que após o período equivalente ao dilúvio bíblico existiu um ancestral comum a toda humanidade. O estudo afirmou que as diferenças raciais da população têm uma origem recente: entre 2.000 e 5.000 anos atrás. Além desse, outros estudos publicados nas revistas Science[4] e Nature[5] mostraram que a espécie humana sofreu uma explosão de variação do genoma humano devido à entropia genética (mutações deletérias) entre 5.000 e 10.000 anos atrás. Época condizente com o relato do dilúvio de Noé.

Texto traduzido do original Thomas[2] e publicado originalmente em 16/06/2016 no Blog Criacionismo.

Referências

[1] Jeanson, N.T. “On the Origin of Human Mitochondrial DNA Differences, New Generation Time Data Both Suggest a Unified Young-Earth Creation Model and Challenge the Evolutionary Out-of-Africa Model.” Answers Research Journal. 9 (2016): 123-130. Disponível em: https://assets.answersingenesis.org/doc/articles/pdf-versions/arj/v9/out_of_africa_model.pdf

[2] Brian Thomas. “New DNA Study Confirms Noah.” Institute for Creation Research. (16 Mai 2016). Disponível em: http://www.icr.org/article/9325/

[3] Rohde DLT, Olson S, Chang JT. “Modelling the recent common ancestry of all living humans.” Nature 2004;431:562-566. Disponível em:http://www.nature.com/nature/journal/v431/n7008/full/nature02842.html

[4] Tennessen JA, et al. “Evolution and functional impact of rare coding variation from deep sequencing of human exomes.” Science. 2012 Jul 6;337(6090):64-9. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22604720

[5] Fu W, et al. “Analysis of 6,515 exomes reveals the recent origin of most human protein-coding variants.” Nature. 2013 Jan 10;493(7431):216-20. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23201682


Saltadores-do-lodo (mudskippers): maravilhas do lamaçal!

Se você já viu um documentário da vida selvagem em manguezais tropicais, provavelmente deve ter observado mudskippers no trabalho e nas brincadeiras. Esse peixe incomum, com cerca de 15 cm de comprimento, pertence ao gênero Gobius (pequenos peixes marinhos).[1] Enquanto estão na água, eles não parecem mais notáveis do que outros peixes. No entanto, uma vez que a maré se vai para expor os alagados, se torna um assunto completamente diferente. As palhaçadas do mudskipper em terra são certamente divertidas de assistir. Para se mover, ummudskipper se joga para a frente, fazendo “flexões” com suas nadadeiras peitorais, um tipo de locomoção chamado crutching (termo relacionado ao ato de andar com a ajuda de muletas).[2] Quando dois mudskippers macho disputam território, eles estufam seus peitorais e mantêm a boca aberta, dando cabeçadas nas laterais do adversário. Essa cena cômica foi divertidamente capturada na série de TV sobre vida selvagem chamada “Life”.[3] O mais dramático é que um mudskipper pode tentar atrair a atenção de um companheiro por meio de um salto impressionante para o ar, seguido de um pouso deselegante.

O pior pesadelo de um criacionista?

Um peixe que passa a maior parte da vida na terra do que na água e “anda” sobre suas nadadeiras peitorais é certamente uma raridade. Alguns evolucionistas já se utilizaram domudskipper como uma suposta evidência contra a criação bíblica. Em um conhecido site anticriacionista, um blogueiro alegremente respondeu a uma imagem de dois mudskippersindonésios com o comentário: “Oh, não! O pior pesadelo dos criacionistas: um peixe caminhando!”[4]

Um vídeo online também expressa isso como um grande “pesadelo dos criacionistas”.[5] Entre as razões dadas estão o método incomum de respiração dos mudskipper e seus olhos originais (no topo da cabeça). No entanto, o golpe de misericórdia, de acordo com certos evolucionistas, é que “as nadadeiras dianteiras já não podem mais ser chamadas de barbatanas: elas são, claramente, uma transição entre barbatanas e pernas mais complexas, para andar sobre a terra”. A conclusão triunfal alcançada? “Sabendo de tudo isso, como você pode sempre alegar que não existem espécies transitórias?”

Aceitando o desafio

Contrariamente a essas afirmações confiantes, esse peixe anfíbio fascinante e único não é, de forma alguma, um problema para aqueles que veem Gênesis 1-11 como um relato histórico literal. Periodicamente, a revista Creation tem confrontado noções evolucionistas sobre peixes estranhos e maravilhosos e animais como peixes, tais como o axolotl[6] e o brachionichthyidae,[7] semelhantemente mencionados como transições evolutivas ou atavismos. Então, o que dizer de mudskippers?

Suas nadadeiras peitorais robustas são distintas daquelas da maioria dos outros gobies, possuindo hipermobilidade articular devido à sua dupla articulação móvel. Os músculos das barbatanas também são incomuns, sendo divididos em seções que movem os raios superiores e inferiores da nadadeira independentemente.[8] Estudos têm demonstrado que os raios da nadadeira são parcialmente desfeitos quando se deslocam sobre a terra, mas estão posicionados para dar o máximo de apoio para o pé sobre a lama.[9] A anatomia e a implantação dessas barbatanas fornecem a força necessária, flexibilidade, controle e amplitude de movimento para o estilo de vida do mudskipper no lamaçal.

Modificação evolutiva lenta e gradual desses órgãos cruciais de movimento exigiria muitas mutações simultâneas para o acréscimo de informação ocorrendo apenas nos lugares certos e nos momentos certos – mutações que alterassem o sistema músculo-esquelético, a fiação dos nervos e, mais importante, o desenvolvimento embrionário das barbatanas. Em vez disso, uma extensa pesquisa sobre esses tipos de alterações genéticas complexas especificadas não forneceu nenhuma evidência de que essas alterações possam ocorrer, e muito menos em tais coincidências coordenadas, como seriam necessárias.[10] Além disso, cada mutação precisa fornecer uma vantagem distinta para os peixes, a fim de ser “fixada” pela seleção natural. A probabilidade de tudo isso ocorrer é muito pequena.

O peixe que pisca

Especializações de olhos em criaturas vivas são frequentemente reivindicadas para demonstrar a verdade da evolução, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Por exemplo, o peixe de superfície anableps (que possui olhos com o equivalente a lentes bifocais)[11] e o peixe de profundidade Dolichopteryx longipes (com seus olhos telescópicos que funcionam como espelhos para refletir flashes da luz bioluminescente de outros animais)[12] são ambos criaturas cujos desenhos de olho não podem ser explicados por apenas uma estória contada.

Mudskippers têm visão excelente ao redor,[13] que faz todo o sentido para uma criatura que poderia facilmente se tornar um saboroso lanche para os predadores, e atesta contra a suposta evolução lenta dessa funcionalidade ao longo de milhões de anos. Todas as espécies mudskipper têm olhos proeminentes posicionados em cima da cabeça, mais para frente do que na maioria dos outros peixes. Isso lhes dá visão estereoscópica limitada, permitindo a percepção de profundidade como em seres humanos. Músculos oculares externos formam um assento para os olhos do tipo de uma rede, permitindo-lhes ser levantados ou abaixados à vontade[14] e até mesmo ser completamente fechados no interior da pele cheia de líquido, quando necessário. Essa característica é essencial para manter os olhos úmidos, e os torna únicos como peixes que piscam.

A retina sensível à luz de cada olho é inclinada, de modo que está mais longe da lente em direção ao topo do olho.[15] Isso significa que pode focar objetos a diferentes distâncias com as partes superior e inferior do olho, um recurso útil para um peixe que está tanto dentro quanto fora da água.

Para qualquer uma dessas especializações complexas surgir por erros genéticos não guiados é improvável, para dizer o mínimo. Consideradas em conjunto, essas características de olhos do mudskipper representam uma solução de design brilhante para seu estilo de vida peculiar. Basta supor que olhos salientes, de alguma forma, evoluíram, mas os copos especiais hidratantes ainda tinham que aparecer e/ou a relação especial lente-retina ainda tinha que surgir. Peixe tentando fazer isso na terra, sem que conseguisse focar corretamente em objetos, e cujos olhos estavam sujeitos a ser danificados pelo ambiente seco, teria sido extremamente desfavorecido e menos apto para sobreviver.

Especialistas em respiração pela pele

Mudskippers não respiram através de brânquias, as quais são utilizadas em vez de excretar resíduos de produtos como amônia.[16] Em vez disso, a troca gasosa ocorre em toda a superfície de toda a pele, que deve ser mantida úmida para o propósito. Isso inclui a mucosa interna da boca e da garganta, que, como nossos próprios pulmões, são superfícies umedecidas revestidas com capilares sanguíneos. Mudskippers podem engolir bocados de ar através do alargamento da cavidade da garganta ao fechar uma válvula especial às brânquias. Enquanto estão na água eles são, de fato, menos eficientes na troca gasosa do que a maioria dos outros peixes, mantendo seu batimento cardíaco e o metabolismo geral a um nível reduzido para conservar oxigênio. Esse conjunto de características especiais para respiração do ar faz sentido em uma criatura que vive o estilo de vida do mudskipper. No entanto, é difícil contemplar como as forças cegas da evolução poderiam gradualmente ter mudado um peixe de respiração branquial (perfeitamente adaptado à vida em água) em uma boca e corpo de peixe anfíbio de respiração em superfície. Em cada um dos numerosos passos intermédios distantes de um peixe verdadeiro, desafios fisiológicos e anatômicos deixariam sua cabeça feia, tornando qualquer alegação de benefício de sobrevivência um pensamento ilusório.

Nada foi deixado ao acaso no projeto do mudskipper. Por exemplo, peixes em geral devem manter um revestimento muco viscoso como uma barreira contra diversos parasitas. Isso é muito mais importante para mudskippers devido ao fato de ele deslizar sobre a terra e através de suas tocas (ver mais informações abaixo). O muco dos mudskippers faz mais do que apenas lubrificar a pele, reduzindo o arrasto. Pesquisas recentes têm mostrado que ele também tem atividade antimicrobiana contra uma vasta gama de bactérias.[17] Isso inclui muitos que infectam os seres humanos, de modo que estudar esse muco pode beneficiar a humanidade.

Mudskippers atestam a criação

Mudskippers realmente são maravilhas dos mangues e alagados. Quer nos concentremos em seus olhos especiais, em sua respiração única ou reflitamos sobre sua divertida barbatana caminhante, esses peixes parecem ter uma combinação ideal de características para as criaturas que vivem na água e sobre a terra. Seus vários “desvios” da anatomia dos peixes normais mostram uma economia de design, com as partes complexas de cada sistema do corpo claramente especificadas (por instruções do DNA) e afinadas. Mudskippercertamente não é a razão para os criacionistas ter pesadelos! Aqueles que optarem por acreditar no contrário parecem ser voluntariamente ignorantes (2 Pedro 3:5).

Um pouco mais sobre o mudskipper
- Mais de 30 espécies de mudskippers existem (em cinco gêneros) e compõem a maior parte da subfamília Oxudercinae, classificadas na família Gobiidae (gobies). A especialização em mudskippers torna improvável que todos os gobies façam parte do mesmo tipo criado, no entanto.
- Mudskippers no gênero Periophthalmus fazem aquaristas gostar de alimentá-los com insetos, aranhas e outros alimentos vivos pela mão.[16]
- O tamanho médio de adultos depende das espécies, em média de 15 a 25 cm de comprimento.
- Mudskippers têm muitas especializações para a vida anfíbia. Por exemplo, em terra, eles escavam tocas em forma de J nas quais podem criar seus filhotes.
- A escavação de tocas envolve o carregamento com a boca cheia de lama macia, cuspindo-a para fora na superfície – um trabalho constante em uma zona intertidal (isto é, entre marés).[3]
- A lama e a toca aquática é muito pobre em oxigênio, então o ar de fora é engolido e liberado na parte interna da toca para arejar os ovos.[18]

Texto traduzido do original Bell [2012] e publicado originalmente em 30/12/2015 no Blog Criacionismo.

Referências

[1] Outros nomes são “kangaroo fish” e “johnny jumpers”.

[2] Pace CM, Gibb AC, Mudskipper pectoral fin kinematics in aquatic and terrestrial environments, J. Exp. Biol. 2009; 212(14):2279–2286.

[3] Episódio 4 “Fish, Série “Life” da BBC, Minutos: 17:10s-21:35s, apresentado por David Attenborough, no YouTube. Disponível em:

[4] Comentários em pandasthumb.org. Disponível em: http://pandasthumb.org/archives/2009/02/periophthalmus.html

[5] Acessado no Youtube. Disponível em:

[6] O peixe axolotl pode transformar (em poucas semanas) seu estilo de vida aquático para terrestre, incluindo o encolhimento de suas brânquias e um aumento na função pulmonar.In: Dykes J. The Axolotl: The fish that walks? Creation 2005; 27(4):21–23. Disponível em:http://creation.com/the-axolotl-the-fish-that-walks

[7] May K. Rare Australian fish has fins like hands, Creation 2006; 28(3):28–29. Disponível em: http://creation.com/rare-australian-fish-has-fins-like-hands

[8] Ref. 2, p. 2279. Em outros gobies, estes músculos abdutores superficialis são músculos simples (não-divididos).

[9] Ref. 2, p. 2285.

[10] Sarfati J. Refuting Evolution 2. Powder Springs, GA: Creation Book Publishers, 2011, capítulo 5. Disponível em: http://creation.com/refuting-evolution-2-chapter-5-argument-some-mutations-are-beneficial

[11] Grigg R. The fish with ‘four eyes’ (Anableps). Creation 1995; 18(1):52. Disponível em:http://creation.com/the-fish-with-four-eyes-anableps

[12] Sarfati J. Four-eyed spookfish has mirror eyes. Creation 2009; 31(4):32–33. Disponível em: http://creation.com/four-eyed-spookfish-mirror-eyes

[13] Seus campos visuais abrangem quase 180 graus para cada olho!

[14] Schwab IR. Janus on the mudflats. British Journal of Ophthalmology 2003; 87(1): 13. Disponível em: http://bjo.bmj.com/content/87/1/13.full.pdf+html

[15] Ver site do pesquisador Gianluca Polgar. Seção: Ecophysiology. Vision and mechanoreception, 2013. Disponível em: http://www.mudskipper.it/VisMech.html

[16] Muitas das informações neste parágrafo é cortesia do pesquisador Gianluca Polgar. In: Polgar G. Mudskippers: an introduction for aquarists. Disponível em:http://www.wetwebmedia.com/ca/volume_7/volume_7_1/mudskippers.html

[17] Em muitos peixes, ação antibacteriana do seu muco é muito mais específico para uma determinada bactéria. In: Ravi V, Kesavan K, Sandhya S, Rajagopal S. Antibacterial activity of the mucus of mudskipper Boleophthalmus boddarti (Pallas, 1770) from Vellar Estuary.AES Bioflux 2010; 2(1):11–14. Disponível em:http://www.aes.bioflux.com.ro/docs/2010.2.11-14.pdf

[18] Lee HJ, Martinez CA, Hertzberg KJ, Hamilton AL, Graham JB. Burrow air phase maintenance and respiration by the mudskipper Scartelaos histophorus (Gobiidae: Oxudercinae). J. Exp. Biol. 2004; 208(1):169–177. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15601887

[19] Bell P. Mudskippers—marvels of the mud-flats! Creation 2012; 34(2):48-50. Disponível em: http://creation.com/mudskipper


Fatos científicos que você não vê nos livros didáticos

A geologia diluviana interpreta a história geológica da Terra em termos de catástrofes associadas a um dilúvio universal, conforme descrito no livro do Gênesis. A paleontologia, por sua vez, é a investigação científica da história passada da vida na Terra, sendo de considerável interesse para a comunidade criacionista. A paleontologia criacionista está relacionada geralmente à história da morte em massa dos organismos e não necessariamente a como eles teriam vivido. Assim, veremos aqui alguns fatos que sugerem a veracidade do relato bíblico de nossas origens e que, a propósito, não estão contemplados nos livros didáticos.

Formação rápida de camadas sedimentares na natureza

Em 1967, o geólogo criacionista norte-americano Edwin McKee relatou suas observações de que camadas poderiam ser formadas rapidamente na natureza com a ação da água.[1] Para McKee, o depósito era um sistema de camadas formadas simultaneamente, onde os sedimentos haviam sido depositados na mesma forma estratigráfica encontrada nas rochas da coluna geológica. Ele chegou a essas conclusões por meio de suas pesquisas com o evento que ocorreu em 1965, no rio Bijou Creek, no estado do Colorado, EUA. Esse rio transbordou devido a uma chuva torrencial que durou 48 horas e produziu um depósito de sedimentos de 3,5 metros. Esse depósito apresentou classificação de partículas e planos de estratificação.

Em 1980, ocorreu a erupção do Monte Santa Helena, localizado no Estado de Washington, EUA. Essa erupção e seus fluxos piroclásticos provocaram deslizamentos de terra que derrubaram florestas, e árvores foram sendo arrastadas e enterradas em pé, nos sedimentos depositados no fundo do Lago Spirit Lake.[2, 3] Ademais, a erosão rápida formou pequenos cânions e houve formação de turfeiras devido ao acúmulo de cascas, folhas, galhos e raízes de árvores. Mas o resultado principal desse evento catastrofista é que, em três horas de fluxo catastrófico (erupção e deslizamento), foi produzido umdepósito de sedimentos de sete metros, demonstrando a possibilidade de formação rápida de estratos geológicos.

Além disso, geólogos criacionistas estudaram o curioso caso de troncos de árvores arrastados e depositados na posição vertical, em diferentes momentos, com suas raízes enterradas em diferentes níveis, no fundo do lago Spirit Lake, com sedimentos em torno de suas bases, e que explicariam a formação rápida dos “fósseis poliestratos” ou da floresta petrificada do parque Yellowstone, representantes fósseis que, sob a perspectiva evolucionista, atravessam eras evolutivas.[4-7] Um dos geólogos que se destacou em publicações científicas sobre as “florestas fósseis” foi o Dr. Harold Coffin (in memoriam), membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia e pesquisador do Earth History Research Center mantido pela Southwestern Adventist University. Ele foi o primeiro cientista a entrar na área do Spirit Lake.

Outro geólogo que chamou a atenção da comunidade científica em relação às florestas petrificadas do Parque Nacional de Yellowstone foi o pós-doutor em geologia Arthur Chadwick.[8] O Dr. Chadwick também é membro da IASD e, na época, pesquisador da Universidade de Loma Linda. Ele conduziu um estudo que esclareceu a história deposicional das árvores petrificadas nessa região.

Formação rápida de camadas estratigráficas em laboratório

Os experimentos de laboratório do Dr. Guy Berthaut têm sido utilizados por criacionistas como evidência para fortalecer a tese da formação rápida de todas as camadas estratigráficas devido a catástrofes associadas a um dilúvio universal. Esses experimentos confirmaram a pesquisa anterior do Dr. Edwin McKee. Os experimentos foram feitos em grandes canaletas com paredes de vidro, por onde passava água contendo sedimentos. Assim, a deposição dos sedimentos podia ser observada.[9-11]

Berthaut demonstrou que o escoamento da água tende a segregar os sedimentos de acordo com o tamanho das partículas (granulometria). As partículas, por sua vez, passam então a desacelerar pelos sedimentos já depositados, dando origem a lâminas superpostas que se formam na direção do escoamento. Por meio desses experimentos ficou demonstrada a natureza mecânica da estratificação.

Berthaut descobriu também que os estratos podem ser formados ao mesmo tempo, tanto na vertical quanto na horizontal, convalidando as observações anteriores de Johanes Walther, que demonstrou que os Princípios da Estratificação não se aplicam quando há escoamento.[12] O experimento sugeriu de igual modo que as camadas sobrepostas não se sucedem cronologicamente. Pesquisas similares obtiveram os mesmos resultados: a estratificação é resultante da sedimentação produzida pelo escoamento da água.[13, 14] Portanto, é possível que a formação das camadas encontradas na coluna geológica tenha sido resultante de um processo hidrodinâmico rápido e não de uma sedimentação lenta por milhões ou bilhões de anos.

No entanto, de modo algum podemos afirmar que o trabalho de Guy Berthault seja suficiente para servir de argumentação de que os depósitos sedimentares ocorreram de forma rápida. Isso porque, conforme explica o geólogo criacionista Dr. Marcos Natal, professor de Geologia e Paleontologia do UNASP,

“a estratificação espontânea é um fenômeno natural, reconhecido e facilmente explicado, mas não reflete tudo que observamos nas bacias sedimentares”. Segundo ele, “o que o experimento demonstra é a formação de lâminas através de um princípio mecânico muito simples. Embora encontremos laminas nas bacias sedimentares, a feição principal são camadas, muitas delas maciças (não laminadas), que podem chegar a 200m, 300m, 400 metros ou mais, com estruturas internas às vezes muito complexas”.

Dr. Natal acrescenta que

“são várias as estruturas sedimentares que os experimentos de Berthault não reproduzem, tais como: laminação cruzada cavalgante, laminação convoluta, estratificação cruzada acanalada, calhas, canais, estruturas do tipo 'espinha de peixe', estratificação humocky, entre outras. Os turbiditos, por exemplo, uma feição sedimentar descrita já na década de 60 e hoje reconhecida e constatada amplamente, não se forma por estratificação espontânea, mas obedece aos princípios da estratigrafia. Além disso, os ambientes sedimentares que estão se desenvolvendo atualmente (deltas, estuários, lagos, lagunas, recifes, ilhas barreira, golfos, etc) não apresentam semelhança com o modelo proposto por Berthault".

Ademais, analisa o geólogo adventista Dr. Natal,

“o experimento é feito com partículas, ou seja, grãos sedimentares que dão origem às rochas detríticas ou clásticas. Entretanto, existe uma categoria de rochas sedimentares que não são formadas por grãos. São as rochas sedimentares químicas como os calcários, cherts e evaporitos. Como o próprio nome diz, são precipitados químicos em uma bacia sedimentar e não partículas (grãos)”.

Por outro lado,

“é bem possível que haja no registro sedimentar estruturas sedimentares produzidas por estratificação espontânea, como propõe Berthault, mas elas representam apenas uma parcela muito pequena quando consideramos as bacias sedimentares em todo o seu contexto”, comenta o geólogo. Para ele, “como criacionistas acreditamos sim que as rochas sedimentares se formaram de forma rápida, mas o modelo de estratificação espontânea não seria o mais apropriado para explicar como isso ocorreu”.

Coluna geológica reproduzida em laboratório

Existem evidências que mostram que as camadas que compõe a “coluna geológica”, tidas pelo paradigma atual como sendo “cronológicas”, se formaram pela sedimentação leve e calma. Isso sugere evidências a favor de catástrofes associadas a um dilúvio global. Peraí! Mas no dilúvio as águas não estavam turbulentas? Sim, estavam. Mas após o dilúvio a água começou a perder o ritmo, misturada a muita lama e sedimentos. Houve soterramentos rápidos de animais, cujas posições nas camadas geológicas possivelmente se deram de acordo com alguns fatores (motilidade, flutuabilidade e zoneamento ecológico) e, posteriormente, mais sedimentos foram se acomodando gradualmente e formando os diferentes estratos que podemos observar nas montanhas ou nos cânions.

No que diz respeito à formação de fósseis, sabe-se que esse processo não ocorre em "milhões de anos". Os dados atuais mostram que o início de formação de um fóssil - a fosfatização, isto é, a formação da proteção inicial que protege os tecidos moles da degradação - se dá dentro de algumas horas após o soterramento do animal, e pode levar até algumas semanas para que o processo de fossilização esteja completo.[15-17] No livro Princípios da Estratigrafia, encontramos que, em algumas formações onde esqueletos articulados de grandes animais são preservados, “o sedimento deve tê-los coberto dentro de alguns dias, no máximo”.[15: p. 128] Há evidências de situações e organismos fossilizados que sugerem um soterramento instantâneo, tais como águas-vivas,[18, 19] cérebro de peixe,[20] ictiossauro dando à luz seu filhote,[21] peixe engolindo outro peixe,[22] pterossauro e outros dois peixes no momento em que se alimentavam um do outro, sem qualquer vestígio de digestão.[23]

Nesses casos, cristais minerais formaram-se em seus tecidos logo após a morte do organismo, iniciando o processo de fossilização, antes que a decomposição do tecido se estabeleça. Em 1993, cientistas estavam estudando fósseis de camarões encontrados no estômago de alguns peixes fossilizados e bem preservados, por sinal.[24] Eles descobriram que a partir da indução de bactérias é possível criar camarão fóssil em apenas quatro a seis semanas. Um artigo da New Scientist comentou a descoberta: “Em apenas algumas semanas, eles conseguiram imitar um processo de mineralização que levaria milhões de anos na natureza.”[17: p. 17] Ao mesmo tempo, pesquisas mostram que peixes começam a indicar sinais de decomposição em poucos dias ou semanas após a morte.[25]

Experiências com crustáceos, por exemplo, tais como camarões, têm demonstrado que essas criaturas se decompõem em algumas semanas.[26, 27] Por sua vez, ossos deixados expostos na superfície são geralmente destruídos por predadores e decompositores em alguns dias ou semanas, enquanto conchas podem durar centenas de anos, se as condições forem favoráveis.[28] Em 2003, um estudo evidenciou que carcaças de vertebrados se decompõem pela ação de bactérias na água dentro de um a seis meses, enquanto no interior da terra as larvas de insetos decompõem os vertebrados a partir de duas semanas.[29] Em 2016, cientistas forenses submergiram carcaças de porcos em um laboratório subaquático.[30] Os experimentos conduzidos demonstraram que a carcaça pode ser decomposta até ao osso dentro de três ou quatro dias.

É fato que a maioria dos evolucionistas uniformitaristas argumenta que alguns processos são muito lentos, mas não é isso que vemos nos dados apresentados acima. No entanto, conforme comenta o geólogo Dr. Marcos Natal,

“o que deveria estar em discussão não é exatamente a velocidade de fossilização, mas sim, quanto tempo se passou desde que o fóssil se formou, ou seja, qual a idade da rocha que os contém. Segundo alguns evolucionistas, fósseis até podem se formar muito rápido, em pouco tempo, mas estão na rocha há muito tempo. É neste ponto que precisamos concentrar nossa discussão”.

A análise do geólogo brasileiro Dr. Natal é realmente válida. Porém, não podemos deixar de lado o fato de que, sendo rápido o processo de fossilização, isso fortalece de igual modo o modelo de formação rápida de estratos geológicos que, possivelmente, tenham soterrado de forma repentina os diversos fósseis espalhados pelo globo devido a catástrofes de grandes proporções. Em seu livro In the Beginning, o engenheiro mecânico Dr. Walter Brown descreve uma pesquisa que ele realizou em estratigrafia em que foram utilizados dois galões interligados com um cano. Em um desses galões foi colocada água, e no outro, diferentes tipos de solo. Foram aplicados nesses galões movimentos do tipo de uma balança. A ideia era simular o que teria acontecido durante o dilúvio de Gênesis, assumindo-se maré alta e maré baixa. O resultado foi a presença de estratigrafia (a mesma formação em camadas que vemos hoje na natureza).

Em 1979, a propósito, uma equipe liderada pelo paleontólogo Dr. Leonard Brand, na Universidade de Cornell, EUA, desenvolveu uma pesquisa em laboratório que demonstrou de forma inesperada a possibilidade de a coluna geológica ser classificatória.[31-33] O Dr. Brand é membro da Igreja Adventista e professor titular da Universidade Adventista de Loma Linda, na Califórnia. Mais detalhes podem ser encontrados aqui. Os experimentos de Brand e sua equipe mostraram que a sequência dos fósseis de animais na coluna geológica era resultado do fator flutuabilidade dos corpos, e não do fator peso. Isso porque, após a morte, alguns vertebrados tendem a flutuar mais tempo do que outros. As aves flutuam uma média de 76 dias, os mamíferos 56 dias, os répteis 32 dias, e os anfíbios cinco dias.[34: p. 162] Portanto, a pesquisa pode ser um indício de que a coluna geológica é classificatória e não cronológica. Após fazer essa descoberta, ele ficou tão impressionado que se tornou criacionista.

Coluna geológica de cabeça para baixo

A “coluna geológica”, tal como mostrada nos livros didáticos, não reflete exatamente a realidade. Parte dessa coluna geológica é encontrada de cabeça para baixo no Paquistão. Aos pés das montanhas de Karakorum, na Salt Range Formation, cientistas descobriram plantas e insetos fossilizados.[35, 36] De uma perspectiva evolucionista, eles pertencem à parte de cima da coluna geológica, isto é, às camadas mais recentes. No entanto, essa formação está debaixo de rochas cambrianas, as quais supostamente têm mais de 400 milhões de anos. Então, por que fósseis de vidas mais complexas estão abaixo dos fósseis considerados primitivos? Esse é um problema para o darwinismo que parece ainda não ter sido resolvido.[37]

Essas descobertas apoiam a versão bíblica da história da Terra a partir da qual a “coluna geológica” seria uma consequência de catástrofes associadas a um dilúvio global. Não é surpresa alguma a ordem do registro fóssil, com criaturas marinhas abaixo das terrestres; e criaturas mais ágeis, tal como as aves, perto do topo, conforme mostrado no tópico anterior. Mas como a Salt Range Formation testifica, os gráficos ordenados incluídos nos livros didáticos, que mostram camadas sucessivas tidas como “cronológicas”, talvez não correspondam às pesquisas de campo.

Por outro lado, o geólogo criacionista Dr. Marcos Natal comenta que

“sequencias de rochas com camadas invertidas são comuns na coluna geológica desde a base até o topo, principalmente em regiões dobradas e/ou falhadas. No Brasil temos vários exemplos, principalmente nos terrenos pré-cambrianos que cobrem mais da metade do território brasileiro. Cabe aos geólogos, através de técnicas de mapeamento geológico, identificar estas inversões e reconstituí-las na sua posição original”.

Formação rápida de rochas graníticas

Podemos encontrar evidências de uma “Terra jovem” nos elementos radioativos. Foi descoberto que rochas graníticas (encontradas em toda parte no planeta) contêm alguns radio-halos produzidos por isótopos de polônio primordial (quando não existe um precursor identificável desse elemento). Os halos de polônio – anéis formados por danos causados pela radiação na estrutura cristalina do mineral hospedeiro – foram encontrados em granitos considerados pré-cambrianos, revelando que esse tipo de rocha possivelmente foi formado de forma repentina (em torno de três minutos).[38, 39]

Essa pesquisa foi conduzida pelo Dr. Robert Gentry, físico nuclear e a maior autoridade mundial em halos de polônio. Ele é membro da Igreja Adventista e foi premiado com um doutorado honorário da universidade adventista Columbia Union College. As descobertas de Gentry resultaram na autoria e coautoria de mais de 20 artigos em publicações científicas, tais como Science, Nature, Geophysical Research Letters, Annual Review of Nuclear Science e Earth and Planetary Science Letters. Mais detalhes podem ser encontrados aqui.

No entanto, para o geólogo brasileiro Dr. Marcos Natal,

“embora os trabalhos do Dr. Gentry tenham sido importantes na tentativa de demonstrar a origem rápida dos granitos, eles devem ser considerados com cautela já que os granitos não são as rochas primordiais da crosta terrestre e também aparecem em toda a coluna geológica. Algumas das amostras que o Dr. Gentry coletou para o seu estudo eram de granitos intrudidos em rochas sedimentares com fósseis e, portanto, mais jovens que estes. Existem granitos que intrudem rochas do Cenozóico (conforme a coluna geológica padrão), supostamente pós-diluvianas, não sendo, obviamente, primordiais, daí a necessidade de cautela na utilização destes dados”.

Camadas de rochas dobradas e não fraturadas

Em diversos locais do planeta estratos de rochas sedimentares foram curvados em dobras mais ou menos regulares; algumas de pequena dimensão, outras em extensões de vários quilômetros.[40, 41]  Como uma série de camadas sedimentares poderia dobrar sem quebrar? Uma das possibilidades seria se todas as camadas sedimentares tivessem sido depositadas espontaneamente, em rápida sucessão e, em seguida, dobradas enquanto ainda estivessem macias e maleáveis. A geometria arqueada dá margens à interpretação de que os estratos ainda estavam em estado macio, não litificados, no momento da deformação. Essas constatações, portanto, reforçam a hipótese de formação recente das dobras de rochas devido a catástrofes associadas a um dilúvio global.[3, 42]

Mas vale lembrar, conforme explica o geólogo Dr. Marcos Natal que,

“o padrão de dobramento de um estrato sedimentar inconsolidado é bem diferente do padrão de um estrato consolidado (litificado). Isto é facilmente demonstrado em experimentos como, por exemplo, nos estudos de resistência de materiais. Existe no registro sedimentar dobras sinssedimentares, formadas geralmente por 'slumpings', que ocorreram antes ou durante a litificação, entretanto os dobramentos verificados nas cadeias de montanhas ocorreram no final ou após a litificação. Isto pode ser observado em estudos petrográficos e de microtectônica. Alguns minerais neoformados (aqueles que se formaram durante a diagênese e litificação) podem aparecer deformados pelo evento que dobrou as rochas, indicando que a deformação foi posterior à diagênese. A deformação ocorre geralmente em profundidade, com temperaturas da ordem de 200°C. Sabemos disto estudando os minerais que estão contidos nas rochas. O fraturamento ocorre normalmente por alívio de pressão à medida que estas rochas acendem a superfície”.

Rápidas transformações topográficas e retorno da vegetação

A partir da experiência repetida e uniforme, é possível constatar que em questão de horas grandes extensões de terra podem ser transformadas radicalmente por catástrofes naturais. Em 1883, por exemplo, o vulcão Perbuatão, na ilha de Krakatoa, Indonésia, explodiu e fez afundar dois terços da ilha, que tinha anteriormente uma área de 40 km2, deixando-a biologicamente morta. Em apenas 50 anos, uma nova e pequena ilha chamada Anak Krakatau já havia emergido no lugar da antiga ilha e toda a fauna e flora estavam recuperadas.[43, 44]

Em 1963, a ilha vulcânica de Surtsey, localizada no sul da Islândia, simplesmente surgiu no meio do oceano. Em cinco dias já tinha uma extensão de 600 metros, chegando depois a 2 km. Apenas cerca de cinco meses foram suficientes para formar uma praia de aparência antiga, com uma paisagem variada e amadurecida. Quando a ilha foi visitada, parecia que já estava ali por muito tempo.[34: p. 195, 44]

A ilha vulcânica de Nishinoshima, por sua vez, foi vista em 1973 pela primeira vez em erupção no meio do oceano pacífico, a cerca de 1.000 km ao sul de Tóquio. Dentro de um mês, a ilha subiu 25 metros acima do nível do mar. O mais intrigante é que a terra vulcânica é extremamente favorável à vida. Em apenas 40 anos, a vegetação já havia florescido.[46]. Esse surgimento rápido da ilha, e ainda por cima com crescimento rápido de vegetação após vulcanismos, fortalece a ideia de catástrofes associadas ao dilúvio.

A (im)precisão da Datação Radiométrica por carbono-14

Por muito tempo na Física Nuclear se pensou que o decaimento radioativo acontecesse de forma constante. Entretanto, estudo recente contestou esse postulado ao concluir que a taxa de desintegração de elementos radioativos não é constante como se imaginava. Alguns grupos de pesquisa concluíram que as meias-vidas de alguns isótopos variaram ligeiramente em correlação direta com a menor variação da distância entre a Terra e o sol [47-49]. Assim, eles concluíram que o sol influencia a taxa de decaimento radioativo exatamente como prevê o modelo criacionista há dezenas de anos atrás [50]. Segundo o astrofísico Eduardo Lutz, "o principal candidato envolvido é o campo de neutrinos, mas ainda não se pode afirmar isso até que isso possa ser previsto teoricamente".

Estudos também têm sugerido que o nível de C-14 do solo não diminui de forma constante com a profundidade como seria de se esperar se o C-14 atmosférico tivesse sido constante no passado [50]. Pelo contrário, os níveis de C-14 diminuem a uma taxa aceleradamente rápidos quanto mais profundos os estratos.

Outro estudos tem relatado que emissões vulcânicas de CO2 podem resultar até mesmo em idades artificiais de radiocarbono (idades excessivamente antigas) causadas por excesso de concentração de CO2 em terras vulcânicas [51].

Outra pesquisa, com base em uma projeção, afirma que a queima contínua de combustíveis fósseis irá afetar de igual modo a capacidade dos cientistas de encontrar datas precisas de radiocarbono para nada menos do que 1.000 anos de idade [52]. Especificamente, o CO2 derivado de combustíveis fósseis contém praticamente nenhum carbono-14, apenas carbono-12. A pesquisa indica que em 2050 esse CO2 adicional mudará a composição de carbono da atmosfera fazendo-a parecer ter cerca de 1.000 anos de idade mais antiga. Quaisquer organismos vivos que respiram essa atmosfera terão uma data de radiocarbono de 1.000 anos logo depois que eles morrerem! Em outras palavras, a menos que se descubra como reduzir as emissões de CO2 nas próximas décadas, a capacidade dos cientistas para usar esta técnica de datação vai diminuir.

Evidências de águas subterrâneas

Em 1989, um projeto iniciado na península de Kola, Rússia, perfurou um poço de 12.262 metros, considerado um dos poços mais profundos já perfurados.[53] O objetivo era analisar o que havia entre a camada de granito e basalto, mais especificamente na zona intermediária. Os russos ficaram surpresos com os achados. Havia água salina e extremamente quente (a 180 ºC). Em 1994, outra equipe perfurou um poço na Bavária, Alemanha, e atingiu a profundidade de 9.101 metros.[54] Foi encontrada água quente e salina, com um teor duas vezes maior que as águas dos mares na superfície.

Como foi parar lá toda essa água salgada? Note que ambos os poços não estavam próximos ao mar, portanto, não teria como as rochas ou as camadas terem prendido água salgada entre elas. Baseando-se no relato bíblico que afirma que todas as fontes das grandes profundezas jorraram água durante o dilúvio (Gênesis 7:11) e nos achados técnicos de perfuração de poços ultraprofundos, foi criada em 1980 a Teoria das Hidroplacas, que explica a questão da existência de águas subterrâneas e seu papel durante o dilúvio. Mas será que existem evidências científicas que corroboram essa teoria?

Em 2014, um estudo publicado na revista Nature analisou o cristal microscópico de um mineral nunca antes visto em uma rocha terrestre, que detém pistas para a presença de uma enorme reserva de água escondida no interior da Terra.[55] Os cientistas afirmam que entre 410-660 quilômetros abaixo da superfície exista uma reserva que poderia conter o equivalente a todos os oceanos combinados. Em 2014, outro estudo publicado na revista Science descobriu um vasto reservatório de água 660 km abaixo da crosta da Terra, na zona de transição, suficiente para encher os oceanos da Terra três vezes.[56] Mais informações podem ser encontradas aqui.

Ausência de erosão entre os estratos (contato plano-paralelo)

A ausência ou pouca evidência de erosão observada no contato plano-paralelo entre os estratos geológicos, somadas a esse fato as evidências de formação espontânea das camadas pela desaceleração e acomodação lenta de uma mistura de lama, é um grande indício contra o uniformitarismo geológico.[57-59] Se o evolucionismo estiver correto e as camadas representarem tempos geológicos de milhões de anos, deveriam existir muitos sinais de erosão de uma camada para a outra, uma vez que supostamente estiveram expostas por longo tempo às intempéries. No entanto, não é isso que se observa.

Segundo William R. Corliss, escritor e catalogador de anomalias científicas,

“mais importante para o pensamento geológico são as inconformidades que sinalizam que grandes pedaços da história geológica estão faltando, embora as camadas em ambos os lados da inconformidade sejam perfeitamente paralelas e não mostrem evidência de erosão. Será que milhões de anos voam sem nenhum efeito perceptível? Uma possível inferência, embora controversa, é que nossos relógios geológicos e conceitos estratigráficos precisam ser trabalhados”.[60: p. 219]

Além do mais, os índices de erosão são tão rápidos que todas as supostas camadas já deveriam ter sido erodidas por completo, pois como afirma o zoólogo adventista Dr. Ariel Roth,

“espera-se uma média regional de mais de cem metros de erosão em somente quatro milhões de anos”.[34: p. 195] Ainda segundo ele, “a taxa atual de erosão de nossos continentes é tão rápida que esperaríamos que eles fossem erodidos até o nível do mar em mais ou menos dez milhões de anos”.[61] Roth conclui: “A falta de evidência de tempo na superfície das camadas subjacentes de uma paraconformidade [superfície plana] sugere que os longos tempos nunca ocorreram.”[62]

Portanto, a pouca evidência de sinais de erosão nesses intervalos da coluna geológica sugere depósito rápido, como era de se esperar no caso de um dilúvio.

Formação rápida de cânions

O evento ocorrido em 1926 com o Burlingame Canyon, um cânion nos moldes do Grand Canyon, porém menor, demonstra que formações geológicas dessa magnitude podem ser formadas em apenas seis dias, devido ao processo erosivo causado pelo escoamento de grandes volumes de água.[63] Esse cânion está localizado perto da cidade de Walla Walla, Washington, EUA. Ele se formou rapidamente (seis dias) depois do rompimento do Lago Missoula, na bacia de Walla Walla.

Em 1980, a erupção do Monte Santa Helena causou um deslizamento de terra e fluxos de lama e cinzas responsáveis por uma imensa erosão em uma extensão de cerca de 60 quilômetros quadrados, abaixo do ponto inicial. O fluxo de lama foi transportado por muitos quilômetros abaixo, correndo um sistema de cânions de até 457 metros de comprimento e 42 metros de profundidade nas cabeceiras do afluente North Fork, do vale do Rio Toutle, no sudoeste de Washington, estabelecendo um novo padrão dendrítico de drenagem.[64] Esse novo terreno possivelmente serve como um vislumbre dos mesmos processos que formaram o Grand Canyon do rio Colorado. O pequeno “Grand Canyon do Rio Toutle” é um modelo em escala de um quadragésimo do real Grand Canyon. Os pequenos riachos que fluem através das cabeceiras do Rio Toutle hoje podem parecer, pelas aparências atuais, ter esculpido esses cânions muito lentamente, durante longo período de tempo, exceto pelo fato de que a erosão foi observada ocorrendo rapidamente.

Outro fato curioso relacionado à formação de cânions diz respeito à nova descoberta de uma rede imensa de cânions embaixo do gelo da Antártida.[65] Segundo os pesquisadores,

“a rede sinuosa de cânions teria cerca de mil quilômetros de comprimento e, em alguns trechos, até 1.000 metros de profundidade. Essas dimensões fariam da formação algo maior que o famoso Grand Canyon”.[66]

O jornalista de ciência Michelson Borges comentou sobre a descoberta:

“Surgem novas evidências de que houve uma catástrofe hídrica que ‘rasgou’ nosso planeta, deixando marcas profundas em sua superfície, incluindo aí a Antártida. Já não é fácil para os evolucionistas explicar a formação plano-paralela dos estratos geológicos no Grand Canyon, que sugerem superposição rápida de toneladas e toneladas de sedimentos; agora imagine explicar fenômeno semelhante (se for confirmado) debaixo do gelo polar.”[67]

Formação rápida de petróleo

Muitas evidências indicam que os depósitos de petróleo foram formados a partir do soterramento rápido de sedimentos e que o petróleo está sendo formado ainda hoje, um fator que apoia fortemente a conclusão de uma origem recente.[68-71] Pesquisadores da Exxon, por exemplo, descobriram o processo de decomposição térmica que ocorre quando os compostos orgânicos são aquecidos a temperaturas elevadas na presença de água, e esse processo é significativo para a criação de combustíveis fósseis.[72]

Segundo os pesquisadores, a água superaquecida desempenha um papel importante na transformação da matéria orgânica em óleo num tempo relativamente curto.[72] Eles usaram um recipiente reator sob pressão para misturar materiais orgânicos necessários e bombearam água superaquecida através das amostras. No fim da experiência, óleo tinha sido formado na superfície da água. Esse experimento mostra que há um caminho alternativo para a formação de petróleo na Terra.

Outra evidência surpreendente está relacionada ao fato de podermos observar na natureza a formação em tempo real de petróleo na bacia de Guaymas, no golfo da Califórnia.[73, 74] A 1.829 metros de profundidade, acúmulos de sedimentos orgânicos (algas marinhas e outras fontes orgânicas) em ambiente aquoso estão sendo convertidos em óleo por meio de pressão e água superaquecida de aberturas geotérmicas.

Texto originalmente publicado em 15/08/2016 no Blog Criacionismo.

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As melhores revistas criacionistas estrangeiras

Para os amantes da escrita científica, aqui vai uma lista elaborada a partir de um levantamento minucioso das principais revistas de língua estrangeira nos formatos técnico e magazine especializadas em criacionismo, e que atualmente estão em circulação. Para você, escritor ou pesquisador, que se interessa em divulgar suas pesquisas ou de outrem acerca das evidências científicas disponíveis de uma criação recente, sugerimos que envie sua colaboração (matérias e/ou artigos) para alguma das revistas listadas abaixo que melhor se encaixe no escopo do seu trabalho.

Ainda hoje são frequentes comentários até mesmo por parte da comunidade criacionista alegando que não existem revistas técnicas voltadas à Ciência da Criação. No entanto, elas existem e subsistem há décadas, tanto no formato magazine quanto em periódicos revisados por pares. Diante disso, se torna fundamental esse levantamento que consideramos um serviço de utilidade pública.

Lembrando que uma revista ou periódico científico é aquele em que há um sistema de “revisão cega por pares” de manuscritos submetidos à apreciação da equipe editorial. Nesse tipo de avaliação, frequentemente dois ou mais especialistas da área avaliam o rigor metodológico do manuscrito e observam se o texto se encaixa ou não no escopo do periódico, a fim de, finalmente, dar seu parecer. Já a revista do tipo magazine geralmente não possui esse sistema rigoroso de avaliação do texto a ser publicado.

Para facilitar a busca e compreensão, as revistas foram separadas por tipo de publicação (técnica ou magazine) e organizadas pelo ano em que foi lançada sua primeira edição:

Revistas técnico-científicas

Perspectives on Science and Christian Faith (trimestral, desde 1949)

Título anterior: Journal of the American Scientific Affiliation

(mantida pela American Scientific Affiliation)

Link: http://network.asa3.org/?page=PSCF

 

Creation Research Society Quarterly – CRS Quarterly (trimestral, desde 1964)

(mantida pela Creation Research Society, ativa há mais de 50 anos nos EUA)

Link: https://www.creationresearch.org/index.php/extensions/crs-quarterly

 

Zygon: Journal of Religion and Science (trimestral, desde 1966)

(mantida pelo Institute on Religion in an Age of Science [IRAS] e pelo Center for Advanced Study in Religion and Science [CASIRAS]).

Link: http://onlinelibrary.wiley.com/journal/10.1111/(ISSN)1467-9744

 

Christian Scholar’s Review (trimestral, desde 1970)

(mantida pela Hope College)

Link: http://www.csreview.org/

 

Origins (periodicidade irregular, desde 1974)

(mantida pelo Geoscience Research Institute da IASD)

Link: http://grisda.org/resources1/origins/

 

Journal of Creation (quadrimestral, desde 1984)

Título anterior: Creation Ex-Nihilo Technical Journal

(mantida pelo Creation Ministries International)

Link: http://creation.com/journal-of-creation

 

Science & Christian Belief (semestral, desde 1989)

(mantida pela Christians in Science e pelo Victoria Institute)

Link: https://www.scienceandchristianbelief.org/

 

Theology and Science (trimestral, desde 2003)

(mantida pelo Center for Theology and the Natural Sciences)

Link: http://www.tandfonline.com/toc/rtas20/current

 

LSI Journal (trimestral, desde 2007)

(mantida pelo Lutheran Science Institute)

Link: http://www.lutheranscience.org/site/cpage.asp?cpage_id=180071997&sec_id=180015283

 

Answers Research Journal (científica, anual, desde 2008)

(mantida pelo Answers in Genesis)

Link: https://answersingenesis.org/answers/research-journal/about/

 

Journal of Creation Theology and Science Series B: Life Sciences (semestral, desde 2011)

(mantida pela Creation Biology Society)

Link: http://www.coresci.org/jcts/index.php/jctsb/index

 

Revistas magazine

 

Acts & facts (mensal, desde 1973)

(mantida pelo Institute for Creation Research)

Link: http://www.icr.org/aaf

 

Creation (trimestral, desde 1978)

(mantida pelo Creation Ministries International)

Link: http://creation.com/creation-magazine

 

Reason and Revelation (mensal, desde 1981)

(mantida pela Apologetics Press)

Link: http://apologeticspress.org/APPubPage.aspx?pub=1

 

Think & Believe newsletter (bimestral, desde 1984)

(mantida pelo Alpha Omega Institute)

Link: http://www.discovercreation.org/articles/think-and-believe/

 

Genesis (trimestral, desde 1988)

(mantida pela Sociedade Genesis, na Suécia)

Link: http://genesis.nu/tidning/

 

Daylight: Origins Science for Catholics (quadrimestral, desde 1991)

(mantida pela Daylight Origins Society, no Reino Unido)

Link: http://www.daylightorigins.com/

 

Creation Illustrated (trimestral, desde 1993)

(mantida inicialmente por um casal de cristãos, Tom e Jennifer Ish, alguns anos depois sendo transferido o processo editorial para uma empresa privada no sul da Califórnia). Tem como foco principal a divulgação de ilustrações e fotografias sobre as maravilhas da criação com breves comentários e notas. A revista possui um sistema anual de premiação (Prêmio Anjo).

Link: http://www.creationillustrated.com/

 

Does God Exist? (bimestral, desde 1995)

(mantida por John Clayton, ex-professor de ciências aposentado das escolas públicas em South Bend, Indiana. Possui graduação em física e matemática pela Universidade de Indiana e tem mestrado em educação [área de concentração em química e psicometria] pela Universidade de Indiana. Ele também tem mestrado em Geologia pela Universidade de Notre Dame).

Link: http://www.doesgodexist.org/index.html

 

Creation Matters (bimestral, desde 1996)

(mantida pela Creation Research Society, ativa há mais de 50 anos nos EUA)

Link: https://www.creationresearch.org/index.php/extensions/s5-creation-matters/cm-archive

 

Foundations of Science (trimestral, desde 1998)

(mantida pelo Common Sense Science)

Tem como foco o criacionismo e a física nuclear.

Link: http://www.commonsensescience.org/

 

Creation Science Dialogue (trimestral, desde 2006)

(mantida pela Associação Criacionista de Alberta, ativa há mais de 30 anos no Canadá)

Link: http://www.create.ab.ca/

 

Answers Magazine (trimestral, desde 2006)

(mantida pelo Answers in Genesis)

Link: https://answersingenesis.org/answers/magazine/

 

God & Nature Magazine (trimestral, desde 2014)

(mantida pela Christians in Science e pela American Scientific Affiliation).

Tem como foco publicar poesia, prosa, ensaios e obras de arte de cientistas, teólogos e membros leigos cristãos de todo o mundo.

Link: http://godandnature.asa3.org/

 

Nota: A língua estrangeira não é a única opção caso você queira publicar os resultados de sua investigação. No Brasil, temos a Revista Criacionista (antiga Folha criacionista) editada pela Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), que está em circulação ininterrupta desde 1972.

Texto originalmente publicado em 10/08/2016 no Blog Criacionismo.


Ainda sobre o Carbono 14 em ossos de dinossauros

Nas últimas décadas, “quantidades facilmente detectáveis de Carbono 14”, mesmo em carvão,[1,2] diamantes,[3, 4] madeiras,[5, 6] conchas de amonitas[6] e vários outros fósseis, “têm sido a regra e não a exceção”[7: p. 49; 8]. Os evolucionistas afirmam que as amostras em todos os casos devem ter sido contaminadas por carbono externo. Por outro lado, seria de esperar encontrar Carbono 14 (C-14) em tais amostras se os relatos bíblicos da criação e do dilúvio fossem verdadeiros. Cientistas criacionistas alegam que as técnicas modernas de

“medidas por AMS [Espectrometria de Massa com Aceleradores, em português] eliminam cuidadosamente todas as possíveis fontes de contaminação de carbono. Estas incluem qualquer traço de C-14 que eventualmente poderia ter entrado nas amostras em épocas recentes, ou C-14 introduzido durante a preparação e a análise da amostra”[7: p. 50]

Portanto, as hipóteses de contaminação, uma após a outra, têm sido rejeitadas.[8]

Quanto ao resumo aceito e publicado na forma de pôster, na sessão Biogeociência, e depois removido da página da conferência em Cingapura (confira aqui), ele não trouxe a descrição minuciosa dos procedimentos metodológicos adotados pelos autores devido à quantidade predeterminada de palavras que deveria conter (embora tenha sido apresentado com detalhes na forma oral pelo Dr. Thomas Seiler, em seus 15 minutos, conforme mostra o vídeo da palestra). Mas, para aqueles que querem maiores detalhes a respeito da condução do estudo, basta acessar o site oficial do grupo de Paleocronologia.[9]

Além disso, o grupo de Paleocronologia (Paleogrupo) publicou outros trabalhos acerca da descoberta de C-14 em ossos de dinossauros. Em 2009, um artigo revisado por pares foi aceito e publicado em italiano em uma conferência realizada pelo Conselho de Pesquisas Nacionais da Itália, na cidade de Roma. O mesmo artigo foi publicado em inglês em uma conferência realizada pela Gustav Siewerth Academie, no sul da Alemanha. Esse artigo trouxe uma descrição minuciosa da metodologia adotada pelos pesquisadores.[10] Inclusive o resumo desse artigo foi incluído em dois livros,[11, 12] e criticado posteriormente em uma das publicações da Science[13] e da Scientific American.[14]

Críticas têm sido feitas ao longo do tempo, direcionadas ao trabalho apresentado em 2012 em Cingapura, alegando contaminação das amostras por resina e outros conservantes químicos.[15] Se as críticas realmente fazem algum sentido, por que motivo ano após ano o Paleogrupo tem sido autorizado a apresentar seus resultados em conferências internacionais na área de ciências Geofísicas? No dia 17 de dezembro de 2014, por exemplo, o Paleogrupo apresentou informações na forma de pôster na reunião da American Geophysical Union (AGU), em San Francisco (EUA).[16] Em 5 de agosto de 2015, por sua vez, na reunião da Asia Oceania Geosciences Society (AOGS), em Cingapura [17].

A fim de esclarecer a controvérsia e dar a oportunidade para que “o outro lado da história” seja apresentado, nossa equipe enviou um e-mail para obter mais informações direto da fonte. O geólogo John Michael Fischer, relações públicas do Paleogrupo, nos enviou uma resposta na qual diz:

“A crítica no site Physics Stack Exchange foi escrita por alguém que não entende o que foi feito e nunca nos pediu [informações]. Eles confundem um relatório feito há 25 anos com o recente trabalho, e colágeno, resina, contaminação, etc. são problemas comuns que todo aquele que faz testes de radiocarbono sabe como lidar. Infelizmente, eles não nos deixarão responder-lhes.”

Fischer, inclusive, nos enviou a matéria publicada em 1991 que criticava o teste de espectroscopia de massa a laser aplicado em ossos de dinossauros a fim de investigar C-14, conduzidos por russos da Universidade Estadual de Moscou em parceria com Hugh Miller, líder da então Creation Research, Science Education Foundation (CRSEF).

Hugh Miller, no ano anterior a esse relatório, havia publicado seus primeiros achados de C-14 em ossos de dinossauros.[18] Segundo Fischer, muitos evolucionistas ainda hoje fazem uma associação equivocada da matéria divulgada em 1991 com as pesquisas recentes do Paleogrupo.[19] É possível encontrar ambas, a matéria com as críticas divulgada em 1991 e a resposta de Hugh Miller em relação às críticas, no site oficial do Paleogrupo.

A fim de dar ainda mais transparência às evidências apresentadas nesta matéria, disponibilizaremos os e-mails dos membros do Paleogrupo:

Michael Fischer, relações públicas do Paleogrupo (mike@newgeology.us)

Hugh Miller, consultor químico e coordenador do Grupo Internacional Paleocronologia de Columbus Ohio (hugoc14@aol.com)

Joe Taylor, paleontólogo de campo e diretor do Mt. Blanco Fossil Museum, Crosbyton, Texas (mtblanco1@aol.com)

Kevin Miller, “caçador de fósseis” (datethefossilsnottherocks@gmail.com)

Hugh Owen, diretor do Centro Kolbe para o Estudo da Criação, Mt Jackson, Virginia (director@kolbecenter.org)

Texto originalmente publicado em 23/05/2016 no Blog Criacionismo.

Referências

[1] Schleicher, M., Grootes, P.M., Nadeau, M.-J., and Schoon, A., “The Carbonate 14C Background and Its Components at the Leibniz AMS Facility”, Radiocarbon, 40(1998), p. 85-93.

[2] Baumgardner JR, Snelling AA, Humphreys DR, Austin SA. “Measurable 14C in Fossilized Organic Materials: Confirming the Young Earth Creation-Flood Model.” In: Ivey Jr RL (ed.).Proceedings of the Fifth International Conference on Creationism. Pittsburgh, Pennsylvania: Creation Science Fellowship, 2003, p. 127-147.

[3] Baumgardner JR. “14C Evidence for a Recent Global Flood and a Young Earth.” In: Vardiman L, Snelling AA, Chaffin  EF (eds.). “Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative.” El Cajon, California: Institute for Creation Research, and Chino Valley, Arizona: Creation Research Society, 2005, p. 587-630.

[4] Taylor RE, Southon J. “Use of Natural Diamonds to Monitor 14C AMS Instrument Backgrounds.” Nuclear Instruments and Methods in Physics Research B 259 (2007): 282-287.

[5] Snelling AA. “Geological Conflict: Young Radiocarbon Date for ‘Ancient’ Fossil Wood Challenges Fossil Dating.” Creation (April-June 2000), p. 44-47.

[6] Snelling AA. “Radiocarbon Ages for Fossil Ammonites and Wood in Cretaceous Strata near Redding, California.” Answers Research Journal 1 (2008): 123-144.

[7] De Young D. Thousands... Not Billions. Green Forest, AR: Master Books, 2005.

[8] Giem P. “Carbon-14 Content of Fossil Carbon.” Origins. 2001; 51:6-30. Disponível em:http://www.grisda.org/origins/51006.htm

[9] Holzschuh J, Pontcharra J, Miller H. “Recent C-14 Dating of Fossils including Dinosaur Bone Collagen.” Disponível em: http://www.sciencevsevolution.org/Holzschuh.htm

[10] Fischer JM. “Carbon-14-dated dinosaur bones are less than 40,000 years old.” New Geology, 2015. Disponível em: http://newgeology.us/presentation48.html; acesse também o site oficial do grupo de Paleocronologia: http://www.dinosaurc14ages.com/

[11] De Mattei R (ed.). Evoluzionismo: Il tramonto di una ipotesi. Siena: Cantagalli, 2009. P.125-155. ISBN 88-8272-500-6.

[12] Gerhard Hess Verlag. Evolution and the Sciences: A Critical Examination. Bad Schussenried, Germany, 2012, p. 295-321.

[13] Margottini L. “Italy Science Agency Helps Publish Creationism Book.” Science News, 2009. Disponível em: http://www.sciencemag.org/news/2009/12/italy-science-agency-helps-publish-creationism-book

[14] Harmon K. “Italy science council funds creationist book.” Scientific American, 2009. Disponível em: http://blogs.scientificamerican.com/observations/italy-science-council-funds-creationist-book/

[15] “Is it a problem with radiometric dating that carbon 14 is found in materials dated to millions of years old?” Physics Stack Exchange. Disponível em:http://physics.stackexchange.com/questions/154588/is-it-a-problem-with-radiometric-dating-that-carbon-14-is-found-in-materials-dat

[16] Miller H, Bennett R, de Pontcharra J, Giertych M, Kline O, van Oosterwych MC, Owen H,  Taylor J. “A comparison of δ13C & pMC values for ten Cretaceous-Jurassic dinosaur bones from Texas to Alaska USA, China, and Europe with that of coal and diamonds presented in the 2003 AGU meeting.” AGU Fall Meeting 2014, 15 to 19 Dec, 2014, San Francisco, Abstract #B31E-0068. Disponível em:https://agu.confex.com/agu/fm14/meetingapp.cgi/Paper/29800

[17] Miller H, Bennett R, Owen H, de Pontcharra J, Giertych M, van Oosterwych MC, Kline O, White B, Taylor J. “Soft Tissue, Collagen and Significant 14C Content in Dinosaur Bones – What Does it Mean?” AOGS 12th Annual Meeting, 2 to 7 Aug, 2015, Singapore, Abstract BG01-D3-PM2-P-006 (BG01-A013). Disponível em: http://www.dinosaurc14ages.com/singabs.pdf

[18] Dahmer L, Kouznetsov D, Ivenov A, Hall J, Whitmore J, Detwiler G, Miller H. “Report on chemical analysis and further dating of dinosaur bones and dinosaur petroglyphs.” InProceedings of the Second International Conference on Creationism held July 30-August 4, 1990, Volume 2, “Technical symposium sessions and related topics”, ed. by R. E. Walsh and C. L. Brooks, p. 371-374. Pittsburgh: Christian Science Fellowship, Inc.

[19] Lafferty MB. “Creationists Say Dinosaurs Lived With Man.” Columbus Dispatch, 1991, p. 1B-2B, November 3.


C-14 em ossos de dinossauro: pesquisa censurada

Uma equipe de pesquisadores fez uma apresentação em um encontro anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, de 13 a 17 de agosto de 2012, no qual mostrou resultados de datação de carbono 14 (C-14) de múltiplas amostras de ossos a partir de oito espécimes de dinossauros. Todos deram positivos para C-14, com idades variando de 22.000 a 39.000 anos de radiocarbono, bem “aproximado” do que é previsto pelos criacionistas.[1] Mas se os dinossauros tivessem realmente milhões de anos, não deveria existir sequer um átomo de C-14 restante neles. Esse foi um evento conjunto da União Americana de Geofísica (AGU) e da Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS). Parece que os pesquisadores abordaram o assunto com profissionalismo considerável, inclusive tomando medidas para eliminar a possibilidade de contaminação com carbono moderno como uma fonte de sinal de C-14 nos ossos. O apresentador do trabalho foi o Dr. Thomas Seiler, um físico alemão cujo PhD é da Universidade Técnica de Munique. O vídeo de sua apresentação (clique aqui para ver) foi postado no YouTube no momento da redação deste artigo.

Os pesquisadores parecem estar associados a grupos criacionistas católicos, os quais têm divulgado relatórios sobre a conferência com mais antecedência e intensidade do que os criacionistas evangélicos. Um desses relatórios afirma que depois “o resumo foi retirado do site da conferência por dois presidentes porque eles não podiam aceitar as conclusões. Recusando-se a desafiar os dados abertamente, eles apagaram o resumo da vista do público, sem comunicar os autores ou membros os oficiais da AOGS, mesmo após uma investigação. Isso não vai ser restaurado”.[2]

Na verdade, é possível acessar online a captura de tela feita do programa original (confira). Mas, indo para o site oficial da conferência, pode-se ver que a conversa foi claramente removida. A verdade apresentada foi pesada demais para a suposta abertura da ciência aos dados. O “poder do paradigma”' pôde ser visto claramente.

Dois dos físicos e coautores do trabalho, Dr. Robert Bennett e Dr. Jean de Pontcharra, até recentemente associados ao Centro de Pesquisa Grenoble da Comissão Francesa de Energia Atômica, estão estimulando colegas a fazer sua própria datação por carbono de ossos de dinossauros. Eles dizem que a mídia deveria estar encorajando os cientistas a fazer isso também e apresentar os resultados de forma aberta e honesta em conferências similares. Isso certamente deveria estar entre os interesses da verdade científica – especialmente seguindo os achados repetidos de tecidos moles em ossos de dinossauros, e agora mesmo no aparentemente irrefutável DNA em espécimes de dinossauros.[3] O público tem o direito de conhecer a cronologia real dos dinossauros, e a verdadeira história da Terra.

É claro que as pessoas que você conhece geralmente não vão tomar conhecimento dessas poderosas informações a partir de fontes regulares. Temos sido repetidamente surpreendidos em excursões ministeriais ao ver como poucas pessoas sequer sabem sobre tecidos moles encontrados por cientistas seculares. Este é um momento emocionante para ser um criacionista, ambos recebendo esse tipo de informação, e sendo capazes de transmiti-lo. Por isso é mais importante do que nunca ser não apenas assinante, mas apoiador das organizações criacionistas respeitáveis [como a Sociedade Criacionista Brasileira, por exemplo], não sensacionalistas e comprometidas com essa importante tarefa. [...]

Texto traduzido do original Wieland[4] e publicado originalmente em 23/05/2016 no Blog Criacionismo.

Notas e referências:

[1] Não seria de esperar que uma amostra que se apresente da era do dilúvio apresentasse “idade de radiocarbono” de cerca de 5.000 anos, mas, sim, de 20.000-50.000 anos. Na verdade, essa é a idade que consistentemente se obtém de amostras de petróleo, gás e madeira fóssil de camadas supostamente de “milhões de anos” de idade. A razão é: datação por radiocarbono assume que a taxa atual de 14C/12C de cerca de um em um trilhão (após o ajuste para a Revolução Industrial) foi a razão inicial para os objetos datados. Mas essa relação teria sido muito menor antes do dilúvio, que removeu praticamente todo o carbono vivo da biosfera por meio do sepultamento. Devido ao fato de os pré e para-objetos diluvianos terem começado com uma taxa inicial muito menor de 14C/12C, a quantidade medida hoje também poderia ser menor, e ser (mal) interpretada como muito mais antiga. Veja o artigo: “What about carbon dating?”, capítulo 4, The Creation Answers Book.

[2] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. “A comparison of δ13C&pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe.” In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: newgeology.us/presentation48.html

[3] Sarfati JD. “DNA and bone cells found in dinosaur bone.” Creation.com (11/12/2012). Disponível em: http://creation.com/dino-dna-bone-cells

[4] Wieland C. “Radiocarbon in dino bones: International conference result censored.” Creation.com. (22/1/2013). Disponível em: http://creation.com/c14-dinos


Carbono 14 encontrado em ossos de dinossauros

Buscai e achareis: criacionistas entram livremente onde nenhum evolucionista jamais esteve

Com o recente anúncio de tecidos moles em fósseis de ossos de dinossauros em museus, a questão que se levanta é a seguinte: Haverá carbono 14 (C-14) nesses tecidos? Devido à meia-vida do isótopo (5.730 anos), não deveria haver nenhum C-14 detectável após 100 mil anos. Assim, a presença de uma quantidade mensurável de C-14 nos fósseis de ossos invalidaria a crença/consenso de que os dinossauros teriam vivido e se tornado extintos há mais de 65 milhões de anos. Paleontólogos evolucionistas consideram um desperdício de tempo testar C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Não se deve encontrar nada ali. Ossos com milhões de anos de idade, incluindo os de todos os dinossauros, devem estar “radiocarbonicamente inertes”. Mas, como Mary Schweitzer disse sobre os tecidos moles em geral: “Se você não quer, você não vai encontrar. Mas se você fizer isso, nunca se sabe.

Os membros da Creation Research Society (CRS), uma organização de cientistas criacionistas bíblicos que existe desde 1963, começaram a investigação. Na edição de primavera de 2015 da revista revisada por pares CRS Quarterly (51:4), dois pesquisadores publicaram um artigo especial sobre os resultados de seu projeto iDINO: uma pesquisa sobre os restos de tecidos moles em ossos de dinossauros. (Esse número foi preparado e impresso antes do anúncio feito na Nature Communications.) O anúncio bombástico de que foi encontrada uma proporção mensurável de C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Brian Thomas e Vance Nelson relataram:

“Quantidades mensuráveis de radiocarbono têm sido consistentemente detectadas dentro de materiais carbonáceos por todos os estratos fanerozoicos. Sob pressupostos uniformitaristas, esses estratos não deveriam conter quantidades mensuráveis de radiocarbono. Secularistas afirmam que esses resultados desafiadores são decorrentes de contaminação sistemática, mas a hipótese de contaminação endógena deve ser considerada. Assumindo que esses estratos foram em grande parte depositados pelo dilúvio de Noé, que teria acontecido dentro do prazo da detectabilidade de radiocarbono com equipamentos modernos, sob pressupostos uniformitaristas, propomos que os fósseis de todas as três eratemas, incluindo fósseis de dinossauros, deveriam conter também quantidades mensuráveis de radiocarbono. Consistente com essa hipótese, relatamos quantidades detectáveis de radiocarbono em todas as nossas 16 amostras. As tentativas de refutar nossa hipótese fracassaram, incluindo uma comparação de nossos dados com publicações anteriores de fósseis datados com carbono. Conclui-se que fósseis e outros materiais carbonáceos encontrados em todos os estratos fanerozoicos contêm quantidades mensuráveis de radiocarbono provavelmente endógeno.”

Thomas e Nelson começaram a prever a presença de radiocarbono em ossos de dinossauros com base em relatos publicados de radiocarbono mensurável em carvão, diamantes e outros materiais assumidos por geólogos evolucionistas como tendo milhões de anos de idade. Eles coletaram 16 amostras de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de uma variedade de locais ao redor do planeta, incluindo Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade pertencia a ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas seguindo os procedimentos convencionais para remover a possibilidade de contaminação, e, em seguida, submetidas a um laboratório para a espectrometria de massa atômica (AMS).

Inesperadamente, todas as 16 amostras submetidas à medição continham C-14. Encontramos quantidade mensurável de C-14 em todas as 14 amostras de nossos fósseis, dinossauros e outros. Além disso, verificou-se uma consistência surpreendente nesses dados, que variaram de cerca de 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Deve ser entendido que o termo “anos de radiocarbono” não indica necessariamente verdadeiras idades das amostras, pois a calibração depende de suposições sobre as condições atmosféricas anteriores a essas datas que se podem comprovar frente a registros arqueológicos. Não era objetivo do projeto datar os espécimes, mas simplesmente determinar se ainda havia a presença de radiocarbono.

No artigo, os pesquisadores consideraram se acaso foi um dia ruim no laboratório em que eles realizaram os testes, levando a resultados uniformemente tendenciosos. Isso, argumentam eles, é altamente improvável, porque outros quatro laboratórios reportaram a presença de radiocarbono em amostras que se pensava ter milhões de anos. Esses relatórios se comparam favoravelmente com os novos resultados, obtendo-se as idades de radiocarbono no mesmo intervalo finito. Surpreendentemente, não importa se os espécimes são designados como do Cenozoico, Mesozoico ou Paleozoico: cada época abrange o intervalo de “idades” radiocarbônicas resultantes de testes.

Eles também consideraram se águas subterrâneas puderam ter infiltrado C-14 no interior das amostras. Nesse caso, seria de se esperar que amostras provenientes de condições mais secas fossem diferentes daquelas de locais mais úmidos, ou porções recolhidas do interior de um osso diferissem das mais próximas do exterior. Nenhuma dessas tendências foi encontrada; além disso, as datas obtidas foram consistentes com os resultados publicados anteriormente de um fóssil a 900 metros de profundidade, bem abaixo do lençol freático.

Como as idades de radiocarbono são recentes em várias ordens de magnitude do que é comumente aceito, e são consistentes em seus limites superior e inferior, independentemente do local ou da era assumida, os autores concluem que todos os estratos geológicos com seus fósseis devem ter sido depositados em um curto período, conforme descrito no registro histórico do dilúvio bíblico.

Os outros cinco artigos nos CRS Quarterly fornecem um suporte cumulativo para esse novo e fundamental teste de idades de fósseis:

Brian Thomas analisou relatórios de biomateriais originais em fósseis.

Mark Armitage apresentou seus resultados de achados de tecidos moles em chifres de um Triceratops da Formação Hell Creek, em Montana. (Esta é uma atualização para um periódico criacionista de seu artigo anterior [originalmente publicado na Acta Histochemica no ano passado]) e que lhe custou a expulsão da Universidade Estadual da Califórnia, em Northridge).

Kevin Anderson criticou a teoria de que o tecido mole não seria primordial, mas apenas um molde feito pelo biofilme bacteriano.

John M. e Edward Boudreaux de Massa investigaram processos que levam à degradação dos peptídeos.

Timothy Clarey, geólogo associado do Institute for Creation research (ICR), descreveu as características temporais e geológicas da Formação Hell Creek.

Thomas e Nelson se esforçaram para tentar falsear seus próprios resultados, mas alguns evolucionistas, sem dúvida, permanecerão insatisfeitos com qualquer artigo publicado em um periódico criacionista. Agora que a Nature – periódico científico secular líder no mundo – relatou que tecidos moles em ossos de dinossauros parecem ser comuns, começa a corrida para encontrar mais. Chegará o momento em que os não criacionistas serão levados a realizar seus próprios testes de C-14 para eliminar qualquer tipo de dúvidas.

No editorial de abertura da revista, o Dr. Danny Faulkner diz que “é conveniente que os criacionistas assumam a liderança no estudo dos tecidos moles em fósseis”, dado que o mundo científico “apenas aceitou com relutância” as evidências de tecidos moles. Permanece mais trabalho para o projeto iDINO (Investigação de Osteotecidos Intactos de Dinossauros), ele diz, e já começaram as filmagens preliminares para um vídeo. O projeto CRS é inteiramente financiado por doações privadas.

Nota do autor: “Cientistas criacionistas estão assumindo a liderança! O que os criacionistas da Terra antiga e os evolucionistas vão fazer agora? Esses achados, basicamente, colapsam toda a coluna geológica, e destroem a narrativa evolucionista de milhões de anos. Irão abaixo os rótulos dos parques nacionais, filmes de Hollywood e as descrições de dinossauros de brinquedos nas lojas de presentes em museus. Devido a tudo o que está em jogo, podemos esperar que alguns evolucionistas reagirão como os velociraptores. Não há necessidade de responder na mesma moeda; apenas foque nos resultados e diga: ‘Aqui estão os dados científicos. Você tem uma teoria melhor?’

“Se um adepto da Terra velha responder: ‘Sim, mas os dados também não se encaixam em sua cronologia bíblica’, deve-se insistir: ‘Esses dados refutam os milhões de anos. Sim ou não?’ Se a resposta for ‘sim’, então a pergunta mudou. Não se trata mais sobre se os ossos de dinossauros são jovens, mas simplesmente quão jovem eles são. Essa é uma questão interessante e muito válida, contudo, desde os fósseis do Cambriano até Lucy entraram em colapso em uma linha do tempo que é de ordens de grandeza mais jovem do que foi ensinado a todos nós; agora se trata de uma partida totalmente diferente, na qual Darwin já não tem papel de árbitro.

Texto traduzido do original Coppedge[1]  e publicado originalmente em 18/05/2016 no Blog Criacionismo.

Referência

[1] Coppedge D. “Carbon-14 Found in Dinosaur Bone.” Creation-Evolution Headlines(18/6/2015). Disponível em: http://crev.info/2015/06/c14-dinosaur-bone/


Fósseis de crânios revelam: cérebro está encolhendo

Darwin foi o primeiro a propor a relação de parentesco evolutivo entre os seres humanos e os grandes macacos, incluindo o crescimento gradativo da capacidade craniana e do volume do cérebro. Para os evolucionistas, a evolução dos humanos é um fato e está relacionada ao grande cérebro que estes possuem. Para eles, a maior evidência pode ser encontrada no registro fóssil.[1] Pois bem, infere-se que a capacidade craniana aumentou de 500 cm³ para 1.200 cm³ entre os primeiros Homo habilis e o Homo erectus, em pouco mais de um milhão de anos. Seus sucessores, o Homo sapiens neandertalensis (nomenclatura usada para considerar o homem de Neandertal uma subespécie do homem atual), surgido há supostos 300 mil anos, e o Homo sapiens sapiens (homem moderno), há 120 mil anos, aumentaram a capacidade craniana para o valor atual de 1.450 cm³.

Por outro lado, como podemos ter certeza de que essas inferências são reais? O que não faltam são evidências mostrando que “especialistas” têm erroneamente classificado fósseis como sendo de espécies de hominídeos, tal como afirma Ian Tattersall, antropólogo do Museu Americano de História Natural de Nova York:

“Novos fósseis têm sido acidentalmente atribuídos a espécies de Homo, com o mínimo de atenção aos detalhes de morfologia.”[2]

Além disso, um fato contrário à perspectiva evolucionista do aumento gradativo da capacidade craniana apareceu no tempo de Darwin. Em 1856, isto é, três anos antes da publicação de A Origem das Espécies, os restos fósseis da espécie Neandertal foram descobertos na Gruta de Feldhofer, no Vale de Neander, Alemanha. O curioso é que a calota craniana do homem de Neandertal é aproximadamente 10% maior em volume que o do homem moderno.[3] Darwin tinha ciência desse fóssil, mas, mesmo assim, se esforçou para tornar primitivos e abrutalhados nossos supostos ancestrais. Para ele, os Neandertais eram subumanos, quase bestas. Nesse sentido, ele foi um péssimo observador, pois não entendeu o significado da capacidade craniana de 1.600 cm³ do Neandertal em relação aos 1.450-1.500 cm³ dos humanos de hoje.

Em 1868, por sua vez, o geólogo Louis Lartet descobriu cinco esqueletos de Homo sapiensno abrigo de Cro-Magnon, em Dordogne, no Sudoeste de França. Dentre eles, o crânio do famoso Cro-Magnon (de um homem idoso) era o que tinha o melhor crânio.[4] Em relação aos nossos ancestrais mais próximos, o crânio de Cro-Magon é considerado o fóssil mais antigo de Homo sapiens conhecido na Europa. Forte e musculoso, o homem de Cro-Magnon tinha o crânio grande e estreito, a fronte reta e a face curta e larga. A altura média do Cro-Magnon era de 1,80 m, enquanto os neandertais clássicos tinham uma altura média de 1,65 m.

O crânio do Cro-Magnon é literalmente o mais velho antepassado Homo sapiens (com supostos 28 mil anos) descoberto até hoje na Europa. Daí a importância de seu estudo. Mas o que nos intriga em relação ao fóssil do Cro-Magnon é sua medida craniana de 1.700 cm³, volume grande quando comparado à média craniana de 1.450-1.500 cm³ dos humanos atuais. Aqui vemos nitidamente mais um fato contrário à perspectiva evolucionista do aumento gradativo da capacidade craniana.

Em 2010, dois paleoantropólogos franceses conseguiram, pela primeira vez, reconstituir em 3D o formato do cérebro do homem de Cro-Magnon. A observação imediata por parte dos investigadores foi a de que aquele cérebro “era claramente maior do que a média atual”.[4] Aquele “era uma cérebro muito musculoso”, de acordo com os cientistas franceses. A conclusão foi a de que, “ao longo da evolução nos últimos 50 mil anos, a dimensão corporal do homem diminuiu um pouco e seu crânio também acompanhou em média essa tendência”, explicou o paleoantropólogo Antoine Balzeau, do Museu Nacional de História Natural, em Paris.

Em 2008, uma pesquisa realizada por geneticistas evolucionistas já havia confirmado que o homem de Cro-Magnon é o ancestral dos europeus modernos.[5] Está bem estabelecido que sua semelhança com os humanos modernos está presente tanto em nível anatômico quanto em nível genético. Segundo a pesquisa, o Cro-Magnon saiu da África há supostos 40 mil anos e se estabeleceu no continente Europeu. Teria vivido há supostos 28 mil anos no sul da Itália, e coabitado com os neandertais.

Se essa hipótese evolutiva estiver correta, como explicar o fato de que, em 40 mil anos de existência, só nos últimos seis mil anos é que o Cro-Magnon desenvolveu a habilidade de registrar sua história de maneira mais significativa? Para os criacionistas, o homem de Cro-Magnon pode ter sido um homem das cavernas pós-diluviano, responsável por algumas pinturas rupestres notáveis (verdadeiros artistas) em cavernas também pós-diluvianas, como a gruta de Lascaux, na França.[6] Sob essa perspectiva, não há chances de que eles sejam semelhantes às figuras que se veem em livros didáticos ou caricaturas de histórias em quadrinhos. Para os criacionistas, o homem de Cro-Magnon é essencialmente o mesmo que os europeus modernos, apenas representando uma geração mais antiga.[7]

Em 2003, foram descobertos os fósseis cranianos do homem de idaltu, espécie humana anatomicamente moderna mais antiga que se conhece (cerca de 160 mil anos atrás), escavados em um sítio paleontológico na Etiópia.[8] O estudo descreveu três crânios fossilizados, dois adultos e uma criança, encontrados na vila de Herto, 230 quilômetros a nordeste da capital da Etiópia. A nova subespécie foi chamada de Homo sapiens idaltu. O homem de idaltu se situa, na escala evolutiva de tempo, entre hominídeos mais primitivos (também encontrados na África) e os humanos atuais – da subespécie Homo sapiens sapiens. O resultado da análise dos fósseis revelou que o homem de idaltu era mais alto que os homens atuais e seu cérebro era ligeiramente mais volumoso.[9] Portanto, ele também está fora do esquema evolutivo clássico. Para os criacionistas, o homem de idaltu também é um ser humano pós-diluviano.

Em 2014, um estudo realizado por pesquisadores chineses evolucionistas analisou 500 moldes de cérebros criados a partir das impressões no interior de crânios dos últimos sete mil anos na escala de tempo evolutiva.[10] Os resultados confirmaram o que se suspeitava: o cérebro humano está ficando menor. E não é apenas uma área particular do cérebro que está encolhendo, o cérebro inteiro foi ficando cada vez menor. Para os autores, essas alterações podem estar sendo causadas por mutações genéticas aleatórias e mudanças epigenéticas em resposta a alterações no ambiente.

É interessante esse resultado, pois há dezenas de anos os criacionistas vêm afirmando que, após o dilúvio, o ser humano foi degenerando (involuindo) em estatura e em longevidade, devido a um conjunto de fatores: (1) pecado; (2) passagem da alimentação natural (vegetarianismo) para o consumo emergencial de carne diante da escassez de vegetação pós-diluviana; (3) mudanças climáticas pós-diluvianas, tais como a diminuição do oxigênio na atmosfera e a maior incidência de radiação cósmica;[11-13] (4) doenças devido ao acúmulo de mutações genéticas rápidas que passaram a ocorrer em uma mesma geração devido à ação de transpósons; essas mutações deletérias forçaram uma explosão da variação do genoma humano há cerca de cinco mil anos atrás.[14, 15]

Cabe ressaltar, ainda, que o conceito de “homem das cavernas” geralmente é atribuído a descobertas de restos fósseis de ossadas humanas em grutas e abrigos sob rochas. Diante disso, é interessante fazer um apanhado dos textos bíblicos que se referem a cavernas, para analisar seu contexto em comparação com o conceito já mencionado de “homem das cavernas”. Em diversos textos (Gênesis 19:30; 23:3-20; 25:09; 49:29-33), vemos que as cavernas constituíam abrigos emergenciais, sepulturas e locais de habitação de certo tipo de população marginalizada expulsa das cidades em virtude de certas patologias (lepra ou distúrbios mentais). Por isso, não seria de admirar que esses fósseis humanos encontrados em cavernas viessem hoje a ser considerados pelos evolucionistas como sendo seres que não tivessem ainda atingido sua “plenitude evolutiva”.[16]

O ser humano está ficando mais burro?

Os grandes historiadores concordam que os documentos históricos encontrados até o presente momento apontam para uma história humana recente. A humanidade surgiu há aproximadamente cinco mil anos, em termos de documentos históricos comprovados.[6] Essa é uma evidência forte no apoio à historicidade do relato bíblico, com um detalhe importante: o surgimento das antigas civilizações, demonstrando grande conhecimento e domínio profundo de diversas áreas. É fato que muitas construções do passado não podem ser reproduzidas com a tecnologia que temos hoje. As mentes mais “brilhantes” do mundo atual não conseguem conceber que seres humanos do passado possam ter sido mais fortes e inteligentes do que os de hoje, levando-os a formular a hipótese de que extraterrestres tenham trazido grandes conhecimentos à Terra.[17]

Civilizações extintas são conhecidas por terem tido incríveis conhecimentos tecnológico, astronômico, matemático, agrícola, pecuário e médico. É compreensível o fato de que os naturalistas modernos não consigam entender como grandes construções foram levantadas, tais como as pirâmides do Egito, as mais altas estruturas feitas pelo ser humano, recordistas por mais de 3.800 anos. Além de outras pirâmides (México, China e Peru), monumentos e projetos arquitetônicos Incas (Machu Picchu, por exemplo), grandes construções escavadas em cavernas, obras imensas de engenharia, tais como a Arca de Noé e a Torre de Babel, entre muitos outros.

O fato de o cérebro humano ter encolhido 10% nos últimos 30 mil anos (isso segundo o modelo evolucionista; o que equivalente a cerca de quatro mil anos no modelo criacionista) levou os pesquisadores a uma conclusão radical: “Com a emergência de sociedades mais complexas, o cérebro humano foi se tornando menor, porque os indivíduos já não necessitavam ser tão inteligentes para sobreviver”, explicou o professor de Psicologia David Geary, da Universidade de Missouri.[18]

Fica evidente aqui o pressuposto evolucionista do autor ao sugerir que a sociedade moderna seria bem mais complexa que as antigas civilizações, crença essa que está na contramão dos fatos. Será que o autor se esqueceu de que a história está repleta de registros que mostram que povos antigos tinham capacidades cognitivas extraordinárias? Ao comparar as imensas construções de civilizações antigas tão duradouras com as nossas, pergunto-me: Quanto tempo duram os prédios hoje? Para os criacionistas, é nítida a lacuna existente entre o alto nível de capacidade cognitiva que tinham as gerações passadas e o que restou para o ser humano moderno.

Uma forte evidência a favor disso pode ser encontrada nos registros sobre a capacidade artística que eles possuíam. Em 2012, cientistas fizeram comparações entre desenhos e concluíram que [supostos] homens das cavernas desenhavam melhor o movimento dos animais do que os artistas modernos.[19, 20] Para tanto, os autores examinaram as pinturas “pré-históricas” de bois e elefantes em muitas grutas como a de Lascaux, na França, e também nos quadros e estátuas modernas, também representando quadrúpedes em movimento. Foi analisada a exatidão da reprodução do movimento nessas pinturas e esculturas com relação às observações científicas dos movimentos desses animais. Segundo o autor de um dos estudos,

“são as mais antigas e as mais elaboradas já descobertas, desafiando nosso conhecimento atual sobre a evolução cognitiva humana”.[20: p. 8.002]

E o que dizer do pensamento crítico, transmissão de ideias e tecnologia para produção de armas dos [supostos] homens das cavernas? Em 2012, uma pesquisa comprovou que o homem “arcaico” era um pensador “avançado”.[21] “As descobertas sugerem que nossos antepassados tinham uma capacidade maior para o pensamento complexo e a produção de armas”, afirma um dos autores do estudo.[22] “A tecnologia complexa [dos supostos homens da caverna] demonstra a capacidade para ideias complexas e para a transmissão dessas ideias, e, consequentemente, para a linguagem”, analisa a antropóloga Sally McBrearty.[23: p. 531]

Em 2012, um estudo sugeriu que os seres humanos estão lentamente perdendo capacidades intelectuais e emocionais devido ao fato de a intrincada teia de genes – ligados à inteligência – no cérebro humano ser suscetível a mutações que não estão sendo selecionadas contra pela seleção natural.[24, 25] Para o autor, o fato de a seleção natural não estar “peneirando” as mutações nesses genes provavelmente se deve à perda da pressão evolutiva necessária sofrida pelo ser humano moderno, uma vez que ele passou a viver em assentamentos agrícolas densos milhares de anos atrás. Em outras palavras, o ser humano não precisaria mais de inteligência para sobreviver.

O autor estima que em três mil anos, cerca de 120 gerações, o ser humano adquire duas ou mais mutações permanentes prejudiciais à sua estabilidade emocional e intelectual.[24, 25] Em geral, pesquisas recentes trazem estatísticas bem maiores que essas em relação à taxa de mutações adquiridas. Em humanos, as estimativas atuais são de que ocorram entre 100 a 200 novas mutações por indivíduo a cada geração.[26-28] Dessas, os dados variam entre 1-15% de mutações deletérias que causariam a perda direta de informação genética em humanos a cada geração.[26, 28-31]

Essas taxas elevadas de mutações que afetam muito rapidamente o ser humano nos ajudam a entender a conclusão de um estudo publicado em 2013 no qual se afirma que os seres humanos perderam, em média, 14 pontos de quociente de inteligência (QI) desde o fim da era vitoriana.[32] O trabalho analisou 14 estudos de inteligência feitos entre 1884 e 2004, que se centraram na velocidade de reação visual dos participantes. O tempo de reação reflete a velocidade dos processos mentais de dada pessoa e é considerado um sinal geral de inteligência.

Porém, segundo um dos autores, os resultados são atribuídos, sobretudo, ao fato de as pessoas mais educadas passarem a ter menos filhos, o que deixaria as gerações subsequentes com maior número de pessoas menos inteligentes.[33] Ao fazer uma análise dessa leitura, pergunto: Seria esse mesmo o real motivo? Embora os criacionistas concordem com a conclusão do estudo, eles rejeitam a interpretação que o autor faz de o controle de natalidade ser o responsável pelo declínio da inteligência humana.

O autor ainda alerta que outros estudos recentes têm sugerido um aumento aparente no QI a partir da década de 1940.[33] Porém, o especialista sugere que esses levantamentos refletem a influência de fatores ambientais – como melhor educação, higiene e nutrição –, que podem mascarar o verdadeiro declínio na inteligência herdada geneticamente no mundo ocidental. Por fim, como afirma o jornalista de ciência Michelson Borges,

“não fossem a medicina e os remédios, creio que nossa expectativa de vida seria comparável à das pessoas da Idade Média. Pelo visto, evolução biológica (no sentido “ascendente”) não é o que vem ocorrendo. Degeneração, sim”.[34]

Texto originalmente publicado em 30/03/2016 no Blog Criacionismo.

Referências

[1] Cardoso SH, Sabbatini RME. O Que Nos Faz Unicamente Humanos? Cérebro e Mente (15/01/2000). Disponível em: http://www.cerebromente.org.br/n10/editorial-n10.htm

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[4] Naves F. Cérebro de Cro-Magnon reconstituído em 3D. Diário de Notícias, (11/03/2010). Disponível em: http://www.dn.pt/ciencia/interior/cerebro-de-cromagnon-reconstituido-em-3d-1515954.html

[5] Caramelli et al. A 28,000 Years Old Cro-Magnon mtDNA Sequence Differs from All Potentially Contaminating Modern Sequences. PLoS One 2008; 3(7):e2700. http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0002700

[6] Azevedo RC. ABC das Origens. São Paulo: Kits, 2006.

[7] Arsuaga JL. El collar del Neandertal: en busca de los primeros pensadores. Madrid: Ediciones Temas de Hoy, 1999; ver também: Prideaux T. Cro-Magnon man. NY: Time-Life Books, 1973.

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[9] Vieira CL. Mundo de ciência – O homem moderno mais antigo. Revista Ciência Hoje, n.196, agosto de 2003, p.8.

[10] Liu C, et al. Increasing breadth of the frontal lobe but decreasing height of the human brain between two Chinese samples from a Neolithic site and from living humans. Am J Phys Anthropol 2014; 154(1):94–103.

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[18] McAuliffe K. If Modern Humans Are So Smart, Why Are Our Brains Shrinking? Discover Magazine, 2010. Disponível em: http://discovermagazine.com/2010/sep/25-modern-humans-smart-why-brain-shrinking

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[22] Homens da Caverna eram pensadores mais avançados do que se achava. Portal Terra (08/11/2012). Disponível em: http://noticias.terra.com.br/ciencia/homens-da-caverna-eram-pensadores-mais-avancados-do-que-se-achava,f2c957406deda310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

[23] McBrearty S. Sharpening the mind. Nature. 2012 Nov 22;491(7425):531-2.

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[33] Entrevista concedida por Jan te Nijenhuis. People Getting Dumber? Human Intelligence Has Declined Since Victorian Era, Research Suggests. Entrevistadora: Macrina Cooper-White. The Huffington Post, 2013. Disponível em:http://www.huffingtonpost.com/2013/05/22/people-getting-dumber-human-intelligence-victoria-era_n_3293846.html

[34] Borges M. Pesquisa indica que a humanidade ficou mais burra. Blog Criacionismo, 2013. Disponível em:http://www.criacionismo.com.br/2013/05/pesquisa-indica-que-humanidade-ficou.html


O estranho fóssil de baleia: evidência do dilúvio universal?

A fossilização é um evento raro e, para tanto, deve haver soterramento de forma rápida, antes que o animal morto comece a apodrecer, a se decompor ou a ser consumido no ambiente – devido a animais carniceiros, a microorganismos, à ação da chuva e do sol, etc. Em abril de 1976, foram encontrados os restos fósseis de uma baleia de cerca de 25 metros no interior de um depósito de diatomáceas (esqueletos minúsculos de algas unicelulares), na mina Miguelito, em Lompoc, Califórnia, EUA. Infelizmente, naquele mesmo ano, o fóssil ainda não tinha sido completamente desenterrado quando o artigo descrevendo o achado foi publicado.[1] Mas ao longo do período de escavação a equipe do Museu de História Natural de Los Angeles teve uma surpresa em relação à posição em que o fóssil da baleia se encontrava.

O fóssil estava na posição diagonal, apoiado sobre a cauda, ultrapassando vários estratos geológicos. Como poderia esse fóssil de baleia ter mantido essa posição e integridade ao longo de centenas de milhares de anos, sendo enterrado gradual e lentamente milímetro após milímetro? Uma investigação no local, a partir de uma perspectiva atualista, revelou que a unidade de diatomito (rocha porosa e absorvente) que enterrou a baleia também estava inclinada no mesmo ângulo, portanto, a baleia deve ter sido enterrada no diatomito quando ambas estavam na posição horizontal, e mais tarde os movimentos de terra foram elevando-as e inclinando-as em sua orientação atual.

Portanto, a explicação atualista é a de que houve um deslizamento de terra submarino durante um dos inúmeros terremotos da Califórnia e o conjunto rochoso se deslocou e soterrou o animal, porém, o que o atualismo não explica satisfatoriamente é a sedimentação que teria de ser muito rápida para poder preservar cada osso da baleia em sua posição original, sem qualquer deslocamento com relação à sua orientação.[2] O modelo criacionista prevê um enterro catastrófico e, também, uma rápida deposição das camadas de sedimentos, sepultando as diatomáceas; isso somente ocorreria por meio de um enorme episódio catastrófico: um dilúvio universal.[3]

De fato, para ser evitada a dispersão dos ossos, o soterramento deve ter ocorrido no máximo em três anos. Parece que as correntes marinhas teriam acumulado enormes quantidades desses seres (isto é, de diatomáceas) para formar o que alguns chamaram de “um purê de organismos”. Aliás, se esse diatomito foi depositado gradualmente, como reivindicado por geólogos atualistas, o diatomito não seria puro, como ele é. Ademais, a taxa de deposição lenta resultaria em corrosão e eliminação dos ossos da baleia, porque a caixa torácica, por exemplo, teria ficado aguardando sepultamento por eras.

Se não bastasse, a deposição Lompoc não apresentou moradores de fundo do mar (moluscos, mexilhões e caracóis), em vez disso foram encontrados no local outros companheiros fósseis para a baleia, tais como

“bacalhau, peixes arenque, peixes-agulha [parente dos cavalos-marinhos], leões marinhos e pássaros, nenhum dos quais é morador do fundo do mar”, tornando-se evidente que “o conjunto Lompoc representa um cemitério fóssil catastroficamente enterrado, não o enterro progressivo de um habitat.”[2: p. 256]

O curioso é que, de acordo com o pessoal do museu, até meados de 1997, a camada de rocha de diatomito contendo o fóssil da baleia permanecia sobre um vagão no fundo do museu devido à falta de dinheiro e ao espaço necessário para que fosse curadoriada.[4] Será mesmo esse o real motivo de o achado ter sido ignorado por décadas? Talvez uma evidência como essa que aponta para uma catástrofe de grande escala e contraria o atualismo vigente não ofereça mesmo um bom motivo para curadoriá-la.

Texto originalmente publicado em 24/12/2015 no Blog Criacionismo.

Referências

[1] Reese KM. Workers find whale in diatomaceous earth quarry. Chemical and Engineering News 1976; 54(41):40.

[2] Snelling AA. The Whale Fossil in Diatomite, Lompoc, California. CEN Tech. J. 1995; 9(2):244-58. Disponível em: http://creation.com/images/pdfs/tj/j09_2/j09_2_244-258.pdf

[3] Ackerman PD. It's a Young World After All. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1986, pp. 81-83.

[4] South D. A Whale of a Tale. The TalkOrigins Archive, 1997. Disponível em: http://www.talkorigins.org/faqs/polystrate/whale.html